Missão conjunta entre Rùssia e Noruega examina radioatividade em submarino K-278, afundado nos anos 80

Uma missão conjunta entre a Noruega e a Rússia levou um drone subaquático à carcaça do submarino nuclear soviético “Komsomolets” que se encontra a uma profundidade de 1658 metros em águas territoriais da Noruega.

O objetivo da missão é avaliar os níveis de radiação no compartimento onde se encontra o reator nuclear.

Uma das amostras recolhidas sugere um nível 100 mil vezes mais elevado do que seria normal no interior do submarino. Outras duas amostras apresentam resultados normais.

O submarino soviético naufragou em 1989 e é visitado de tempos a tempos para medir os níveis de radiação no local.

Nos anos 90 foi detetada uma fuga radioativa que contudo não tem afetado a vida marinha segundo os especialistas.

Para além do reator nuclear que foi desligado durante o incêndio que esteve na origem do naufrágio, o submarino tem ainda dois torpedos nucleares a bordo.

Imagem via EURONEWS Portugal.

O incidente custou a vida a 42 marinheiros soviéticos.

Pesquisadores noruegueses teriam registrado um aumento do nível de radiação no submarino soviético afundado Komsomolets que ultrapassa 100.000 vezes o normal.

De acordo com a emissora de televisão nacional NRK, entre as três amostras recolhidas, as duas primeiras não registaram vazamento, mas a terceira mostrou um nível que supera muito o nível normal da água do mar.

Amostras foram tiradas do tubo de ventilação. A pesquisadora Hilde Elise Heldal da Universidade de Noruega de Pesquisas da Marinha notou que estes dados são preliminares. Segundo ela, o vazamento não representa o perigo para a pesca e para cientistas que coligem amostras.

Os pesquisadores sublinham que o tubo de ventilação está instalado perto do reator nuclear do Komsomolets. O nível de radiação foi maior do que nas amostras do ano de 2007 recolhidas por cientistas russos. Entre as causas da emissão de partículas radioativas podem estar as correntes oceânicas.

Para recolher dados a uma profundidade tão grande, 1.700 metros, os pesquisadores usam o minissubmarino norueguês Ægir 6000, controlado remotamente, que também tira fotos do lugar de pesquisas, uma delas foi divulgada pela Direção para Proteção de Radiação e Segurança Nuclear (DAS).

Com informações Agence France Press, Reuters via redação Orbis Defense Europa.

O post Missão conjunta entre Rùssia e Noruega examina radioatividade em submarino K-278, afundado nos anos 80 apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *