Argentina pede discrição ao Brasil sobre voo São Paulo-Malvinas

O governo argentino pediu que nenhuma autoridade federal brasileira comentasse ou prestigiasse o lançamento de novo voo ligando São Paulo às ilhas Falklands, conhecidas no país vizinho como Malvinas.

O motivo é o temor de uma crise política decorrente do estabelecimento da rota, que terá duas escalas mensais, uma de ida e outra volta, na cidade argentina de Córdoba. Ele será feito pela chileno-brasileira Latam e começa a operar na próxima quarta (20) com um Boeing 767-300ER.

O pedido, informal, chegou por meio de canais diplomáticos e foi aceito pelo Itamaraty. A preocupação de Buenos Aires é que a eventual presença de políticos em eventos relacionados à inauguração do serviço passasse a impressão de que o Brasil endossa a soberania do Reino Unido sobre as ilhas.

O Brasil reconhece o pleito argentino sobre o arquipélago e chama as ilhas de Malvinas. As Falklands foram objeto de uma guerra entre argentinos e britânicos, em 1982. Em decadência política, a ditadura argentina liderada pelo general Leopoldo Galtieri invadiu o arquipélago.

A então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher decidiu enviar uma força naval para retomar o território, o que conseguiu 74 dias depois da invasão. Como resultado, morreram 649 argentinos, 255 britânicos e três ilhéus. A ditadura argentina entrou em colapso a seguir.

Pessoas que acompanharam o caso na diplomacia brasileira dizem que não havia nenhuma perspectiva de tal endosso de políticos ao lançamento ou ao voo em si, o que mostra o quão sensível ainda é a questão das Falklands no vizinho, em especial neste momento —o governo de Mauricio Macri foi derrotado nas urnas pelo peronista Alberto Fernández em outubro.

Ao responder ao cumprimento britânico pela vitória, o futuro presidente iniciou seu texto dizendo que não renunciaria ao desejo de governar as ilhas. A questão é que a rota, na prática, é uma ligação disfarçada entre a Argentina e as ilhas.

Não é algo inédito: a Latam opera desde 1999 um voo semelhante, que sai de Punta Arenas (Chile) e faz a mesma escala dupla mensal na argentina Río Gallegos. À época, houve uma chuva de críticas sobre o que seria um reconhecimento indireto de que as ilhas são britânicas.

As Falklands foram incorporadas ao Império Britânico em 1833, e são hoje um território ultramarino de Londres. E o são por opção de 99,8% de seus cerca de 3.400 habitantes, segundo plebiscito realizado sobre o tema em 2013.

A reivindicação argentina vem do fato de que, antes de 1833, o país foi um dos que disputou a colonização das ilhas —o primeiro assentamento local foi francês, em 1764. A inauguração da rota paulistana foi duramente criticada, especialmente por políticos peronistas como Rosana Bertone, a governadora da Província da Terra do Fogo.

O voo inaugurado em 1999 e o novo foram estabelecidos em governos de oposição ao peronismo —Carlos Menem antes e Macri agora—, mas os governos peronistas dominados pela família Kirchner entre eles nada fizeram para suspendê-los.

Desde 2016, já sob Macri, a Argentina e o Reino Unido vinham tomando medidas de confiança mútua sobre as ilhas. No fim de outubro deste ano, Londres devolveu a pequena estátua de Nossa Senhora de Luján, tomada dos soldados invasores argentinos que levaram a imagem da padroeira de seu país para as ilhas em 1982.

O papa Francisco, que é argentino e próximo do peronismo, abençoou o objeto no Vaticano. Além da questão histórica, há interesses econômicos. A prospecção de petróleo no entorno das Falklands está travada devido ao fato de a Argentina reivindicar também as águas territoriais da região.

Hoje, as ilhas são autossuficientes. Têm um Produto Interno Bruto anual equivalente a R$ 540 milhões, oriundos da pesca, da lã de suas 500 mil ovelhas e do turismo, mas o petróleo é o que chama atenção: as reservas sob o mar estão estimadas em 1 bilhão de barris —hoje o Brasil todo tem 12 vezes isso.

O voo da Latam sairá duas vezes por mês de São Paulo, uma delas com escala em Córdoba, rumo ao aeródromo de Mount Pleasant. O lugar abriga os mais avançados caças do Hemisfério Sul, usualmente operando quatro modelos Eurofighter Typhoon.

A frequência obrigará o visitante a passar ao menos uma semana em Stanley, a capital e única cidade das Falklands, se quiser pegar o voo de volta na mesma rota. No site da Latam, cada perna da viagem começa em R$ 2.259.

  • Por: Igor Gielow/Folha de São Paulo

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Armadora Maersk alerta para desaceleração da economia global

A empresa de logística dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, que controla a Maersk Line, registrou avanço de 32% no lucro líquido, para US$ 506 milhões no terceiro trimestre de 2019.

O resultado superou a previsão de analistas consultados pela FactSet, que estimavam algo em torno de US$ 359 milhões. Os custos mais baixos de combustível foram os responsáveis pelo melhor desempenho.

A companhia, porém, alertou que o crescimento no mercado de contêineres está desacelerando mais rapidamente do que o estimado, devido ao enfraquecimento das economias globais e às crescentes restrições comerciais. O crescimento do comércio global de contêineres diminuiu para cerca de 1,5% no trimestre, contra 2% no segundo trimestre.

Embora a receita do período tenha caído 0,9%, para US$ 10,1 bilhões, a lucratividade da companhia continuou melhorando, fazendo o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) a crescer 14% no terceiro trimestre ante igual período do ano anterior, para US$ 1,7 bilhão e se refletindo em uma margem Ebitda maior, que subiu de 14,3% para 16,5% no período analisado.

Nos serviços de transporte terrestre de contêineres e de reboque, o Brasil teve bom desempenho. A receita de serviços de transporte terrestre cresceu de US$ 147 milhões para US$ 149 milhões, impulsionada pelas operações no Brasil, na Tunísia, na Espanha, na Colômbia e no Equador. A melhora nesses países, porém, foi parcialmente anulada pela queda de receita no Chile, na Alemanha, na Costa Rica, na Índia e no Peru.

Nas Américas, as atividades de reboque cresceram tanto em volume quanto em participação no Brasil, enquanto na Argentina houve queda, diz o relatório da empresa.

Guerra comercial

Embora espere um crescimento orgânico menor de contêineres transportado — a empresa calcula que as tarifas comerciais tenham impacto negativo de até 1% na quantidade de contêineres transportada em 2020 —, a Maersk manteve a perspectiva de Ebitda entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,8 bilhões para 2019. O intervalo havia sido elevado pela empresa no último mês.

“Continuaremos nosso foco na lucratividade e no fluxo de caixa livre no quarto trimestre e em 2020”, disse o presidente da companhia, Soren Skou.

Fonte: Valor

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USAF amplia base aérea secreta na África, que já não é mais tão secreta…

Em um pedaço de terra arenosa no Níger, nos limites do deserto do Saara, fica a mais nova base da Força Aérea dos EUA. É quase desconhecido para a grande maioria dos americanos e está envolto em relativo segredo, mas representa um dos maiores esforços de construção da história da USAF, e uma nova frente na luta contra a expansão do terrorismo islâmico no continente africano.

O Comando da África dos EUA (USAFRICOM, U.S. Air Forces Africa – AFAFRICA) anunciou em 1º de novembro que a nova base em Agadez, no Níger – projetada para abrigar drones/uav’s armados e outras aeronaves de transporte e combate que estavam operando em à partir do aeroporto internacional em Niamey , capital do Níger, começara a operar em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento estratégico na mesma semana. Bem-vindo à Base Aérea 201 na Nigéria.

Situada estrategicamente no centro do Níger, a Base Aérea 201 está posicionada para atacar grupos terroristas e militantes extremistas islâmicos dos muitos grupos filiais dos combatentes da Al Qaeda e do Estado Islâmico, entre outros menores, em países da região do Sahel, que abrangem a largura do continente africano ao sul do Saara e inclui partes do Mali, Sudão e Chade.
O general da Força Aérea Jeff Harrigian, comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa e das Forças Aéreas na África, disse que o local foi escolhido especificamente para essa vantagem geográfica.

“Posturas flexíveis e diversas em todo o continente africano nos permitem facilitar as necessidades operacionais e apoiar melhor nossos parceiros na região”, disse Harrigian em um comunicado à imprensa do AFRICOM. “A localização em Agadez foi selecionada em conjunto com o Níger devido à flexibilidade geográfica e estratégica que oferece aos esforços de segurança regional.”

O Comando da África dos EUA anunciou em 1º de novembro que os drones armados começaram a voar missões de inteligência, vigilância e reconhecimento a partir da Base Aérea 201 do Níger. (Sargento Brian Ferguson / Força Aérea)

Porque aqui? Porque agora?

Em um momento em que as forças armadas estão mudando seu foco para combater ações agressivas de nações como China, Rússia ou Coréia do Norte, por que as forças armadas dos EUA estão expandindo sua capacidade de atingir pequenos grupos irregulares de extremistas locais?

Atualmente, somente a França opera de maneira relativamente eficiênte nesse combate contra as forças do Boko Haram e outras. A França lidera uma coalizão de paìses africanos da região do Sahel desde 1998, mas apesar dos esforços, a parceria não rendeu grandes resultados devidos as constantes interferências polìticas dos governos do ex-presidente François Hollande e do atual presidente Emmanuel Macron, consideradas pelos especialistas militares como as mais ineficaz de todos os tempos, atrapalhadas por diversos fatores que vão da insufucuência de tropas francesas para uma região tão vasta e a evidente colaboração de grande nùmero de elementos das tropas dos paìses africanos com os grupos terroristas islâmicos.

Embora a Estratégia de Defesa Nacional enfatize uma mudança para uma grande competição de poder, ele disse, também não permite relaxamentos quando se trata de manter a pressão da campanha militar sobre grupos como o ISIS? Boko Haran e outros novos que surgem.

“Você verá que continuamos focados em manter nossa bota na garganta do extremismo violento”, disse Goldfein. “A operação no Níger é uma parte essencial disso daqui para frente.”

Atualmente, existem pelo menos 11 ramificações de grupos terroristas que operam nessa região da África, principalmente da Al-Qaeda, ISIS e Boko Haram, disse o tenente-general aposentado do Exército, Thomas Spoehr, diretor do Centro de Defesa Nacional da Fundação Heritage. É melhor atrapalhar essas organizações antes que elas possam prejudicar governos amigos na área, disse ele, ou até mesmo se transformar em uma ameaça que pode atingir os próprios Estados Unidos, como a Al Qaeda quase 20 anos atrás.

“A maioria dos americanos não sabe disso, mas a área em torno do Níger realmente se tornou uma região muito perigosa”, disse Spoehr.

Grupos extremistas e terroristas, como o ISIS, tendem a gravitar em lugares sem governo ou com governo fraco, onde podem estabelecer bases e operar com pouca ou nenhuma contrariedade por parte das autoridades locais, afirmou o general aposentado Hawk Carlisle ao Air Force Times em 5 de novembro. Infelizmente, ele disse, existem muitos desses espaços na África.

Com a chocante blitzkrieg de 2014 do ISIS em toda a Síria e grande parte do Iraque ainda recente na memória recente, disse Carlisle, os líderes militares acreditam que uma base totalmente funcional no Níger é a melhor maneira de evitar algo semelhante na África Ocidental. É muito mais fácil parar um grupo desse tipo no início de seu crescimento, mais tarde, depois de ter cavado profundamente nas cidades e posições fortificadas, como o ISIS fez em cidades como Mosul, Iraque e Raqqa, Síria.

A Base Aérea 201 também pode fornecer um efeito dissuasor significativo, mesmo – ou especialmente – se extremistas violentos não souberem exatamente o que pode estar chegando no horizonte. Muitas atividades na base serão classificadas em graus variados.

William Meeker, diretor da África do Centro para Civis em Conflito, disse em uma entrevista em 6 de novembro que a região do Sahel enfrenta uma complexa rede de redes criminosas, grupos de oposição como ramificações do ISIS e conflitos intercomunitários de longa data. Algumas delas se alimentam umas das outras, disse ele, particularmente no Mali, onde o terrorismo islâmico atiça as queixas locais e està produzindo um aumento alarmante de ataques violentos e massacres contra civis, em especial contra as minorias cristãs.

Missão secreta

A Força Aérea continua em grande parte preocupada com o que será transportado da Base Aérea 201. Muitos UAV’s/drones do modelo MQ-9 Reapers jà estão baseado lá, e às vezes operam missões armadas de vôo além de vôos ISR, assim como um certo nùmero de caças F-15 e F-16 em trânsito também. Os C-130 também realizaram missões de reabastecimento na base como parte de operações aéreas limitadas que começaram em 1º de agosto.

Info disponível livremente na internet.

Além disso, o porta-voz do AFRICOM, coronel Chris Karns, se recusou a dizer mais detalhes sobre quais aeronaves específicas estão operando na Base Aérea 201, devido a preocupações de segurança.

O porta-voz da USAFE-AFAFRICA, capitão Christopher Bowyer-Meeder, disse que a única pista da Base Aérea 201, de 3 mil metros de comprimento, pode suportar toda uma gama de aeronaves incluindo C-130s, C-17s e algum transporte aéreo DV [visitante distinto]”. Mas não foi construído para suportar F-16, bombardeiros ou aviões-tanque, disse ele. Bowyer-Meeder também disse que por enquanto não há planos de expandir a pista.

“As forças armadas dos EUA estão na Base Aérea do Níger 201, a pedido do governo do Níger”, disse o general do exército Stephen Townsend, comandante do AFRICOM, no comunicado de imprensa de 1º de novembro. “Estamos trabalhando com nossos parceiros africanos e internacionais para combater ameaças à segurança na África Ocidental”, disse Townsend, que visitou o Níger em setembro para se encontrar com o presidente Mahamadou Issoufou. “A construção desta base demonstra nosso investimento em nossos parceiros africanos e interesses de segurança mútua na região”.

Como dito no título, essa nova base secreta já não é tão secreta assim, a começar pela sua posição na periferia da cidade de Agadez e por ter as imagens facilmente encontradas em qualquer visualizador de imagens de satélites gratuitos disponíveis na internet. Imagem via Zoom Earth.

Porém todos os bons conhecedores de operações da USAF sabem que 3 mil metros não são longos o suficiente para operações sustentadas de caças, bombardeiros, navios-tanque ou grandes drones/uav’s. “É um pedaço de concreto longo o suficiente para desvios ou emergências, e o plano é eventualmente, estender a pista para 5 mil metros.

Spoehr disse que tirar as operações aéreas do aeroporto civil de Niamey é uma grande vantagem. A capital está localizada no canto sudoeste do Níger, e a localização central da Base Aérea 201 fornece um acesso muito melhor a mais locais, disse Spoehr.

Também fornecerá muito mais segurança operacional, disse Spoehr. Qualquer um que estivesse presente no aeroporto de Niamey poderia ver quando um grande drone/uav ou outro avião militar estava decolando e descobrir que alguma operação militar poderia estar acontecendo, disse ele. Mas com as decolagens ocorrendo em um local restrito à operações militares, ele disse, é obviamente muito mais fácil manter essas operações em sigilo.

As instalações da Base Aérea 201 também são construídas especialmente para operações militares, dimensionadas corretamente para operações com drones e com o armazenamento adequado de combustível e armas, disse Spoehr.

Também será mais fácil gerenciar o espaço aéreo sem ter que agendar vôos em torno de aviões civis decolando ou aterrissando no aeroporto internacional, disse ele.

Nuvem negra

Paira sobre a missão militar em curso do Níger e a abertura da Base Aérea 201 está a trágica perda de quatro soldados do Exército dos EUA e seus aliados nigerianos em uma emboscada de outubro de 2017 perto da aldeia de Tongo Tongo, na fronteira sudoeste do Mali.

Um relatório devastador do Pentágono sobre a batalha descobriu que os soldados naquele dia não tinham nenhum apoio aéreo voando no momento da emboscada. Um RPA poderia ter fornecido a eles informações reconheciento para alertá-los sobre as forças inimigas vastamente superiores próximas. O primeiro drone ISR desarmado chegou ao local uma hora e meia após o início da batalha, e dois caças franceses Mirage chegaram logo depois, realizando sobrevoos de demonstração de força que expulsaram os combatentes inimigos.

Ter a Base Aérea 201 na área, fornecendo mais informações sobre ISR, ajudará as tropas em campo – sejam operadores especiais dos EUA ou simplesmente forças nigerianas – a preparar e entender melhor o espaço de batalha em que estão entrando, disse Carlisle.

A base provavelmente será capaz de fornecer algum tipo de capacidade de busca e salvamento em combate e medevac para levar tropas feridas mais rapidamente para fora do campo de batalha e entrar em tratamento, espero que dentro da chamada “Hora Dourada”, quando feridos, tenham a melhor chance de sobrevivência, Carlisle disse. Ele não comentou sobre que tipo de instalações médicas existem na Base Aérea 201, mas disse que qualquer base terá alguma capacidade de responder a emergências médicas.

Respondendo a eventos

A abertura da Base Aérea 201 pode levar os EUA a adotarem uma postura mais ofensiva, prontos para usar drones armados contra maus atores, disse Meeker. Os EUA devem melhorar sua capacidade de rastrear e mitigar os danos causados ​​a civis como resultado de operações com drones, disse ele.

Por outro lado, disse Meeker, o aumento do uso de plataformas ISR também pode reduzir as baixas de civis, ajudando as forças locais a separar grupos de civis de inimigos armados.

É provável que a Base Aérea 201 tenha presença constante de ISR na forma de Reapers e outros drones, e possivelmente aeronaves ISR tripuladas, disse Carlisle. Mas uma de suas maiores vantagens será a flexibilidade que oferece para enviar rapidamente diferentes tipos de aeronaves para responder a quaisquer eventos que possam ocorrer na região.

Por exemplo, disse Carlisle, a Força Aérea poderia lançar uma aeronave a partir de uma base na Europa – ou potencialmente até nos Estados Unidos – e, em vez de ter que se virar e voltar para casa imediatamente após a conclusão da missão, a Base Aérea 201 poderia servir como algo de uma estação de ligação. Essa aeronave poderia pousar lá, reabastecer, rearmar, manter a manutenção e trocar por uma equipe nova e pré-posicionada, disse ele, e depois realizar missões adicionais antes de voltar para casa.

Também poderia servir como um local operacional avançado, se necessário, disse Carlisle – muito mais próximo das regiões da África Ocidental do que a Base Aérea de Aviano, na Itália.

“Essa nova base dá muitas opções aos comandantes”, disse Carlisle. “Aviano para Camp Lemonnier em Djibuti é um vôo longo. Não acho que as pessoas percebam o quão grande é a África. ”

O F-15C Eagles recebe combustível sobre o Marrocos em abril de 2018. Com a Base Aérea do Nigerien 201 entrando em operação, extremistas violentos não saberão o que existe e o que estamos fazendo, disse o general aposentado Hawk Carlisle, ex-chefe do Comando de Combate Aéreo. (Aviador Sênior Malcolm Mayfield / Força Aérea)

Novos requisitos

A Base Aérea Nigeriana 201 pode ser operada com uma pegada de mão-de-obra relativamente leve, disse Spoehr, com a maioria de seus drones capazes de ser transportados por pilotos de volta para casa no continente americano.

Mas mantê-lo funcionando ainda exigirá aviadores – particularmente mantenedores, aviadores de logística, controladores de tráfego aéreo e especialistas em munições, disse Carlisle. A parte complicada é que alguns desses trabalhos-chave, especialmente em manutenção, são aqueles que a Força Aérea tem se esforçado para manter totalmente ocupado nos últimos anos.

“Nosso problema hoje, um é a capacidade, e agora colocamos outro dreno na capacidade”, disse Carlisle.

Para preencher essas lacunas, Carlisle disse que a Força Aérea precisará obter ajuda de seus serviços irmãos, bem como de empresas contratadas e nações aliadas.

Durante sua discussão no café da manhã, Goldfein saudou especificamente a França por sua cooperação no combate ao extremismo no norte da África.

“A violência floresce onde a governança é baixa”, disse ele.

A conclusão da base aérea, com cerca de um ano de atraso, tem sido um grande empreendimento. Além de ser o maior projeto de construção liderado pela Força Aérea na história do serviço, seu preço provavelmente ultrapassou US $ 110 milhões . Além disso, custará cerca de US $ 30 milhões por ano para administrar a base, totalizando US $ 280 milhões quando o contrato de 10 anos para usar o campo antes de expirar em 2024.

A construção do aeródromo – particularmente sua pista de uso conjunto, capaz de acomodar aeronaves dos EUA e da Nigéria – tem sido extremamente complicada. Karns, o porta-voz do AFRICOM, descreveu como “um feito histórico de engenharia civil”.

Fazer um trabalho de construção de qualidade que durará ao longo do tempo é complicado nessa parte do mundo, disse Carlisle. Não há muita infraestrutura, materiais ou mão-de-obra qualificada necessária para construir um campo de pouso com as especificações da Força Aérea, disse ele, o que significa mais transporte para levar esses recursos ao canteiro de obras em Agadez.

Carlisle disse que, embora a base, na maioria das vezes, tenha uma presença bastante pequena, ela precisa ser capaz de expandir-se rapidamente em resposta a situações em desenvolvimento. Isso significa que a base precisa de instalações que, mesmo que não sejam utilizadas na maioria das vezes, possam ser rapidamente colocadas em ação para lidar com aviadores e outros funcionários.

  • Com informações do USAFRICOM, U.S. Air Forces Africa – AFAFRICA via redação Orbis Defense Europe.

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Source: DefesaTV Mundo

Reino Unido prepara a retirada de pessoal de inteligência e militares de apoio na Síria?

O Reino Unido está se preparando para evacuar seu pessoal de inteligência e instrutores militares que apoiaram os militantes rebeldes na zona ocupada de Idlib, na Síria. Um dos motivos para tal retirada é a falta de confiança nos rebeldes que aparentemente jogam também do lado do ISIS e devido a possibilidade de um avanço das tropas do Exército Arabe Sírio com apoio de forças russas. Outra situação delicada envolve a ONG multinacional mas com direção britânica “White Helmets”, que é acusada de ações de espionagem, sabotagens e até mesmo envolvimento com o ISIS.

Em 15 de novembro, David Quarrey, assessor de Assuntos Internacionais do Primeiro Ministro do Reino Unido e vice-consultor de Segurança Nacional, reuniu-se com o Representante Presidencial Especial da Rússia para o Oriente Médio e África e o vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov para discutir assuntos como essa retirada de pessoal de inteligência e militares de apoio dos mesmos.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Rússia , os lados discutiram desenvolvimentos tópicos no Oriente Médio, incluindo a situação na Síria e o estabelecimento político e a situação humanitária no país. Especialmente interessante é que os lados discutiram a situação no nordeste da Síria e a zona de desescalonamento de Idlib foi discutida “em detalhes”.

David Quarrey é um diplomata britânico, que ingressou no Ministério das Relações Exteriores e da Commonwealth em 1994 e anteriormente dirigiu seu Departamento de Oriente Próximo e Norte da África. Ele também atuou como diplomata britânico em Harare, em Delhi e nas Nações Unidas em Nova York, além de ser o embaixador do Reino Unido em Israel de 2015 a 2019. Além disso, Quarrey por dois anos foi secretário particular de Tony Blair quando foi o primeiro ministro britânico.

Durante toda a sua carreira, Quarrey tem promovido um forte ponto de vista pró-Israel. Segundo relatos, suas ações costumam estar ligadas às dos serviços de inteligência britânicos.

O embaixador britânico em Israel David Quarrey (à direita) e seu marido Aldo Oliver Henrique no vídeo antes da parada do orgulho de Tel Aviv. IMAGEM: Embaixada Britânica / Imagem via Facebook.

O encontro entre Bogdanov e Quarrey é um acontecimento estranho, porque o representante russo tem uma posição muito mais alta no governo do que a britânica. Isso viola o princípio de simetria (equivalência) entre as partes negociadoras. Torna-se ainda mais estranho se alguém tentar esclarecer que tipo de “interseção” o lado britânico pode ter na zona de desmobilização/desocopação de Idlib.

A única organização de destaque ligada ao Idlib no Reino Unido é o chamado White Helmets, considerado por muitos analistas e observadores como o “ramo de propaganda da Al-Qaeda” e outros radicais, fundados e treinados pelo oficial do MI6 do Reino Unido, James Le Mesurier.

Desde o início da guerra, os Capacetes Brancos estão envolvidos em várias provocações, incluindo aquelas envolvendo ocorrências com armas químicas, que serviram como uma poderosa ferramenta de propaganda para apoiar ataques da coalizão dos EUA contra a Síria. Os governos britânicos e turco ainda tentam “vender a imagem” de que os Capacetes Brancos seriam algum tipo de “organização humanitária”. No entanto, os fatos sobre os objetivos e ações reais observadas em campo desta entidade são bem evidentes e mostram que os “White Helmets” não podem ser dignos de crédito.

Acidentalmente, Le Mesurier morreu recentemente em sua casa na Istambul, na Turquia, depois de cair de uma varanda. A mídia turca descreveu sua morte como um acidente.

Ao mesmo tempo, a Rússia e a Turquia continuam a aumentar sua cooperação no nível tático, em Idlib, no nordeste da Síria e no nível regional. A aproximação entre Ancara e Moscou aparentemente ameaçou o pessoal britânico envolvido em atividades clandestinas na parte controlada pela Síria.

Portanto, é altamente provável que o Reino Unido esteja agora tentando obter uma espécie de corredor aberto para retirar seus oficiais de inteligência e conselheiros militares envolvidos em operações de propaganda e treinamento de militantes na zona de Idlib.

Co-fundador dos “White Helmets” foi encontrado morto à alguns dias

No dia 11 de Novembro , o co-fundador dos Capacetes Brancos “organização de resgate”e ex-agente da MI-6, James Le Mesurier foi encontrado morto perto de sua casa em Istambul, Turquia.

O corpo do ex-agente do MI6 foi encontrado no bairro de Beyoglu em 11 de novembro por transeuntes que iam para a mesquita para a oração da manhã, de acordo com o comunicado emitido pelo gabinete do governador de Istambul. Ele foi encontrado com fraturas na cabeça e nas pernas, de acordo com a mídia turca, e acredita-se que tenha caído de sua varanda.

O twitter oficial do White Helmets também confirmou sua morte.

“Recentemente, de acordo com a esposa, ele estava passando por um estresse severo e estava tomando drogas psicotrópicas, incluindo injeções. No momento da morte, ele estava em casa sob a influência de pílulas para dormir ”, afirmou uma fonte não identificada da agência russa RIA Novosti .

A “organização de resgate” White Helmets, notória por denunciar “ataques químicos” e outros incidentes, é acusada de trabalhar com terroristas, principalmente pela Rússia, ONG’s de direitos humanos e pelo governo sírio. Há uma infinidade de evidências para apoiar essas acusações.

Independentemente disso, diversas acusações de uma conspiração se formou, alegando que a Rússia assassinou Le Mesurier, e a White Helmets chegou a declarar recentemente em suas redes sociais:

“A Rússia odeia Le Mesurier porque ele foi fundamental no estabelecimento do serviço civil de resgate dos Capacetes Brancos. Os Capacetes Brancos operam na Síria, ajudando a salvar civis que sofrem ataques das forças do regime sírio e de seus aliados russo e iraniano. Os russos desprezam os capacetes brancos porque impedem a Rússia de matar civis para forçar a resistência síria a se submeter. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia atacou Le Mesurier no Twitter, acusando-o de ser um oficial de inteligência britânico e um terrorista. ”

O relatório desconsidera completamente o fato de que James Le Mesurier era, de fato, um oficial de inteligência britânico, que até recebeu reconhecimento da rainha por seu serviço.

“Atirar pessoas de alturas fatais é eficaz e tem a pretensão de ser acidental. Segundo, condizentes com sua filosofia mais ampla de assassinato, os serviços de inteligência russos se divertem ao usar assassinatos pela janela caída na casa ou no local de frequência de um alvo como cartão de visita. Terceiro, porque cada assassinato individual de janela gera um medo mais amplo, entre outros possíveis alvos russos, de que eles não estejam seguros em suas próprias casas ou escritórios. Isso se encaixa com o carinho russo por entrar secretamente nas casas daqueles que desejam intimidar e movimentar as coisas. Cada elemento encontra raízes no humor do serviço de inteligência russo. ” Declarou a White Helmets.

Para mais substanciar a narrativa de que “ foi a Rússia que matou” , é claro, o porta-voz do Ministério do Exterior russo Maria Zakharova, em sua entrevista em 8 de novembro mencionado James Le Mesurier.

Faz muito pouco sentido para a Rússia acusá-lo de ter conexões com organizações terroristas e depois assassiná-lo. A ação natural, após tal revelação, seria simplesmente detê-lo e extrair dele algumas informações.

E aqueles que estão sob o risco de ter informações sobre eles revelados se beneficiariam mais com sua morte.

Essencialmente, o único lado que tem interesse na morte de James Le Mesurier são as partes que desejam ocultar o fato de que a “organização de resgate” dos Capacetes Brancos é pouco mais que um ramo de propaganda local da Al Qaeda, que também participa de operações de falsas bandeiras, que foi provado repetidamente.

Durante a coletiva de imprensa de 8 de novembro , Zakharova, porta-voz do Ministério do Exterior, disse o seguinte:

“Além disso, vários pesquisadores (repito, não se trata de análises russas, mas de estrangeiros) indicam a presença de J. Le Mesurier com organizações terroristas durante seu tempo no Kosovo, onde, segundo algumas fontes, sua equipe incluiu membros “Al Qaeda”. Gostaríamos muito de ouvir uma explicação desses fatos em Londres. Ele é o fundador de uma ONG dinamarquesa, Mayday Rescue, patrocinada pelo Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Canadá, Catar, Holanda e Estados Unidos. Oficialmente, essa estrutura está envolvida, como afirmado, “na proteção de civis durante conflitos e desastres naturais”, mas de fato participou da preparação e do financiamento dos “Capacetes Brancos” e agora fornece apoio de divulgação para suas atividades na mídia ocidental.

Além de participar do conflito na Síria, o Mayday Rescue observou projetos na Somália e no Líbano (sobre o Líbano e o que está acontecendo lá, disseram-me), onde, sob o pretexto de criar uma rede de socorristas voluntários, apoiou forças locais contra o governo e organizações. “Capacetes brancos” estiveram envolvidos em vários países da América Latina na realização de uma agressão maciça de informações contra autoridades legítimas. “

Faz muito mais sentido para aqueles que estavam sob o risco de serem revelados se a Rússia o detivesse para assassiná-lo, em vez de Moscou simplesmente matar um ativo em potencial e uma fonte de informação.

Mas quando as ações russas fizeram algum sentido, de acordo com os HSH?

  • Com informações Arab News 24, SANA Syria e MFA Russia via redação Orbis Defense Europe.

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Source: DefesaTV Mundo

Acidente com caça MIG-29 da Marinha Indiana após choque com pássaros

Neste sábado (16) por volta das 11h45 (hora local), um caça MiG-29KUB do Esquadrão Aéreo Naval Indiano INAS303 “Panteras Negras”, caiu nas proximidades da cidade de Goa. Os dois pilotos, o capitão M Sheokhand e o tenente-coronel Deepak Yadav, ejetaram com segurança. Segundo relatos, à aeronave que estava em voo de treinamento, foi atingida por aves após decolar da Base Aérea de Hansa (Goa-Dabolim), o que levou seus motores a se incendiar e fazer o caça ir ao solo.

Clique para exibir o slide.

  • Com informações do site Scramble Magazine
  • Tradução e Adaptação: DefesaTV

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Source: DefesaTV Mundo

Acidente com veículo blindado do Exército dos EUA deixa um morto e quatro feridos, na Coreia do Sul

O jornal do Exército dos EUA Stars and Stripes, publicou nota sobre acidente ocorrido no dia 13 de novembro, na base Camp Humphreys, próximo à cidade sul-coreana de Pyeongtaek, 60 km a sul da capital Seul. Onde, durante treinamento de rotina, um veículo blindado Bradley capotou, matando um soldado e deixando outros quatro feridos.

Ainda de acordo com o jornal, a vítima, identificada como soldado especialista Nicholas C. Panipinto, 20, faleceu quando o veículo blindado Bradley, me que ele se encontrava capotou. Panipinto tinha sido enviado à Coreia do Sul em julho para uma missão de nove meses.

Das outras quatro vítimas, duas foram levadas a um hospital nas proximidades da base, enquanto as outras foram atendidas e liberadas com ferimentos pouco graves.

“Nicholas foi um membro essencial e dedicado do Batalhão Ghost e da Brigada Greywolf”, disse em nota o coronel Kevin Capra, comandante da 3ª Brigada de Blindados de Combate de Fort Hood, na qual Panipinto servia.

Acidentes

Não é a primeira vez neste ano que militares americanos morrem em exercícios a bordo de blindados Bradley. Em 20 de outubro, outro veículo do mesmo modelo caiu de uma ponte, tirando a vida de três soldados em uma base militar no estado americano da Geórgia.

Segundo informou o Stars and Stripes, citando o sargento americano Michael Grinston, acidentes com veículos blindados são as maiores causas de morte de militares americanos em serviço.

  • Com agências internacionais

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Source: DefesaTV Mundo

Vice-comandante do ISIS é preso na Ucrânia em tentativa de fuga para a Europa

Nos últimos anos, a Ucrânia se tornou um refúgio para vários terroristas e radicais que operam livremente no país como aliados da jovem democracia que luta para sobreviver. Os membros do ISIS também parecem estar entre esses “democratas”. No entanto, a diferença é que os líderes do ISIS e comandantes expirados preferem usar a Ucrânia como ponto de transferência a caminho da Europa.

Em 15 de novembro, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) anunciou que, em cooperação com a polícia da Geórgia e a CIA, havia detido um membro sênior do grupo ISIS – originàrio de uma etnia chechena com cidadania georgiana, conhecido como Al Bara Shishani. Ele foi anteriormente vice-comandante do ISIS, Omar al-Shishani (“Omar, o checheno”).

A SBU disse em comunicado que Al Bara Shishani deixou a Síria em 2016 para a Turquia, onde “continuou a coordenar” as atividades do ISIS. Ele teria chegado ilegalmente à Ucrânia em 2018 usando um passaporte falso. Ele foi preso perto de sua casa, no subúrbio de Kiev.

Ele foi anteriormente vice-comandante do ISIS, Omar al-Shishani (“Omar, o checheno”).

O serviço de segurança da Geórgia divulgou inicialmente o nome do terrorista como Cezar Tokhosashvili e disse que ele era procurado como “membro de uma organização terrorista”.

Este não é o primeiro caso quando membros do ISIS aparecem publicamente na Ucrânia. Antes, militantes treinados nos campos do ISIS formaram o batalhão Sheikh Mansur que participou do conflito na região de Donbass, ao lado do regime de Kiev, mas a intenção real era formar uma ramificação do ISIS na região e ter acesso ao armamento ucraniano.

A detenção de Al Bara Shishani é principalmente uma medida de relações públicas por causa de sua importância para o público internacional. No entanto, vários “combatentes da liberdade do ISIS” semelhantes permanecem na Ucrânia e até usam o país como um ponto de transferência a caminho dos estados da União Europeia.

Sobre Abu Omar al-Shishani

Tarkhan Batirashvili (em georgiano: თარხან ბათირაშვილი, em árabe: أبو عمر الشيشاني, (Birkiani, União Soviética – atual Geórgia, 1986 – 14 de março de 2016) mais conhecido como Abu Omar al-Shishani ou Omar al-checheno, foi um mujahidin emir (comandante) que lutou na Guerra Civil Síria. Inicialmente era o líder da Brigada Muhajirun e mais tarde da Jaish al-Muhajireen wal-Ansar.
No verão de 2013 Batirashvili foi nomeado comandante do setor norte da Síria pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Unidades sob seu comando participaram de grandes ataques contra bases militares sírias em torno de Alepo, incluindo a captura da base aérea de Menagh em agosto de 2013.

Abu Omar al-Shishani era considerado “um dos líderes militares mais influentes das forças da oposição síria”.

Nos últimos meses, al-Shishani liderou uma ofensiva no leste da província de Deir el-Zour na Síria contra rebeldes rivais, buscando solidificar seu domínio sobre um trecho de território ligado ao vizinho Iraque.

Abu Omar al-Shishani também tentou espalhar diversas desinformações constantes sobre sua morte em ataques efetuados pela coalisão liderada pelos EUA e pela Russia para tentar fugir de ataques reais que visavam sua neutralização, mas sempre que ocorria alguma grande ação considerada vitoriosa ele aparecia em pùblico para comemorar ou tinha sua posição denunciada por espiões e traidores que cobiçavam sua posição de liderança.

  • Com informações Unian Ucrânia e MoD da Ucrânia via redação Orbis Defense Europe.

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Source: DefesaTV Mundo

Rússia implementa helicópteros e sistema de defesa antiáreo Pantisir-S no norte da Síria

Segundo o canal de TV russo Zvezda, o governo russo posicionou um sistema de mísseis antiaéreos Pantsir-S no norte da Síria, juntamente com helicópteros para reforçar os meios da Força Aeroespacial russa no território. Vários helicópteros foram realocados da base aérea russa de Hmeymim para Qamishli.

“Este é o primeiro grupo de helicópteros de ataque da Força Aeroespacial russa aqui no norte da Síria. Estão se preparando para pousar. O momento é histórico. A partir de agora, o nosso grupo de aviação irá operar permanentemente no aeroporto de Qamishli. Os helicópteros são protegidos do solo pelo sistema de defesa aérea Pantsir. A Polícia Militar isolou o local da área de pouso”, informou o canal.

O sistema de mísseis Pantsir-S foi concebido para proteger estruturas civis e militares de todos os meios modernos de ataque aéreo em quaisquer condições atmosféricas adversas que e em qualquer ambiente eletrônico. O sistema também pode ser implantado em navios e defendê-los contra ameaças submarinas.

  • Com agências internacionais

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Manifestantes chilenos derrubam drone usando dezenas de ponteiras laser

Um dos principais tópicos que discutimos constantemente são as capacidades de defesa aérea de curto alcance e contra-drone , ou, a evidente falta dela , e outros sistemas de defesa energética direcionados . Uma dessas capacidades que está emergindo como uma solução imediatamente obtida e potencialmente robusta para combater alguns drones e mísseis que dependem de sistemas de orientação eletro-ópticos e infravermelhos são as ponteiras e canetas laser. Basicamente, eles disparam um feixe de laser modulado no alvo, cegando seus sensores ópticos e distanciando-os da àrea e até mesmo derrubando-o. Eles também podem ser usados ​​para limitar a capacidade do inimigo de coletar informações através de plataformas tripuladas, cegando seus sensores. Parece que nessa semana uma versão muito simples e improvisada desse conceito foi posta em prática por manifestantes chilenos muito recentemente.

O vídeo, que apareceu nas redes sociais no início da semana, mostra uma grande multidão de manifestantes usando ponteiras e canetas laser de alta potência, que foram usados ​​por manifestantes recentemente para deter a polícia de choque e cegar câmeras de reconhecimento facial de um drones. Esses dispositivos,cegando os sensores óticos do drone de diversos ângulos diferentes, acabaram por o desorientar no ar, antes de se recuperar brevemente, apenas para mergulhar novamente e cair no chão.

Confira o vídeo :

Alguns drones comerciais e de hobby têm vários sistemas de piloto automático e software à prova de falhas que lhes permitem manter um vôo seguro e até retornar ao seu ponto de origem original se perderem o contato com o controlador, mas mesmo com esses recursos nada é perfeito, principalmente se a câmera for cegada. As coisas acontecem rapidamente e até o envolvimento de um modo à prova de falhas teria que ser feito rapidamente pelo usuário assim que seu feed de vídeo fosse neutralizado. Independentemente disso, neste caso, os ponteiros a laser significavam morte certa para o drone em questão.

Enquanto no meio militar, contramedidas a laser que cegam os buscadores de infravermelho em mísseis de busca a calor de curto alcance são uma realidade há muitos anos – eles estão encontrando seu caminho agora para caças – mais “cegadores” poderosos e avançados estão agora entrando no ambiente marítimo. A Rússia já instalou um sistema de neutralização em alguns de seus navios e a Marinha dos EUA acaba de instalar seu primeiro canhão laser, chamado ODIN, no destróier da classe Arleigh Burke USS Dewey (DDG-105).

A queda inesperada do pequeno drone no Chile por meio de lasers é definitivamente oportuna e o uso de lasers de consumo pode se tornar um aplicativo comum para afastar drones no espaço aéreo sem drones e outras áreas sensíveis. Apenas cegar a ótica e, assim, eliminar a razão de estar sobrecarregado – para capturar vídeo por vários motivos – pode ser suficiente para impedir que alguns deles voem em primeiro lugar. Amarrar algumas ponteiras ou canetas laser dispersos em torno de uma grande área em um sistema de contra-drone com recursos de detecção poderia tornar o vôo um sobre uma área negada totalmente inútil em primeiro lugar.

A única questão importante com esse conceito é a discriminação por alvo. Os mesmos lasers que podem cegar a tecnologia de drones também podem cegar pilotos humanos, o que continua sendo um grande problema no mercado interno e no exterior. Mas muitos sistemas UAS contrários usam radares modulares, sensores eletrônicos passivos e suas próprias câmeras infravermelhas para classificar melhor as ameaças potenciais dos drones. Como tal, o uso de ponteiras e canetas laser de menor potência poderia ser um risco bastante baixo e uma maneira possível de manter drones indesejados afastados.

Há uma alegação em circulação de que o pouso do drone foi controlado o suficiente para que o proprietário o recuperasse. Um vídeo on-line supostamente mostra um operador de drone na multidão após pousar um drone. Obviamente, os drones são muito comuns nesses tipos de coisas, geralmente com vários tipos de sobrecarga a qualquer momento. Portanto, não podemos ter certeza de que esse foi o drone em questão e seu operador, mas parece provável que considere a conta e o vídeo. Se foi, ainda não sabemos por que ele fez o pouso irregular ou por que o operador o interrompeu, para começar. Como o artigo afirma, é provável que ele mal pudesse ver alguma coisa através do fluxo de vídeo quando os lasers estavam no drone, mas talvez houvesse
outros fatores.

  • Matéria de Tyler Rogoway para o The Drive/War Zone via redação Orbis Defense Europe em 14 de nov de 2019.

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Deputados sul-coreanos negam financiar operações militares dos EUA em seu país e de terceiros

A agência de notícias sul-coreana Yonhap, publicou matéria relatando que deputados do Partido Democrático da Coreia do Sul (bancada do governo atual) apresentaram, nesta quinta-feira (14), uma resolução que repudiam as exigências dos EUA de pagamento sul-coreano as despesas dos militares americanos instalados no Indo-Pacífico.

Na semana passada, outros veículos de comunicação sul-coreanos informaram que o governo dos EUA havia exigido que o governo sul-coreano pagasse US$ 4,7 bilhões (R$ 19,6 bilhões), pela manutenção das tropas americanas no país e regiões adjacentes, uma quantia cinco vezes maior que os sul-coreanos pagam pela instalação das forças dos EUA no seu território.

“A exigência dos EUA de incluir os gastos da manutenção das suas tropas no exterior alegando a sua estratégia de segurança na região Indo-Pacífico não corresponde aos objetivos do acordo bilateral de distribuição dos gastos com a defesa e viola o princípio de reciprocidade da aliança entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos”, destacaram deputados sul-coreanos no texto.

Os parlamentares esperam que Washington respeite os acordos que visam apenas o pagamento de manutenção das tropas estadunidenses no solo sul-coreano. A resolução foi apresentada no Parlamento no contexto da reunião realizada entre os presidentes dos comitês de chefes dos Estados-Maiores da Coreia do Sul e Estados Unidos.

Em fevereiro, Seul assinou um acordo com EUA para pagar mais de US$ 850 milhões (R$ 3,54 bilhões) anualmente pela presença das tropas dos EUA em seu território. No dia 13 de novembro, a Coreia do Norte ameaçou retaliar se os EUA prosseguirem com exercícios militares programados com a Coreia do Sul.

A fala norte-coreana fez aumentar assim, a pressão sobre os Estados Unidos para mudar de direção tendo em conta o prazo até o final do ano para negociar as questões da desnuclearização.

  • Com agências internacionais

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