Explosão e incêndio em usina petroquímica na França causa pânico e danos ambientais

Na madrugada dessa quinta, dia 26 por volta de 02:45h (hora de Paris, 11:45h do dia 25, hora de Brasília) ocorreu uma explosão seguida de incêndio na usina Lubrizol France, na cidade de Rouen, região oeste da França. A Lubrizol fabrica aditivos para óleos, combustíveis e tintas industriais.

Como precaução, os habitantes mais próximos do local foram evacuados, mas foram autorizados a voltar para suas casas à noite.  As escolas de 12 municípios da aglomeração permanecerão fechadas na sexta-feira e reabrirão na segunda-feira caso a situação seja considerada segura, e aos serviços e comércio foi dado ponto facultativo geral. As autoridades temem uma poluição do Rio Sena e uma investigação para determinar as causas do acidente.

Imagem das primeiras horas do incêndio apòs as explosões na usina Lubrizol em Rouen. Imagem via redes sociais.

O incêndio que se seguiu a explosão provocou uma enorme produção de fumaça tóxica que encobriu parte da cidade e transformou a manhã em noite, provocando também chuva de resíduos oleosos por toda a extensão da região de abrangência da fumaça devido à chuva leve no momento.
De acordo com informações da Prefeitura de Rouen, o foco principal foi extinto somente às 20:15h (hora local) do dia 26, mas “o trabalho que os bombeiros terão que tomar para controlar completamente a situação no espectro dos riscos químicos na planta da fábrica e arredores ainda  vai durar vários dias, talvez até várias semanas”,

Por enquanto os danos ambientais aparentes foram minimizados pela chuvisco que estava presente na atmosfera durante algumas horas do ocorrido, o que evitou uma dispersão maior da fumaça tóxica mas provocou a precipitação de uma fina camada oleosa por toda a região na direção da dispersão da fumaça.

Em Rouen, desde o início do desastre, os habitantes de uma dúzia de vilas próximas à fábrica foram “convidados” a permanecer confinados em suas casas (inicialmente, procedimento normal para casos como esse, previsto em planos de emergências). A nuvem de fumaça gerada “carrega em si uma série de produtos que podem ser perigosos para a saúde”, disse o ministro do Interior, Christophe Castaner.

O serviço de comunicação social da Lubrizol France até o momento não divulgou nenhuma declaração sobre o ocorrido.

Testemunhos da população

A população através das redes sociais está publicando muitas imagens da imensa fumaça que emana do incêndio e os sons das explosões que são perceptíveis à vários quilômetros ao redor de Rouen“, escrevem amigos no local. A fábrica em chamas fica a apenas 3 km do centro da cidade e de sua catedral.
As imagens de animais mortos, assim como casas, mobílias e veículos completamente cobertos de uma fina camada de óleo estão aos milhares nas redes sociais assim como os relatos de pessoas intoxicadas e hospitais repletos de pessoas procurando auxílio, em especial crianças e idosos.
Outro fato amplamente divulgado nas redes sociais pelos habitantes locais é a grande quantidade de Bombeiros e forças de ordem, o que impulsionou especulações de um atentado terrorista.

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Crescente aumento do poder militar chinês o torna mais perigosa que Coreia do Norte, segundo Japão

O Japão vem atualizando sua lista de ameaças a segurança nacional e coloca China à frente da Coreia do Norte. O governo alerta para o crescente aumento do poder militar chinês e afirma que o país asiático se tornou uma ameaça maior para a região do que a Coreia do Norte.

Segundo o tabloide inglês Express, nos últimos sete anos para combater os avanços militares de Pequim e Pyongyang, o Japão elevou suas despesas militares em 10%. O orçamento foi utilizado para desenvolver e implantar defesas contra os mísseis norte-coreanos, que podem transportar ogivas nucleares.

A Coreia do Norte realizou uma série de lançamentos de mísseis de curto alcance, que Tóquio considera uma prova de que Pyongyang estaria desenvolvendo projéteis para furar as defesas do sistema antimísseis Aegis. Contudo, a presença da China no mar do Japão está também preocupando profundamente o governo japonês.

De acordo com um relatório publicado no Livro Branco da Defesa japonesa, as patrulhas chinesas em águas e espaço aéreo próximo do território japonês são “uma preocupação de segurança nacional”.

Perante a “ameaça” chinesa, os japoneses estão tentando elevar o seu poder militar e solicitaram um orçamento de US$ 1,23 bilhão (R$ 5,13 bilhões) para modernizar suas forças, através da compra de nove caças furtivos norte-americanos F-35 e outras armas avançadas.

Entretanto, pode-se dizer que os japoneses ainda estão muito distantes de igualarem as forças chinesas, que estão avançando consideravelmente com novos porta-aviões e outros equipamentos militares.

  • Com agências internacionais

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Source: DefesaTV Mundo

Morre o Capitão Jacques Chirac, o último Presidente conservador e linha “quase dura” da França

A promoção post-mortem do 1° Tenente de Cavalaria Jacques Chirac ainda não foi publicada oficialmente pelos órgãos responsáveis das Forças Armadas Francesas, mas mesmo se o falecido ex-Presidente da França jamais tivesse feito uma interessante e vibrante breve carreira militar, ainda assim ele seria digno das muitas homenagens que estão em realização na França (mesmo odiado pelo atual presidente) e nos poucos países que bem conheceram o seu trabalho geopolítico internacional, que serviu de exemplo para muitos chefes de estados, mas que infelizmente não foi ao menos minimamente copiado pelos seus sucessores na presidência da França até hoje. Dada as evidentes diferenças cronológicas, não seria exagero comparar uma parte da vida de Jacques Chiraq aos atuais líderes conservadores de nações como o Brasil, Estados Unidos e Israel. Jacques Chirac é considerado o último Presidente linha quase dura da França depois do Marechal De Gaulle, um homem que saiu da caserna para a vida pública, mas a caserna jamais saiu de seu espírito…

Jacques Chirac também foi alvo de críticas e polêmicas, quando comentava nos meios políticos internacionais sobre seus receios do destino político e social do Brasil, a nação amiga que desejava melhorias em seus meios militares com a ajuda da França, mas que politicamente se direcionava para uma realidade socialista que poderia se transformar em comunismo, caso partidos de esquerda dominassem o cenário político brasileiro. E que se caso essa dominação socialista acontecesse no Brasil, a França perderia seu principal aliado no hemisfério sul.

Presidente da República Francesa, de 1995 a 2007, Jacques Chirac acabou de nos deixar aos 86 anos. Ele morreu esta manhã no meio de sua família. Em paz “, disse Frédéric SalatBaroux, o seu genro, nesse 26 de setembro de 2019.

Quando da ocorrência dos ataques às torres do World Trade Center nos EUA, O então Presidente Chirac foi o primeiro a declarar solidariedade aos EUA pelo grave ataque do terrorismo islâmico. E para tranquilizar o povo francês ante a ameaça de ataques terroristas que prometiam derrubar a Torre Eiffel e outros importantes monumentos da França, o Presidente Chirac declara a seguinte frase em seu discurso de solidariedade aos EUA:

“Caso a França sofra qualquer tipo de ataque terrorista, não negociaremos, responderemos com ataque de armas nucleares, pois nossos submarinos estratégicos e nossa aviação de ataque já está em alerta máximo à partir de hoje!”

Nascido em 29 de novembro de 1932 em Paris, aquele que se tornaria uma das figuras emblemáticas da direita francesa tinha, em sua juventude, sonhos de aventura.

O seu pai, Abel-François Chirac (1893-1968), era empregado administrador de empresas, e mãe Marie-Louise Valette (1902-1973), dona de casa. Os avós eram de origem camponesa, ainda assim eles eram professores primários em Sainte-Féréole, no departamento da Corrèze.

Mesmo graduado bacharel em “matemática elementar”, e, embora seu pai desejasse que ele se preparasse para o concurso da École polytechnique, ele foge para embarcar como um simples marinheiro a bordo do Capitão SaintMartin, um navio de carvão, para uma campanha três meses por mares desconhecidos.

 

Jacques Chirac na infância e ao lado do Pai na adolecência em 1950. Imagens de arquivo pessoal do Presidente Jacques Chirac.

Mas seu sonho de navegar pelos mares do mundo é curto. De volta à França, ele se curvou aos desejos de seu pai e ingressou em um curso de matemática no Lycée LouisleGrand. No ano seguinte, mudou de orientação e iniciou os estudos no Instituto de Estudos Políticos de Paris, a fim de preparar o concurso da Escola Nacional de Administração (ENA), onde obteve sucesso “sem o ter desejado”. Passou também pela Summer school da Universidade de Harvard, em 1953.

Participação na Guerra da Argélia

Em suas memórias, Chirac cita quando foi inicialmente classificado politicamente à esquerda, quando ao assinar o “Tratado de Estocolmo, contra armas nucleares … Um “erro juvenil”, disse ele tempos depois, porque depois perto do SFIO Guy Mollet, Apoiador da “Argélia Francesa”, Jacques Chirac deve cumprir suas obrigações militares antes de fazer cursos na ENA. Juntou-se à cavalaria blindada e formou-se em  em Saumur, o berço da cavalaria blindada francesa.

Foto de arquivo pessoal do Presidente Jacques Chirac

Além disso, recém-casado, Jacques Chirac poderia estar satisfeito com uma posição na reserva. Mas é a ação que ele escolhe, quando se voluntaria para se juntar ao contingente militar francês na  Argélia, onde desembarcou em 1956, precisamente no setor de Souk-el-Arba, perto da fronteira marroquina, onde serviu no 6º Regimento Africano de Caçadores [RCA].

Chirac menciona nas suas memòrias:

“Para mim, a Argélia foi o período mais emocionante da minha vida. Fomos informados de que estávamos lá pela boa causa e não questionamos isso. Eu sabia que havia um governo socialista, mas esse não era realmente o meu problema na época. Para mim, ao contrário do que se pensa, foi um momento de muita liberdade e provavelmente um dos únicos momentos em que tive a sensação de ter uma influência real e direta no curso das coisas. Coisas modestas, cotidianas, mas essenciais. Porque era a vida de homens que estavam sob minhas ordens e, portanto, é o único momento em que tive a sensação de comandar “, dirá o Sr. Chirac, antes de entrar no Élysée .

De acordo com os testemunhos daqueles que estavam perto dele na época, o então Segundo Tenente Chirac era considerado um oficial corajoso e dedicado, tão autoritário quanto atento ao bem-estar de seus homens e benevolente para as populações locais.

Para ler os boletins dos amigos da 6ª RCA, supõe-se que a área de Souk-el-Arba era tudo, menos a calma, com confrontos frequentemente pesados, como o de 17 de janeiro de 1957, quando um comando, sob as ordens de Paul Anselin, foi emboscado por cem “fellaghas“. Os sobreviventes escaparam do destino fatal graças ao tenente Chirac durante os combates.

“Ainda tínhamos seis vivos quando ele chegou. Ele tomou sua decisão quando ouviu os tiros, sem esperar pelas ordens, o que lhe causou muitos problemas depois. O que você quer … Chirac queria bancar o  Grouchy novamente em Waterloo (citando o General de Napoleão). E eu não reclamo! “Contará a Paul Anselin nas colunas da Revista Figaro. “Ele era um bom combatente, e não um bom soldado, sabendo como liderar seus homens, mas sempre rápido para defendê-los contra a hierarquia ou para se afastar às pressas sem se preocupar com a burocracia”, acrescentou.

O 1° lieutenant Jacques Chirac, então com 24 ans, conduz seu pelotão do 6e régiment d’artillerie, en 1956. Imagem de arquivo pessoal do Presidente Chirac.

No final de seus 14 meses de serviço na Argélia, Jacques Chirac seria bem recompensado com uma promoção e convidado à uma carreira militar. Mas, quanto ao seu sonho de se tornar um capitão, sua vocação será perturbada novamente, pois o diretor da ENA o lembrará de que ele já assinou um compromisso com o Estado. Depois, convertido ao movimento conservador do  Gaullismo, e depois de se tornar um funcionário sênior, ele entrou no gabinete de Georges Pompidou, então primeiro ministro. Ao regressar à França, Chirac foi nomeado auditor do Tribunal de Contas francês e foi nomeado professor (maître de conférences) no Instituto de Estudos Políticos (Institut d’études politiques).

O 1° Lieutenant Jacques Chirac e sua esposa Bernadette no dia de seu casamento em 1956. Imagem de arquivo pessoal do Presidente Chirac.

Nos anos seguintes, Jacques Chirac não teve a oportunidade de exercer responsabilidades relacionadas ao mundo militar. No entanto, isso não o impedirá de se interessar por ela, a ponto de passar por um “fana mili” (fana-mili; expressão francesa para os que saem da vida militar mas não perdem a doutrina e os hábitos militares na vida civil).

O governo que ele liderou entre 1986 e 1988 como 1o Ministro (coabitação com o presidente François Mitterrand) decidiu, por exemplo, comprar aeronaves de transporte C-130H Hercules [por 1,23 bilhões de francos] e quatro Boeing E- 3 “AWACS“. E os principais programas de armas [Rafale, porta-aviões nuclear, tanque Leclerc, míssil M4, SNLE etc.] foram confirmados pela Lei do Programa Militar 1987-91, na qual o então 1° Ministro Chirac acompanhou pessoalmente e muito trabalhou para ver realizado.

https://www.ina.fr/video/CAA7501186901?fbclid=IwAR3N1xxQywM9t6ZOnQvsBFrQickAtZ46x_UIIKFJgQOuIevae1Hp6ZKPW1s

Durante seu mandato como 1° ministro as forças francesas seriam equipadas com modernos sistemas de armas que lhes permitirão efetivamente realizar suas missões em cooperação com as forças dos aliados  da França, incluindo 1.100 tanques, 500 peças de artilharia, 8.000 veículos blindados, 500 helicópteros e 450 aviões de combate”. Na época, a França atingiria a posição de 4a potência militar mundial, ultrapassando até mesmo o Reino Unido!

Eleito Presidente da República em 1995 [e, portanto, Chefe das Forças Armadas], Jacques Chirac não demorou a colocar quase todo mundo em frisson, ordenando a retomada dos testes nucleares em Mururoa (território da França no Pacifico Sul). Além disso, ele endossou a decisão de reorientar a dissuasão em dois componentes [oceânicos e aéreos] e, assim, abandonar os mísseis Hades e S3, que tornavam o território da França metropolitana um “alvo em potencial” de possìveis ataques nucleares estratégicos de eventuais inimigos.

Mas a reforma militar icônica dos anos de Chirac continua sendo a suspensão do recrutamento (medida que muitos se arrependem hoje, a julgar pelas pesquisas) em favor de um exército profissional que deveria estar melhor equipado e treinado, em quantidade menor mas mais eficiente, em um modelo que hoje é copiado por todos os países da Europa ocidental.

Os doze anos passados ​​por Jacques Chirac no Elysee (Palàcio da Presidência da República)  foram marcados por muitas operações militares externas. Como nos Bálcãs, onde encontramos, sem dúvida, o tenente de 1957, quando ele ordenou a reconquista da ponte Vrbanja, tomada pelos sérvios da Bósnia de maneira injusta. Este ataque é considerado o último ataque “fuzil e baioneta”(carga de infantaria em ataque convencional) do exército francês.
Durante este ataque, dois soldados franceses morreram em combate. “Os  soldados Amaru e Humblot morreram por um ideal da França, uma França que se recusa a se render à fatalidade e à irresponsabilidade”, declarou o presidente Chirac no funeral os militares.

“O tom geral politico antes do governo Chirac era ‘não devemos adicionar guerra à guerra’. Portanto, não tínhamos habilidades ou ordens para reagir. Mas isso mudou muito com o novo Presidente da República, Jacques Chirac.

O então Presidente considera publicamente:

“A postura em que nos encontramos é uma postura em que sofremos e não causamos dissuasão. Chegamos a um estágio em que o soldado foi ridicularizado, humilhado, mas não tínhamos meios políticos e militares para reagir. Agora, chega esse novo presidente que nos diz: ‘Espere, você ainda é soldado, ainda não é homem apenas para tirar fotos sem reagir!

Durante o mandato de Chirac, as Forças Armadas Francesas estavam envolvidas no Kosovo, Costa do Marfim [onde ele ordenou desativar a força aérea do presidente Gbagbo, após o bombardeio de Bouaké, em 2004. Afeganistão, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Líbano [Operação Baliste].

Se, durante esse período, a França era frequentemente implicada militarmente ao lado dos Estados Unidos, era diferente quando o presidente Chirac se opunha à vontade de seu colega americano, George W. Bush, de intervir no Iraque em nome dos Estados Unidos quando da “guerra ao terror”.

O Presidente Chirac participando do desfile de 14 de Julho na avenida de Champs Elisées. Imagem via Arquivos INA.

Dito isto, em questões de defesa, Chirac procurou defender o orçamento militar. Tarefa complicada durante a convivência com Lionel Jospin, que, nomeado Primeiro Ministro após a rápida dissolução da Assembléia Nacional em 1997, considerou os créditos militares como uma variável do ajuste orçamentário em detrimento de programas sociais considerados de lisura duvidosa na época.

“O destino de uma nação não é apenas seu desempenho econômico ou social, mas também sua capacidade de influenciar o curso dos eventos quando a ameaça surgir”, disse Chirac, um ano antes das eleições presidenciais. de 2002.

Reeleito e com uma grande maioria parlamentar, Jacques Chirac teve que trabalhar novamente para defender os orçamentos militares, que estavam agora sob a responsabilidade de Nicolas Sarkozy, então Ministro da Economia. “Eu decido, ele executa”, ele lançou em 14 de julho de 2004.

Em sua ultima chegada ao Palacio do Eliseu, a sede do governo francês, sob olhar de Nicolas Sarkozy, seu sucessor. Imagem via INA.

No nível europeu, Chirac e Tony Blair, então primeiro-ministro britânico, convocaram em 1998, na cúpula de Saint-Malo, para dotar a União Europeia de meios militares “autônomos” e “credíveis”. E salientar que a UE agirá quando a OTAN “como tal não estiver envolvida”. Desde então, essa ambição realmente não se materializou …

Finalmente, em 2006, o Sr. Chirac deu uma dose de “flexibilidade” (sob pressão política nacional e  internacional) à doutrina nuclear francesa, estendendo-a à “garantia de nossos suprimentos estratégicos e defesa dos países aliados”. E para mencionar também um possível uso da arma nuclear contra os “líderes de estados que usariam meios terroristas contra nós” e contra “aqueles que considerariam usar, de uma maneira ou de outra, armas de destruição em massa. “

Outros detalhes importantes sobre a vida e a carreira de Jacques Chirac

Condecorações:

Grã-Cruz da Legião de Honra
Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito
Grã-Cruz do Mérito da Ordem Soberana de Malta
Cruz do Valor Militar
Medalha da Aeronáutica
Cavaleiro do Mérito agrícola
Cavaleiro das Artes e das Letras
Cavaleiro da Estrela Negra
Cavaleiro do Mérito desportivo.

Obras

Tese no Instituto de Estudos Políticos (Institut d’Études politiques) sobre o tema: O desenvolvimento do porto de Nova Orléans (Le développement du port de la NouvelleOrléans), em 1954 ;
Discours pour la France à l’heure du choix, 1978 (Discurso para a França na hora da escolha)
La lueur de l’espérance : Réflexion du soir pour le matin, 1978; («O clarão da esperança: Reflexão da noite para a manhã»)
Une nouvelle France, Réflexions 1, 1994 ; (Uma nova França, Reflexões)
La France pour tous, 1995. (A França para todos)

Obras ou artigos consagrados a Chirac:

À la découverte de leurs racines, tomo I, capítulo Jacques Chirac, de Joseph Valynseele eDenis Grando. (L’Intermédiaire des Chercheurs et Curieux, 1988.) ; (Descobrindo suas raízes).
‘Chirac ou la fringale du pouvoir (Chirac e a bulimia do poder) Ed. Alain Moreau, 1977 por Henri Deligny;
Le vrai visage de Jacques Chirac (A verdadeira cara de Jacques Chirac) – Feitos e documentos. 1995 por Emmanuel Ratier;
L’Homme qui ne s’aimait pas (O homem que não se amava) por Éric Zemmour;
Chirac, père et fille (Chirac, pai e filha) por Claude Angéli e Stéphanie Mesnier (Grasset).

Noir Chirac, (Negro Chirac) por François-Xavier Vershaeve, Les Arènes, 2002 ;
Chirac? On vous avait prévenus. (Chirac? Nós tínhamos avisado!) Ed. Syllepse, 2002. por Henri Deligny;
Jacques a dit, (Jacques falou) por Jérôme Duhamel, 1997. Coletânea de citações de Chirac, reunidas maliciosamente.
D’un Chirac l’autre, (De um Chirac ao outro) por Bernard Billot, Paris : edições Bernard de Fallois, 16 de março de 2005. 558 p. ISBN 2-87706-555-3

Mandatos eletivos

Vereador e Prefeito :
1965-1971 : membro da câmara de vereadores Sainte-Féréole, Corrèze
1971-1977 : membro da câmara de vereadores de Sainte-Féréole, Corrèze
1977-1983 : membro da câmara de vereadores de Paris e prefeito de Paris
1983-1989 : membro da câmara de vereadores de Paris e prefeito de Paris
1989-1995 : prefeito de Paris, mandato interrompido após sua eleição à Presidência da República em maio de 1995. O mandato de vereador de Paris se completa normalmente nas eleições municipais no mês seguinte, junho de 1995.

Conselheiro Geral:

 
1968-1970 : membro do Conselho Geral da Corrèze
1970-1976 : membro e presidente do Conselho Geral da Corrèze.
1976-1979 : membro e presidente do Conselho Geral da Corrèze.
1979-1982 : membro do Conselho Geral da Corrèze.

Deputado

 
1967-1967 : deputado da Corrèze (1)
1968-1968 : deputado da Corrèze (1)
1973-1973 : deputado da Corrèze (1)
1976-1978 : deputado da Corrèze (2)
1978-1981 : deputado da Corrèze (3)
1981-1986 : deputado da Corrèze.
1986-1986 : deputado da Corrèze (1)
1988-1993 : deputado da Corrèze.
1993-1995 : deputado da Corrèze (4)

Eurodeputado:

1979-1980 : membro do Parlamento Europeu, demissionário.

Presidente da República :

 
1995-2002 : presidente da República
2002-até 2007 : presidente da República
(1) mandatos interrompidos após nomeações no governo

(2) eleições parciais após a demissão de seu suplente

(3) mandato interrompido pela dissolução da Assembleia Nacional

(4) mandato interrompido após sua eleição a presidência da República

Cargos governamentais

1967-1968 : secretário de Estado junto ao Ministro de Assuntos Sociais, encarregado dos dos prolemas trabalhistas (quarto governo de Georges Pompidou)
1968-1968 : secretário de Estado junto ao Ministro de Economia e Finanças (quinto governo de Georges Pompidou)
1968-1969 : secretário de Estado junto ao Ministro de Economia e Finanças (governo de Maurice Couve de Murville)
1969-1972 : secretário de Estado junto ao Ministro de Economia e Finanças (governo de Jacques ChabanDelmas)
1972-1973 : ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (governo de Pierre Mesmer (1))
1973-1974 : ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (governo de Pierre Mesmer (2))
1974-1974 : ministro do Interior (governo Pierre Mesmer (2))
1974-1976 : Primeiro-ministro (Governo Jacques Chirac (1))
1986-1988 : Primeiro-ministro (Governo Jacques Chirac (2))

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Source: DefesaTV Mundo

Exército Sul dos EUA recebe visita de comitiva do Colégio de Guerra da Colômbia

O vice-comandante geral de interoperabilidade do Exército Sul dos EUA (ARSOUTH), general de brigada do Exército Brasileiro (EB), Alcides Valeriano Faria Junior, recebeu no dia 26 de setembro uma delegação com cerca de 30 alunos e instrutores do Colégio de Guerra da Colômbia. Durante a visita, os colombianos, puderam aprender mais sobre a missão, a visão e à área de responsabilidade, além dos programas do ARSOUTH e suas parcerias.

Sobre o ARSOUTH

Missão

O Exército dos EUA do Sul (ARSOUTH) conduz e apoia operações multinacionais e cooperação de segurança na área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA, a fim de combater ameaças transnacionais e fortalecer a segurança regional em defesa da pátria.

Visão

Ser um Comando flexível, ágil e responsável do Componente de Serviço do Exército, capaz de conduzir simultaneamente Operações de Cooperação e Contingência de Segurança de Teatro para o Comando do Sul dos EUA e o Departamento do Exército.

Área de responsabilidade

O Exército dos EUA do Sul é o Comando do Componente de Serviço do Exército do Comando Sul dos EUA. A área de responsabilidade do SOUTHCOM abrange 31 países e 15 áreas de soberania especial na América Central e do Sul e no Caribe e abrange cerca de 15,6 milhões de MN².

Clique para exibir o slide.

  • Com informações e fotos do ARSOUTH
  • Tradução e Adaptação: DefesaTV

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Exército Nacional da Líbia (LNA) abate VANT da Turquia

O Exército Nacional da Líbia (LNA) anunciou nesse 25 de setembro que abateu um veículo aéreo de combate não tripulado turco (UCAV) perto da capital do país, Trípoli.

“Nossos sistemas de defesa aérea conseguiram abater uma aeronave turca que estava mirando nossas tropas no eixo de Trípoli”, declarou o centro de mídia da LNA em comunicado à imprensa.

O centro de mídia também afirmou que as unidades do exército destruíram uma “sala de operações turca” que operava perto da cidade de Abugrein, ao sul de Misrata, no norte da Líbia. O exército não esclareceu como exatamente a sala de operações foi destruída.

A Turquia está apoiando ativamente forças leais ao Governo do Acordo Nacional (GNA). Os UCAVs turcos Bayraktar TB2 foram vistos ao redor de Trípoli. Além disso, Ancara entregou dezenas de veículos blindados às forças pró-GNA.

No início deste mês, o LNA repeliu um ataque “planejado pela Turquia” à Base Aérea de al-Jufra, na Líbia Central. A base é uma das principais posições do exército.

  • Com informações do serviço de imprensa do LNA via redação Orbis Defense Europe.

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Exército russo realiza adestramento de combate a militares sírios

Em meio ao calor escaldante do deserto sírio, instrutores militares russos ensinam as mais variadas técnicas de combate a militares deste país árabe. Os russos ensinam técnicas de progressão no terreno com apoio de forças blindadas, primeiros socorros, desminagem e aperfeiçoamento de tiro aos soldados sírios.

A instrução fora realiazada na base de Yafour, que fica cerca de 30 km de Damasco. A Rússia tem apoiado significativamente as Forças Armadas sírias no adestramento a condições diversas de combate. O treinamento é base para ser usado no combate aos terroristas no país.

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USAF efetuou ataques aéreos contra células do ISIS na Líbia

Pela segunda vez neste mês, aviões de combate da USAF realizaram ataques aéreos em uma célula do ISIS na parte sudoeste da Líbia. Em um comunicado oficial, o Comando da África dos EUA (AFRICOM) declarou que o ataque aéreo atingiu a periferia da cidade de Murzuq.

“Esse ataque aéreo foi realizado para eliminar os terroristas do ISIS e negar a eles a capacidade de realizar ataques ao povo líbio”, disse o major-general dos EUA Anny William Gayle, diretor de operações do Comando da África dos EUA. “Este esforço demonstra a determinação dos parceiros da Líbia nos EUA e no OW de negar refúgios a terroristas”

Segundo a avaliação do AFRICOM, pelo menos onze terroristas do ISIS foram mortos no ataque aéreo de Murzuq. Nenhum civil foi supostamente ferido ou morto.

Fonte: https://twitter.com/usafricacommand

Em 20 de setembro, pelo menos oito terroristas do ISIS foram mortos em um ataque aéreo americano que também atingiu Murzuq. Esses ataques aéreos repetidos indicam que o grupo terrorista está reorganizando suas tropas, provavelmente conduzindo novos ataques no sul da Líbia.

O Comando da África dos EUA (AFRICOM) também anunciou em 20 de setembro que seus aviões de combate tinham como alvo uma célula ISIS perto da cidade de Murzuq, no sudoeste da Líbia.

Em comunicado oficial, o AFRICOM disse que o ataque aéreo foi realizado em coordenação com o Governo para Acordo Nacional (GNA), reconhecido internacionalmente.

“O Comando da África dos EUA conduziu esse ataque aéreo para eliminar líderes e combatentes terroristas e interromper a atividade terrorista”, disse o general Stephen Townsend, comandante do Comando da África nos EUA. “Não permitiremos que eles usem o conflito atual na Líbia como proteção. Juntamente com nossos parceiros líbios, continuaremos a negar refúgio seguro para terroristas na Líbia. ”

Segundo o AFRICOM, pelo menos oito integrantes do ISIS foram mortos nos ataques aéreos, que teriam ocorrido em 19/20 de setembro.

Nos últimos meses, as células do ISIS lançaram vários ataques ao Exército Nacional da Líbia (LNA) de seus esconderijos restantes no sudoeste da Líbia.

  • Com informações da USAF e USAF AFRICOM via redação Orbis Defense Europe.

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Guarda Costeira dos EUA realiza nova apreensão de um submarino carregado com cocaína

Pode parecer notícia repetida, mas não é. A Guarda Costeira dos EUA (USCG) interceptou uma embarcação semi-submersível que carregava mais de cinco toneladas de cocaína no Oceano Pacífico. Quatro pessoas, suspeitas de traficar drogas, foram detidas. A divulgação da ação foi feita nesta terça-feira (24).

A embarcação estava sendo monitorada por aeronaves de vigilância da Marinha dos EUA. Pouco tempo depois da interceptação, navios da Marinha colombiana chegaram para auxiliar na operação. Não foi divulgado o local da apreensão, apenas que ela aconteceu no Oceano Pacífico.

O comandante da Guarda Costeira, Matthwe Waldron, revelou que a equipe havia cruzado a linha do Equador. “Em um período de 24 horas, a tripulação cruzou o Equador e interceptou uma embarcação semi-submersível autoimpulsionada carregada de drogas”.

Menos de 10% da cocaína que estava no semi-submarino foi retirada –se toda a droga fosse extraída, o barco teria problemas de estabilidade. A Guarda Costeira americana já apreendeu outros submarinos com cocaína. No dia 12 de junho deste ano, foi divulgado um vídeo com uma ação semelhante.

  • Com informações do G1

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Forças Armadas cubanas controlam Venezuela

Cuba e Venezuela firmaram diversos acordos militares secretos em 2008, essencialmente entregando o controle dos militares venezuelanos a Cuba, disse o General de Exército reformado da Venezuela Antonio Rivero, ex-oficial sênior exilado em Miami desde 2014.

Três desses acordos confidenciais entre o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e o Ministério da Defesa da Venezuela incluíram o fortalecimento da defesa, o desenvolvimento de inteligência e o fornecimento de assistência técnica aos militares venezuelanos.

“A presença de tropas cubanas [na Venezuela] foi consolidada através de 15 acordos secretos entre Cuba e Venezuela [em 2008] para transformar as Forças Armadas da Venezuela, tornando a sua estrutura igual à existente em Cuba”, revela o Gen Ex Rivero, que também já foi o líder da proteção civil e do gerenciamento de emergência durante o regime de Hugo Chávez, e que falou sobre os acordos.

“Inicialmente houve muita resistência nos quartéis, mas Chávez investiu bilhões de dólares em armamentos dos russos, com mediação de Cuba, e dessa forma os militares venezuelanos começaram a abrir espaço para a ‘cubanização’ da força militar.”

De acordo com o Gen Ex Rivero, a criação de um plano de desenvolvimento militar de cinco anos entre Cuba e Venezuela incluiu o aperfeiçoamento dos conceitos de defesa, a criação de uma unidade investigativa de radioeletrônica e um sistema de radares voltado para a defesa, além do intercâmbio de inteligência.

O plano incluiu ainda o treinamento especializado das tropas venezuelanas em Cuba, bem como uma unidade militar cubana na Venezuela.

Os três acordos foram assinados e iniciados pelo General de Exército Álvaro López Miera, vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e líder do Estado-Maior, e pelo General de Exército da Venezuela Gustavo Reyes Rangel Briceño, ministro da Defesa entre 2008 e 2009.

A partir de então, disse o Gen Ex Rivero, Cuba começou a assumir o controle das Forças Armadas da Venezuela e os oficiais cubanos desenvolveram doutrinas, manuais de treinamento e comandaram os treinamentos, o que fez com que alguns militares venezuelanos se sentissem como se estivessem servindo às forças armadas de outro país.

O Gen Ex Rivero lembrou sua participação em um curso de construção de túneis em novembro de 2018, para “criar refúgios e comandos subterrâneos nos moldes da filosofia de guerra do Vietnã”, disse, referindo-se à rede de túneis utilizada pelos vietcongues para combater as forças dos EUA.

“O instrutor, um coronel das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, disse: ‘De agora em diante, todo o conteúdo desse curso será confidencial, um segredo de Estado’”, declarou o Gen Ex Rivero. “Então eu me levantei e perguntei: ‘Como um oficial estrangeiro como o senhor me ensinará sobre sigilo e segurança de Estado em meu país?’”

O ex-1º Tenente do Exército da Venezuela José Antonio Colina, que fugiu para Miami em 2003, corroborou as declarações do Gen Ex Rivero.

“Depois que Hugo Chávez corrompeu as Forças Armadas, os cubanos começaram a invadir o setor militar”, disse à Diálogo o 1º Ten Colina. “Eles teriam trancado de 200 a 300 oficiais juniores por três dias nos centros militares de treinamento […], onde agentes do G2 cubano [serviços de inteligência] diziam que tínhamos que ajudar Chávez a devolver a felicidade aos venezuelanos, como em Cuba, que tínhamos que ‘democratizar’ a Venezuela […], e que as Forças Armadas precisavam mudar sua visão e sua missão.”

Unidade militar cubana no local 

Entre os acordos que o Gen Ex Rivero mencionou está aquele que previa a criação do Grupo de Cooperação e Ligação (GRUCE, em espanhol), uma unidade formada por oficiais cubanos permanentemente baseados na Venezuela.

Considera-se que o grupo tem “o objetivo de facilitar e coordenar a prestação de assistência à Venezuela para solucionar questões militares e técnicas em suas Forças Armadas, garantindo a gestão do trabalho dos especialistas militares da República de Cuba, cuja missão é prestar assistência na assimilação, operação, reparos, modernização e uso combativo dos materiais de guerra disponíveis para as Forças Armadas da República Bolivariana da Venezuela.”

Segundo o Gen Ex Rivero, o GRUCE comandou as tropas venezuelanas em um exercício de treinamento de cinco dias em nível nacional, em dezembro de 2017, para preparar os militares contra eventuais operações do “inimigo” – ou seja, os Estados Unidos.

O plano de treinamento militar mencionou a crescente demonstração de força e “hostilidade” por parte das nações vizinhas, sob o pretexto de exercícios multinacionais tais como o AMAZONLOG 2017.

O plano de treinamento enumera as potenciais atividades inimigas, acrescentando que “operações contra a presença de colaboradores cubanos nos [Centros de Diagnósticos Integrados – clínicas com equipes de saúde cubanas] e em outras missões, incluindo militares, não devem ser descartadas”.

“O Grupo de Cooperação e Ligação de Cuba [é] uma unidade militar cubana no Forte Tiuna, em Caracas, que essencialmente distribuiu os destacamentos cubanos por toda a Venezuela, em comandos das unidades operacionais e estratégicas do país, consolidando, portanto, a ocupação cubana na Venezuela”, disse o Gen Ex Rivero.

  • Por: Ricardo Guanipa D’Erizans / Diálogo Américas

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África quer voltar a atrair investimento do Brasil

Países da África subsaariana querem voltar a atrair investimento brasileiro, em meio à mudança da política externa nacional, que passou a privilegiar as relações com Estados Unidos e outros mercados maduros, em detrimento dos países emergentes.
Com economias ainda amplamente dependentes da agricultura de subsistência, os países africanos têm interesse principalmente em atrair a bem sucedida experiência do agronegócio brasileiro ao continente. Na expectativa de grandes investimentos em novas descobertas de gás, Moçambique quer alimentar a população que deverá se deslocar para novas regiões. Já Angola e África do Sul passam por mudanças políticas reformistas e esperam com isso atrair capital.

As exportações brasileiras à África cresceram de US$ 1,98 bilhão em 2001 para US$ 12,22 bilhões em 2011, mas voltaram a cair desde então, chegando a US$ 8,16 bilhões em 2018 – um recuo de 33% em relação ao pico, segundo cálculo do International Trade Centre (ITC), com base em dados do antigo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O investimento brasileiro no continente é estimado em US$ 15 bilhões nos últimos 15 anos, conforme o banco sul-africano Standard Bank.

Goolam Ballim, economista-chefe do Standard Bank, maior banco africano, avalia que o auge das relações Brasil-África se deu durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Desde então, há menor nível de assertividade. Muito do dinamismo inicial se perdeu”, diz Ballim. “Atualmente, [a relação entre as regiões] pode estar perto de seu ponto mais baixo em 20 anos, de um ponto de vista político.”

O economista lembra que o início dos anos 2000 foi marcado por um forte impulso diplomático para fortalecer o que era conhecido como “cooperação Sul-Sul”, o que foi feito de maneira geral sob os auspícios dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“A ideia era que esses países eram as nações dinâmicas do século, e que eles teriam crescimento econômico significativo e uma forte expansão de suas classes médias”, recorda Ballim. Desde então, as trocas entre África e seus parceiros emergentes cresceram significativamente, mas voltaram a encolher em anos recentes, em meio à queda dos preços de commodities.

Ballim avalia, porém, que o caso brasileiro parece ser mais estrutural do que cíclico. “O Brasil teve que lidar com questões domésticas. Economia fraca e situação política fluida fizeram com que as relações internacionais, especialmente as voltadas à África, fossem relegadas”, diz. “Agora há outro presidente e também parece que o governo atual, assim com seus antecessores recentes, estão mais focados em questões internas do que no exterior.”

Além da mudança de cenário da política externa brasileira, investimentos feitos na África durante a época “áurea” das relações entre o país e o continente por empresas como Petrobras, Odebrecht e Andrade Gutierrez foram alvos de questionamentos no âmbito da operação Lava-Jato.

Mas representantes do setor privado e dos governos de países africanos dizem que a região segue oferecendo oportunidades de negócios atrativas. “A economia mundial está desacelerando, dos Estados Unidos, à Europa e China”, diz Fausio Mussa, economista do Standard Bank para Angola e Moçambique. “A África oferece aos investidores a oportunidade de acessarem mercados em forte crescimento.”

Em Moçambique, por exemplo, estão previstos US$ 65 bilhões em investimentos até 2024 em três projetos de gás natural liquefeito, numa economia com PIB de US$ 14 bilhões, pelos números de 2018. Cerca de 70% da população vive de agricultura de subsistência e quase 50% é pobre, sobrevivendo com menos de US$ 2 por dia.

“As instalações terão cerca de 40 mil trabalhadores ao longo de dez a 15 anos, a cidade mais próxima deve passar de 10 mil a 150 mil ou até 300 mil habitantes, e US$ 128 bilhões em investimentos deverão ser gerados. Isso é um mercado garantido para a produção agropecuária”, diz Paul Taylor, diretor de petróleo e gás do banco africano, destacando que o agronegócio brasileiro teria vantagem devido à experiência de produção no cerrado.

Lello Francisco, administrador da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (Aipex), avalia que houve uma redução na atuação de empresas brasileiras no país em anos recentes. Segundo ele, isso aconteceu principalmente na construção civil, devido à diminuição no ritmo de obras públicas como resultado da crise econômica angolana, decorrente da queda do preço do petróleo a partir de 2013 e 2014.
Com uma economia que depende da importação para suprir 90% do seu consumo, Angola compra do Brasil principalmente produtos agrícolas, com destaque para proteínas. “Temos potencial para produzir 100% do que consumimos. Queremos encontrar no Brasil investidores que, em vez de vender produtos acabados para Angola, produzam a partir de Angola para outros mercados”, diz Francisco.

Com o país sob novo governante após 38 anos de presidência de José Eduardo dos Santos, Angola realiza uma série de reformas liberalizantes, com a privatização prevista de ativos em petróleo, finanças, agronegócio e seguros. “Essas também são boas oportunidades de negócios para potenciais investidores brasileiros”, afirma.

Para Victor Williams, diretor de varejo e banco de investimentos do Standard Bank, mudanças recentes na conjuntura internacional também favorecem o investimento e trocas comerciais entre Brasil e países africanos. Ele cita como exemplos a criação em maio deste ano do Tratado Continental Africano de Livre-Comércio e a iminente saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o Brexit.

“O investimento brasileiro na África tem se focado em três países: África do Sul, Moçambique e Angola”, afirma Williams. “Com o acordo africano de livre comércio, podemos potencialmente ver empresas brasileiras tendo maior facilidade para expandir sua presença para o restante do continente.”

Já a guerra comercial entre Estados Unidos e China e o Brexit abrem oportunidades, acredita. “A China está preocupada em resolver seus desafios com os Estados Unidos e o Reino Unido está muito preocupado em entender o mundo pós-Brexit”, afirma. “Empresas brasileiras podem ocupar essas lacunas, identificando, por exemplo, áreas onde o Reino Unido pode estar em desvantagem pois não será mais parte dos acordos existentes com a União Europeia.”

Para Williams, o principal efeito da mudança de orientação da política externa brasileira é sobre potenciais novos entrantes no mercado africano. “Talvez para aqueles que estejam considerando [investir] e ainda não têm laços significativos, o apoio governamental e a diplomacia econômica tenham papel mais importante”, afirma. “Por outro lado, investidores como a Vale, que já entenderam a oportunidade africana e têm uma visão clara do que pode ser feito, continuarão.”

Joseph Mashimbye, embaixador da África do Sul no Brasil, credita a “desaceleração” nas relações entre Brasília e Pretória à crise política e econômica brasileira nos últimos anos. Mas ele lembra que os países estarão juntos na Cúpula dos Brics em novembro, e se diz positivamente surpreendido com o pragmatismo do novo governo. “Durante a campanha eleitoral, eu estava preocupado que a nova administração pudesse não estar disposta a trabalhar conosco. Estou satisfeito que não é esse o caso, é um governo muito orientado ao mercado.”

O secretário de Negociações Bilaterais no Oriente Médio, Europa e África do Ministério das Relações Exteriores, Kenneth Nóbrega, diz que a política de promoção e investimentos brasileiros na África do governo atual é diferente das gestões anteriores. “Foi criado, por exemplo, um código de atuação para deixar muito claro o que o governo pode fazer em termos de promoção comercial de forma idônea.”

O embaixador nega que os países africanos tenham perdido espaço entre as prioridades da política externa brasileira. “O que acontece é que hoje o governo tem menos recursos para cooperação, há menos dinheiro.”

Fonte: Valor

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Source: DefesaTV Mundo