Programa Brasil Fraterno é lançado em Aparecida (SP)

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Em Aparecida (SP), milhares de moradores dependem do turismo para tirar o sustento de cada dia. Com a Covid-19 e a redução no número de pessoas visitando a cidade e um dos principais pontos, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, a preocupação se tornou grande.

“Aparecida não tem uma indústria, uma fábrica que sustenta a população da cidade”, disse Aureliano Benedito dos Santos, dono de um dos hotéis da região. Já a atendente de restaurante Gisele Cícera Cavalcante contou que a família só conta com o salário dela neste momento. “Eu tenho um filho pequeno para criar. Meu marido está desempregado, porque o hotel em que ele trabalhava está falido.”

Por esse motivo, a cidade foi escolhida como palco de lançamento do Brasil Fraterno, que busca garantir segurança alimentar por meio da doação de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

A ação inicial em Aparecida tem como objetivo atender 7 mil famílias com a doação de cerca de 300 toneladas de alimentos, arrecadadas por meio da parceria entre Ministério da Cidadania, Programa Pátria Voluntária, Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e empresários paulistas.

“A gente veio aqui para tentar trazer um pouco de ânimo para esta população, e trazer a mensagem de solidariedade”, ressaltou o diretor-presidente da Ceagesp, coronel Ricardo de Mello Araújo.

Brasil Fraterno

O Brasil Fraterno é uma parceria entre Ministério da Cidadania, Pátria Voluntária e Sistema S. O ministério será responsável pela articulação e integração com políticas sociais. O programa Nacional de Voluntariado trabalhará na mobilização da população e o Sistema S fará a captação de recursos.

“A tristeza deste município é também a de muitas outras cidades de nosso país que vivem essencialmente do turismo. E sabemos que as pessoas que têm fome não podem esperar. Por isso, trago aqui uma palavra de esperança e de fé. A esperança que aquece nossos corações vem da empatia dos empresários que responderam rapidamente aos nossos pedidos de ajuda por meio do Brasil Acolhedor. Vem da rapidez da resposta das Forças Armadas para a distribuição dos alimentos. Vem também da união de esforços do Governo Federal”, afirmou a Primeira-dama e presidente do Conselho do Pátria Voluntária, Michelle Bolsonaro.

O ministro da Cidadania, João Roma, destacou a importância da medida. “A fome não vai parar. Esta é uma ação pontual, mas não pode perder suas perspectivas. O que estamos tratando aqui é de segurança alimentar, oferecer o mínimo de dignidade ao nosso povo. O Ministério da Cidadania é o braço social do Governo Bolsonaro, e não vamos deixar ninguém para trás”, ressaltou.

Source: Portal Gov.br