Governo da Nigéria usa forças mercenárias na luta contra Boko Haram e dá calote após vitória

Um “empresàrio sul-africano” de excelente reputação no setor de segurança especializada, que ajudou o exército nigeriano a recuperar enormes quantidades de território dos insurgentes do Boko Haram acusou o governo do país de desperdiçar os ganhos obtidos com sua ajuda além de não honrar a continuidade dos pagamentos em contrato.

As imagens atuais do Coronel EEben Barlow são raras, mas uma das mais famosas é dessa “publicidade” da sua empresa anterior, a Executive Outcomes. Imagem via blog pessoal Eeben Barlow.

O “empresàrio não é qualquer proprietàrio de alguma empresa de PMC da atualidade, mas sim o respeitado e jà quase lendàrio Coronel Eeben Barlow, um veterano comandante das Forças de Defesa Sul-Africanas da era do apartheid, liderou uma equipe de mercenários europeus e sul-africanos que secretamente treinaram uma força de militares nigerianos de elite em 2015, entre outras de algumas nações africanas e do Oriente Médio.
Contratados pelo então presidente Goodluck Jonathan, os “mercenários” de Barlow foram responsáveis ​​por expulsar o Boko Haram da maioria de suas fortalezas no nordeste da Nigéria, pois à anos as forças regulares nigerianas mal conseguiam enfrentar os terroristas islâmicos, esses em muito menor numero frente às forças nigerianas razoavelmente bem armadas e em superioridade média de 150×1!!!.

Mesmo em muito menor nùmero, os terroristas islâmicos do Boko Haram na Africa estão inflingindo grandes perdas às forças regulares de muitas nações africanas devido à três fatores principais: 1- O fanatismo religioso com apoio técnico de terroristas que vem à Africa com experiência militar do Oriente Médio, muitas vezes obtidas com treinamento em forças armadas regulares apoiadas pelos USA, Irãn ou Aràbia Saudita. 2- A cooptação de militantes mediante a simples oferta de alimentação farta que é desviada de carregamentos de ajuda humanitària, incluìndo a promessa de facilitação para a imigração para a Europa. 3- A grande e reinante desorganização, corrupção e indiciplina das tropas regulares que reina absoluta à décadas nos paìses africanos.

Mas depois de apenas três meses após as eleições na Nigéria, seu contrato foi cancelado pelo novo presidente, Muhammadu Buhari, que declarou para diversas mìdias na época que o exército nigeriano deveria ser capaz de fazer o trabalho sozinho…

O Coronel Barlow quebrou seu silêncio para acusar Buhari de prolongar desnecessariamente a guerra, dispensando a expertise dos mercenários profissionais. Em uma postagem através de sua rede social , ele afirmou:
“É triste que o presidente preferisse a derrota acima da vitória, já que os soldados só podem fazer o que são treinados, equipados e levados a fazer…”Faça mal e eles morrerão.”

Ele acrescentou: “Muitos dos homens que treinamos … permaneceram em contato conosco, implorando por nosso retorno à Nigéria. Eles também nos disseram que estavam a beira da exaustão com missões inùteis…”
Col Barlow acrescentou: “As incursões nas aldeias e o massacre e sequestro de inocentes e indefesos continuaram – e em alguns casos se intensificaram sob o governo do presidente Buhari, então isso evidencia uma situação de incompetência ou de conivência com os terroristas islâmicos do Boko Haram!”

Enquanto os comentários de Col Barlow poderia ser visto como lamentos em perder seu contrato, eles ecoam preocupações mais amplas que Boko Haram está agora a recuperar a força e retornar à agir com mais selvageria.

De acordo com a Global Security e a BBC, na região detalhada pelo traço em preto é completamente controlada pelo Boko Haram. à pelo menos 10 anos! Imagem via Global Security.

Seqüestros e assassinatos continuaram em grande escala por toda a Nigéria, apesar da reivindicação de Buhari no ano passado de ter esmagado o grupo em seu “último enclave” na Floresta Sambisa. Uma facção do Boko Haram, aliada do Ísis, também montou 17 ataques a bases do exército neste ano, com a participação até 100 combatentes, registrados em um ataque na remota cidade de Metele, no deserto, em 18 de novembro de 2018.

Ele disse que em 2015, sua empresa havia alertado o governo nigeriano que, a menos que a força de ataque tivesse permissão para “aniquilar” definitivamente o Boko Haram, o grupo se espalharia para o vizinho Chade, Níger e Camarões, onde se tornou bem estabelecido e também goza da “prevaricação” dos governos locais.

Col Barlow foi um dos fundadores da Executive Outcomes, uma empresa militar privada formada por muitos ex-membros das forças de segurança da África do Sul. Um dos primeiros “exércitos privados” modernos, em 1995 ajudou com sucesso o governo de Serra Leoa a defender-se contra os rebeldes da Frente Unida Revolucionária, notória por decepar a genitàlia de seus inimigos.

Apresentação tela do site da “nova empresa ” do Coronel Barlow, ex-Executive Outcomes, uma das mais famosas empresas de PMC’s do mundo. Imagem via redação Orbis Defense Europe.

Atualmente o Coronel Eeben Barlow possui uma nova empresa, conhecida como “Specialized Tasks” Training, Equipment and Protection, acredita-se que enviou cerca de 100 homens para essa missão na Nigéria.

Com informações de Colin Freemam & The Telegraph via redação Orbis Defense Europe.

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Source: DefesaTV Mundo

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