Comando Espacial dos EUA é oficializado como 11° comando de combate do país

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (29) a fundação do Comando Espacial dos EUA (United States Space Command / USSPACECOM), que será o 11º comando de combate do país, e o primeiro criado em mais de uma década.

“Aqueles que desejam prejudicar os Estados Unidos, tentar nos desafiar no terreno mais alto do espaço, agora será um jogo totalmente diferente”, disse Trump durante a cerimônia de inauguração na Casa Branca.

A criação do Comando foi motivada por crescentes ameaças contra satélites americanos, que são estratégicos para operações militares e comerciais do país.

Inicialmente, o Comando Espacial consistirá de 287 integrantes, a maioria deles são militares que trabalham em uma unidade do Comando Estratégico dedicada ao espaço. A sede do Comando ainda não foi definida.

O comandante do Comando Espacial será o general da Força Aérea, John Raymond. “Proteger os bens dos Estados Unidos no espaço é a missão fundamental do novo comando.”, revelou o general.

As forças armadas dos EUA dependem de uma rede de instrumentos espaciais na órbita da Terra que executam todo tipo de função essencial, incluindo alerta de mísseis, GPS, orientação de projéteis de precisão, comunicação e até mesmo espionagem.

Mas muitos desses satélites foram colocados em órbita em uma época em que o espaço era visto como um domínio pacífico. Em anos recentes, no entanto, adversários em potencial dos EUA demonstraram capacidade de derrubá-los com mísseis ou de interferir em seu funcionamento com uma gama de tecnologias, incluindo laser.

“Eu realmente acredito que estamos no ponto de inflexão estratégico, onde não há nada que façamos na força de coalizão conjunta que não seja possibilitado pelo espaço. Nada”, disse Raymond.

O general mencionou avanços da Rússia e da China que tornaram o espaço um domínio disputado, onde os Estados Unidos enfrentam ameaças que não enfrentavam antes. Ele citou um teste de 2007 em que a China usou um míssil disparado da Terra para destruir um de seus próprios satélites meteorológicos.

Em março deste ano, a Índia se tornou o quarto país a conseguir derrubar um satélite em órbita baixa com um míssil, após Estados Unidos, China e Rússia. O primeiro-ministro indiano Narendra Modi disse na época que o feito colocou a Índia entre as superpotências do espaço.

Uma Força Espacial viável?

A criação do Comando Espacial é um passo importante para o objetivo da Casa Branca de estabelecer a chamada Força Espacial, que seria o sexto ramo das forças armadas e o primeiro criado após o estabelecimento da Força Aérea em 1947.

O vice-presidente, Mike Pence, disse em dezembro do ano passado que a Força Espacial seria comandada por um general de quatro estrelas e consolidaria os 18 mil civis e militares que trabalham em questões de segurança nacional no espaço. A Força Espacial precisa ainda de aprovação do congresso para ser ativada.

Durante entrevista em outubro do ano passado, Pence não descartou a possibilidade de implementar armas nucleares no espaço, dizendo que a atual proibição do seu uso é “de interesse de todas as nações” mas que a questão deveria ser decidida sob “o princípio de que a paz vem por meio da força”.

Combater vida extraterrestre no espaço não é uma das missões do novo comando, disse Stephen Kitay, secretário assistente de defesa para política espacial. “O Comando Espacial e a Força Espacial estão focados na vida aqui na Terra, porque o espaço impacta o nosso modo de guerra e nosso modo de vida”, disse Kitay.”

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  • Com agências internacionais

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Ukroboronprom apresenta novas armas ucranianas

“Nos últimos três anos, a State Concern Ukroboronprom produziu dezenas de equipemanetos bélicos que são uma resposta digna da Ucrânia aos desafios da guerra híbrida. Enquanto a aeronave de transporte An-132D provou a total independência da indústria aeronáutica ucraniana da Rússia, o mini veículo blindado de transporte de pessoal Phantom demonstrou claramente os desenvolvimentos avançados do complexo de defesa ucraniano “, informou o serviço de imprensa da Ukroboronprom.

Como observado, as estações de armas para veículos blindados, foguetes, sistemas de artilharia, incluindo múltiplos sistemas de foguetes de lançamento, UAVs e sistemas de radar foram projetados nos últimos três anos.

Ukroboronprom

O veículo multiuso tático Phantom, projetado para se tornar uma resposta sofisticada aos desafios da guerra moderna, é uma das soluções mais inovadoras da Ukroboronprom.

Com informações da Ukroboronprom via redação Orbis Defense Europe.

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Capital da Arábia Saudita sofre ataque de drones e mísseis dos rebeldes do Yemem

O movimento Ansar Allah realizou uma nova série de ataques à Arábia Saudita no âmbito de suas operações para se opor à intervenção do Iêmen liderada pelo Reino Saudita.
Em 25 de agosto, as forças iemenitas dispararam 10 mísseis balísticos de curto alcance contra bases militares no Aeroporto Internacional de Jizan em seu “maior” ataque com esses mísseis contra alvos na Arábia Saudita. A TV al-Masirah, do Iêmen, informou que os mísseis atingiram os hangares dos aviões militares sauditas e dos helicópteros de ataque Apache, além de algumas instalações militares na área.

No mesmo dia, Ansar Allah lançou um novo “míssil balístico”, batizado de Nakal, em uma reunião das forças armadas sauditas na província de Najran, no Reino. O general Yahya Sari, porta-voz das forças lideradas por Ansar Allah, disse que o novo míssil atingiu seu alvo, matando e ferindo “dezenas” de militares da coalizão.

Em 26 de agosto, Ansar Allah, pela primeira vez, usou um ataque do esquadrão do seu novo Sammad-3 para atingir um “importante alvo militar” na capital saudita de Riad. O general Sari disse que os drones atingiram o alvo designado com grande precisão, enfatizando que os ataques foram a resposta à agressão saudita contra o Iêmen.
Mais tarde, um míssil balístico Qassem de médio alcance atingiu posições de forças apoiadas pela Arábia Saudita na área de Saqam, na província de Narjan.

Em 27 de agosto, drones Qasef-2K demoraram para a Base Aérea King Khalid, na Arábia Saudita, na província de Asir. Todos esses fatos ocorreram em meio a contínuos conflitos na fronteira entre os combatentes de Ansar Allah e as forças lideradas pela Arábia Saudita. Ansar Allah divulga regularmente vídeos mostrando grandes perdas de equipamentos de tropas apoiadas pela coalizão na área.

Levando em conta uma recente brecha entre as forças apoiadas pela Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos no sul do Iêmen, parece que a coalizão está perdendo cada vez mais terreno no país devastado pela guerra e que a guerra está se movendo para o sul da Arábia Saudita.

Com informações SANA Syria, Arab News, Israel 24 via redação Orbis Defense Europe.

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Jihadistas do Boko Haram tomam duas cidades na Nigéria depois que o governo os declarou derrotados

O governo nigeriano divulgou informações repetidamente nas ùltimas semanas de ter derrotado as forças do grupo terrorista islâmico Boko Haram, o Partido do Povo da Sunnah por Dawah e Jihad, ou ora que o  estava prestes a fazê-lo. Prometeu derrotar o Boko Haram até o final de 2014. E até o final de 2015. Em meados de 2017, chamou o movimento de força morinbunda. Em fevereiro de 2018, alegou novamente que os jihadistas foram derrotados. Eles não foram e não estão derrotados n região e os relatos são absurdamentes contràrios aos do governo nigeriano.

A Agência de Notícias da Nigéria relata que os residentes nas áreas afetadas voltaram para suas casas após os ataques dos insurgentes na sede de Gubio e Magumeri das áreas de governo local dos estados Magumeri e Gubio

De acordo com relatòrios de diversas agências de monitoramento do terrorismo mundial, o movimento cresceu muito na Nigéria devido à fugas de contingentes terroristas do Oriente Médio e de outras regiões da Africa. Imagem ilustrativa via AFP.

Os insurgentes atacaram as comunidades por volta das 18:00 [quarta-feira]; incendiaram residências, escolas, escritórios, saquearam itens alimentares e sequestraram um membro da Força-Tarefa Conjunta Civil.

… O Premium Times relata que os jihadistas continuam no controle das cidades. Ao contrário de outras agências de notícias, o jornal atribuiu a culpa pelo ataque à afiliada do Estado Islâmico (ISIS / ISIL) na África Ocidental (ISWA), uma ramificação do Boko Haram.

“Os terroristas, principalmente da filial do Boko Haram ISWA, permaneceram no controle de Gubio, Magumeri e comunidades contíguas”, relata o Premium Times ….

Um funcionário do governo local disse aos repórteres do Saara News sob a condição de anonimato:

É lamentável que, uma semana depois de um ataque ocorrido em Gubio, que levou à retirada de tropas, outros insurgentes armados invadiram a cidade de Gubio por volta das 18h, e realizaram suas orações sobre maghrib por volta das 18h30 na mesquita de Gubio, antes de causar estragos severos nas cidades e atacar civis inocentes incendiando casas e estruturas públicas. Maghrib refere-se a uma das cinco orações diárias obrigatórias do Islã realizadas após o pôr do sol.

Sem fornecer um número específico, as agências de notícias locais informam que o ataque de quarta-feira deixou “muitas” pessoas mortas …
Os ataques ocorreram semanas depois que o governo do presidente nigeriano Muhammadu Buhari alegou falsamente que seu governo “derrotou” o Boko Haram.
Buhari reivindicou repetidamente a vitória sobre o grupo desde que assumiu o cargo em 2015, mas o grupo continuou a causar estragos…

Imagem e informações AFP e Jihad Watch via redação Orbis Defense Europe.

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Forças Especiais russas neutralizam comandante rebelde turco em Idlib

As Forças Especiais Russas de unidades não identificadas eliminaram um comandante de campo das forças rebeldes, que seria apoiado pelos turcos, em um ataque bem-sucedido atrás das linhas inimigas no noroeste de Hama.

De acordo com as informações disponíveis, uma unidade das Forças Especiais Russas, equipadas com óculos de visão noturna e fuzis especiais, se infiltraram na defesa dos militantes perto da cidade de Alhakorh na madrugada de 28 de agosto. Jaysh al-Nasir.

Fontes afiliadas a Jaysh al-Nasir reconheceram que o comandante de campo Mohamad Turki e seus dois guarda-costas – identificados como Jihad Nasar e Brazi Hwuran – foram mortos.

Da esquerda para a direita: Mohamad Turki, Jihad Nasar e Brazi Hwuran. Imagem via SANA Syria.

Jaysh al-Nasir é um membro-chave da chamada Frente Nacional de Libertação (NFL), que foi formada no ano passado com o apoio direto da Turquia.

A NFL agora está apoiando o Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) e outros grupos terroristas afiliados à Al-Qaeda no Grande Idlib. Isso fez da coalizão um alvo para o Exército Árabe Sírio (SAA) e as forças russas.

Com informações Arab News, SANA Syria via redação Orbis Defense Europe.

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Piloto recordista mundial feminina de velocidade morre em acidente

Jessi Combs – construtora de veículos, piloto, fabricante, personalidade de TV e lenda viva automotiva em geral – teve sua morte confirmada na terça-feira, apòs um acidente enquanto tentava quebrar seu próprio recorde de velocidade terrestre no sudeste do Oregon. Ela tinha 36 anos.

O acidente ocorreu quando Combs estava pilotando seu carro movido a jato no deserto de Alvord, um leito de lago seco onde vários recordes de velocidade terrestre foram estabelecidos. De acordo com relatos locais , o acidente aconteceu pouco depois das 16h, horário local.

Images courtesy of David Uhl Studios ‘Jessi’ painting.

 

Combs deteve o título de “mulher mais rápida em quatro rodas” depois de estabelecer um recorde de 398 mph em seu Challenger de Velocidade Supersônica North American Eagle a jato em 2013. Mais recentemente, ela havia pilotado o mesmo carro para 483.227 mph em uma única corrida em outubro de 2018 , embora essa corrida tenha terminado prematuramente com problemas mecânicos. (checadores exigem duas corridas consecutivas em direções opostas para estabelecer um recorde oficial de velocidade.)

Combs era uma lenda viva no mundo automotivo. Treinada em fabricação e construção de hot-worn na WyoTech, ela logo seguiu para a televisão automotiva. Combs foi uma anfitriã, construtor e especialista técnico em programas como Xtreme 4×4, Overhaulin ‘, Truck U e Two Guys Garage . Ela trouxe o All Girls Garage do canal Velocity e foi apresentador e construtor de uma temporada de Mythbusters do Discovery Channel .

Combs ao lado do North American Eagle que ela pilotou para um recorde de velocidade terrestre de 392.954 mph em outubro de 2013. Imagem via North American Eagle.

Quando não estava atràs das câmeras, Combs competiu em uma grande variedade de locais de corrida. Ela foi a primeira mulher a colocar no King of the Hammers do Ultra4; ela levou para casa um pódio de classe 10 na Baja 1000; e ela correu no Rallye Aicha des Gazelles, uma corrida de rally só de mulheres. Ela foi ainda a primeira mulher a competir em The Race of Gentlemen, pilotando um Ford Model T. 1913 bimotor.

Combs se juntou à equipe da North American Eagle Supersonic Speed ​​Challenger como piloto em 2013. Seu objetivo era pilotar o carro (construído a partir de um jato de combate desativado) além de 512 mph, o recorde de Fastest Woman on Earth, ambientado em 1976 por Kitty O’Neil. .O membro da equipe de Combs, Terry Madden, confirmou sua morte em um post no Instagram esta manhã, mas que foi apagado por motivos não declarados.

Jessi Combs será lembrada como uma concorrente destemida, uma fabricante de mestres, uma defensora das mulheres no automobilismo e da comunidade automobilística, e uma presença positiva constante no automobilismo e na mídia. Nossas condolências vão para sua família, seus amigos, seus colegas de equipe e seus fãs em todo o mundo.

Corridas

Como piloto profissional, Combs correu em uma ampla gama de eventos e teve muitos sucessos.

2017 – Ultra 4 King dos Martelos – 12ª – 4400 Classe
2016 – Ultra 4 King dos Martelos – 1º – Classe Modificada EMC [8]
2015 – Rallye Aicha des Gazelles (9 corridas de rali) – 1ª – Primeira participação – 10ª geral
2015 – SCORE Baja 1000 – 2nd – Class 7
2014 – Ultra 4 King dos Martelos – 1ª Classe – Spec
2014 – Campeonato Nacional Ultra 4 – 1ª – Classe Spec
2014 – Ultra 4 Western Region Series – 1ª – Classe Spec
2014 – Desafio Ultra 4 American Rock Sports – 3ª – Classe Spec
2014 – Ultra 4 Glen Helen Grande Prémio – 2º – Classe Spec
2014 – Ultra 4 Stampede – 1ª – Classe Legends
2013 – Defina o recorde de velocidade em terra das mulheres – 398 mph com uma velocidade máxima de 440 mph
2011 – SCORE Baja 1000 – 2ª – classe 10

Em 9 de outubro de 2013, Combs pilotou o Desafio de Velocidade Supersônica North American Eagle (NaE) no deserto de Alvord, reivindicando o recorde mundial de velocidade nas quatro rodas com uma corrida oficial de 632 km / h e uma velocidade máxima de 440.709 mph (709 km / h).
Ao fazer isso, ela quebrou o recorde de velocidade terrestre das mulheres de 48 anos, uma média de 308,51 mph, definida por Lee Breedlove em 1965. 7 de setembro de 2016 Combs definiu uma nova velocidade máxima de condução de 477,59 mph a outra águia americana.

Combs também foi campeão nacional da Classe Ultra 4 Spec 2014 com Falken Tire. Em 2016, ela conquistou o 1º lugar em King of the Hammers com a equipe Savvy Off Road na classe EMC Modified e um 12º lugar em 2017 na Unlimited Class dirigindo o mesmo carro da Stock Mod.

Com informações AFP, Reuters via redação Orbis Defense Europe.

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A tecnologia espiã da Guerra Fria é utilizada em cartões de crédito e passaportes

Moscou, 4 de agosto de 1945. O capítulo europeu da Segunda Guerra havia acabado, Estados Unidos e União Soviética ponderavam sobre seu relacionamento futuro. Na embaixada americana, veio do grupo Organização Pioneira Jovem da União Soviética um belo gesto de amizade entre as duas superpotências.

Eles chegaram com um grande selo cerimonial dos Estados Unidos, esculpido a mão, e o deram de presente a Averell Harriman, o embaixador dos EUA. Mais tarde, o presente ficou conhecido simplesmente como “A Coisa”.

Naturalmente, agentes americanos revistaram cuidadosamente o pesado ornamento de madeira em busca de grampos eletrônicos. Mas, sem fios nem baterias à mostra, que mal ele poderia fazer?

O embaixador Harriman deu à Coisa um lugar de destaque, pendurou-o na parede de seu escritório – e, de lá, ela captou suas conversas particulares durante os sete anos seguintes.

O que Harriman não poderia ter deduzido é que o dispositivo tinha sido construído por uma das mentes mais brilhantes do século 20. Leon Theremin já era famoso pela invenção de um revolucionário instrumento musical elétrico – batizado com seu sobrenome –, que produz som sem ser tocado.

O inventor morou nos EUA com sua esposa, Lavinia Williams, antes de retornar à União Soviética em 1938. Sua esposa disse mais tarde que ele havia sido sequestrado pelos soviéticos. Seja como for, Theremin foi prontamente enviado a um campo de prisioneiros, onde teria sido forçado a projetar, entre outros dispositivos de escuta, A Coisa.

Leon Theremin apresenta seu instrumento musical homônimo em Paris, em 1927 (GETTY IMAGES)

Fato é que um belo dia, operadores de rádio americanos se depararam com conversas do embaixador dos EUA sendo transmitidas pelas ondas radiofônicas. Mas eram transmissões invisíveis: a embaixada foi examinada de alto a baixo em busca de emissões de rádio e nenhuma escuta apareceu. O segredo ainda durou algum tempo.

O dispositivo de escuta estava dentro da Coisa – e era engenhosamente simples, pouco mais que uma antena presa a uma cavidade com um diafragma prateado sobre ela, servindo como um microfone. Não havia baterias ou qualquer outra fonte de energia. A Coisa não precisava disso.

Grampo no brasão que ficava na embaixada americana em Moscou foi revelado depois de anos de escuta, em maio de 1960 (GETTY IMAGES)

Ele era ativado por ondas de rádio enviadas para a embaixada dos EUA pelos soviéticos. A Coisa usava a energia do sinal que entrava para fazer uma transmissão de volta. Quando o sinal externo era interrompido, A Coisa ficava em silêncio.

Assim como o instrumento musical sobrenatural de Theremin, A Coisa poderia parecer uma curiosidade tecnológica. Mas, a ideia de um dispositivo alimentado pela recepção de ondas de rádio e que envia informações em resposta, é muito mais do que isso.

A tag RFID – abreviação, do inglês, de “Identificação por Radiofrequência” – é onipresente na economia moderna. Meu passaporte tem um. Meu cartão de crédito também, que me permite pagar por itens pequenos simplesmente aproximando-o de um leitor de RFID. O princípio é o mesmo da Coisa de Theremin.

Esta camisa leva uma etiqueta RFID (ALAMY)

Livros da biblioteca geralmente têm etiquetas – e não apenas o RFID Essentials (Introdução à RFID, em tradução livre), um livro que usei nas pesquisas para esta reportagem. Companhias aéreas usam-nas cada vez mais para rastrear bagagens; varejistas, para evitar roubos.

Algumas etiquetas contêm uma fonte de energia, mas a maioria – como o dispositivo de Theremin – é alimentada remotamente por um sinal de entrada. Isso os torna baratos, e ser barato sempre foi um fator importante.

Uma variação de RFID foi usada por aviões aliados durante a Segunda Guerra: o radar iluminaria os aviões, e uma parte substancial dos equipamentos, o transponder, reagiria ao sinal do radar com outro sinal que dizia: “estamos do seu lado, não atire “.

Mas, à medida que os circuitos de silício começaram a encolher, tornou-se possível conceber etiquetas que podem ser escondidas em coisas muito menos valiosas do que um avião.

Assim como os códigos de barras, as etiquetas RFID podem ser usadas para identificar um objeto rapidamente.

Diferentemente dos códigos, no entanto, elas podem ser escaneadas automaticamente, sem a necessidade de contato próximo. Algumas tags podem ser lidas a muitos metros de distância; podem ser identificadas, embora de forma imperfeita, em lotes. Podem ser reescritas, lidas ou até remotamente desabilitadas.

E podem armazenar muito mais dados do que um mero código de barras, permitindo que objetos sejam identificados não só como, por exemplo, um certo tipo de calça jeans, mas como um par específico, feito em determinado lugar, em determinado dia.

Na década de 1970, etiquetas RFID também foram usadas para monitorar o transporte ferroviários e até gado leiteiro.

Fazendeiro faz a leitura de uma etiqueta RFID em um rebanho de ovelhas (ALAMY)

No início dos anos 2000, grandes organizações como a rede de supermercados britânica Tesco, as lojas americanas Walmart e o Departamento de Defesa dos EUA começaram a exigir que seus fornecedores enviassem mercadorias com etiquetas. A meta parecia ser chegar a ter RFID em todas as coisas.

Alguns entusiastas implantaram até tags RFID em seus corpos – permitindo, por exemplo, que abrir portas ou entrar no metrô com um simples aceno.

Em 1999, Kevin Ashton, da Procter and Gamble, cunhou uma frase perfeitamente calculada para capturar a empolgação: RFID, ele disse, poderia levar à “internet das coisas”.

Mas o alarde sobre as tags RFID perdeu força à medida que a atenção se voltava para outros produtos de alta tecnologia: smartphones, lançados em 2007, smartwatches, termostatos inteligentes, alto-falantes inteligentes e carros inteligentes.

Todos esses dispositivos são sofisticados e repletos de capacidade de processamento, mas também são caros e precisam de uma fonte de energia substancial.

O que é o ‘capitalismo de vigilância’

Quando falamos da internet das coisas hoje, geralmente não nos referimos à RFID, mas a esses equipamentos, um mundo no qual a torradeira conversa com a geladeira (mesmo que a gente não saiba bem para quê), e apetrechos sexuais operados à distância podem revelar informações sobre hábitos íntimos.

Mas isso não deveria surpreender ninguém: na era do que a socióloga Shoshana Zuboff chama de “capitalismo de vigilância”, a violação da privacidade se tornou um modelo popular de negócios.

Em meio ao entusiasmo e à preocupação, entretanto, o RFID continua a trabalhar em silêncio. E minha aposta seria que ele ainda tem dias de glória pela frente.

O argumento de Ashton sobre a internet das coisas era simples: computadores dependem de dados para entender o mundo físico, além do ciberespaço – para que possam rastrear, organizar, otimizar.

Já seres humanos têm coisas melhores para fazer do que digitar todos esses dados – o que tornam necessários objetos que forneçam automaticamente essas informações ao computador, traduzindo o mundo físico para o digital.

Professora Joanne Chung Wai-yee, da Universidade Politécnica de Hong Kong, mostra sistema controlado por RFID criado para impedir erros de prescrição (GETTY IMAGES)

Hoje em dia, as pessoas sempre andam com um smartphone, mas objetos físicos não – e o RFID continua a ser uma maneira barata de rastreá-los.

Mesmo que muitas etiquetas apenas sirvam para dizer a um leitor de RFID: “aqui estou, este sou eu”, são suficientes para fazer computadores interpretarem o mundo físico. Tags podem destrancar portas, acompanhar o deslocamento de ferramentas, componentes e medicamentos, automatizar processos de produção, e realizar pequenos pagamentos rapidamente.

O RFID pode não ter o poder e a flexibilidade de um smartwatch ou de um carro autônomo, mas é barato e pequeno – suficientemente barato e pequeno para ser usado em centenas de bilhões de itens. E sem a necessidade de baterias. Para quem pensa que isso não tem relevância, basta lembrar-se do nome Leon Theremin.

Fonte: BBC NEWS

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Marinha da Rússia receberá seis novos submarinos em 2020

Em 2020, a marinha russa receberá seis novos submarinos, o que é mais do que em qualquer outro ano desde 1992 , de acordo com uma fonte anônima da indústria de defesa citada pela TASS. Isso inclui 4 submarinos de propulsão nuclear e 2 submarinos diesel-elétricos.

“Sob os contratos, o Sevmash [Shipyard] entregará o primeiro submarino produzido em série do Projeto 955A, Knyaz Oleg [Príncipe Oleg] e o primeiro submarino produzido pelo Projeto 885M, Novosibirsk, para a Marinha em 2020. Além disso, o Sevmash entregará o submarino principal do Project 885M, Kazan, e o submarino de propulsão nuclear do projeto 09852, Belgorod, para a Marinha, ”disse a fonte.

O relatório indica que a marinha russa parece estar a ganhar o mesmo ritmo, já que a última vez que recebeu 6 submarinos no mesmo ano foi em 1992. Até 1997, os construtores navais russos entregavam 2-3 subs por ano, enquanto entre 1997 e 2012 apenas um ou nenhuma subs foi entregue por ano.

O submarino Belgorod entrará em serviço no Departamento de Pesquisa em Águas Profundas do Ministério da Defesa sem os drone subaquáticos Poseidon, já que os testes ainda estão em andamento , informou a fonte.

O Estaleiro do Almirantado em São Petersburgo, no noroeste da Rússia, entregará dois submarinos diesel-elétricos à Marinha: o Projeto 636.3, o submarino Volkhov, e o primeiro Projeto 677, produzido em série, no submarino Kronshtadt. Ambos teriam um padrão ao invés de uma usina de propulsão independente do ar, de acordo com a fonte.

A United Shipbuilding Corporation, da Rússia, observou que “a corporação entrega todos os navios ao cliente estadual de acordo com os cronogramas acordados”, respondendo a um pedido da TASS para comentários.

Para o restante de 2019, os construtores navais russos estão planejando entregar dois novos submarinos.

O submarino principal do Projeto 955A (Borei-A), Príncipe Vladimir, estava passando pela segunda etapa dos testes marítimos dos construtores navais no final de junho de 2019. Espera-se que o submarino da Sevmash, Mikhail Budnichenko, seja entregue à Marinha em dezembro de 2019.

Em março deste ano, o chefe do Estaleiro do Almirantado, Alexander Buzakov, disse que os construtores navais entregariam o primeiro submarino Petropavlovsk-Kamchatsky do Projeto 636.3 à Frota do Pacífico este ano. Mais cinco destes seriam entregues até 2025.

Separadamente, em 24 de agosto , o Ministério da Defesa da Rússia anunciou que havia testado com êxito dois mísseis balísticos com capacidade nuclear de dois submarinos da região circumpolar.

O Sineva, um míssil intercontinental movido a líquido, foi disparado do submarino de Tula, enquanto um Bulava, o mais novo míssil a combustível sólido da Rússia, foi lançado do submarino Yury Dolgoruky, informou o ministério.

Eles atacaram alvos em campos de treinamento na região norte de Arkhangelsk e na península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, informou o ministério.

“Durante os lançamentos, as características técnicas especificadas dos mísseis balísticos submarinos e a eficiência de todos os sistemas de sistemas de mísseis para navios foram confirmadas”, afirmou.

O submarino Yuri Dolgoruky lançou com sucesso uma salva de 4 mísseis Bulava em maio de 2018.

Com informações TASS, RT RUssia Television via redação Orbis Defense Europe.

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A importância estratégica da Amazônia Azul para o Rio Grande do Sul

Por: Paulo Fernando Pinheiro Machado

O embaixador Fernando Reis em brilhante ensaio2 comparou a circunstância geográfica do Brasil – a América Latina – com a circunstância existencial de um ente, como a defina Ortega y Gasset: uma sorte de destino simbiótico, do qual a salvação de um dependia da redenção do outro. “Yo soy yo y mi circunstancia, si no la salvo a ella no me salvo a mí”. Parece-me, contudo, que a real circunstância existencial de nosso país se resume mais à geografia física do que à humana: o mar é o destino inevitável do Brasil, como o é de Portugal. Se não salvamos nossas águas, afundaremos no abismo escuro do abandono. E para o Rio Grande do Sul, especificamente, o mar é o que traz vida para o pampa, o meio que conecta Santa Fé ao mundo.

O Brasil e o Mar

Por sua posição geográfica e extensão de sua costa, o Brasil é uma nação marítima por excelência. O país domina a parte ocidental do Atlântico Sul e teve sua própria fundação realizada por navegantes. Tamanha a importância do mar para o Brasil que, durante quase 500 anos, a ocupação do território se dava quase que integralmente no litoral. Foi apenas como uma decisão de estado, no final dos anos 1960, que se produziu uma ocupação interiorana do território, cujo marco maior é a transferência da capital federal para Brasília.

A importância estratégica do mar exige uma contrapartida de recursos humanos e materiais que assegurem o controle da parte “azul” do território. A Marinha do Brasil conta com uma história de feitos e glórias ímpares, como a Batalha de Cabo Frio (1575), quando os franceses foram expulsos da Guanabara e, quase quatrocentos anos mais tarde, a Batalha do Riachuelo (1865), na Guerra do Paraguai. Na divisão mercante, o Lloyd brasileiro contava, desde a sua fundação em 1894, com a maior frota do Atlântico Sul e, cem anos mais tarde, em 1980, chegou mesmo a elevar o Brasil à posição de segunda nação em construção naval do mundo, atrás apenas do Japão.3 O Brasil não pode prescindir de uma força naval sólida e de uma marinha mercante ágil e atuante.

Imagem ilustrativa.

A Crise: sucateamento e abandono

A nova república, contudo, não deu a devida atenção à Amazônia Azul. A Marinha foi abandonada a pesadas restrições orçamentárias, o que diminuiu drasticamente a sua capacidade de patrulhamento e de manutenção da soberania nacional sobre nossas águas. A marinha mercante brasileira foi totalmente dizimada. O seu nadir se deu em 1997, quando o Lloyd brasileiro foi extinto por falta de interessados na sua privatização. As últimas administrações abandonaram a indústria naval brasileira e o setor se encontra em espiral de decadência, perda de conhecimento técnico e recuperações judiciais.

A situação é tão calamitosa que, em um espaço de 25 anos, o Brasil passou de uma potência marítima – com uma das maiores frotas mercantes do mundo -, para uma situação de total impotência naval. O país hoje não conta com frota mercante própria e é, no jargão técnico, um país 100% “cargo”, isto é, uma nação produtora de commodities mas sem capacidade de transporte de sua produção, hoje totalmente nas mãos de operadores e armadores estrangeiros. Ressalte-se que o Brasil é o único país continental nesta situação. As outras potências produtoras de commodities, como EUA, Rússia e China, todas contam com pujante frota mercante e equipamento naval suficiente para garantir a lei e ordem em suas águas territoriais.

O Brasil, em suma, está com sua capacidade de garantir sua soberania sobre a “Amazônia Azul” comprometida. A questão reveste-se de maior urgência a cada dia, dado que os oceanos são a nova fronteira tecnológica global. Não só o país é alvo de intensa cobiça por suas comprovadas reservas de hidrocarbonetos no pré-sal, como também pela intensa biodiversidade marinha e pelas novas possibilidades de mineração em águas profundas, hoje acessíveis devido ao rápido desenvolvimento tecnológico.

Há risco, inclusive, de exploração ilegal das reservas do país, por meio de técnicas avançadas, como a de perfuração horizontal. Segundo esse método, uma embarcação teoricamente em águas internacionais poderia explorar áreas subjacentes à Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país. Fica claro, portanto, a urgente necessidade de se dotar as forças armadas de capacidade de monitoramento e manutenção de nossa soberania por toda a imensa costa nacional. O país vivia, até há pouco, o total abandono de suas águas aos interesses de quem as quisesse explorar.

Um novo plano de ação

O atual governo federal, atento à sensibilidade estratégica do assunto, promoveu uma rápida mudança de rumos na política naval do Brasil. O Ministério da Infraestrutura lançou a iniciativa da “Agenda Positiva”, com uma série de medidas visando a destravar os investimentos no setor naval, incluindo a MP “BR Mar”, a ser editada ainda neste mês. Concomitantemente, a Marinha está em fases de compra de embarcações e o Brasil apresentou à ONU uma proposta revisada de seu pleito de extensão de sua plataforma continental para além das 200 milhas náuticas, incluindo a elevação de Rio Grande, o que havia sido abandonado pelos governos anteriores.

A reação da atual administração, ainda que certamente na direção correta, não é suficiente. O Brasil precisa, de um lado, reverter a espiral de perda de conhecimento marítimo em que caiu, para poder entrar na chamada “quarta revolução industrial” com tecnologia dominada por operadores nacionais. É preciso um plano ambicioso no modelo “hélice-tríplice”, que coordena governo-academia-setor privado, com o objetivo de gerar conhecimento e tecnologia de ponta no setor naval, capaz de realçar o Brasil à sua posição de potência marítima.

Essa “retomada científica”, sem dúvida alguma, inclui a formação jurídica nacional. A grade curricular dos cursos de direito não inclui a disciplina de Direito Marítimo, que é vital para o comércio e a produção nacionais. Some-se a isso o fato de que o aparato judicial tampouco conta com treinamento especializado na área, o que aumenta o custo de operação e a insegurança jurídica da indústria naval no Brasil. É preciso criar centros de excelência jurídica em Direito Marítimo, o que inclui câmaras arbitrais especializadas no segmento.

Além disso, o país precisa, também, abrir o mercado naval à competição, especialmente de operadores brasileiros. Atualmente, tanto a cabotagem quanto a navegação de longo cursos são dominadas por um pequeno número de armadores estrangeiros, que cobram fretes e demurrages muitas vezes abusivos para os produtores e importadores brasileiros. Dado que se trata de uma indústria estratégica, que controla o escoamento e a circulação de nossa produção e comércio exterior, é um risco muito grande deixa-la desregulamentada sob controle estrangeiro. Os EUA, por exemplo, por intermédio do “Jones Act”, possuem uma legislação muito restrita para navegação em suas águas interiores, reservando-a para navios norte-americanos.

A questão reveste-se ainda de maior urgência diante do recém firmado Acordo Mercosul-União Européia. O tratado, sem sombra de dúvida, é um dos mais brilhantes feitos da diplomacia brasileira. Contudo, com a intensificação exponencial do comércio entre os dois blocos e as reduções tarifárias daí advindas, é necessário que o setor naval brasileiro esteja pronto para fazer face aos desafios vindouros e para aproveitar as inúmeras oportunidades deles decorrentes. Se o gigante azul não acordar agora, corre o risco de dormir para sempre.

A posição estratégica do Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul ocupa uma posição bastante delicada nesse cenário. O estado gaúcho foi aquele que, de fato, desde a década de 1990, vem pagando a conta do Mercosul. Sua estrutura produtiva foi duramente afetada pela redução tarifária dentro do bloco, o que levou-o a competir de maneira fragilizada e desigual com a produção uruguaia e argentina, que, como se sabe, contam com maior escala e regimes tributários mais fluidos. O Mercosul enterrou o Tratado de Ponche Verde (1845) sem nenhuma compensação ao estado e ao povo gaúchos.

Como se recorda, o Tratado de Ponche Verde pôs fim à Revolução Farroupilha, reintegrando a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul ao Império do Brasil. A revolta havia-se iniciado, primordialmente, pelo descontentamento dos gaúchos com a política alfandegária do Império. Os produtos do Rio Grande, especialmente o charque, sofriam taxação mais pesada do que a de seus concorrentes uruguaios e argentinos, o que estava estrangulando financeiramente a província. Com o final da Revolução e o Tratado de Ponche Verde, o governo central havia aceitado impor uma sobretaxa de 25% sobre o charque importado. Isso garantiu um acesso privilegiado da produção gaúcha ao mercado nacional brasileiro, em troca da reintegração da província ao Império. Esse tratamento favorável à produção do Rio Grande do Sul permaneceu até a implantação do Mercosul, cuja livre-circulação de mercadorias dos países-membros anulou sem nada colocar em seu lugar.

Esse abandono dos termos de Ponche Verde é uma das principais causas da deterioração econômica, fiscal e política do Rio Grande do Sul. Entre 2002-2015, apenas para se ter uma idéia, a participação do Rio Grande do Sul no PIB nacional caiu de 7,2% para 6,3%. Na produção agrícola, já em 2017 o Paraná havia ultrapassado o Rio Grande Sul, tomando a posição de terceiro maior estado agrícola do Brasil, atrás de São Paulo e Mato Grosso. A entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia pode acelerar essa tendência de declínio econômico do Rio Grande do Sul, constante desde dos anos 1990.

É fundamental, portanto, que os gaúchos estejam preparados para se recolocar na federação de uma maneira mais vantajosa, que lhes permitam aproveitar as oportunidades abertas pelas negociações comerciais em curso e não apenas pagar a conta por elas. É preciso uma reação rápida do governo estadual, no sentido de se rediscutir tanto o pacto federativo quando a posição do Rio Grande do Sul na federação brasileira. É preciso recuperar o que fora acordado entre o Duque de Caxias e o General Canabarro em Ponche Verde, reestabelecendo os direitos garantidos por Dom Pedro II aos gaúchos.

E nesse reestabelecimento da posição que é de direito do Rio Grande do Sul na federação brasileira, os assuntos relativos à navegação e à Amazônia Azul são de fundamental importância. Há cerca de dez anos atrás, escrevi um expediente no Itamaraty chamando à atenção para a importância estratégica do Porto de Rio Grande, em especial para a retomada da indústria naval no Brasil. Por sua posição geográfica, com um projeto ambicioso de conexão multimodal hidro-ferroviária, Rio Grande poderia ser o hub do comércio exterior do Cone Sul, escoando a produção agropecuária do Rio Grande do Sul, do oeste de Santa Catarina, do norte da Argentina, do Uruguai e do sul do Paraguai. Como real polo naval, Rio Grande teria todas as condições de se tornar o ponto nodal da navegação de cabotagem e de longo curso da parte meridional do Atlântico Sul, além de base-naval privilegiada para monitorar e garantir a jurisdição brasileira para uma área estendida, de intenso tráfego marítimo.

Uma política de revitalização naval nacional passa, necessariamente, pela valorização estratégica do polo de Rio Grande que, se abandonado, seguramente jogará a produção do estado do Rio Grande do Sul no limbo, cujo acesso aos portos de escoamento de Paranaguá, Itajaí, Montevidéu e Santos ficará insuportavelmente encarecida. Além disso, a Marinha teria dificuldades logísticas adicionais de patrulhar a região com base em outro polo, para além das fronteiras do estado. A restauração do Rio Grande do Sul passa, inexoravelmente, por uma pujante política estadual de valorização da Amazônia Azul.

Conclusão: a salvação do Rio Grande do Sul pelo mar

Ortega y Gasset estava certo ao apontar a necessidade de que um ente salve a sua circunstancia antes de salvar-se a si mesmo. A circustância geográfica vital do Brasil, em geral, e do Rio Grande do Sul, em particular, é a “Amazonia Azul”. O litoral é a circunstância do pampa. A retomada da industria naval no Brasil, assim, e o reerguimento político e econômico do rio grande do sul estão intimamente atrelados. Um não se salva sem o outro.

Artigo de Paulo Fernando Pinheiro Machado, originalmente publicado no site “Portos e Navios” via redação Orbis Defense Europe.
Link da pàgina: https://www.portosenavios.com.br/artigos/artigos-de-opiniao/a-importancia-estrategica-da-amazonia-azul-para-o-rio-grande-do-sul
Paulo Fernando Pinheiro Machado é ex-diplomata e advogado especializado em assuntos marítimos

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Marinha do Brasil celebra Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) no combate ao lixo marinho e proteção das Águas Jurisdicionais Brasileiras

No dia 28 de agosto, às 9h, no Gabinete do Comandante da Marinha (GCM) em Brasília-DF, será celebrado um Acordo de Cooperação Técnica sobre combate ao lixo marinho e de proteção das Águas Jurisdicionais Brasileiras entre o Ministério da Defesa (MD), Ministério do Meio Ambiente (MAA), Ministério Público Federal (MPF) e a Marinha do Brasil (MB).

O Acordo tem como objetivo estabelecer um compromisso de cooperação institucional e ação coordenada entre os participantes, orientado ao compartilhamento de informações, metodologias e tecnologias, mediante troca de experiências, realização de reuniões e promoção de capacitações de interesse recíproco para melhoria da capacidade institucional, operacional e fiscalizatória dos integrantes nas ações.

Dentre as diversas atribuições da MB na defesa das riquezas de nossa Amazônia Azul, destacamos a prevenção e o auxílio no combate à poluição em nosso mares e rios. As ações vão desde vigilância e combate a crimes ambientais em nossas águas, até a realização de campanhas de conscientização e iniciativas para o desenvolvimento da mentalidade marítima em nossa população

Com informações da Marinha do Brasil via CCSM.

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