Descoberta de um contâiner CLE MK III da 2a Guerra intacto em floresta na França

O Armée de Terre (Exército Francês) e o ONF – Office National de Forêts (Proteção Florestal) acharam por acaso, nesse dia 13 de agosto, um contêiner aerotrasportado de metal da Segunda Guerra Mundial. O achado ocorreu apòs uma marcha na floresta no campo militar dos Canjuers, e, aparentemente se trata de um container type C.L.E. MK III.
O Exército e o ONF realizam a cada ano campanhas de limpeza técnica das diferentes zonas do acampamento militar na floresta de Canjuers, através de ações de limpeza permitindo a reabertura de ambientes fechados apòs os treinamentos de tiro real do Exército na àrea.
Isso contribui para a proteção da floresta contra incêndios e também promove o desenvolvimento e implantação de espécies animais ou vegetais, e, foi durante uma das marchas de inspeção dos acampamentos de verão que uma equipe descobriu um contêiner de metal que data da Segunda Guerra Mundial.

Um contâiner aerotrasportado ou “air pallet” contendo armas e munições. Este, original de época e também encontrado apòs a guerra foi fotografado em um museu na França na Ville de Perigneux em 2009. Foto por Yam Wanders.

75 anos atrás, esses contêineres eram carregados com todo tipo de material e suprimentos, contendo desde cigarros e medicamentos até armas e munições, e eram lançados de pára-quedas pela aviação aliada todas as noites nos campos, destinados aos combatentes da Resistência que se refugiavam nas florestas altas da região de Canjuers que hoje fazem parte do Parque Florestal de Verdon (não confundir com Verdun, norte da França).

A região foi amplamente “burrifada” de suprimentos por via aérea antes da invasão aliada na Provença entre junho e julho de 1944.

Aproximadamente 700 contâiners desse modelo foram largados somente na região da floresta de Canjuers durante a guerra e aproximadamente outros 10 mil por toda a França. E com o aumento das atividades de esportes de aventuras e trabamhos de conservação florestal, esse tipo de achado tem se tornado frequente nas regiões de floresta antes não frequentadas por praticantes de trekking e outras atividades na natureza.

As autoridades militares alertam para que quando alguém encontrar tal tipo de achado, que alerte a Policia ou Bombeiros para a devida verificação do objeto, pois muitas vezes podem conter armas ou outros objetos de valor històrico, e em casos mais sérios, explosivos que ainda podem explodir com o manuseio inadequado.
No momento, esse contêiner está sendo restaurado antes de ser exposto em um local público e ainda não foi revelado o seu conteùdo.

Com informações Var-Matin, TL7 Saint Etienne via redação Orbis Defense Europe.

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Source: DefesaTV Mundo

Diplomata ucraniano é expulso da Rússia em resposta recíproca a Kiev

Em um comunicado feito nessa terça-feira (13) o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, afirmou que um diplomata do Consulado Geral da Ucrânia em São Petersburgo foi expulso da Rússia como uma resposta recíproca às ações de Kiev contra um diplomata russo, que ocorreu em maio.

“Em maio de 2019, os serviços de segurança ucranianos criaram uma provocação, declarando como persona non grata um diplomata do Consulado Geral da Rússia em Lviv sem nenhum motivo. Kiev não apresentou provas de qualquer atividade ilegal conduzida por nosso diplomata que fosse além do cumprimento de suas obrigações profissionais relacionadas ao trabalho da missão consular”, informou o comunicado.

“Em resposta a um movimento tão hostil e infundado por parte de Kiev, o lado russo foi forçado a declarar, numa base recíproca, um diplomata do Consulado Geral da Ucrânia em São Petersburgo como persona non grata”, acrescenta a nota.

As relações entre Rússia e Ucrânia deterioraram-se a partir de 2014, depois que a Crimeia se separou da Ucrânia e foi reintegrada à Rússia após o resultado de um referendo. Além disso, Kiev acusa Moscou de interferir nos assuntos internos e apoiar as forças contrárias ao governo no Leste da Ucrânia. O Kremlin nega qualquer envolvimento na crise ucraniana.

  • Com agências internacionais

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Dois navios da U.S. Navy tem aportagem negada em Hong Kong

O USS Green Bay (LPD-20) e o USS Lake Erie (CG-70) foram impedidos de visitar Hong Kong, declarou o porta-voz da US Pacific Fleet, Comandante Nate Christensen na terça-feira.

O USS Green Bay faz parte do Wasp Amphibious Ready Group e tem embarcado, cerca de 700 fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais baseada em Okinawa, no Japão. O ARG havia completado recentemente o exercício Talisman Saber da Austrália. O USS Lake Erie é um cruzador de mísseis guiados com sede em San Diego, Califórnia.

A negação ocorre em meio aos protestos contra o governo na região semi-autônoma desde o início de junho. Nos últimos dois dias, manifestantes ocuparam o aeroporto de Hong Kong e forças policiais especiais chineses foram concentrados ao longo da fronteira com Shenzhen, segundo informações .

Autoridades do Ministério das Relações Exteriores chinesas acusaram o governo dos EUA em geral e a CIA especificamente de encorajar os protestos em Hong Kong e usam esse argumento para a negação de aportagem aos navios da U.S. Navy.

Em outubro, as autoridades chinesas negaram a entrada do USS Wasp (LHD-1) no porto, enquanto Washington e Pequim estavam envolvidas em um conflito por comércio e acordos de armas com a Rússia.

“O lado chinês analisa e aprova tal pedido de acordo com o princípio de soberania e situação específica, caso a caso”, declararam autoridades chinesas na época.

A declaração foi a mesma que os chineses usaram em 2016 quando o porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74) foi impedido de fazer uma visita aos portos depois que os EUA efetuaram manobras no Mar da China Meridional que incluiu a visita do então Secretário de Estado Ash Carter.

Depois que dois bombardeiros B-52 da Força Aérea dos EUA ignoraram as exigências chinesas impostas por uma Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) no Mar da China Oriental em 2014, a China negou a visita de Hong Kong ao destróier de mísseis guiados USS Halsey (DDG-97).

Com informações de Sam LaGrone/U.S. Naval Institute via redação Orbis Defense Europe.

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UNITAS LX fortalece a cooperação internacional entre 15 países

Pela sexta vez, a Marinha do Chile sediou o exercício naval internacional UNITAS LX (60, em romanos), desta vez nas cidades portuárias de Valparaíso e Coquimbo, entre os dias 24 de junho e 3 de julho.

Participaram do treinamento anual mais de 1.800 militares, para fortalecer as operações de cooperação internacional e de segurança e assim poder enfrentar juntos qualquer ameaça contra as nações parceiras.

“Estamos nos preparando de forma conjunta e combinada para podermos operar como uma só força”, disse o Contra-Almirante da Marinha do Chile Yerko Marcic, comandante em chefe da Esquadra Nacional Chilena, líder do exercício.

“O livre uso do mar é uma condição fundamental para a prosperidade e o desenvolvimento. Torna-se cada vez mais necessário proteger as áreas e as linhas de comunicações marítimas”, finalizou.

O UNITAS (unidade, em latim) é o exercício marítimo multinacional mais antigo do mundo. É realizado desde 1959 no âmbito do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, com o patrocínio das Forças Navais do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM).

Desde 2001, o treinamento está projetado para ser feito em duas fases: Pacífico e Atlântico. A última vez em que o Chile sediou esse encontro (Pacífico) foi em 2015.

A 60ª edição do UNITAS teve a participação das marinhas da Alemanha, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Honduras, Itália, México, Nova Zelândia, Peru, Reino Unido e Turquia.

As forças navais utilizaram 10 navios de superfície, quatro helicópteros, quatro aeronaves de exploração e um submarino, entre outros equipamentos, para trabalhar não apenas em nível tático, mas também no processo de planejamento e capacitação para conduzir uma força multinacional.

“Nós também projetamos a avaliação das capacidades dos diversos países e a maneira de complementá-las, para aproveitar o melhor de cada uma delas no material, na doutrina e no treinamento”, acrescentou o C Alte Marcic.

Após as etapas de planejamento e coordenação no porto, veio a fase de cenários marítimos, que simulou um conflito armado entre dois países, que determinaram o destacamento de uma força multinacional para restaurar a ordem no mar.

Nesse cenário bélico fictício, ocorreu um grande terremoto de 8,7 graus na escala Richter, que atingiu o país mais hostil, o que fez com que a força multinacional modificasse seu plano de operações para socorrer a população afetada.

“A iniciativa serviu ainda para solucionar problemas significativos, como assistência humanitária, resposta a desastres e segurança dos países, enquanto utilizávamos os diferentes recursos navais”, disse à imprensa o Contra-Almirante da Marinha dos EUA Donald Gabrielson, comandante das Forças Navais do SOUTHCOM.

Por sua parte, o Capitão de Fragata da Marinha da Colômbia Jaime Montañez, comandante da lancha rápida de ataque ARC Independiente FM-54, declarou que “será sempre conveniente contar com mais helicópteros e submarinos dos países vizinhos que possam apoiar.”

“Nessa edição, queríamos apresentar todas as variáveis [catástrofes, operações de interesse marítimo, segurança e comunicações marítimas] quase ao mesmo tempo, como um desafio para o planejamento dos cursos de ação”, explicou o C Alte Marcic.

“Pudemos comprovar as vantagens para a Marinha do Chile que representa o fato de termos o poder naval e o serviço marítimo sob um comando unificado. Isso se tornou um fator de força, já que pudemos utilizar todos os recursos existentes nas situações apresentadas, o que multiplica a capacidade disponível.”

A competição para atingir um grau adequado de eficiência de comando e controle é um dos principais objetivos do exercício e o mais complexo para ser alcançado, devido à diferença dos sistemas e doutrinas entre os participantes.

No entanto, o exercício permitiu comprovar que as forças navais da região têm os padrões de treinamento e preparo profissional para planejar, conduzir e participar como parte de uma força multinacional.

“O trabalho em equipe e a sincronização perfeita não permitem erros, pois são atividades de risco, e devemos maximizar as medidas de segurança para poder concretizar o propósito desses exercícios de guerra”, disse à imprensa o Capitão de Fragata da Marinha do Equador Jimmy Pozo, comandante da corveta de mísseis BAE Loja. O Equador sediará a próxima edição do UNITAS, em 2020.

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  • Com informações da Revista Diálogo América, por:Julieta Pelcastre 

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Coreia do Sul diz que exercícios militares com os EUA, não são direcionados a Coreia do Norte

Segundo a agência Yonhap, o Ministério de Unificação da Coreia do Sul informou que os atuais exercícios militares conjunto com os EUA, não são direcionados a Coreia do Norte. O porta-voz acrescentou que o exercício “não é uma violação dos acordos militares entre o Norte e o Sul”.

“Não é um treinamento de campo dirigido contra o Norte, mas sim um posto de comando simulado com a intenção de preparar a transferência do controle operacional em tempos de guerra (de Washington a Seul)”, falou o porta-voz do ministério, Lee Sang-min.

No dia 11 de agosto, uma autoridade do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte declarou que, Pyongyang não manterá contatos com Seul, a menos que uma “desculpa plausível” seja apresentada para os “exercícios de guerra agressivos”.

A Coreia do Norte, por outro lado, realizou cinco lançamentos de projéteis desde o dia 25 de julho. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, descreveu esses testes como uma “advertência relevante” contra um novo exercício militar conjunto entre a Coreia do Sul e os EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, com quem Kim Jong-un se reuniu três vezes desde junho de 2018 para tratar da desnuclearização da península coreana, disse no dia 9 de agosto que, o líder norte-coreano se desculpou em uma carta sobre o recente testes de mísseis e prometeu suspender as atividades assim que as manobras conjuntas de Washington e Seul terminarem.

  • Com agências internacionais

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Após 30 anos de serviço, Tucanos começam ser retirados na Inglaterra

A história dos Tucanos na Inglaterra está para acabar. O mês de outubro fora definido, como data, para que o treinador desenvolvido pela Embraer e fabricado sob licença no Reino Unido, pela empresa pela Short Brothers, seja retirado do serviço após 30 anos, revela a revista Asas em seu site.

Para comemorar, a Royal Navy (RN) e a Royal Air Force (RAF) vão realizar demonstrações aéreas para celebrar o adeus da aeronave. Com duas aeronaves, o Tucano Display Team trabalhou durante meses para conseguir à autorização necessária para as demonstrações aéreas, algo que não ocorria desde 2014.

As apresentações estão programadas para acontecer até meados de setembro, incluindo uma presença de três dias em Sanicole, na Bélgica.

O “Tucano inglês’, conta com um motor Garrett TPE331, mais potente que o PT6A-25C2 que equipa as aeronaves fabricadas no Brasil. Apesar do visual semelhante, o índice de comunalidade com a versão original é de cerca de 50%.

Ao todo, 130 unidades foram recebidas pela RAF entre junho de 1988 e janeiro de 1993. As aeronaves foram utilizadas na formação de aviadores que voaram ou voam jatos como o Euroghter, F35, Harrier e Tornado.

Doze unidades foram exportadas para o Quênia e outras 16 para o Kuwait. As aeronaves serão substituídas pelo Beechcraft Texan II T MK1, de origem norte-americana. Na Força Aérea Brasileira (FAB), o Tucano já passou dos 35 anos de operação.

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Entrevista com Iván Simonovis, ex-chefe Nacional de Operações da Venezuela

Iván Antonio Simonovis Aranguren, 59, foi condenado a prisão por sua suposta responsabilidade nas mortes ocorridas em abril de 2002, em um incidente conhecido como o “Massacre de Puente Llaguno”, durante o fracassado golpe de Estado contra Hugo Chávez.

Simonovis, ex-chefe de segurança da Prefeitura Metropolitana de Caracas e ex-chefe Nacional de Operações da Venezuela, foi detido quando estava prestes a viajar para os Estados Unidos e foi condenado a 30 anos de prisão.

Devido à sua saúde debilitada, mais tarde foi transferido para prisão domiciliar. No entanto, os defensores do ex-policial insistem que sua culpa nunca foi comprovada e que a sua prisão foi feita em decorrência de uma vingança política.

Em maio de 2019, apesar da vigilância reforçada em sua casa em função de um indulto assinado pelo presidente interino da Venezuela Juan Guaidó, Simonovis conseguiu empreender uma fuga cinematográfica, que envolveu a escalada de uma parede de 25 metros, o uso de um bote e de uma pequena aeronave, para chegar aos Estados Unidos.

Para falar sobre o presente e o futuro da Venezuela, Diálogo conversou com Iván Simonovis em Miami, onde tem residência temporária, além de um escritório em Washington, D.C.

  • Por que você decidiu fugir de sua casa, embora soubesse que a vigilância estava reforçada?

O número de policiais em frente à minha casa foi redobrado, começaram a bisbilhotar e faziam fotos minhas diárias com um jornal do dia. Eu tinha a foto, uma pulseira eletrônica, e essa é a maneira típica com a qual eles controlam as entradas e saídas da casa.

Minhas visitas eram restritas, minhas declarações eram restritas, meu uso da mídia e das redes sociais era restrito. Assim sendo, decidi que era hora de buscar uma saída e buscar minha liberdade.

Eu soube também que meu caso havia sido levantado em uma reunião com Maduro em Miraflores, porque queriam soltar alguns presos políticos e chegaram ao meu nome, e ele disse:

“Não, que esse continue onde está. Que ele morra nesse lugar”. Tudo indicava que eu jamais teria possibilidade de sair e que envelheceria sozinho dentro da minha casa; foi então que decidi fugir e sair do país.

  • Você teve ajuda de agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional? Isso demonstra uma ruptura entre os agentes do SEBIN e Nicolás Maduro?

É impossível que uma pessoa como eu, com o nível de importância que Iván Simonovis tem para o governo, sem qualquer tipo de documentação, saia de casa em Caracas e em seguida deixe o país, sem a ajuda de funcionários militares e policiais.

Existe uma série de funcionários de polícia e oficiais militares que são contra o que vem acontecendo no país. Há o que eu chamo de memória genética do que é a realidade, do que é a democracia, e eles simplesmente não estão satisfeitos nem contentes.

Eles passam pelas mesmas penúrias por que passam todos os demais cidadãos: falta de comida, falta de remédios, salários muito baixos, não são treinados e não estão equipados, ou seja, são condições extremamente deploráveis.

Essas pessoas me ajudaram a sair da Venezuela, com o compromisso de que, uma vez em território dos EUA, eu sondasse como articular reuniões, como eu poderia ajudar, como eu poderia passar as informações que eles mesmos estão me fornecendo, para de alguma forma agilizar a saída ou a queda do regime.

  • Por que, com tudo isso que você mencionou, tantos militares e policiais ainda apoiam Maduro?

Existe um ditado que diz que a dieta favorita do ditador é pão e água. É a pão e água que você será mantido. Na Venezuela existem atualmente 800 presos políticos: 600 civis e 200 militares.

Basta ver o que acabou de acontecer há alguns dias com o Capitão de Corveta da Marinha Acosta [Rafael Acosta Arévalo, que estava sob custódia das autoridades venezuelanas por sua suposta participação em uma conspiração contra Nicolás Maduro e que aparentemente foi torturado até a morte na prisão], para que você veja até onde esses senhores são capazes de chegar.

Ou seja, absolutamente nada lhes importa. Todas essas estratégias que eles utilizam são práticas que já existem há 60, 70 anos, e deram resultados em Cuba, deram resultados em outros lugares, porque isso faz parte de um estudo que tenho a certeza de que eles fizeram.

Todos na Venezuela têm medo de conversar entre si, ou seja, já lhes mandaram uma mensagem subliminar de que não se pode confiar em absolutamente ninguém. Às vezes eu falava com cinco funcionários e dos cinco nenhum deles confiava nos demais. Eles me diziam “não confie nele” e, no entanto, eles confiavam em mim.

  • Falando de segurança, qual é o principal problema da Venezuela atualmente?

A guerrilha colombiana em geral, o ELN e as FARC, que não são um problema apenas para a Venezuela, mas para todos os países vizinhos e também para os Estados Unidos. Eles estão protegidos, estão sob o manto protetor do governo do ditador Maduro.

O Hezbolá é outro grande problema. Eles têm empresas e fazem coisas que parecem legais na Venezuela, mas isso é só fachada; as coisas que eles financiam são para fazer atividades ilegais fora da Venezuela.

Isso não é uma ameaça para a América Latina, não é uma ameaça para os Estados Unidos; é uma ameaça para o mundo. É como a terra de ninguém, é como o ISIS [Estado Islâmico, em inglês] na Síria e como todos esses grupos que andam pelas terras de ninguém, planejando e praticando atos sem que ninguém lhes toque.

  • O que podem fazer os países que vêm sendo mais afetados com a imigração em massa de venezuelanos, como Brasil, Colômbia, Equador e Panamá?

Eu diria que se deve fazer algo exatamente como foi feito durante a II Guerra Mundial. O que fazer para deter Hitler? Naquela ocasião, se aliaram até aqueles que ninguém imaginaria que poderiam se aliar, como os russos e os americanos.

Mas, houve uma coalizão de países que tiveram a resoluta determinação de deter Hitler e sua máquina assassina. E como isso foi feito? Houve uma coalizão que entrou em um acordo e determinou o dia; eles se prepararam, se uniram, treinaram juntos e invadiram os países que deveriam invadir através da Normandia, para poderem retomar a França e recuperar tudo o que [Hitler] havia feito.

Ou seja, na minha opinião, esse é um ponto que é mais político do que o da minha expertise. É uma decisão política do Equador, Colômbia, Brasil, Panamá, países das Antilhas no Mar do Caribe, que se vêm afetados como todos os demais.

Em primeiro lugar, no lado econômico, porque quando 500.000 pessoas passam pelas suas fronteiras, ocorre um desequilíbrio econômico muito grande, mais ainda para esses países que não são ricos.

Por outro lado, é público e notório que nos países do sul existem criminosos venezuelanos que já não podiam continuar operando na Venezuela, porque, segundo eles, “aqui não há mais nada para roubar”, e foram para outros países.

No Peru, no Equador, na Colômbia, há quadrilhas criminosas assassinando e assaltando bancos, joalherias… então, são dois problemas que essas pessoas têm. O que você faz quando um câncer tem metástase? É preciso fazer uma limpeza completa e letal.

Assim, eu diria que o mundo precisa tomar uma posição e dizer: “vamos fechar a Venezuela completamente e vamos fazer algo com hora e data marcadas. Vocês têm dois dias, três dias, um mês para deter isso, caso contrário nós vamos entrar e tirar todos de lá”.

  • Como será o futuro da Venezuela?

Há 30 anos, ninguém jamais imaginaria que a Colômbia se tornasse a potência que é hoje. É um país próspero, um país com pessoas cultas, um país com tecnologia.

E não é um país rico, porque a Colômbia não é um país rico. Nós temos a nosso favor a possibilidade de sair da crise principal em um tempo prudencial, razoável, muito curto.

Em três anos a Venezuela estará fora disso. Após há um processo de educação, que durará cerca de 20 anos. Entretanto, é preciso que se faça, é preciso recuperar os princípios, a moral. Tudo isso deve envolver a sociedade, as polícias, os políticos, tudo.

Creio que isso é algo que se pode fazer, sempre e quando existirem os líderes necessários, os bons líderes, e que o cidadão venezuelano entenda verdadeiramente que roubar, que ser o esperto, não leva a nada. É uma questão de cultura. E essa cultura deve ser trabalhada; ela é plausível, sempre e quando for posta em prática.

  • Com informações da Revista Diálogo, por: Marcos Omatti

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Estados Unidos planejam deslocar tropas da Alemanha para Polônia

O embaixador dos EUA na Alemanha, Richard Grenell, revelou os EUA podem mover parte das suas tropas da Alemanha para a Polônia por Berlim não ter aumentado seus gastos com defesa até dois por cento do PIB.

Segundo ele, “é ofensivo esperar que os contribuintes norte-americanos continuem a pagar por milhares de militares dos EUA na Alemanha”. Ele destacou que chegou o momento em que os norte-americanos e o presidente dos EUA devem reagir.

Ao mesmo tempo, a embaixadora dos EUA na Polônia, Georgette Mosbacher, declarou que ela “daria as boas-vindas às tropas norte-americanas se elas vierem para a Polônia”. No seu Twitter, ela escreveu que o país cumpre suas obrigações perante a OTAN relativamente aos gastos com a defesa, enquanto a Alemanha não faz isso.

O chefe da Conferência de Segurança de Munique, Wolfgang Ischinger, também comentou a intenção de reposicionamento de parte das tropas em entrevista ao portal Bild, declarando que isso seria uma violação do ato fundador OTAN-Rússia, que diz que a OTAN assume a obrigação de não instalar forças permanentes nos territórios dos países que aderiram recentemente.

Além disso, o avanço da infraestrutura militar da OTAN para leste se tornou um dos maiores problemas no relacionamento entre a Rússia e OTAN.

Entretanto, um dos deputados da oposição alemã declarou que os EUA devem retirar suas todas as forças do território do país se tencionam realmente deslocar as tropas para a Polônia. Quer dizer, Berlim pode usar o ultimato dos EUA para obter a retirada das forças norte-americanas do seu país.

O deputado também declarou que a retirada dever ser completa: “Se os norte-americanos retirarem seus soldados, eles terão que retirar também suas armas nucleares”, disse o deputado Bartsch citado pelo portal Hannoversche Allgemein.

“E, com certeza, eles devem regressar para casa e não para a Polônia, por que isso pode provocar o agravamento das nossas relações com a Rússia, o que não serve os interesses da Europa e da Alemanha”, sublinhou o deputado.

Atualmente, a maioria dos militares norte-americanos na Europa está instalada na Alemanha, cerca de 35 mil efetivos no total. O presidente dos EUA criticou reiteradamente as autoridades alemães, se referindo aos acordos de 2014 na cúpula da OTAN no País de Gales, quando os países da OTAN assumiram a obrigação de aumentar as despesas com a defesa para dois por cento do PIB.

  • Com agências internacionais

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Há 95 anos, bombas caíam sobre São Paulo e arrasavam a cidade

Casas e prédios destruídos, explosões de bombas, soldados armados de metralhadoras, população assustada fugindo pelas ruas, locomotivas arrancadas dos trilhos, tanques de guerra cruzando a cidade e trincheiras abertas nas ruas. Quem contempla as fotografias antigas acredita que são cenas de uma cidade europeia durante a Primeira Guerra Mundial.

As imagens, porém, retratam a cidade de São Paulo parcialmente destruída pelo maior conflito bélico urbano da história do Brasil e da América Latina no século 20.

Apesar da destruição parcial de uma capital de Estado que despontava para o progresso industrial e das centenas de mortes provocadas pelo conflito armado ocorrido poucos anos depois da Primeira Guerra Mundial, a Revolução de 1924 completa 95 anos ainda pouco estudada, com detalhes desconhecidos e que, por isso, acabou entrando para a história como a “revolução esquecida”.

Comparando com outras revoluções, como a Farroupilha, no sul do país, e a Constitucionalista de 1932, que também ocorreu em solo paulista, são poucas as referências históricas e bibliográficas do movimento de 1924 para afastar o então presidente da República, Arthur Bernardes, e substituí-lo por alguém alinhado com as reivindicações das baixas patentes do Exército até a convocação de novas eleições – daí o fato dos revoltosos serem chamados de “tenentistas”.

O número de mortos e feridos, tanto militares como civis, são imprecisos e até as consequências políticas, econômicas e sociais do episódio de 1924 dividem os estudiosos.

Enquanto alguns livros falam em cerca de 500 mortos durante os 23 dias de combate nas ruas de São Paulo, parte deles civis, outros estimam em 800 os óbitos e em pelo menos 5 mil os feridos. Até o termo “revolução” não é consenso e alguns historiadores preferem chamar o episódio de motim ou levante, já que começou com militares rebeldes sem uma estratégia clara e precisa para atingir seus objetivos.

“Em comparação com a Revolução de 1932, ou mesmo a de 1930, a Revolução de 1924 é bem menos conhecida. Isso causa estranheza, porque, em seu curso, os ‘tenentes’ revolucionários ocuparam São Paulo por 23 dias e a cidade foi bombardeada por tiros de canhão, disparados com imperícia e que resultaram em muitas mortes e destruição”, afirma o historiador Boris Fausto, professor livre-docente da Universidade de São Paulo (USP) e autor de livros como A Revolução de 1930 – historiografia e história (Companhia das Letras), História do Brasil(Edusp) e Getulio Vargas – O Poder e o Sorriso (Companhia das Letras).

“Além disso, as consequências da Revolução de 1924 foram menores do que as de 1930 e 1932. Cabe lembrar que a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, em 1930, representou o fim da república oligárquica e o levante de São Paulo, em 32, foi um acontecimento em que o Estado mais importante da federação levantou-se em armas contra o poder central”, completa Fausto.

O que todos concordam é que a maior prejudicada foi a população civil, que sofreu, e muito, naquele mês de julho de inverno particularmente rigoroso em São Paulo, com temperaturas em torno dos 5°C, o que piorou ainda mais a situação das pessoas completamente desamparadas.

Pelo menos 1.500 edificações em toda a capital foram destruídas, o comércio foi saqueado, os hospitais não davam conta de tantos feridos, o abastecimento de água e luz foi prejudicado e quem pode fugiu da cidade, inclusive o governador do Estado de São Paulo na época, Carlos de Campos, que se refugiou em um vagão de trem na região da Penha, zona leste, onde instalou o seu governo.

Dos cerca de 700 mil habitantes na época, pelo menos um terço deixou a cidade, principalmente a elite. Aos que ficaram, restou enfrentar um período de guerra sem ao menos saber direito o que estava acontecendo, tamanha a falta de informação.

Principais meios de comunicação da época, os jornais impressos que conseguiam circular – muitos não tinham funcionários para produzi-los – traziam notícias do flagelo diário enfrentado pela população: fios de bondes arrebentados e eletrificados ficavam espalhados pelo chão, assim como os de energia elétrica e telégrafo.

Na Estação da Luz, os trens saíam apinhados de passageiros que fugiam rumo ao interior do Estado.

Em São Carlos (SP), foram montados abrigos públicos para acolher as dezenas de refugiados que chegavam diariamente de São Paulo e não tinham onde ficar, conforme registrado em jornais da época.

As raízes da revolta, liderada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes, estavam no movimento tenentista ocorrido dois anos antes, no Rio de Janeiro. Na ocasião, 17 militares e um civil foram mortos por forças oficiais após marcharem pela Avenida Atlântica pedindo a deposição do presidente da República.

O episódio ficou conhecido como Revolta dos 18 do Forte de Copacabana e marcou o início do movimento tenentista, que lutava por questões como melhores salários, valorização dos militares, eleições livres, liberdade de imprensa e diminuição do poder das oligarquias agrárias da República Velha.

Até a data escolhida para o levante em São Paulo era a mesma do massacre de Copacabana: 5 de julho.

O curioso é que o objetivo inicial dos tenentistas passava longe de um conflito armado em São Paulo. A ideia era apenas organizar o movimento rebelde na cidade, que se consolidava como um próspero centro industrial e econômico e possuía uma localização estratégica, já que era um entroncamento importante de diversas ferrovias que interligavam o país.

Além de Isidoro, tiveram papel de destaque no movimento revolucionário os tenentes Juarez Távora, João Cabanas e Eduardo Gomes.

Após ações rápidas para tomar a área urbana e conquistar a adesão de militares nos quartéis locais do Exército e da Força Pública (atual Polícia Militar), o plano dos rebeldes era reunir-se com outras frentes formadas em outros Estados e todos partiriam para o Rio de Janeiro.

Na capital federal dariam um golpe para derrubar o presidente Arthur Bernardes, cujo governo era marcado pelo autoritarismo, instabilidade política (a maior parte do governo foi com o país sob estado de sítio) e sustentado pelos interesses das elites agrárias mineira e paulista, que se revezavam no poder durante o período conhecido como “república do café com leite”.

Os revolucionários não contavam, porém, com a rápida reação de militares legalistas alocados na cidade e reforços de outros Estados enviados rapidamente pelo governo federal. Além disso, não estavam preparados estrategicamente para um conflito bélico de grandes proporções.

“O movimento revolucionário era muito improvisado, não havia uma estratégia clara de combate e ocorreram diversas trapalhadas no decorrer do caminho”, explica a historiadora Ilka Stern Cohen, autora do livro Bombas Sobre São Paulo-A Revolução de 1924 (Editora Unesp).

O resultado foi uma guerra generalizada pelas ruas da capital paulista. Assentados no Campo de Marte, os rebeldes atiravam em direção ao Palácio dos Campos Elíseos, residência do governo estadual. As bombas dos canhões, porém, atingiam alvos civis, como o Lyceu Salesiano, tradicional internato localizado no Largo Coração de Jesus, na região da Luz.

Apesar do estrago, felizmente apenas dois alunos ficaram levemente feridos. Trincheiras eram abertas em ruas da região central e diversos bairros, como Mooca, Perdizes e Brás. O Jardim da Luz transformou-se em uma grande prisão.

Enquanto os revolucionários tentavam assumir o controle de posições estratégicas, como a sede dos telégrafos e quartel dos bombeiros, todos na região central, as forças legalistas cercavam toda a periferia e avançavam pelas ruas e bairros centrais para sufocar as tropas rebeldes.

A desproporção de forças era clara: enquanto o exército revolucionário contava com cerca de sete mil combatentes, as tropas federais do Exército e da Marinha mobilizaram 18 mil homens.

“Nem os bairros mais elegantes, como Campos Elíseos, Higienópolis, Cerqueira César e Santa Ifigênia foram poupados das bombas, embora em menor proporção do que os bairros operários, como Mooca, Brás e Ipiranga”, diz a professora Ilka, apontando para um foto que mostra os estragos em residências na rua Augusta.

“É um erro achar que apenas os bairros pobres foram atingidos. A cidade inteira foi bombardeada”, completa a historiadora, cujo livro foca os efeitos da guerra urbana sobre a população.

“Foi um bombardeio terrificante, igual ao usado pelos alemães contra os belgas na Primeira Guerra Mundial. Trata-se da maior batalha urbana na América Latina”, diz o jornalista e pesquisador Moacir Assunção, autor do livro São Paulo Deve Ser Destruída: A História do Bombardeio à Capital na Revolta de 1924.

Segundo ele, um balanço posterior da prefeitura estimou em US$ 300 milhões os prejuízos à cidade por causa da guerra. Fábricas famosas, como o Cotonifício Crespi, a Companhia Antarctica e os biscoitos Duchen tiveram os prédios destruídos.

“Consta que os coveiros não davam conta de enterrar tantos cadáveres, levando seus familiares a sepultá-los nos quintais de suas próprias casas”, diz Ricardo Peres, professor de História do Colégio Presbiteriano Mackenzie.

Vencidos, cerca de três mil tenentes fugiram de São Paulo rumo ao interior e vagaram por meses até chegar ao Paraná onde, em abril de 1925, se juntaram a outros militares rebelados gaúchos liderados por Luis Carlos Prestes. O contingente deu início à Coluna Prestes, que percorreu mais de 25 mil quilômetros a pé por vários Estados do país.

“Meses depois do conflito, o governo estadual lançou um projeto de recuperação das áreas destruídas e se conseguiram recursos para reconstruir a Igreja da Glória, no Cambuci, e outros prédios públicos e particulares afetados”, diz Assunção.

Entidades como a Associação Comercial de São Paulo e o prefeito Firmiano Pinto tiveram papel importante durante todo o conflito, tentando manter uma certa ordem entre a população organizando a venda e distribuição de gêneros de primeira necessidade e produtos como gasolina e carvão.

“O curioso é que depois eles foram repreendidos e ameaçados de processo pelo governo federal, que achava que eles tinham colaborado com os rebeldes, enquanto estavam apenas tentando dar um mínimo de organização ao caos que se instalou na cidade”, diz Ilka Cohen.

O legado do levante de 1924 é visto com ressalvas pelos estudiosos. Para Assunção, o movimento serviu apenas para aprofundar o estado policial e a perseguição política por parte do governo federal, que se estendeu pelos anos seguintes.

“A maior consequência foi a repressão que, a meu ver, iniciou um estado policial no país que ganhou mais força no Estado Novo. O Departamento de Ordem Política e Social (Dops), por exemplo, foi criado em 1924”, diz Assunção. Para a historiadora Ilka Cohen, pouco ficou como legado do movimento de 24.

“Foi um evento marcante na época, mas que acabou se restringindo aos acontecimentos do conflito.”

De concreto, restam alguns resquícios da Revolução de 1924 na cidade de São Paulo. O principal deles é a marca de tiro de canhão na chaminé da antiga usina de energia elétrica no bairro da Luz, que resiste como uma lembrança solitária da guerra urbana que colocou a maior cidade do Brasil de joelhos, há 95 anos.

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Qual a origem do termo “operador”?

Se você frequentar casernas, ambiêntes profissionais militares ou similares por mais de um par de minutos, provavelmente ouvirá o termo “ operador ” ao redor. Em geral, é usado para se referir a um membro das Forças de Operações Especiais (Special Operations Forces – SOF) – particularmente um atirador treinado, mas que pode ser também um médico, observador avançado ou outra posição de armas em um “time/grupo” de combate. É mais um termo coloquial do que técnico, mas a maioria das unidades de operações especiais “de primeiro nível” dirão que você precisa dar uma longa caminhada antes de ganhar esse título, muito diferente de muitas unidades militares de nìvel bàsico ou de empresas de PMC’s que fornecem o “titulo” depois de vender algum curso de atirador de armas curtas, longas ou um pacote destes…

Muitos membros atuais do meio militar remontam o termo nas origens da Força Delta do Exército dos EUA . E o termo em questão vem de seu famoso “Operator Training Course”, um regime de treinamento brutal que prepara os membros da Força Delta para sua integração na unidade, que se segue imediatamente apòs a seleção. É neste curso intensivo onde se ganha o título de Operador – separando-os do pessoal de apoio que, apesar de serem os mais treinados em suas respectivas posições no mundo, não compartilham o título, é então na pràtica, a peneira da peneira…
No entanto, este não é o lugar onde o termo se originou.

As unidades SOF podem traçar suas raízes para todos os tipos de mestres da guerra não convencional – os Rangers do Exército na guerra pré-revolucionária da floresta, ou os predecessores dos SEALs da Marinha dos EUA, limpando obstruções nas praias durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, das modernas unidades SOF que conhecemos hoje, a mais antiga são as Forças Especiais, também conhecidas como Boinas Verdes (U.S. Army). Entre esses soldados das Forças Especiais estavam os primeiros exemplos conhecidos da palavra “operador” sendo usada na forma como o pessoal militar a usa hoje.

Na foto, provavelmente SEALS da U.S. Navy, umas das primeiras a popularizar o termo “Operador”. Imagem de autor desconhecido via U.S. Navy archives service.

Charles H. Briscoe explica em edição da revista Veritas: Revista de História de Operações Especiais do Exército : As “Special Forces” não fez o uso indevido da denominação. Sem o conhecimento da maioria dos membros da comunidade ARSOF (Forças Especiais de Operações do Exército), esse “apelido” foi adotado pelas Forças Especiais em meados da década de 1950. Oficiais qualificados do FS e soldados alistados voluntariamente assinaram as premissas do “Código do Operador das Forças Especiais” e se comprometeram com seus princípios por assinatura testemunhada. ”

Image courtesy of the United States Army Special Operations Command.

Algumas dessas diretrizes podem parecer semelhantes àquelas que conhecem o Ranger Creed. Pode ser que o Sargento Principal Neal R. Gentry tenha tirado este documento quando escreveu o Ranger Creed em 1974, ou pode ser que os trabalhos das Forças de Operações Especiais sejam tão semelhantes em natureza que qualquer credo ou descrição de deveres vá sobreposição em palavreado.

É por causa dessas semelhanças que a palavra “ operador ” agora é usada em conversação para se aplicar a qualquer membro da SOF em uma posição de armas de combate. Não é incomum que os membros das Forças Especiais, SEALs, Rangers ou Pararescuemen da Força Aérea dos EUA se relacionem mais uns com os outros do que com as forças convencionais de suas próprias filiais. À medida que o peso da guerra moderna continua a se tornar mais pesado sobre os ombros dos membros da comunidade SOF , faz sentido que eles adotem um termo que se aplique a todos eles.

Artigo original de Luke Ryan publicado em 11 de agosto de 2019 na “Black Rifle Coffe Company”.
Tradução e adaptação por Yam Wanders para Defesa TV.

Link do artigo original:

https://coffeeordie.com/origin-of-operator/

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Source: DefesaTV Mundo