Governo Polonês fecha acordo para aquisição de 32 caças F-35 A

O governo polonês assinou nesta sexta-feira (31), acordo para aquisição de 32 caças F-35A da empresa Lockheed Martin, o contrato contempla também a compra de pacotes logísticos e de treinamento a um valor total de US$ 4,6 bilhões (R$ 19,5 bilhões).

O pacote logístico inclui oito simuladores, peças de reposição, um sistema de gerenciamento de aeronaves e equipamento necessário para o serviço de manutenção. O governo atribuiu enorme importância ao fechamento do acordo.

O ministro da Defesa,  Mariusz Blaszczak, visitou por diversas vezes os EUA para negociar as entregas pessoalmente, e não esconde que está orgulhoso com a futura compra.

“A Polônia nunca teve à sua disposição um armamento tão moderno. Isto é o “top of the top” no que se refere a armamentos. Este avião não é comparável com nenhum outro, é um avião que dá superioridade à Força Aérea”, afirmou ele.

Blaszczak está seguro que o provável inimigo já está preocupado com os futuros caças poloneses. Ele sublinhou a “preocupação entre os possíveis inimigos porque as Forças Armadas polonesas terão à sua disposição um avião tão moderno”.

A compra dos F-35 pela Polônia exigirá gastar grande parte de seu orçamento militar, mesmo o pais tendo conseguido durante as negociações, baixar o preço do caça de 5ª geração.

Inicialmente o Departamento de Estado e o Congresso dos EUA aprovaram a venda para a Polônia de 32 caças F-35 a um valor total de US$ 6,5 bilhões (R$ 27,5 bilhões). Após as negociações o valor do contrato será de US$ 4,6 bilhões.

Fator turco

A Polônia conseguiu obter o contrato dos F-35 tão rapidamente devido às tensões entre os EUA e a Turquia relacionadas com a compra de sistemas de defesa antiaérea russos S-400 pela Turquia.

“A Turquia foi expulsa da fila e a Polônia saltou nesse trem”, revelou uma fonte familiarizada com a situação, a jornalistas.

As autoridades polonesas seguiram atentamente o conflito entre a Turquia e os EUA. “A Polônia, digamos, estava na fila para obter esses aviões e não devia os receber antes da Turquia. Mas agora a Turquia simplesmente foi excluída da fila”, explicou a fonte.

Em 2019, a Rússia fechou um contrato para o fornecimento de quatro divisões de sistemas antiaéreos S-400 para a Turquia. As entregas dos S-400 causaram uma crise nas relações entre a Turquia e os EUA.

Washington exige que o acordo seja abandonado e que Ancara comprasse os sistemas Patriot americanos, ameaçando atrasar ou mesmo cancelar a venda dos caças F-35 a Ancara, bem como impor sanções. A Turquia se recusa a fazer concessões.

  • Com agências internacionais

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Source: DefesaTV Mundo

Secretário de Defesa dos EUA nega evidências de ataque iraniano a embaixadas

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, afirmou à imprensa que não havia uma evidência específica de que o Irã atacaria embaixadas norte-americanas no Oriente Médio. O argumento foi usado pelo presidente Donald Trump para justificar o ataque que matou o líder da Força Quds, Qassem Suleimani.

Embora Trump afirme que Suleimani planejava atacar quatro embaixadas dos EUA, Esper ressaltou que o presidente norte-americano agiu mas sem provas. “O presidente não citou uma evidência específica. O que ele disse foi que ele acreditava”, afirmou o secretário de Defesa ao programa Face the Nation, da emissora CBS.

“Eu não vi uma (evidência), com relação a quatro embaixadas”, completou Esper, reforçando que, a partir de sua experiência, acabou concordando com Trump sobre a possibilidade de ataque.

A morte de Suleimani levou à retaliação iraniana, com um contra-ataque a bases americanas no Iraque e um erro que derrubou um avião ucraniano com 176 pessoas a bordo.”

  • Com informações do jornal Gazeta do Povo

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Enfermeira que atuou na Segunda Guerra é homenageada pela UniRio

“Lembrar para não repetir” é a máxima que fez com que a produção intelectual e artística sobre o Holocausto tenha sido tão numerosa após o fim da Segunda Guerra Mundial. E foi neste dia 27 de janeiro, mas há 75 anos, que o Exército Vermelho da União Soviética libertou mais de 7 mil sobreviventes somente do Campo de Concentração de Auschwitz, na Alemanha.

A data ficou marcada para a memória do massacre nazista contra judeus, mas também contra homossexuais, ciganos, pessoas com deficiência, opositores políticos, entre outros. Milhões foram mortos.

Neste ano, completam 76 anos que as tropas brasileiras retornaram da Guerra contra o regime de Adolf Hitler e, entre eles, pelos menos, 73 eram mulheres, que trabalham como enfermeiras. Virgínia Maria de Niemeyer Portocarrero foi parte da primeira turma, embarcando para a Itália em 1944, e uma das últimas a retornar, no ano seguinte.

Ela vai ser homenageada com o título de Doutora Honoris Causa pela UniRio. A capitã tem 103 anos e vive com a família em Iguabinha, no município de Araruama, na Região dos Lagos. A qualificação vai ser entregue em março.

A trajetória de Virgínia e dessas mulheres foi tema de pesquisa da também enfermeira Margarida Bernardes. A pesquisadora conta que ela ficava na porta de entrada da emergência daqueles feridos.

“Acho uma característica interessante. As enfermeiras norte americanas não pulsionavam as veias dos doentes. As nossas enfermeiras faziam esse serviço com muita tranquilidade e isso foi muito valorizado pela tropa aliada”, afirma a pesquisadora.

Ela revela que os arquivos e registros da veterana capitã estão sob os cuidados da Fundação Oswaldo Cruz. Mas há três anos, Margarida apresentou parte desse material em um mini-documentário.

Virgínia revela experiências inéditas que levantam o debate sobre o papel da mulher na sociedade: “quando o Brasil começou o movimento, eu, terminando o curso, achei que tinha a obrigação de me apresentar. Juntei todos os documentos e fui. Não conversei com ninguém porque, se conversasse, não podia. Me apresentei na Diretoria de Saúde do Exército, uns me elogiando e outros achando que eu não devia”.

Em maio deste ano, a Prefeitura do Rio deve inaugurar um memorial em homenagem às vítimas do holocausto nazista. O Mirante do Pasmado está sendo construído em Botafogo, na Zona Sul. O espaço vai ter quase 2 mil metros quadrados, com recursos multimídia e interativos, além de um espaço para exposições permanentes que vão lembrar holocausto.

No ano passado, a construção foi alvo de um impasse. A Associação de Moradores de Botafogo alegava que o museu poderia afetar a área ambiental do Mirante do Pasmado, considerado patrimônio cultural da humanidade.

Fonte: Band News FM

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Governo da China determina aumento da produção de alimentos e distribuição de suprimentos para o setor

O coronavírus continua a se espalhar rapidamente pela China, já matou 170 pessoas e o número de casos identificados passa de 7,7 mil até esta quinta-feira, 30 de janeiro de 2020. Com tamanha rapidez de infecção, centenas de províncias estão em quarentena, milhões de pessoas estão isoladas ou confinadas e uma série de serviços na China estão sendo seriamente afetadas, inclusive o comércio de alimentos.

Dessa forma, o governo chinês já emitiu uma ordem ao setor agropecuário para qua intensifique sua produção neste momento, uma vez que com a crise, o abastecimento e a distribuição estão comprometidos, fazendo com que os preços da comida estejam muito altos. O índice que mede o valor das hortaliças registrou seu mais elevado nível em 4 anos, segundo informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

No comunicado vindo de Pequim, o governo disse que “é impossível transportar verduras e outros produtos das aldeias até as cidades e é difícil repor os estoques de alimentos para o gado e para as aves de granjas”.

Dessa forma, o governo chinês, em um pedido do Ministério da Agricultura, pede ainda que os pecuaristas ‘acelerem’ sua produção o quanto puderem e que os granjeiros otimizem sua produção, principalmente, de aves. Ao mesmo por hora, o abastecimento nas principais cidades da China está mantido, ainda segundo a Xinhua, enquanto as medidas trazidas pelo governo estão sendo colocadas em prática.

Ainda nesta quinta-feira, a estatal Cofco já pediu que seus processadores de arroz e de soja retomem o quanto antes suas atividades, também como forma de garantir o abastecimento.

“O estoque das necessidades diárias, incluindo carne, arroz e óleo de cozinha, em geral, é suficiente nas principais cidades do país, de acordo com o Ministério do Comércio (MOC)”, informou a Xinhua. Ainda segundo a agência, o representante do ministério disse ainda que o governo segue impondo medidas que venham resolver as questões logísticas e a crise trabalhista causada pelo surto.

Os preços dos alimentos na China já vinham sendo pressionados, principalmente entre as proteínas animas, em razão da Peste Suína Africana, que dizimou mais de 40% do plantel da nação asiática. E agora, essa demanda que está isolada junto com as pessoas pode ser retomada com agressividade e promover altas ainda mais severas.

“O choque das cadeias de suprimentos que estão sendo interrompidas provavelmente levará ao ‘excesso de estoques’ em residências e empresas, que deverão se antecipar a novas restrições de transporte. Isso pode promover uma subida rápida dos preços com sérios impactos sobre a inflação”, disse Sean Darby, estrategista da consultoria internacional Jefferies Financial Group Inc à agência internacional de notícias Bloomberg.

Abaixo, imagens da agência Xinhua mostram a população fazendo compras em supermercados e centros comerciais ainda abastecidos:

FRANGOS À BEIRA DA MORTE EM HUBEI

Na província de Hubei, onde fica Wuhan – epicentro da crise com o Coronavírus na China -, o isolamento coloca em risco cerca de 300 milhões de frangos, conforme informou a Associação de Avicultura local. A crise se dá com o transporte interrompido na região e paralisou os embarques de ração e demais insumos para produzi-los.

A associação tem emitido vários pedidos para as empresas de suprimentos para que entreguem o quanto antes a alimentação para as aves, porém, sem muita resposta. Assim, já deverá faltar soja e milho neste final de semana e a estimativa é de que tenham um déficit de milho e farelo de soja de 600 mil toneladas até o final do mês.

Uma ambuância cruza uma ponte vazia em Wuhan – Foto: Associated Press

No comunicado do governo desta quinta-feira, foi solicitada a entrega de 18 mil toneladas do cereal e 12 mil de farelo para Hubei imediatamente. A província é a sexta maior produtora de aves da China e responde por 5% da produção nacional de ovos.

Com informações das agências AFP, Bloomberg e Xinhua

Fonte: Notícias Agrícolas

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ADESG/RJ abre as inscrições para o Curso CEPE XLVI/2020

A ADESG/RJ abriu as inscrições para o Curso de Estudos de Política e Estratégia, que tem por objetivo capacitar profissionais de diversas áreas de formação, para o assessoramento de alto nível em assuntos de interesse nacional através do desenvolvimento de uma visão político-estratégica em consonância com as grandes questões nacionais.

O curso também desenvolve competências de liderança e trabalho em grupo para a apresentação de idéias e projetos, preparando seus participantes para pensar e colaborar na proposição de soluções viáveis para os problemas brasileiros, com enfoque prioritário sobre a comunidade regional.

Programação do CEPE

Em linha com as orientações da ESG (Escola Superior de Guerra), a ADESG/RJ adaptou a programação dos seus Cursos e Seminários, visando propiciar aos alunos uma nova abordagem sobre assuntos relacionados ao Desenvolvimento, Segurança e Defesa Nacional, de acordo com as recomendações propostas pelo Ministério da Defesa, contidas na Estratégia Nacional de Defesa.

Entre outros serão apresentados:

  • O pensamento da ESG;
  • Seminários com abordagens de temas relacionados a Política e as Expressões do Poder Nacional;
  • Seminários e Palestras sobre temas atuais como: Geopolítica, Inteligência Estratégica, Segurança e Defesa, Maio Ambiente, Economia, Ciência e Tecnologia e outros temas relevantes;
  • Aplicação do Método de Planejamento Estratégico da ESG.

Estrutura do Curso

  • Fase Básica – Ministrada por professores da ESG
  • Fase Conjuntural – Com palestrantes de renomadas instituições públicas e privadas
  • Desenvolvimentos de trabalhos em Grupo
  • Visitas Técnicas a Empresas e Instituições

Conteúdo Programático da Fase Básica

  • Fundamentos Axiológicos e Objetivos Nacionais
  • Poder Nacional e suas Expressões
  • Política Nacional
  • Estratégia Nacional
  • Desenvolvimento Nacional
  • Segurança e Defesa Nacional
  • Inteligência Estratégica
  • Logística e Mobilização para a Segurança e Defesa Nacional
  • Método de Planejamento Estratégico da ESG – Base Teórica, Estrutura e Aplicação

Requisitos Básicos

  • Curso Superior completo ou em desenvolvimento
  • Ser aprovado no processo de seleção que inclui uma entrevista pessoal

Documentos para Inscrição

  • Cópia do Diploma de conclusão do Curso Superior ou declaração de curso em andamento
  • 2 fotos 3×4 (paletó e gravata para homens)
  • Currículo Vitae
  • Cópia do Comprovante de Residência
  • Ficha Bio Curricular *
  • Questionário de Avaliação *
  • Instrução sobre a realização do CEPE devidamente assinada *

* solicitar via e-mail à [email protected]

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Rússia desenvolve novo sistema de defesa antiaérea contra drones para sua infantaria

A ideia é criar armamento simples e barato para combater veículos aéreos não tripulados. No início de 2020, o exército russo realizou seus primeiros testes bem-sucedidos do novo complexo de defesa aérea para as Forças Terrestres “Gibka-S”.

Trata-se de uma integração de sistemas de defesa aérea portáteis utilizados pela infantaria com veículos blindados “Tigr”. Um destacamento do “Gibka-S” é composto por até seis veículos de combate com lançadores de mísseis, um veículo de reconhecimento e um veículo de controle, onde se encontra o comando do grupo.

O “Gibka-S” pode detectar alvos voando a até 700 metros por segundo em um raio de até 40 quilômetros e a altitudes de até 10 quilômetros. Graças às tecnologias de inteligência artificial, o sistema pode diferenciar independentemente os alvos, determinar suas trajetórias de voo e aguardar o comando para o lançamento de mísseis.

Além disso, o “Gibka-S” pode receber coordenadas de alvos a partir de outros radares mais potentes e criar um mapa de batalha para os soldados. Cada veículo blindado é equipado com até quatro lançadores de mísseis “Igla” ou “Verba”.

Esses complexos foram criados para destruir aviões, helicópteros e drones voando a baixas altitudes. Os mísseis usam radares infravermelhos para seguir os alvos a uma distância de até 6 quilômetros.

“A principal tarefa do novo ‘Gibki-S’ com sistemas de defesa aérea portáteis, como ‘Iglá’ e ‘Verba,’ será a luta contra novas armas nas mãos dos militantes no Oriente Médio, ou seja, enxames de drones com bombas de queda livre a bordo”, explica o editor-chefe da revista especializada militar Arsenal Otetchestva, Viktor Murakhôvski.

Segundo ele, o veículos aéreos não tripulados tornaram-se a principal arma de ataque dos terroristas, principalmente devido a seu baixo custo. Outros sistemas de defesa aérea, como o “S-400”, o “Tor-M2” ou o “Buk” foram projetados para destruir caças, bombardeiros, mísseis de cruzeiro e outros armamentos mais elaborados e caros.

“Por isso, era necessário criar um sistema eficaz e barato para as tropas móveis, capaz de eliminar pequenos drones”, explica Murakhôvski. Segundo ele, engenheiros de diversos países estão criando na atualidade inteligência artificial para controlar e coordenar o ataque de dezenas de drones simultaneamente.

Assim, surgiu a necessidade de criar armas baratas e eficazes que possam neutralizar a nova ameaça. “Uma dessas armas é o sistema ‘Gibka-S’ na plataforma dos veículos blindados ‘Tigr’”, completou.

Clique para exibir o slide.

  • Com informações do site Russia Beyond

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Presidente turco diz que EUA devem entregar caças F-35 ou devolver dinheiro à Turquia

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou o impasse sobre a venda ou não dos caças F-35 pelos EUA, após a aquisição da Turquia do sistema de defesa antiaérea russo S-400, afirmando que os EUA devem fornecer os caças a Turquia.

“Ou eles (EUA) nos entregue os caças, ou então que devolvam o nosso dinheiro. Se não for uma coisa ou outra, então vamos comprar em outro lugar…ou vamos nós mesmos fabricar os aviões”, declarou o presidente turco a jornalistas durante viagem de volta do Senegal.

É válido ressaltar que desde o ano passado a Turquia tem sido alvo de críticas dos EUA por ter adquirido o sistema de defesa antiaérea de fabricação russa S-400. Na ocasião, os EUA ameaçaram não fornecer o caça F-35 ao país, alegando que o equipamento poderia ser “espionado” pelo sistema russo.

As relações entre ambos os países ficaram tensas com esse impasse. Recentemente, o chanceler da Turquia, Mevlut Cavusoglu, propôs a criação de um grupo de trabalho de especialistas da OTAN para avaliar a compatibilidade do S-400 com os caças norte-americanos F-35.

  • Com agências internacionais

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Governo chinês classifica presença de navio da Marinha dos EUA como ‘provocações deliberadas’

O governo chinês acusou os EUA de terem “más intenções” no mar do Sul da China, depois que um navio da Marinha dos EUA entrou em águas disputadas nas proximidades das ilhas Spratly.

O porta voz do Exército de Libertação (PLA), coronel Li Huamin, ressaltou que o “navio tinha más intenções” e que o incidente ocorreu durante a tradicional festa de Ano Novo chinês, conforme noticiou o periódico local South China Morning Post.

Na ocasião, a China enviou patrulhas aéreas e marítimas para “rastrear, monitorar, verificar e identificar” o USS Montgomery (LCS8) quando navegava ao longo das águas disputadas, afirmou o coronel.

“O navio americano preparou provocações deliberadas, com más intenções, durante o tradicional festival de Ano Novo da China, em um ato descarado de hegemonia navegacional”, ressaltou Li.

O coronel também enfatizou que a China reivindica sua soberania “indiscutível” sobre as ilhas do mar do Sul da China e “não importa quantas provocações e armadilhas os EUA farão” já que “todo o esforço é em vão”.

Por sua vez, o porta-voz da 7ª Frota dos EUA no Pacífico, Joe Keiley, afirmou que a embarcação navegou de acordo com os “direitos e liberdade de navegação nas imediações das ilhas Spratly, como cita o Direito Internacional”.

As ilhas Spratly é alvo de conflito territorial entre China, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã. Pequim, por sua vez, reclama o direito de construir instalações militares na região, formada por diversas ilhas e arrecifes.

  • Com agências internacionais

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Marinha dos EUA implementa drones MQ-4C Triton na Ilha de Guam

A Marinha dos EUA (US Navy) enviou pela primeira vez, dois drones para o Pacífico, para apoiarem nas missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. Os MQ-4C Triton, já se encontram na Base Aérea de Andersen, na ilha de Guam, conforme comunicado da Marinha dos EUA.

Estes equipamentos de longo alcance serão operados pelo Esquadrão de Patrulha Não Tripulado 19, que tem como objetivo aprimorar as habilidades necessárias para operar os aviões de alta tecnologia.

Os Tritons chegam para complementar o trabalho de vigilância já realizado pelos Boeing P-8A Poseidon, por terem maior capacidade devido a equipamentos com sensores múltiplos. Além disso, eles fornecem dados de inteligência, vigilância e reconhecimento em tempo real sobre áreas oceânicas e costeiras.

“A introdução do MQ-4C Triton na área de operações da Sétima Frota expande o alcance da patrulha marítima e da força de reconhecimento da Marinha dos EUA no Pacífico Ocidental (…) A junção dos recursos do MQ-4C com o desempenho comprovado do P-8, P-3 e EP-3 permitirá uma maior conscientização do domínio marítimo em apoio aos objetivos de segurança regionais e nacionais”, afirmou o capitão Matt Rutherford, comandante da força-tarefa.

Os Triton possuem uma autonomia para voar até 30 horas ininterruptamente, em altitudes superiores a 16 km, com um alcance operacional de 8.200 MN. Eles devem ser utilizados para monitorar uma região onde a China tem se expandido e fortalecido seu controle sobre pequenas ilhas.

Os MQ-4C tiveram sua estrutura reforçada para suportar colisões com pássaros, e seus componentes eletrônicos são projetados para suportar picos de energia causados por raios, além de suportar mudanças de altitude bruscas.

A US Navy planeja comprar 68 unidades do Triton, a um custo aproximado de US$ 120 milhões (R$ 504 milhões) a unidade.

  • Com agências internacionais

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Como Mackinder desenvolveu a teoria que rege a geopolítica atual

Por Phil Tinline da BBC Ideas

Os países mais poderosos estão fazendo valer seu potencial e, cada vez mais, criam suas próprias regras. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por exemplo, já disse certa vez que “rechaça a ideia da globalização”.

Controlar territórios é um conceito importante para esses Estados, porque isso lhes proporciona poder econômico e apoio militar.

Trata-se de um jogo geopolítico que já era previsto por um geógrafo britânico que nasceu no século 19, chamado Halford John Mackinder.

Ele desenhou, em 1904, uma teoria que marcou profundamente a geopolítica durante décadas no século passado e que, agora, parece estar de volta.

Naquela época, os oceanos eram dominados pela Marinha britânica, que era crucial para que uma ilha como a Grã Bretanha mantivesse seu grande império.

No entanto, Mackinder pensou que essa situação se encontrava ameaçada. E foi aí que ele começou a se aprofundar sobre o que chamou de o “Heartland” (o coração da terra) da Eurásia.

Essa zona, segundo ele, englobava as áreas agrícolas da parte europeia da Rússia, se estendia por vastos territórios até a Ásia central e chegava até os bosques e as planícies da Sibéria, um território rico em recursos inexplorados como o carbono, a madeira e outros minerais.

Mackinder pensou que uma área tão extensa e rica, que ao mesmo tempo podia ser percorrida por um sistema ferroviário, era uma zona chave para os países com ânsia de poder.

Advertência

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A Primeira Guerra Mundial trouxe como consequência uma reorganização das fronteiras que hoje segue influenciando a geopolítica

Quinze anos depois, após a Primeira Guerra Mundial, os líderes se reuniram em uma conferência de paz em Versalhes para redesenhar as fronteiras do mundo, expandir a democracia e acabar com a guerra para sempre.

Mas Mackinder pensou que, para que pudessem levar isso adiante, teriam de enfrentar a realidade geográfica e tomar certas precauções. Do contrário, temia, deixariam a porta aberta para a Rússia ou a Alemanha dominarem o Heartland e transformá-lo em uma base militar gigante.

A Primeira Guerra Mundial trouxe como consequência uma reorganização de fronteiras que hoje segue influenciando a geopolítica atual.

Dali, o poder do Heartland podia construir uma frota indestrutível, derrotar a poderosa Marinha britânica e finalmente dominar a Eurásia e a África — e converter-se na “Ilha do Mundo”.

Isso significava que Europa e Rússia deviam manter-se divididas. Mackinder escreveu essa teoria em um livro que chamou de Ideais Democráticos e a Realidade.

“Quem domina o leste da Europa, domina Heartland. Quem domina Heartland, reina na ‘Ilha do Mundo’. Quem domina a ‘Ilha do Mundo’ governa o mundo inteiro”, afirma a teoria de Mackinder.

Inspiração nazista

Em Munique (Alemanha), outro geógrafo e veterano da guerra chamado Karl Haushofer estudava os trabalhos de Mackinder.

Haushofer temia e odiava o vitorioso Império Britânico, o qual via como um estrangulador mundial. Foi assim que ele transformou a teoria de Heartland em uma estratégia.

Pensou que seu país, humilhado depois da grande guerra, podia formar uma grande aliança com a Rússia e Japão e assim cortar os tentáculos do poder naval britânico.

Essa teoria intrigou a um dos estudantes de Haushofer, Rudolf Hess, que era membro do novo partido nacional-socialista.

Em 1923, os nacional-socialistas tentaram tomar o poder, mas Hess terminou preso. Foi visitado por Haushofer, que ofereceu aulas tanto a ele quanto a seu companheiro de prisão, Adolf Hitler.

Dez anos depois, os nazistas conseguiram chegar ao poder. E, em 1939, o ministro de Relações Exteriores nazista e seu par soviético surpreenderam o mundo firmando um pacto de não agressão.

Haushofer celebrou a notícia. Pensava que se tratava do nascimento do grande poder territorial entre Rússia e Alemanha com o qual havia sonhado.

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Mackinder queria alertar os líderes do mundo de que deveriam ter cuidado com a redistribuição das fronteiras após a Primeira Guerra Mundial. Da esquerda para a direita: Vittorio Orlando (Itália), Lloyd George (Grã Bretanha), Georges Clemenceau (França) e Woodwrow Wilson (EUA)

Imediatamente após as notícias sobre o pacto, a revista britânica New Statesman publicou um artigo para demonstrar como os nazistas haviam realizado seus planos geopolíticos por meio das ideias de Haushofer, por sua vez inspiradas por Mackinder.

Verdadeira ou não, a ideia de que Mackinder havia inspirado o pacto se estendeu pelos Estados Unidos. A revista Life publicou uma grande reportagem mapeando as ideias de Mackinder e explicando como seus conceitos estavam sendo usados por nazistas e como os americanos deviam estudá-lo.

Hollywood também se interessou por essa teoria, representando em um filme as reuniões entre Haushofer e Hess. O filme mostrava Haushofer como um gênio malvado a cargo de um grande Instituto de Geopolítica que supostamente estava por trás dos “planos de destruição” nazistas.

Nos Estados Unidos, “geopolítica” transformou-se em outra palavra para qualificar o fanatismo germânico.

A propaganda da indústria cinematográfica americana contou ao público que a teoria de Mackinder era a base da estratégia de Hitler.

A ideia de que sua teoria inspirou os nazistas perturbou Mackinder. Em 1943, a revista americana Foreign Affairs entrou em contato com ele para perguntar sua opinião geopolítica sobre os rumos da Segunda Guerra Mundial.

Durante a entrevista, Mackinder advertiu que “se a União Soviética saísse da disputa como conquistadora da Alemanha, se tornaria a grande potência terrestre do mundo”.

Em 1945, a Alemanha afundou. O regime nazista se rendeu de forma incondicional e o país foi dividido em duas zonas pelos Aliados.

O modelo de Mackinder passou a pressagiar o enfrentamento Leste-Oeste da Guerra Fria. Ocidente e a União Soviética viraram inimigos outra vez.

Depois que as forças pró-soviéticas absorveram Polônia, Hungria, Romênia e outros países, o poder que dominava o leste da Europa e Heartland passou a ser a União Soviética, não a Alemanha.

Nas universidades Ivy League (grupo formado por oito das universidades mais prestigiadas dos EUA), os acadêmicos já haviam estimulado o estudo de trabalhos de Mackinder para confrontar o risco de que um país dominasse a “Ilha do Mundo”.

Agora que os soviéticos estavam em expansão, as ideias de Mackinder chegaram ao diplomático americano George Kennan.

Ameaça soviética

Kennan propôs que, para evitar que a União Soviética dominasse a grande massa de terra euroasiática, era preciso contê-la de algum modo.

Mackinder morreu em 6 de março de 1947, mas suas ideias seguiram muito vivas.

Seis dias depois, o presidente Harry Truman disse ao Congresso dos Estados Unidos que eles deveriam conter a União Soviética e ajudar aos países ameaçados pela expansão comunista.

Dessa forma, o Ocidente capitalista e o Leste soviético se envolveram em uma Guerra Fria durante décadas.

Os Estados Unidos estabeleceram uma série de bases ao redor dos blocos dominados por soviétivos, da Alemanha a Itália, Turquia, Coreia do Sul e Japão.

Os críticos viam a contenção norte-americana como parte de uma agressiva e imperialista política exterior. Outros, por outro lado, argumentavam que protegia a democracia.

Em 1991, os passos em direção à queda da URSS haviam desencadeado demandas de independência em várias repúblicas soviéticas. Nada poderia parar a desintegração do bloco socialista oriental.

Novo enfoque

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A teoria de Mackinder serviu de inspiração para Hitler e para o movimiento nazista na Alemanha

Terminada a Guerra Fria, a teoria de Mackinder tomou outra matiz. Depois do abandono do comunismo, a economia russa estava presa entre sistemas soviéticos antigos e quebrados e a súbita introdução do capitalismo ocidental.

O contraste foi agressivo. E para muitos russos, representou o caos e humilhação. Então, novos pensadores políticos começaram a surgir.

Um foi o ex-dissidente de direita Aleksandr Dugin, que se envolveu profundamente com as ideias de Mackinder para apresentar a Rússia como um país aprisionado em meio às ânsias de poder do Ocidente. Em 1997, Dugin expressou suas ideias em um livro chamado Fundamentos da Geopolítica, que se tornou um best-seller.

“Em geopolítica, há dois polos absolutos de poder. O poder naval, que pertence ao Ocidente, e o poder terrestre, que é a Rússia. Há uma briga para controlar Heartland. Como dizia Mackinder, quem controla o leste da Europa, controla Heartland. E quem controla Heartland, domina o mundo”, disse, em uma conferência em Xangai.

Após sua libertação do domínio soviético, vários países do leste da Europa fizeram fila para unirem-se à Otan (a aliança militar do Atlântico Norte) e à União Europeia, com medo de futura agressão russa.

Mas se a Europa Oriental se preocupava com a Rússia, a Rússia se preocupava com a Otan.

Dugin usou a teoria de Mackinder para concluir que a Rússia deveria mover-se para dominar, mais uma vez, as antigas repúblicas soviéticas ou “Eurásia”.

Alguns acadêmicos argumentaram que as ideias de Dugin provaram ser úteis para os líderes russos que querem permanecer fortes diante do que consideram um excessivo domínio ocidental.

Em 2011, o presidente Vladimir Putin propôs a formação da União Econômica da Eurásia. E em 2014, na cerimônia realizada em Astana, capital do Cazaquistão, foi assinado um acordo entre este país, a Bielorrússia e a Rússia.

Logo outras ex-repúblicas soviéticas se juntaram, mas a situação pioraria em 2013.

Naquele ano, a Ucrânia estava em negociações para se juntar à União Europeia, mas o então presidente ucraniano, Víktor Yanukovich, retirou-se do pacto sob pressão russa.

Manifestantes pró-europeus ocuparam o centro de Kiev, e Yanukovych enviou a polícia armada, transformando a situação em um conflito sangrento.

Os protestos pró-russos foram realizados no leste da Ucrânia, que acabaram se tornando uma insurgência apoiada pela Rússia.

A teoria de Heartland define um território chave que, se for dominado por um país, se transformaria na potência mais poderosa do mundo

E no sul da Ucrânia, a Rússia aproveitou a oportunidade para anexar a Crimeia, que, como o leste do país, tem uma alta população étnica russa.

Um novo pretendente

Embora a Rússia controle grande parte de Heartland, isso não significa que controle a “Ilha do Mundo” na sua totalidade.

O território da Eurásia testemunhou o crescimento de uma nova potência, um novo pretendente ao controle da região: a China.

Se Mackinder vivesse hoje, talvez ele estivesse preocupado com as extensas redes ferroviárias que o país está construindo em todo o continente.

As relações entre a China e a Rússia são boas, mas, dadas as experiências do passado, nada garante que elas permaneçam no futuro.

Mais de um século depois de Mackinder, surge a pergunta: saber se suas teorias são parte do passado ou ainda são válidas no presente.

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Source: DefesaTV Mundo