USAF declara que defenderá “Área 51” de tentativa de invasão convocada por redes sociais nos USA

Começou como uma piada, mas agora a Força Aérea dos USA efetuou uma declaração pùblica orientando para que  não se aproximem da instalação conhecida como Área 51.

Mais de 1 milhão de pessoas confirmaram presença em um evento no Facebook, ameaçando invadir a base ultrassecreta no Estado de Nevada, que alguns acreditam abrigar alienígenas.

Até o momento 2.2 milhões de pessoas já confirmaram participação na provável invasão, o número pode vir a ser bem maior somado à eventos organizados em paralelo.

“Podemos nos mover mais rápido do que suas balas. Vamos ver esses alienígenas”, diz a página na rede social com milhares de comentários sobre o evento marcado para 20 de setembro.

Em resposta, uma porta-voz da Força Aérea disse ao jornal The Washington Post que o órgão está “pronta para proteger os Estados Unidos e seus ativos”.

“Eu só achei que seria engraçado e conseguiria algumas curtidas na Internet. Eu não me responsabilizo se as pessoas decidirem realmente invadir a Área 51”, escreveu o usuário Jackson Barnes na página do evento.

 

Mas a Força Aérea dos Estados Unidos  não está vendo graça.

“A Área 51 é um campo de treinamento aberto para a Força Aérea dos EUA, e nós desencorajamos qualquer um a tentar entrar na área onde treinamos as forças armadas americanas”, disse a porta-voz.

Todos os dias pessoas motivadas pela aventura e curiosidade tentam invadir a região conhecida como Área 51 e acabam detidas para averiguação, e em muitos casos pagam multas altas pela violação da lei que proíbe o acesso à civis em determinadas instalações militares consideradas perigosas ou secretas. Imagem via Internet.

Quais são as teorias sobre a Área 51?

Algumas teorias da conspiração dizem que o governo dos EUA tem informações sobre vida alienígena e óvnis que estão escondendo da população em geral.

Eles acham que a base da Área 51 mantém alienígenas capturados, sua tecnologia e objetos voadores não identificados – informações negadas pelo governo.

Teorias sobre a base começaram em 1989, quando um homem chamado Bob Lazar afirmou em uma entrevista na TV dos EUA que ele era um físico que havia trabalhado na Área 51.

Lazar apareceu recentemente no podcast do comediante Joe Rogan e em um documentário da Netflix, que pode ter despertado novo interesse em sua história.

Ele relata ter desmontado um óvni e lido documentos do governo descrevendo a presença de alienígenas na vida na Terra.

Mas, para além dos relatos, ele não tem provas concretas nem registros de seus diplomas universitários de Física. De todo modo, ele definitivamente ajudou a alimentar as histórias sobre a Área 51.

Como Thomas Bullard, autor de The Myth and Mystery of UFOs (O Mito e Mistério dos Óvnis, em tradução livre), diz: “Depois que a confiança entre o governo e o público foi corroída pelos acontecimentos da Guerra do Vietnã e o escândalo de Watergate, Roswell e a Área 51 entraram no vocabulário popular como referências da dissimulação do governo”.

Roswell é uma área no Novo México onde um objeto caiu do ar em 1947.

Os militares disseram que foi um balão meteorológico, mas uma teoria amplamente divulgada defende que, na verdade, era um óvni que havia pousado.

Em 1990, o governo dos EUA mudou a versão e disse que o objeto era um balão de vigilância de testes nucleares. Ainda assim o incidente atrai atenção e alimenta teorias de conspiração.
Onde fica e o que é a Área 51?

A Área 51 faz parte de uma base militar a cerca de 130 quilômetros a noroeste de Las Vegas, no Estado de Nevada.

O governo dos EUA chama o local de Centro de Teste e Treinamento de Nevada, parte da ampla Base da Força Aérea Edwards.

Sua função não é divulgada ao público, como acontece com muitas bases militares nos EUA.

Atacar o lugar pode ser um pouco difícil, já que ele tem acesso restrito ao público e guardas armados patrulhando o perímetro constantemente.

Também é difícil entrar no seu espaço aéreo sem permissão do controle de tráfego aéreo, algo que provavelmente não será concedido.

Com informações das grandes mìdias via redação Orbis Defense Europa.

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Source: DefesaTV Mundo

Estrada principal da Rota da Seda é aprovada pela Rússia

A expansão da Rota da Seda está progredindo. A Rússia aprovou uma seção importante da rodovia Meridian, que depois ligará Xangai a Hamburgo. Mas especialistas russos são céticos sobre se a estrada é competitiva internacionalmente.

O presidente chinês Xi Jinping é considerado o principal protagonista do chamado projeto Rota da Seda, que visa expandir o poder econômico do império gigante. Em 2013, a Xi divulgou o enorme projeto, que expande as rotas de transporte internacionais de e para a China. E a soma envolvida é enorme: um investimento total de um trilhão de dólares está na sala, em outras palavras, investimentos que raramente foram história até agora.

Agora, o chefe de Estado chinês pode reivindicar um importante sucesso político. Porque a Rússia aprovou a construção de uma rota de rodovia com 1.250 quilômetros de extensão, que levará da fronteira do Cazaquistão à Bielorrússia. Faz parte da rodovia “Meridian”, que planeja conectar Xangai a Hamburgo e terá cerca de 12 mil quilômetros de extensão.

Isso também beneficiará a Alemanha da nova rota, que é considerada estrategicamente importante. Porque vai se estender por um quarto de toda a rodovia e constituir uma grande parte do projeto. Além disso, a rota é assumir bens internacionais, que até agora serão transportados pela rodovia trans-siberiana. Mas isso não é tudo: a rota não é apenas a competição por estradas locais, mas até mesmo o Canal de Suez.

Investidores se protegem contra riscos políticos

O custo é de 600 milhões de rublos (8,4 bilhões de euros) – recursos financeiros, que basicamente fornecem um grupo de investidores privados. Mas existe a possibilidade de que o estado ainda esteja envolvido no projeto – e com efeito retroativo. Por exemplo, as empresas receberam garantias estatais de longo alcance para cobrir os riscos, como escreve a imprensa russa – por exemplo, o diário russo Kommersant.

E as somas envolvidas não são pequenas. Segundo relatos, o grupo de investidores do grupo de investidores está exigindo 35 bilhões de rublos ou 500 milhões de euros por ano contra os riscos políticos envolvidos no projeto. Esse poderia ser o caso quando há divergências políticas entre os países envolvidos no projeto como um todo. Esta é uma indicação de que até mesmo os investidores não estão completamente convencidos do sucesso do projeto.

Especialista: “Frete marítimo ou aéreo pode ser mais lucrativo”

Além disso, os especialistas são bastante céticos – por exemplo, o economista Mikhail Blinkin da Escola de Economia de Moscou HSE: “Se uma transportadora envia mercadorias que não são facilmente quebradas e não precisam ser transportadas muito rapidamente, então ele deve escolher a rota marítima “O cientista acredita que a nova pista pode não ser bastante competitiva. “E quando se trata de mercadorias que precisam ser enviadas muito rapidamente, a empresa provavelmente escolherá a via aérea”, disse o especialista.

Conclusão: Os líderes do projeto “Silk Roads” deram um passo importante. Mas se tudo funciona bem após o comissionamento da seção, ainda não está claro. Enquanto os chineses estão avançando no desenvolvimento da Rota da Seda como um todo, levará muito tempo até que eles desenvolvam totalmente a rede de infra-estrutura.

Fonte: Deutsche Wirtschafts Nachrichten

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13:32h UTC: 50 anos do lançamento do Saturno V rumo à Lua

A missão foi lançada por um foguete Saturno V do Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida às 13h32min UTC (09:32h hora de Brasìlia) de 16 de julho de 1969, na base de lançamento 39, no Cabo Kennedy, e foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo da NASA, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço.
A nave Apollo era formada por três partes: um módulo de comando com uma cabine para três astronautas, a única parte que retornou para a Terra; um módulo de serviço, que apoiava o módulo de comando com propulsão, energia elétrica, oxigênio e água; e um módulo lunar dividido em dois estágios, um de descida para a Lua e um de subida para levar os astronautas de volta à órbita.

Momento do lançamento do foguete Saturn V no Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida às 13h32min UTC (09:32h hora de Brasìlia) de 16 de julho de 1969. Imagem via NASA.

Os astronautas foram enviados em direção da Lua pelo terceiro estágio do Saturno V, separando-se do resto do foguete e viajando por três dias até entrarem na órbita da Lua. Armstrong e Aldrin então foram para o Eagle, pousaram em “Mare Tranquillitatis”, o nome cientìfico do Mar da Tranquilidade, e passaram um dia na superfície. Os astronautas usaram o estágio de subida do módulo lunar para saírem da Lua e acoplarem com o Columbia que permaneceu em orbita da Lua. O Eagle foi abandonado antes de realizarem as manobras que os colocaram em uma trajetória de volta para a Terra. Eles retornaram em segurança e amerissaram no Oceano Pacífico em 24 de julho após oito dias no espaço.

A alunissagem foi transmitida ao vivo mundialmente pela televisão. Armstrong pisou na superfície lunar e falou palavras que ficaram famosas: “É um pequeno passo para um homem, mas um passo gigante para a humanidade”. A Apollo 11 encerrou a Corrida Espacial e realizou o objetivo nacional norte-americano estabelecido em 1961 pelo presidente John F. Kennedy de “antes de esta década acabar, aterrissar um homem na Lua e retorná-lo em segurança para a Terra”.

A Missão Apollo 11 foi um dos eventos tecnològicos mais acompanhados pela mìdia mundial em todos os seus segmentos, e, um dos poucos que foi transpitido ao vivo pelas tecnologias de retransmissão via satélite, que na época estava ainda em desenvolvimento. Foi um empreendimento que custou em torno de 136 bilhões de dolares (valores de época) e mobilizou cerca de 400.000 pessoas pelo mundo.

As três fases principais da Missão Apollo 11.
Imagem via NASA.

Contexto histórico

O país que conseguiu tal feito, como é sabido, foram os Estados Unidos da América. O contexto em que o mundo vivia nessa época era de extrema tensão geopolítica e ficou conhecido como “Guerra Fria”. Esse nome passou a ser amplamente utilizado para definir, entre outras coisas, as “batalhas tecnológicas, políticas e econômicas” que eram travadas entre as duas principais potências da época: Estados Unidos e União Soviética. No que se refere especificamente ao investimento em programas aeroespaciais (naquilo que ficou conhecido como “corrida espacial”), a URSS adiantou-se com relação aos EUA e, em 1957, conseguiu colocar o primeiro satélite na órbita terrestre, o Sputink I.

Em 1961, também a URSS pôs no espaço sideral o primeiro homem, o astronauta Yuri Gagarin, a bordo da Nave Vostok. Com o sucesso dos programas aeroespaciais soviéticos, restava aos americanos colocarem-se em pé de igualdade no mesmo quesito.

No dia 20 de julho de 1969, o homem conseguiu o grande feito de ir até a Lua. Desde a época dos homens pré-históricos, os objetos celestes suscitam grande fascínio, admiração e dúvida. A Lua, em especial, já serviu de base para temas mitopoéticos, astrológicos e de vários outros matizes simbólicos. Com o desenvolvimento da ciência moderna a partir do século XVI e a criação do telescópio por Galileu Galilei no século XVII, os mistérios nos quais a Lua e os demais corpos celestes estavam até então envolvidos começaram a ser decifrados.

Nos séculos que se seguiram, o progresso tecnológico passou a acompanhar o desenvolvimento científico, fosse para empreendimentos bélicos, como as duas guerras mundias, fosse para outros fins. O fato é que, a partir da segunda metade do século XX, dada a combinação inextricável entre ciência e tecnologia, explorar o espaço sideral tornou-se projeto de Estado, o que culminou no passo mais importante desse projeto até os nossos dias: a ida do homem à Lua.

O país que conseguiu tal feito, foram os Estados Unidos da América. O contexto em que o mundo vivia nessa época era de extrema tensão geopolítica e ficou conhecido como “Guerra Fria”. Esse nome passou a ser amplamente utilizado para definir, entre outras coisas, as “batalhas tecnológicas, políticas e econômicas” que eram travadas entre as duas principais potências da época: Estados Unidos e União Soviética. No que se refere especificamente ao investimento em programas aeroespaciais (naquilo que ficou conhecido como “corrida espacial”), a URSS adiantou-se com relação aos EUA e, em 1957, conseguiu colocar o primeiro satélite na órbita terrestre, o Sputink I.

Em 1961, também a URSS pôs no espaço sideral o primeiro homem, o astronauta Yuri Gagarin, a bordo da Nave Vostok. Com o sucesso dos programas aeroespaciais soviéticos, restava aos americanos colocarem-se em pé de igualdade no mesmo quesito.

A resposta americana veio com a criação da Nasa, sigla de National Aeronautics and Space Administration (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço), em 1958, e lançamento do Programa Mercury. Mercury, programa que tinha o nome do deus Mercúrio, o deus da velocidade, tinha o objetivo de começar o desenvolvimento não apenas da tecnologia capaz de levar o homem ao espaço, mas também dos meios de conseguir garantir uma segura exposição fora da atmosfera terrestre e um seguro retorno a essa mesma atmosfera. Para tanto, foi necessária a criação da medicina aeroespacial.

Ao Programa Mercury seguiram-se outros programas com os mesmos objetivos. Entre eles, destacaram-se o Programa Gemini, que durou de 1963 a 1966, e o Programa Apollo. Foi com esse último programa que começaram as maiores apostas para levar o homem à Lua. No projeto Apollo convergiam exploração aeroespacial, geopolítica e conquista científica. A primeira expedição a conseguir orbitar com tripulação de astronautas a zona de influência da Lua foi a Apollo 8, em 1968.

Com informações e texto adaptado do serviço de comunicação social da NASA.

Pesquisq bibliografica:

O fogo sagrado, por Michael Collins (Editora Artenova)

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Polícia Italiana apreende míssil e armas em operação contra grupos neonazistas

O esquadrão antiterrorista da polícia italiana apreendeu nessa segunda-feira (15) um grande arsenal de armas e um míssil antiaéreo em operações contra grupos neonazistas.  O armamento foi encontrado durante buscas realizadas em propriedades no Norte da Itália, nas proximidades de Turim.

A ação policial faz parte de uma investigação sobre italianos que lutaram ao lado de grupos separatistas apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia. Durante a batida policial, foi descoberto um míssil francês Matra que previamente pertencia às Forças Armadas do Qatar.

Testes subsequentes indicaram que o armamento estava em condições de funcionamento, mas não possuía carga explosiva. Também foram apreendidos materiais de propaganda neonazistas.

A Divisão de Operações Especiais e Investigações Gerais (Digos), força especial da polícia italiana, comandou as operações, com contribuições de forças policiais locais em cidades do Norte da Itália, como Milão, Varese, Forli e Novara.

Entre o material apreendido estavam 26 armas, 20 baionetas, 306 partes de armas, incluindo silenciadores, e mais de 800 munições de calibres diferentes. As armas eram majoritariamente alemãs, austríacas e americanas. Três homens foram presos, dois deles nas proximidades do aeroporto de Forli.

Um dos detidos foi identificado pela imprensa italiana como Fabio Del Bergiolo, de 50 anos, um funcionário da alfândega que concorreu ao Parlamento pelo Forza Nuova, partido de extrema direita. Segundo a BBC, os outros dois seriam o suíço Alessandro Monti, de 42 anos, e o italiano Fabio Bernardi, de 51.

Segundo a polícia, os suspeitos tentaram vender os mísseis em conversas pelo WhatsApp. “O material apreendido merece toda a atenção possível”, afirmou o comissário de polícia Giuseppe De Matteis. “Estamos falando de vinte tipos de fuzis e peças de armamentos. Num hangar, além do míssil, encontramos mais material bélico. Essa operação foi iniciada há um ano, mas evoluiu rapidamente nos últimos três meses”.

Os conflitos entre separatistas russos e forças ucranianas já mataram mais de 10 mil pessoas desde 2014. As tensões na região continuam altas, mas disputas militares mais sérias não acontecem há mais de um ano.

“As apreensões mostram o caráter perigoso dos militantes”, afirmou o diretor regional dos Digos, Carlo Ambra, em Turim, destacando também a descoberta de 25 escudos e diversos bastões de beisebol.

As conexões entre diferentes grupos extremistas na Itália e na Europa estão aparecendo. Estes são instrumentos usados em protestos que serão proibidos e criminalizados com o novo decreto do governo.

No início do mês, um tribunal em Gênova ordenou a prisão de três homens que lutaram ao lado de separatistas russos, que controlam boa parte dos territórios ucranianos de Donetsk e  Lugansk.

Na ocasião, o italiano Antonio Cataldo e o albanês Olsi Krutani foram sentenciados a dois anos e oito meses de prisão. O terceiro homem, Vladimir Vrbitchii, cidadão da Moldávia, recebeu pena de um ano e quatro meses de detenção.

Em comunicado, o coordenador regional do partido Forza Nuova, Luigi Cortese, ironizou a operação policial: “Nessa manhã, dezenas de policiais se envolveram numa série de batidas patéticas e grotescas, levando jornalistas a acreditarem que haviam neutralizado uma perigosa rede de insurreição pronta para atingir instituições a qualquer momento: é uma pena lembrá-los que as instalações dos Forza Nuova estão abertas a membros e apoiadores há 20 anos e sedia, regularmente, encontros e conferências públicas”.

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  • Com agências internacionais

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Cooperação militar europeia marca desfile pelo Dia da Bastilha

Brigada franco-alemã, helicóptero britânico: o tradicional desfile militar de 14 de julho, que marca o feriado nacional francês da Queda da Batilha, foi marcado este ano pela cooperação militar europeia defendida por Emmanuel Macron, que presidiu as festividades na presença de vários líderes europeus, incluindo Angela Merkel.

Face ao Brexit e a uma reconfiguração dos laços transatlânticos sob a era Trump, o presidente francês fez da defesa europeia um de seus temas favoritos, considerando crucial para o Velho Continente melhorar a sua autonomia estratégica, em complemento da Otan.

Emmanuel Macron, que participou de seu terceiro desfile desde sua eleição em maio de 2017, abriu nesse domingo (14) as festividades ao percorrer a avenida Champs-Elysées a bordo de um “carro de comando”, antes de passar em revista as tropas ao lado do chefe de Estado-Maior.

O presidente então ocupou seu assento na tribuna presidencial instalada na Place de la Concorde, onde vários líderes europeus esperavam por ele, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel.

Em frente à multidão reunida no coração da capital, o campeão mundial francês de jet-ski Franky Zapata ofereceu um impressionante espetáculo futurista voando, com uma arma na mão, várias dezenas de metros acima da Champs-Elysées em seu “Flyboard Air”, que ele mesmo inventou.

Esta plataforma voadora propulsada por jatos de ar é de interesse das forças especiais francesas. O “Flyboard” permitirá “testar diferentes usos, como uma plataforma de logística voadora ou uma plataforma de assalto”, disse neste domingo a ministra dos Exércitos Florence Parly à France Inter.

Entre a multidão, Thomas, um engenheiro de 39 anos, carrega seu filho de 5 anos nos ombros com a bandeira francesa na mão. “Estávamos em Paris e decidimos estender nossa estada, para que as crianças pudessem ver o desfile. Para ensinar a elas o respeito, que vejam aqueles que lutam por nós”, disse ele à AFP.

Para esta edição de 2019, a França convidou uma dúzia de parceiros europeus de seu Exército para participar do tradicional desfile militar. “Este ano haverá muitos militares de Exércitos europeus. Este será um belo símbolo da defesa europeia que estamos construindo, que, como vocês sabem, é uma prioridade do meu mandato”, disse Macron ainda no sábado.

“Agir juntos não significa renunciar ou diminuir a soberania nacional, nem, é claro, renunciar à Aliança Atlântica”, ressaltou o chefe do Estado francês.

Parcerias europeias

Além da chanceler alemã Angela Merkel, que tem preocupado a opinião pública após três episódios de tremores, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, estão entre os 11 convidados europeus do presidente francês.

Eles foram convidados para almoçar no Palácio do Eliseu após o desfile. A primeira-ministra britânica Theresa May é representada pelo vice-primeiro-ministro David Lidington.

Os nove países que participam ao lado da França na Iniciativa Europeia de Intervenção (IEI) (nascida há um ano sob a liderança de Macron, com o objetivo de desenvolver uma “cultura estratégica compartilhada”) foram representados no desfile: Bélgica, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Estônia, Espanha, Portugal e Finlândia, todos representados em Paris pelos seus chefes de Estado, de Governo ou Ministro da Defesa.

O desfile aéreo, aberto com fumaça nas cores da bandeira francesa, teve a participação do avião de transporte alemão A400M e de um espanhol C130. Entre os helicópteros que fecharão o desfile estarão dois Chinooks britânicos.

O Reino Unido, que atualmente fornece ao Exército francês três helicópteros de carga pesada no Sahel, acaba de estender seu compromisso até junho de 2020, para a grande satisfação de Paris, que carece enormemente desse tipo de equipamento.

No total, cerca de 4.300 militares, 196 veículos, 237 cavalos, 69 aviões e 39 helicópteros foram mobilizados para o evento organizado na famosa avenida no coração da capital francesa.

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  • Com agências internacionais

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Major do Exército Bolivariano relata como chegou ao Brasil

A recente morte do capitão da Marinha venezuelana Rafael Acosta Aréval e o posterior relatório apresentado pela ONU sobre a repressão do governo Nicolás Maduro contra opositores instalaram uma certeza dentro e fora da Venezuela: a autoproclamada revolução bolivariana está torturando e assassinando nos calabouços dos seus serviços de inteligência.

Essa mesma certeza foi a que levou o major do Exército Bolivariaono José Gregorio Basante , até maio passado à frente da base militar de Escamoto, no estado de Bolívar, na fronteira com o Brasil, a tomar a decisão de fugir.

Dois meses depois, Basante está com a mulher e dois filhos pequenos em Brasília, onde será o primeiro adido militar no Brasil do líder opositor Juan Guaidó , que se proclamou presidente interino em janeiro com o apoio da Assembleia Nacional e foi reconhecido como tal por 50 governos, incluindo o brasileiro.

Em sua primeira entrevista desde que chegou ao país, Basante confirmou a atuação da Inteligência venezuelana armada no Brasil, falou sobre a corrupção dentro da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb), de técnicas de tortura, do crescente mal-estar nas bases militares e das dificuldades de organizar uma rebelião contra o governo de Nicolás Maduro pelo controle da Inteligência, com forte apoio de russos e cubanos.

Filha dentro da mala

Morando na casa de um militar brasileiro que conheceu há alguns anos, Basante contou que até pouco tempo atrás sua filha de 3 meses dormia dentro de uma mala. Ele quis marcar a diferença entre ele e o adido militar de Maduro no Brasil, general Manuel Antonio Barroso Alberto, que, apesar do respaldo do governo de Jair Bolsonaro a Guaidó, mantém relações com autoridades brasileiras.

“Gostaria que o general Barroso falasse se alguma vez comeu o que nós, militares não corrompidos, recebemos nas caixas Clap que o governo entrega. Como não vamos estar insatisfeitos se sofremos os mesmos problemas que o povo? Meu pai e meu cunhado estão com câncer e não têm acesso a remédios”, desabafou Basante, referindo-se à cesta básica fornecida pelos chamados Comitês Locais de Abastecimento e Produção (Clap).

O major disse que hoje Maduro não confia nas Fanb porque seus principais aliados já se tornaram generais e por isso se apoia em quatro “tropas de choque”: a Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), as Forças de Ações Especiais (Faes), o Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) e os chamados coletivos (espécie de força parapolicial).

Basante afirmou que agentes da DGCIM e do Sebin atuam em território brasileiro e que por isso ele e sua família foram retirados de Boa Vista e trazidos para Brasília, sob proteção da Operação Acolhida, comandada pelas Forças Armadas brasileiras em parceria com a Agência da ONU para Refugiados.

Segundo o major, há pouco mais de um mês três agentes do Sebin foram presos pela Polícia Federal em Roraima com armas e granadas e levados para a prisão de Monte Cristo onde, segundo Basante, um deles foi assassinado por outros venezuelanos. “Eu poderia ter sido outro Acosta se não tivesse saído da Venezuela”, disse o venezuelano.

Basante contou que, na Venezuela, depois de se negar a pagar propina em ouro a generais do Exército para permanecer à frente da base Escamoto, foi acusado de contrabandear combustível.

Se permanecesse em seu país, ele acredita que essa acusação poderia ser usada para prendê-lo, torturá-lo e até mesmo assassiná-lo. De acordo com o major, “os generais da Fanb são parte dos esquemas de corrupção do governo. O ambiente de insatisfação começa a partir dos tenentes-coronéis e por isso o governo usa suas tropas de choque para nos amedrontar”.

“É muito difícil que possamos organizar alguma coisa quando tudo o que fazemos é milimetricamente monitorado, com a ajuda de russos e cubanos”, disse Basante, que caminhou seis quilômetros para chegar ao Brasil, deixando outros dois filhos e muitos parentes.

Salário de R$ 40

Em 23 de fevereiro deste ano, o major, ainda na região de Santa Elena, cidade próxima à brasileira Pacaraima, estava decidido a permitir que os caminhões de ajuda levados pela oposição entrassem na Venezuela e por isso ficou praticamente preso dentro do quartel que comandava.

Basante diz ter excelente relação com os indígenas pemones que, naquele dia, foram reprimidos pela Guarda Nacional, com um saldo de três mortos. Foi justamente uma indígena que ajudou o major e sua mulher a escaparem.

A filha mais nova do casal tinha apenas um mês e foi coberta com uma sacola de plástico para protegê-la da chuva. Basante diz ainda não acreditar em tudo o que viveu nas últimas semanas.

“Nos ensinaram que o militar deve morrer calado pelo código de disciplina, mas eu não me calo mais”, apontou o homem que teve 150 soldados sob o seu comando e com os quais conversou sobre como sair de um regime que, acusou, “está matando o povo de fome enquanto tira ouro do país”. Falamos, claro que falamos. Mas o medo é muito grande.

Por enquanto, seu único documento brasileiro é um protocolo de refugiado e com ele conseguiu abrir uma conta bancária. Amigos e conhecidos reuniram fundos para ajudar a família.

O major comprou uma caminhonete usada e está pensando em vender comida. Na Venezuela da hiperinflação, seu salário era o equivalente a R$ 40. Enquanto isso, segundo Basante, o governo Maduro e seus sócios, entre eles o colombiano Exército de Libertação Nacional (ELN), “estão retirando toneladas de ouro da Venezuela”.

“Para driblar as sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos, o governo e seus parceiros compram ouro com os dólares que conseguem tirar das contas que ainda não foram bloqueadas”.

Uma das células do ELN está operando, disse, na região de Tumeremo, a cerca de 300 quilômetros do Brasil. Lá os guerrilheiros colombianos controlam minas de ouro, numa “concessão”, apontou Basante, negociada com o governo. O major escapou, mas sabe bem o que teria acontecido com ele se tivesse ficado em seu país:

“Eles amarram seus braços, tornozelos, te colocam no chão de barriga para baixo e cobrem sua cabeça com uma sacola de plástico. Depois começam os golpes, sobretudo na região do estômago e tórax. O objetivo é te deixar sem ar. Os que não falam, como deve ter sido o caso de Acosta e teria sido o meu, morrem”.

De mais alta patente

Estima-se que 150 militares venezuelanos já fugiram para o Brasil. Cerca de 900 estariam em território colombiano. Aqui, Basante é o de mais alta patente e já começou a trabalhar com a embaixadora de Guaidó no país, professora María Teresa Belandria.

O major será o primeiro adido do opositor e também o primeiro militar venezuelano que fugiu e ocupará essa posição. Nos EUA, o “governo encarregado” de Guaidó tem dois adidos, mas ambos já estavam no país.

  • Com informações do Jornal O Globo

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Militares da Policia Militar Russa são atacados na Síria

Militantes da Polícia Militar Russa alocados na província de Daraa, na Síria, foram atacados durante patrulha de rotina nesse sábado (13), disse o major-general Aleksey Bakin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria. Não houve vítimas entre os militares.

“Um explosivo improvisado de controle remoto explodiu em 13 de julho de 2019, na rota de patrulhas da polícia militar das Forças Armadas russas na província de Daraa, na República Árabe da Síria”, disse Bakin durante uma coletiva de imprensa.

O ataque aconteceu um dia depois de um outro incidente, quando as defesas aéreas russas na base aérea de Hmeymim abateram três drones lançados por militantes que operavam na zona de segurança de Idlib.

Em setembro de 2018, durante as negociações realizadas na cidade russa de Sochi, o presidente russo Vladimir Putin e o turco Recep Tayyip Erdogan estabeleceram uma zona desmilitarizada em Idlib ao longo da linha de contato entre a oposição armada e as forças do governo.

A província de Idlib, no noroeste, abriga vários grupos, incluindo a Frente Nacional de Libertação, apoiada pela Turquia, e o grupo terrorista Frente al-Nusra. Estima-se que 30 mil militantes, incluindo combatentes mercenários estrangeiros, estejam atualmente operando na região.

  • Com agências internacionais

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Exército da Colômbia encontra minas antipessoais do Clã do Golfo

Graças à informação de uma rede de participação cívica, unidades de combate a explosivos do Exército Nacional da Colômbia localizaram, no dia 27 de maio de 2019, ao norte do estado de Chocó, uma fábrica de minas antipessoais e artefatos explosivos, com 563 dispositivos prontos para serem instalados.

O arsenal pertencia à subestrutura Roberto Vargas Gutiérrez, do grupo do crime organizado Clã do Golfo.

“A estreita colaboração [da comunidade] com as autoridades vem do fato de que não existem caminhos seguros para que as crianças cheguem à escola e que os adultos possam levar seus cultivos aos centros de comércio”, disse à Diálogo o Coronel do Exército da Colômbia José Antonio Pérez, chefe do Centro Nacional de Artefatos Explosivos e Minas.

No entanto, e apesar dos esforços, o prazo estipulado em 1997 na Convenção de Ottawa, que estabelece um território livre de minas antipessoais até março de 2021, não poderá ser cumprido. “As minas na Colômbia mostraram ser mais numerosas do que se imaginava.

Empreendemos um trabalho diário, mas não podemos avançar rapidamente”, explicou o Cel Pérez. “Pedimos uma prorrogação de 10 anos para podermos entregar o território livre de minas. Esse é um prazo realista para que possamos obter resultados.”

O desafio aumenta porque o número de vítimas de minas antipessoais registrou um aumento de 312 por cento em 2018, em relação a 2017, segundo a agência federal Descontamina Colômbia.

O plano 2016-2021 deu prioridade a 199 municípios com alto índice de minas e explosivos, onde estão 91 por cento dos hectares com cultivos de coca, garante a agência.

“Eu louvo o trabalho dos militares. Um soldado comum já é valioso e seu trabalho é importante, mas um soldado de combate a explosivos é ainda muito mais corajoso, único e especial”, declarou o Cel Pérez. “Ele enfrenta diariamente minas que podem custar-lhe a vida ou deixá-lo mutilado.”

O Exército afirma que os dispositivos, muitos deles artesanais, são plantados indiscriminadamente. Essa prática é mantida pelos grupos armados ilegais que migraram da guerrilha das FARC para outros grupos criminosos.

Essa descoberta deixa em evidência a prática implementada pelo Clã do Golfo, declarou o Exército.

“Em outros países, as guerras são convencionais. Na América Latina, os conflitos são diferentes. A guerra da Colômbia não é contra exércitos; é um conflito contra criminosos que não respeitam qualquer protocolo internacional. Como membro da OTAN, a Colômbia recebe treinamentos em vários países. Estados Unidos, Grã-Bretanha e França são importantes na transmissão de conhecimentos sobre explosivos”, informou o Exército.

Até 31 de maio de 2019, as unidades de desminagem conseguiram destruir 6.637 artefatos e deixaram livres de minas antipessoais e artefatos explosivos 352 municípios de 19 estados. Atualmente, 161 municípios do país estão sob intervenção, finalizou a agência Descontamina Colômbia.

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  • Com informações do site Diálogo Américas

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Source: DefesaTV Mundo

EMBRAER objetiva o mercado militar da OTAN após vendas para Portugal

A confirmação da primeira exportação do avião de transporte KC390 abre um mercado estratégico para o maior modelo já produzido pela Embraer as frotas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Mais do que um negócio alentador para a empresa brasileira, que precisa reposicionar sua marca após sua linha de jatos regionais ter tido o controle comprado pela Boeing a exportação significa o primeiro ataque bem-sucedido do KC-390 ao seu concorrente direto, o C-130 Hércules.
Os portugueses pagarão € 827 milhões (R$ 3,5 bilhões no câmbio de sexta, 12) por cinco aviões, um simulador de voo e suporte técnico por 12 anos. Com isso, irão aposentar
seus seis antigos Hércules, modelo da norte-americana Lockheed Martin.

É preciso, claro, ressaltar a vantagem competitiva específica da Embraer nesse caso: partes da fuselagem do avião são feitas por sua subsidiária em Évora, o que significa empregos portugueses.
Além disso, o KC-390 tem capacidade de ser usado para combater incêndios, um problema sério em Portugal.
É também reabastecedor aéreo e pode executar outras missões, como resgate. Isso dito, Portugal é um país integrantes da Otan, aliança militar liderada pelos EUA que preza o conceito de interoperabilidade. Ou seja, suas Forças Armadas têm de usar equipamentos padronizados, que “conversem” entre si.
Hoje, há nos membros europeus da Otan 137 Hércules, a maioria aviões com O avião multimissão KC-390, maior aposta da Embraer na área militar  mais de 30 anos de uso. Itália, França e Grécia operam frotas maiores do modelo mais recente do aparelho, o J, mas o ponto de venda da Embraer é o fato de que o KC-390 é um avião do século 21.

 

É também seu ativo ser um produto testado pelo tempo, que passou por inúmeras atualizações, mas também é um projeto com seis décadas nas costas.
Os estudos da Embraer sobre o mercado indicavam que 2.700 C-130 ou análogas estão em operação no mundo, com uma idade média de 30 anos de uso. Só para a próxima década, seriam US$ 60 bilhões em negócios potenciais. Começar por um país da Otan é auspicioso para as pretensões da fabricante paulista.
O mercado europeu está em reformulação, e, desde 2011, 11 países do continente participam de um programa de uso conjunto de aviões de transporte, bastante vantajoso para os membros com menor capacidade de sustentar uma frota própria dos modelos.
O jato de dois motores KC-390 tem capacidade para até 26 toneladas de carga, ante 19 toneladas do quadrimotor turboélice Hércules.
Há a questão do custo: uma unidade de prateleira do avião da Embraer sai por US$ 85 milhões (R$ 315 milhões). Já um C-130 não sai por menos que US$ 100 milhões (R$ 370 milhões).
Na Europa, um rival potencial é o também quadrimotor a hélice Airbus A400M, que leva até 37 toneladas e está numa outra categoria de tamanho e preço (R$ 650 milhões).

É preciso ressaltar que esses valores são referenciais apenas, já que cada compra embute ganhos de escala e outros produtos, tornando impossível determinar um preço fixo para aviões militares.
Já o mercado de transporte pesado é dominado pelo C-17, um gigante que leva até 75 toneladas.
A venda para Portugal é a última a ser feita puramente pela Embraer remanescente do acordo com a Boeing —a primeira foi a encomenda de lançamento, de 28 unidades por R$ 7,2 bilhões pela FAB (Força Aérea Brasileira).


A partir de agora, o negócio será tocado pela joint venture estabelecida entre Embraer e Boeing para produzir e vender o avião, na qual os brasileiros detêm 51% de controle.
Com isso, a linha de produção do KC-390 poderá ser transferida totalmente ou em parte para os EUA, para facilitar o objetivo de seduzir o maior mercado militar do mundo —e país líder da Otan.
Os americanos operam cerca de 500 C-130 em suas diversas versões, e a Boeing almeja há anos atacar sua maior rival.
Além disso, o KC-390 mira mercados secundários, em que o Hércules e antigos aviões de transporte soviéticos imperam. São vendas a conta-gotas, contudo, e mesmo neles a Lockheed já se mostrou competitiva: no ano passado, a Nova Zelândia preferiu o C-130J ao KC-390.
A FAB, dona da encomenda original do KC-390, fica na torcida: ela investiu cerca de R$ 5 bilhões no desenvolvimento do projeto, que serão reembolsados na forma de pagamento de royalties de exportação

Com informações da EMBRAER, Igor Gielow via Folha de São Paulo/UOL/Mercado

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Por que os EUA contestam compra dos sistemas S-400 pela Turquia

A Rússia entregou na última sexta-feira (12) os primeiros componentes do sistema de defesa S-400 para a Turquia. A ação foi contestada pelo Pentágono e pode prejudicar o relacionamento da Turquia com os Estados Unidos e outros aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Há muito tempo Washington avisa que, se a Turquia adquirir o sistema russo, os Estados Unidos podem impor duras sanções econômicas e revogar a participação da Turquia em programas militares americanos. Entenda como o sistema S-400 chegou na Turquia e o que pode acontecer a seguir:

O que é o sistema de defesa antimíssil S-400?

É um sistema de defesa terra-ar de longo alcance de fabricação russa. O S-400 é um dos equipamentos militares mais sofisticados da Rússia, com radar de vigilância avançado e um conjunto de mísseis que podem rastrear e atingir aeronaves a partir do solo.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que optou por levar adiante a compra no valor de US$ 2,5 bilhões da Rússia, porque os Estados Unidos não fizeram uma oferta adequada para o seu próprio sistema de defesa aérea Patriot.

A Otan atualmente tem esse sistema posicionado na Turquia para seus próprios propósitos na Síria, mas a Turquia nunca comprou o equipamento de Washington. Oficiais da Otan têm preocupações de que a compra do S-400 não será compatível com outros sistemas já em uso na Turquia.

Por que os Estados Unidos contestam a compra do sistema S-400 pela Turquia?

A Turquia já havia encomendado cerca de 100 caças furtivos F-35 dos Estados Unidos, e quase mil peças do jato são fabricadas por empresas turcas.

Autoridades norte-americanas temem que, se a Turquia tiver nas mãos o F-35 e o sistema de defesa aérea mais avançado da Rússia, os russos possam ter acesso à tecnologia F-35 e, posteriormente, atingir os seus pontos fracos.

No final de maio, Kathryn Wheelbarger, subsecretária interina de defesa dos EUA, disse que o “S-400 é um sistema russo projetado para abater uma aeronave como o F-35”. Ela disse que “é inconcebível imaginar que a Rússia não vai aproveitar essa oportunidade de coleta de [informações de inteligência]”.

Na semana passada, o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Mike Andrew, disse que “a Turquia não terá permissão de ter os dois sistemas”.

O episódio colocou os Estados Unidos em uma situação desconfortável. Washington tem interesse em impedir que a Rússia tenha acesso aos seus avançados equipamentos militares, mas os Estados Unidos também dependem fortemente da Turquia como um parceiro importante na região por causa de sua localização estratégica na fronteira com Iraque, Irã e Síria.

O que Washington ameaçou fazer a respeito?

Autoridades norte-americanas já ameaçaram cancelar as entregas de jatos F-35 para Ancara e impor sanções econômicas à Turquia. E em abril, o Pentágono anunciou que estava suspendendo a participação da Turquia em um programa de treinamento de pilotos para o F-35, para aliados dos EUA, até que a Turquia concordasse em cancelar a compra do sistema S-400.

Mas no encontro do G20 em Tóquio no mês passado, o presidente Donald Trump colocou a culpa por toda a disputa no governo Obama, dizendo que “não é culpa de Erdogan, na verdade”.

Ele também disse que não achava que os Estados Unidos imporiam sanções à Turquia por causa do impasse. Parlamentares dos EUA de ambos os partidos se opuseram à posse pela Turquia de tanto o sistema S-400 quanto dos jatos F-35.

Como a Turquia defendeu sua decisão de seguir com a compra?

Erdogan disse que a aquisição do sistema russo está de acordo com o direito soberano da Turquia de se defender. No mês passado, Erdogan pediu aos Estados Unidos que não deixem a compra do S-400 deteriorar os fortes laços entre os dois países.

“Eles devem pensar seriamente, porque perder um país como a Turquia não será fácil”, disse Erdogan, referindo-se às autoridades em Washington. “Se somos amigos, se somos parceiros estratégicos, então devemos lidar com essa questão”.

A Turquia também disse que manterá os equipamentos dos EUA e da Rússia separados para evitar o acesso pela Rússia à tecnologia furtiva dos EUA. Erdogan expressou confiança de que seu relacionamento com Trump anulará as preocupações com sanções americanas.

“Eu digo isso de maneiro muito aberta e sincera, nossas relações com Trump estão muito boas”, disse Erdogan em junho. “No caso de qualquer problema, imediatamente corremos para o telefone”.

O que a Otan diz sobre tudo isso?

Na sexta-feira, um funcionário da Otan disse ao jornal Washington Post que a aliança estava “preocupada com as possíveis consequências da decisão da Turquia de adquirir o sistema S-400.

A interoperabilidade de nossas forças armadas é fundamental para a Otan conduzir nossas operações e missões “. Os primeiros componentes para o sistema chegaram nesta sexta-feira (12) chegaram a uma base aérea em Ancara, afirmou o Ministério da Defesa da Turquia.

  • Com informações do Jornal The Washington Post, por: Siobhán O’Grady

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