Polícia Militar Russa cria unidade na antiga base dos EUA no nordeste da Síria

A Polícia Militar russa finalizou em 21 de novembro a ocupação da antiga base usada pelos EUA e estabeleceram um ponto de controle na base de Sarrin, que foi abandonado pelas tropas americanas no início deste mês.

A base de Sarrin, que abrigava dezenas de militares americanos e de outras nacionalidades, era uma das maiores bases americanas no leste de Aleppo. A longa pista de pouso da base foi usada para suprir as forças da coalizão destacadas em Aleppo e Raqqa.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR) estranhamente contradiz relatos anteriores, alegando que as forças americanas ainda estão na base. O grupo de monitoramento com sede no Reino Unido informou que veículos blindados dos EUA foram vistos em Sarrin.

O comandante revelou que estão em andamento os trabalhos de engenharia e manutenção na base, a fim de acomodar o pessoal, que foi improvisadamente implantado no dia 14 de novembro.

Localização da cidade de Sarrin, estrategicamente posicionada nas margens do Rio Eufrates. VIa Google Earth.

“Estamos planejando alojar mais pessoas aqui, se o comando sênior emitir essa ordem”, disse o Cmdte Safarov, que agora comanda a base, segundo a agência de notícias TASS .

Safarov acrescentou que um comando de aviação poderia ser localizado na base de Sarrin, se necessário. Enquanto isso, diversos equipamentos especiais estão sendo enviados para a base.

A pista de pouso da base, usada pelas forças americanas para fornecer suprimentos, agora está sendo usada por helicópteros russos que operam no nordeste da Síria. Ainda não está claro se os aviões de carga de asa fixa russos poderão operar lá em breve.

Unidades da Polícia Militar Russa foram destacadas no nordeste da Síria no mês passado para facilitar um acordo entre o governo de Damasco e as Forças Democráticas lideradas pelo Curdo (SDF). Mais tarde, as forças foram encarregadas de implementar um acordo russo-turco na região.

  • Com informações The Hawar News Agency (ANHA) e The Syrian Observatory for Human Rights (SOHR) via redação Orbis Defense Europe

O post Polícia Militar Russa cria unidade na antiga base dos EUA no nordeste da Síria apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

Turquia tenta montar armadilha para a Rússia na Síria? Mas o Urso é enorme…

Em 18 de novembro, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, disse que a Turquia iniciará uma nova operação militar no nordeste da Síria, se a área não for limpa do que ele chamou de terroristas.

Cavusoglu alegou que os Estados Unidos e a Rússia não fizeram o que era exigido por acordos, que interromperam uma ofensiva turca contra “terroristas” (ou seja, grupos armados curdos – o YPG e o PKK) no norte da Síria. Sob os acordos turco-americanos e turco-russos, as unidades curdas tiveram que se retirar da área próxima à fronteira turca.

“Se não obtivermos resultado, faremos o necessário, assim como lançamos a operação depois de tentar com os EUA”, disse Cavusoglu, referindo-se ao trabalho com os EUA para remover o YPG da área antes que a Turquia inicie sua operação “Primavera da Paz” em 9 de outubro.

A Turquia vê o YPG, o principal componente das chamadas Forças Democráticas da Síria (SDF), que controlam a parte nordeste da Síria, como um grupo terrorista com ligações ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que se envolveu em uma rebelião de longa data contra a Síria e contra o Estado turco.

A declaração do ministro das Relações Exteriores da Turquia veio após um novo ataque em uma patrulha conjunta russo-turca no nordeste da Síria por radicais afiliados ao YPG. Os apoiadores do YPG atacaram os comboios veículos russos e turcoscom bombas de gasolina (coqueteis molotov) .

Em 19 de novembro, o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, general Igor Konashenkov, comentou a declaração de Cavusoglu, descrevendo-a como surpreendentemente arrogante.

“O Ministério da Defesa da Rússia ficou surpreso ao ouvir a declaração do ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, sobre o “suposto fracasso” da Rússia em cumprir suas promessas, bem como suas ameaças sobre uma operação no norte da Síria”, disse Konashenkov. “ A declaração do alto diplomata turco pedindo atividades militares pode aumentar as tensões no norte da Síria, em vez de aliviá-las, de acordo com um memorando conjunto assinado pelos presidentes da Rússia e da Turquia. “

A surpresa do Ministério da Defesa russo em relação à declaração do ministro das Relações Exteriores da Turquia é surpreendente. Ancara tem fornecido uma política externa consistente para questões curdas e para a Síria como estado. A declaração de 18 de novembro está totalmente fora de acordo com este curso.

Note-se que a liderança turca nunca viu a Rússia como um parceiro de longo prazo. Em vez disso, Ancara vê Moscou como um aliado situacional e tem como objetivo explorar a credulidade desse aliado para alcançar seus próprios objetivos.

O comportamento turco no exterior é uma demonstração aparente de que Ancara não está buscando fazer “amizade” com outros atores regionais e globais. A política externa da Turquia é móvel e variável para não dizer ” volùvel”. No entanto, essa polìtica sempre foi projetado para defender os interesses da Turquia como líder regional e o estado-chave do mundo turco e até do mundo àrabe.

A declaração de Cavusoglu sugere uma nova mudança na política externa turca, que pode minar a influência russa no norte da Síria

Em 19 de novembro, as forças turcas e russas haviam conduzido pelo menos oito patrulhas conjuntas no âmbito do acordo de “zona segura”. A maioria deles, excluindo os primeiros, foi marcada por ataques e provocações realizados por radicais curdos afiliados ao YPG. Inicialmente, os manifestantes pró-YPG jatacaram com pedras. Então, eles bloquearam patrulhas e veículos de ataque. Recentemente, eles começaram a usar bombas de gasolina. Qual é o próximo? Ataques de mísseis guiados anti-tanque dos estoques remanecentes do ISIS?

Por essas provocações, a liderança curda está testando a paciëncia dos russos, o principal fator que limita a resposta da Turquia a tais ações. Ataques a veículos russos também demonstram que pelo menos uma parte da população curda local vê a presença militar russa como hostil. O principal motivo é a cooperação aberta e ativa de Moscou com Ancara na região.

Os desenvolvimentos das últimas semanas demonstram que a Turquia lançou sua Operação “Primavera da Paz” no nordeste da Síria, em coordenação de fato com o Irã e a Rússia. A ofensiva turca também foi apoiada publicamente pelo governo Trump. Após o término da operação sob os acordos EUA-Turquia e Rússia-Turquia, a região do nordeste da Síria teve todas as chances de avançar para uma maior estabilização.

A implementação completa das medidas acordadas por Ancara e Moscou no âmbito do acordo de zona segura aparentemente trará uma paz esperada ao território do nordeste da Síria nos próximos 1 ou 2 anos. No entanto, a liderança turca não está interessada nisso.
O governo Erdogan precisa da “ameaça curda” e da instabilidade no norte da Síria para ter um amplo grupo de pretextos formais para uma maior expansão no país vizinho e apoio de grupos pró-turcos que operam no país. A Turquia está interessada em uma paz em seu próprio território. Ao mesmo tempo, prefere um conflito de baixa intensidade na ‘zona de instabilidade’ no norte da Síria para seus objetivos expansionistas e de chantegem contra o ocidente.

Se Ankara jogar com sucesso a Rússia no jogo de “zona segura” do nordeste da Síria, alcançará os seguintes objetivos:

– Desacreditar a Rússia e seu pessoal aos olhos da população curda;
– Minar a posição política da Rússia nesta parte da Síria;
– Demonstrar indiretamente a falácia das iniciativas russas no norte da Síria.

O crescimento das tensões nas regiões e os contínuos ataques a veículos russos que patrulham a área contribuem para esse cenário. As forças russas foram destacadas para o norte como parte do esforço mais amplo de Moscou para apoiar o governo de Assad e apoiar uma solução política mais ampla do conflito. Portanto, a Rússia tem interesses muito limitados lá, mas já enfrentava obstáculos notáveis ​​(da intratabilidade da liderança curda à mudança da política de Turksih way of manners).

Por sua vez, a retirada russa da área de fronteira como resultado de algum incidente de segurança grave ou de uma série de outros menores permitirá à Turquia continuar perseguindo seus objetivos de médio prazo:

– Manter sob controle a “ameaça curda”, que está sendo ativamente explorada pelo governo de Erdogan em suas políticas internas e externas;
– Apreender as principais rotas logísticas, incluindo o trecho da rodovia M4 a leste do Eufrates, no norte da Síria. Em alguns casos, as forças turcas podem até pressionar para capturar alguns campos de petróleo na área;
– Justificar um aumento do apoio a grupos pró-turcos no nordeste da Síria e na zona de descalcificação de Idlib.

Ao minar o acordo entre a zona segura e a Turquia e a posição russa na região, a liderança curda espera fortalecer sua posição de negociação com Damasco e obter alguma receita política e financeira adicional, apesar do colapso de suas políticas pró-EUA.
Apesar disso, a análise mais ampla da situação demonstra que essa abordagem está levando a uma catástrofe ainda maior. Se o acordo da zona de segurança entrar em colapso e as forças turcas retomarem sua ofensiva, a população curda ficará sob as rodas da máquina militar turca.Uma grande parte dos curdos será reprimida ou terá que fugir para as áreas ocupadas pelos EUA ou controladas por Damasco. Os EUA manterão o controle do petróleo. A Turquia chegará ao norte. No entanto, os curdos culparão os russos porque “não os protegeram”.

Segundo alguns especialistas, os EUA estão plenamente conscientes desse cenário e seus serviços de inteligência agora estão trabalhando para apoiar radicais YPG que atacam patrulhas turco-russas porque isso dá alavancas de influência a Washington para pressionar forças do governo de Assad e da Rússia na margem oriental do Eufrates.

A novela sangrenta da Síria continua…

  • Com informações STF Analysis & Intelligence via redação Orbis Defense Europe.

O post Turquia tenta montar armadilha para a Rússia na Síria? Mas o Urso é enorme… apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

Imagens exibem destroços de um drone MQ-9A Predator supostamente abatido na Líbia

Um veículo aéreo não tripulado (UAV) MQ-9A Predator B da Força Aérea Italiana teria sido abatido em 20 de novembro sobre a cidade de Tarhunah, no oeste da Líbia.

Fontes líbias divulgaram várias fotos mostrando os destroços do UAV abatido. As insígnias da Força Aérea Italiana podem ser vistas claramente nas asas do UAV. Imagens mostrando os destroços começaram a circular nas redes sociais na tarde de 20 de novembro.

Uma fonte anônima do Exército Nacional da Líbia (LNA) disse ao jornal al-Marsad que o exército derrubou o UAV acreditando que ele estava sendo operado pela Força Aérea Turca. Essas informações ainda não foram confirmadas pela Força Aérea Italiana.

O MQ-9 Predator B, apresentado pela General Atomics em 2007, tem um alcance de mais de 1.800 km e autonomia de até 14 horas.

A Itália comprou seis UAVs MQ-9A dos EUA em 2008 e 2009. Em 2015, Washington aprovou um acordo cobrindo a integração de armas no modelo Predator B. As fotografias não mostram um MQ-1, como algumas fontes relataram: elas realmente mostram os restos de um MQ-9A Predator B, operado pelo 32 ° Stormo (Asa) da Aeronautica Militare (Força Aérea Italiana), com base na Base Aérea de Amendola, no sudeste da Itália.

O 32 ° Stormo e suas duas sub-unidades, o 28 ° Gruppo (Esquadrão) com sede em Amendola e o 61 ° Gruppo , destacado para Sigonella, na Sicília, operam uma frota mista de MQ-1C Predator A + (uma variante atualizada do RQ-1B Predator A da linha de base ) e RPVs Predator B do MQ-9A (Veículos remotamente pilotados).

Juntamente com as missões ISR (reconhecimento de vigilância de inteligência) “padrão”, os Predadores italianos apoiaram MEDEVACs (evacuações médicas), operações TIC (tropas em contato), monitoramento IED (dispositivos explosivos improvisados), escolta de comboios no Iraque e Afeganistão; eles apoiaram a Operação Unified Protectorna Líbia, a operação Mare Nostrum no mar Mediterrâneo, perto de Lampedusa e, do Djibuti, monitorou os mares da costa da Somália em missões antipirataria.

Eles também estão atualmente implantados no Kuwait para apoiar a operação anti-ISIS liderada pelos EUA na Síria e no Iraque. Alavancando sua persistência na área alvo, os drones também apoiaram as forças policiais durante grandes eventos.

  • Com informações via STF Analysis & Intelligence, Lybian MNLA via redação Orbis Defense Europe.

O post Imagens exibem destroços de um drone MQ-9A Predator supostamente abatido na Líbia apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

Teria o S-500 sido testado na Síria contra o F-35?

Uma fonte da indústria de defesa relatou à emissora russa Izvestia, em outubro, que o sistema de defesa antiaéreo S-500 passou recentemente por testes de campo na Síria, onde forças russas continuam mantendo uma presença significativa.

O Ministério da Defesa russo negou inequivocamente que o S-500 já estava em solo sírio em uma declaração de 2 de outubro, alegando que “não havia necessidade” de mais testes.

Apesar do lançamento iminente do S-500, os detalhes oficiais das especificações permanecem tão esquivos como sempre. Ainda assim, anos de vazamentos internos da indústria, comentários dispersos de desenvolvedores e relatórios russos se combinam para nos dar uma imagem coerente do que esperar do S-500.

Com um alcance operacional máximo amplamente esperado de 600 km e um tempo de resposta do sistema de três a quatro segundos, o S-500 alcança 200 km de distância em cerca de seis segundos mais rápido que o antecessor S-400.

Sublinhando seu papel estratégico, os mísseis 77N6 e 77N6-N1 do S-500 podem interceptar mísseis de cruzeiro hipersônicos e ICBMs, bem como alvos aéreos voando a uma velocidade superior a Mach 5.

O fabricante, Almaz-Antey, afirma que o S-500 pode até atingir satélites de baixa órbita e certos tipos de naves espaciais no espaço próximo, embora ainda seja preciso ver se ele enfrentará um déficit de desempenho ao operar em altitudes tão extremas.

Por mais formidável que esteja isolado, o S-500 também pode complementar sistemas existentes, como o S-400 e o S-300, expandindo o espaço aéreo defendido russo e fornecendo uma camada adicional de defesa contra-ataques de saturação. Sem surpresa, o S-500 está sendo marcado como uma bala de prata contra caças furtivos em geral e o F-35 em particular.

Conforme publicado anteriormente pelo The National Interest, o engenheiro chefe da Almaz-Antey, Pavel Sozinov, afirmou que o S-500 é um “golpe contra o prestígio americano”, e que “o sistema neutraliza as armas ofensivas americanas e ultrapassa todos os antiaéreos e sistemas antimísseis da América”. ”

Ainda não foi revelado quantas unidades S-500 estão planejadas para serem produzidas na próxima década. A parceria de produção conjunta S-500 anunciada recentemente com Ankara é um bom presságio para a estabilidade financeira a longo prazo da plataforma S-500, embora a extensão da participação turca ainda não tenha sido vista na prática.

No entanto, o S-500 não precisa ser fabricado em massa para atender ao seu objetivo; de fato, é cada vez mais aparente que o Kremlin nunca teve nenhuma intenção séria de substituir todo S-400 por um S-500.

A Almaz-Antey está posicionando o S-500 não como um sucessor do S-400, mas como uma classe diferente de sistema de defesa aérea projetado para interceptar de forma confiável as ameaças estratégicas mais perigosas.

Não sei exatamente o que está acontecendo, mas algo bem complicado que eu quero dizer? Bem, ou o F-35 foi enviado para o Oriente Médio, mas ainda não apareceu na Síria com a bandeira dos EUA, para não ser avaliado o seu perfil de assinatura.

Ou as defesas aéreas do lado russo estão se mostrando um impedimento, e os EUA estão preocupados em fornecer informações sobre o avião ou ambas teorias são irrelevantes. Algo está mantendo o avião fora da área, fica a dúvida sobre o real motivo de ainda não participarem dessa guerra.

JG

O post Teria o S-500 sido testado na Síria contra o F-35? apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

Baixa do Rio Paraguai permite retirar barco paraguaio que lutou na guerra da Tríplice Aliança

A baixa do Rio Paraguai fez reaparecer o histórico barco a vapor Paraguarí, usado em batalhas na guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, entre 1865 e 1870).

O barco, que está perto da Ponte Remanso, no município de Mariano Roque Alonso, a 17 km de Assunção, está sendo retirado da água, aos poucos, para depois ser remontado, como num quebra-cabeças.

Construído na Inglaterra, o barco foi comprado pelo Paraguai em 1860. Ele era utilizado para transporte de pessoas e mercadorias entre Assunção e Buenos Aires e dali também a Montevidéu. Era o maior e mais luxuoso da frota paraguaia, com capacidade para transportar 700 toneladas de carga, a uma velocidade de 13 nós.

A tripulação era composta por 58 homens, para manejar os maquinários. Tinha 28 camarotes fechados e podia transportar pelo menos 150 pessoas.

Mas, com a guerra, o Paraguarí deixou de cumprir suas funções de transporte. Foi equipado com armamentos e soldados e saiu a enfrentar as marinhas do Brasil e Argentina, junto com os outros sete barcos da armada paraguaia. Os oito barcos levavam 30 canhões e 400 marinheiros.

Na batalha de Riachuelo, em junho de 1865, o Paraguari foi encurralado pelo vapor imperial brasileiro Paranhiba. Os paraguaios tiveram que encalhar o barco num banco de areia e, pra evitar que os brasileiros ficassem com a embarcação, puseram fogo.

Depois da batalha de Riachuelo, o Paraguarí deixou de ter importância, pelos danos que sofreu ao bater no banco de areia e pelo incêndio. Cinco meses depois, foi resgatado e levado a Humaitá, onde foi afundado em um dos canais de acesso do Rio Manduvirá.

Muitos anos depois, um empreendimento privado conseguiu resgatar o casco da enorme estrutura do barco. No entanto, quando o casco era levado a Assunção pelo Rio Paraguai, soltou-se do rebocador e terminou no local onde está hoje. Com as águas baixas, é possível perceber sua real dimensão.

O historiador Fabián Chamorro afirma que a recuperação do navio é vital, porque faz parte da história paraguaia. “Os patrimônios são importantes porque contam uma história. Neste caso, pode contar-nos como era o comércio naquela época e, mesmo, como foi a guerra”, disse.

Técnicos da Diretoria de Estudos, Antropologia, Arqueologia e Paleontología da Secretaria Nacional da Cultura e da Comissão Nacional de Recuperação do Patrimônio Tangível da História do Paraguai estiveram no local, na semana passada, para garantir que não se tenha movido ou furtado alguma coisa do navio, já que vizinhos do local contaram que isso estava ocorrendo.

Peças estão sendo vigiadas para que não sejam furtadas, como vinha ocorrendo em outras baixas do rio. Foto Pánfilo

As partes de ferro do navio estão sendo cortadas, para que possam ser retiradas do rio, mas com cuidado. Depois, o material será levado à Marinha, para ser reconstruído.

Prevê-se que o trabalho de retirada das partes do barco e de limpeza da estrutura leve ao menos três meses.

Fonte: reportagem especial de Aldo Benítez para o jornal La Nación e tradução do Cláudio Dalla Benetta do H2FOZ

O post Baixa do Rio Paraguai permite retirar barco paraguaio que lutou na guerra da Tríplice Aliança apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

Diretor da Amazul fala sobre ProSub e gestão do conhecimento na UFSCar

A importância do desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear para o Brasil, no âmbito do Programa Nuclear da Marinha (PNM) e do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub), e o papel relevante da gestão do conhecimento na geração de tecnologias e projetos de suporte a esses programas foram os temas da palestra ministrada pelo diretor de Gestão do Conhecimento e Pessoas da Amazul, Luís Hecht, na Universidade Federal de São Carlos, em São Carlos, interior de São Paulo, no dia 5 de novembro.

Na palestra, dirigida a alunos de cursos de engenharia, Hecht abordou a evolução do PNM e PROSUB e os resultados alcançados até o momento. Destacou o lançamento ao mar, em 14 de dezembro de 2018, do submarino Riachuelo, a integração do casco do Submarino Humaitá, em 11 de outubro, o formidável avanço da infraestrutura de apoio compreendendo o estaleiro e base naval em Itaguaí, no litoral do Rio de Janeiro, o arrasto tecnológico desses programas e sua influência no Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Hecht também ressaltou a importância da gestão do conhecimento na preservação e na alavancagem das tecnologias desenvolvidas no bojo desses programas, visando gerar resultados de valor para a sociedade.

Ao final da palestra, Hecht se reuniu com o vice-reitor da UFSCar, Walter Libardi, e com o diretor do Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos da universidade, Fernando Araújo-Moreira, para tratar de possíveis parcerias da Amazul com a instituição.

Fonte: Amazul

O post Diretor da Amazul fala sobre ProSub e gestão do conhecimento na UFSCar apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

Defesas de Israel interceptam 5 mísseis e IDF reagem com ataque aéreo contra Damasco

O conflito israelense-sírio está novamente aumentando e no início dessa manhã de 19 de novembro, a mídia estatal síria relatou várias explosões no aeroporto da capital de Damasco. Não foram fornecidos mais detalhes. No entanto, fontes locais imediatamente alegaram que as explosões foram causadas por um suposto ataque israelense devido à testemunho de aeronaves da Força Aérea de Israel efeturarem disparos de mìsseis sobre as colinas de Golã em direção de Damasco.

Fontes pró-Israel também confirmam o ataque, e afirmam que pelo menos 5 mísseis israelenses foram lançados em alvos no sul de Damasco. De acordo com esta versão, pelo menos 2 mísseis foram interceptados pelos sistemas russos que defendem a capital da Síria . Ao mesmo tempo, as Forças de Defesa de Israel alegaram que o Iron Dome havia interceptado 4 foguetes lançados da Síria sobre as Colinas de Golã. Nenhuma vítima foi relatada.

Espera-se que as forças armadas israelenses realizem mais ações contra a Síria usando as Colinas de Golã como pretexto para esse movimento.

Ataque israelense foi resposta por outro ataque de mísseis supostamente disparados da Síria

No início da manhã de novembro 19 th , quatro foguetes supostamente disparados da Síria foram interceptados pelo sistema de defesa Iron Dome de Israel sobre as Colinas de Golã.

Todos os projéteis foram interceptados e não houve danos nem vítimas, de acordo com a IDF. Após o incidente, o Conselho Regional de Golan, em Israel, disse que nenhuma medida de segurança seria adotada após consultas com os militares. A organização instou os moradores a manter suas rotinas.

Ambos os relatórios, dos foguetes lançados em direção a Israel e as explosões no aeroporto de Damasco ocorreram aproximadamente ao mesmo tempo.

Imagem do suposto ataque da manhã do dia 19 contra Israel, onde foguetes disparados da Siria foram interceptados pelo sistema Iron Dome. Imagem de autor desconhecido,  via Israel 24.

A situação no norte de Israel esteve calma por um tempo, mas em 18 de novembro, as Forças de Defesa de Israel (IDF) efetuou um exercício militar surpresa na área..

Um porta-voz militar da IDF disse que os reservistas israelenses estavam sendo convocados e alertou os residentes locais a esperar um aumento no movimento de forças de emergência e veículos militares nos próximos dias, mas que tudo não passaria de um exercìcio.

Esta escalada de tensões na fronteira norte veio depois que o IDF e o grupo Jihad Islâmica baseados em Gaza entraram em atritos leves na semana que terminou em 17 de novembro. Israel lançou um ataque de precisão a Gaza, que matou Baha Abu al-Ata – um comandante da Jihad Islâmica e uma de suas esposas.

Ao mesmo tempo, um alvo em Damasco também foi atingido, mas Akram al-Ajour, outro comandante da Jihad Islâmica sobreviveu ao ataque. A IDF não comentou o ataque do dia 17 contra Damasco.

Depois disso, a Jihad Islâmica lançou centenas de foguetes em direção a alvos israelenses, para os quais Israel retaliou. As únicas vítimas foram relatadas como civis palestinos e membros da Jihad Islâmica.

Em agosto, Israel afirmou que havia atingido alvos na Síria para impedir um ataque de drones pela força Quds da elite da Guarda Revolucionária Iraniana. Ativistas da oposição síria relataram três mortes no ataque.

  • Com informações Israel 24, The Time of Israel, Al Arabya English e SANA Syria via redação Orbis Defense Europe.

O post Defesas de Israel interceptam 5 mísseis e IDF reagem com ataque aéreo contra Damasco apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

Argentina pede discrição ao Brasil sobre voo São Paulo-Malvinas

O governo argentino pediu que nenhuma autoridade federal brasileira comentasse ou prestigiasse o lançamento de novo voo ligando São Paulo às ilhas Falklands, conhecidas no país vizinho como Malvinas.

O motivo é o temor de uma crise política decorrente do estabelecimento da rota, que terá duas escalas mensais, uma de ida e outra volta, na cidade argentina de Córdoba. Ele será feito pela chileno-brasileira Latam e começa a operar na próxima quarta (20) com um Boeing 767-300ER.

O pedido, informal, chegou por meio de canais diplomáticos e foi aceito pelo Itamaraty. A preocupação de Buenos Aires é que a eventual presença de políticos em eventos relacionados à inauguração do serviço passasse a impressão de que o Brasil endossa a soberania do Reino Unido sobre as ilhas.

O Brasil reconhece o pleito argentino sobre o arquipélago e chama as ilhas de Malvinas. As Falklands foram objeto de uma guerra entre argentinos e britânicos, em 1982. Em decadência política, a ditadura argentina liderada pelo general Leopoldo Galtieri invadiu o arquipélago.

A então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher decidiu enviar uma força naval para retomar o território, o que conseguiu 74 dias depois da invasão. Como resultado, morreram 649 argentinos, 255 britânicos e três ilhéus. A ditadura argentina entrou em colapso a seguir.

Pessoas que acompanharam o caso na diplomacia brasileira dizem que não havia nenhuma perspectiva de tal endosso de políticos ao lançamento ou ao voo em si, o que mostra o quão sensível ainda é a questão das Falklands no vizinho, em especial neste momento —o governo de Mauricio Macri foi derrotado nas urnas pelo peronista Alberto Fernández em outubro.

Ao responder ao cumprimento britânico pela vitória, o futuro presidente iniciou seu texto dizendo que não renunciaria ao desejo de governar as ilhas. A questão é que a rota, na prática, é uma ligação disfarçada entre a Argentina e as ilhas.

Não é algo inédito: a Latam opera desde 1999 um voo semelhante, que sai de Punta Arenas (Chile) e faz a mesma escala dupla mensal na argentina Río Gallegos. À época, houve uma chuva de críticas sobre o que seria um reconhecimento indireto de que as ilhas são britânicas.

As Falklands foram incorporadas ao Império Britânico em 1833, e são hoje um território ultramarino de Londres. E o são por opção de 99,8% de seus cerca de 3.400 habitantes, segundo plebiscito realizado sobre o tema em 2013.

A reivindicação argentina vem do fato de que, antes de 1833, o país foi um dos que disputou a colonização das ilhas —o primeiro assentamento local foi francês, em 1764. A inauguração da rota paulistana foi duramente criticada, especialmente por políticos peronistas como Rosana Bertone, a governadora da Província da Terra do Fogo.

O voo inaugurado em 1999 e o novo foram estabelecidos em governos de oposição ao peronismo —Carlos Menem antes e Macri agora—, mas os governos peronistas dominados pela família Kirchner entre eles nada fizeram para suspendê-los.

Desde 2016, já sob Macri, a Argentina e o Reino Unido vinham tomando medidas de confiança mútua sobre as ilhas. No fim de outubro deste ano, Londres devolveu a pequena estátua de Nossa Senhora de Luján, tomada dos soldados invasores argentinos que levaram a imagem da padroeira de seu país para as ilhas em 1982.

O papa Francisco, que é argentino e próximo do peronismo, abençoou o objeto no Vaticano. Além da questão histórica, há interesses econômicos. A prospecção de petróleo no entorno das Falklands está travada devido ao fato de a Argentina reivindicar também as águas territoriais da região.

Hoje, as ilhas são autossuficientes. Têm um Produto Interno Bruto anual equivalente a R$ 540 milhões, oriundos da pesca, da lã de suas 500 mil ovelhas e do turismo, mas o petróleo é o que chama atenção: as reservas sob o mar estão estimadas em 1 bilhão de barris —hoje o Brasil todo tem 12 vezes isso.

O voo da Latam sairá duas vezes por mês de São Paulo, uma delas com escala em Córdoba, rumo ao aeródromo de Mount Pleasant. O lugar abriga os mais avançados caças do Hemisfério Sul, usualmente operando quatro modelos Eurofighter Typhoon.

A frequência obrigará o visitante a passar ao menos uma semana em Stanley, a capital e única cidade das Falklands, se quiser pegar o voo de volta na mesma rota. No site da Latam, cada perna da viagem começa em R$ 2.259.

  • Por: Igor Gielow/Folha de São Paulo

O post Argentina pede discrição ao Brasil sobre voo São Paulo-Malvinas apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

Armadora Maersk alerta para desaceleração da economia global

A empresa de logística dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, que controla a Maersk Line, registrou avanço de 32% no lucro líquido, para US$ 506 milhões no terceiro trimestre de 2019.

O resultado superou a previsão de analistas consultados pela FactSet, que estimavam algo em torno de US$ 359 milhões. Os custos mais baixos de combustível foram os responsáveis pelo melhor desempenho.

A companhia, porém, alertou que o crescimento no mercado de contêineres está desacelerando mais rapidamente do que o estimado, devido ao enfraquecimento das economias globais e às crescentes restrições comerciais. O crescimento do comércio global de contêineres diminuiu para cerca de 1,5% no trimestre, contra 2% no segundo trimestre.

Embora a receita do período tenha caído 0,9%, para US$ 10,1 bilhões, a lucratividade da companhia continuou melhorando, fazendo o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) a crescer 14% no terceiro trimestre ante igual período do ano anterior, para US$ 1,7 bilhão e se refletindo em uma margem Ebitda maior, que subiu de 14,3% para 16,5% no período analisado.

Nos serviços de transporte terrestre de contêineres e de reboque, o Brasil teve bom desempenho. A receita de serviços de transporte terrestre cresceu de US$ 147 milhões para US$ 149 milhões, impulsionada pelas operações no Brasil, na Tunísia, na Espanha, na Colômbia e no Equador. A melhora nesses países, porém, foi parcialmente anulada pela queda de receita no Chile, na Alemanha, na Costa Rica, na Índia e no Peru.

Nas Américas, as atividades de reboque cresceram tanto em volume quanto em participação no Brasil, enquanto na Argentina houve queda, diz o relatório da empresa.

Guerra comercial

Embora espere um crescimento orgânico menor de contêineres transportado — a empresa calcula que as tarifas comerciais tenham impacto negativo de até 1% na quantidade de contêineres transportada em 2020 —, a Maersk manteve a perspectiva de Ebitda entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,8 bilhões para 2019. O intervalo havia sido elevado pela empresa no último mês.

“Continuaremos nosso foco na lucratividade e no fluxo de caixa livre no quarto trimestre e em 2020”, disse o presidente da companhia, Soren Skou.

Fonte: Valor

O post Armadora Maersk alerta para desaceleração da economia global apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo

USAF amplia base aérea secreta na África, que já não é mais tão secreta…

Em um pedaço de terra arenosa no Níger, nos limites do deserto do Saara, fica a mais nova base da Força Aérea dos EUA. É quase desconhecido para a grande maioria dos americanos e está envolto em relativo segredo, mas representa um dos maiores esforços de construção da história da USAF, e uma nova frente na luta contra a expansão do terrorismo islâmico no continente africano.

O Comando da África dos EUA (USAFRICOM, U.S. Air Forces Africa – AFAFRICA) anunciou em 1º de novembro que a nova base em Agadez, no Níger – projetada para abrigar drones/uav’s armados e outras aeronaves de transporte e combate que estavam operando em à partir do aeroporto internacional em Niamey , capital do Níger, começara a operar em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento estratégico na mesma semana. Bem-vindo à Base Aérea 201 na Nigéria.

Situada estrategicamente no centro do Níger, a Base Aérea 201 está posicionada para atacar grupos terroristas e militantes extremistas islâmicos dos muitos grupos filiais dos combatentes da Al Qaeda e do Estado Islâmico, entre outros menores, em países da região do Sahel, que abrangem a largura do continente africano ao sul do Saara e inclui partes do Mali, Sudão e Chade.
O general da Força Aérea Jeff Harrigian, comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa e das Forças Aéreas na África, disse que o local foi escolhido especificamente para essa vantagem geográfica.

“Posturas flexíveis e diversas em todo o continente africano nos permitem facilitar as necessidades operacionais e apoiar melhor nossos parceiros na região”, disse Harrigian em um comunicado à imprensa do AFRICOM. “A localização em Agadez foi selecionada em conjunto com o Níger devido à flexibilidade geográfica e estratégica que oferece aos esforços de segurança regional.”

O Comando da África dos EUA anunciou em 1º de novembro que os drones armados começaram a voar missões de inteligência, vigilância e reconhecimento a partir da Base Aérea 201 do Níger. (Sargento Brian Ferguson / Força Aérea)

Porque aqui? Porque agora?

Em um momento em que as forças armadas estão mudando seu foco para combater ações agressivas de nações como China, Rússia ou Coréia do Norte, por que as forças armadas dos EUA estão expandindo sua capacidade de atingir pequenos grupos irregulares de extremistas locais?

Atualmente, somente a França opera de maneira relativamente eficiênte nesse combate contra as forças do Boko Haram e outras. A França lidera uma coalizão de paìses africanos da região do Sahel desde 1998, mas apesar dos esforços, a parceria não rendeu grandes resultados devidos as constantes interferências polìticas dos governos do ex-presidente François Hollande e do atual presidente Emmanuel Macron, consideradas pelos especialistas militares como as mais ineficaz de todos os tempos, atrapalhadas por diversos fatores que vão da insufucuência de tropas francesas para uma região tão vasta e a evidente colaboração de grande nùmero de elementos das tropas dos paìses africanos com os grupos terroristas islâmicos.

Embora a Estratégia de Defesa Nacional enfatize uma mudança para uma grande competição de poder, ele disse, também não permite relaxamentos quando se trata de manter a pressão da campanha militar sobre grupos como o ISIS? Boko Haran e outros novos que surgem.

“Você verá que continuamos focados em manter nossa bota na garganta do extremismo violento”, disse Goldfein. “A operação no Níger é uma parte essencial disso daqui para frente.”

Atualmente, existem pelo menos 11 ramificações de grupos terroristas que operam nessa região da África, principalmente da Al-Qaeda, ISIS e Boko Haram, disse o tenente-general aposentado do Exército, Thomas Spoehr, diretor do Centro de Defesa Nacional da Fundação Heritage. É melhor atrapalhar essas organizações antes que elas possam prejudicar governos amigos na área, disse ele, ou até mesmo se transformar em uma ameaça que pode atingir os próprios Estados Unidos, como a Al Qaeda quase 20 anos atrás.

“A maioria dos americanos não sabe disso, mas a área em torno do Níger realmente se tornou uma região muito perigosa”, disse Spoehr.

Grupos extremistas e terroristas, como o ISIS, tendem a gravitar em lugares sem governo ou com governo fraco, onde podem estabelecer bases e operar com pouca ou nenhuma contrariedade por parte das autoridades locais, afirmou o general aposentado Hawk Carlisle ao Air Force Times em 5 de novembro. Infelizmente, ele disse, existem muitos desses espaços na África.

Com a chocante blitzkrieg de 2014 do ISIS em toda a Síria e grande parte do Iraque ainda recente na memória recente, disse Carlisle, os líderes militares acreditam que uma base totalmente funcional no Níger é a melhor maneira de evitar algo semelhante na África Ocidental. É muito mais fácil parar um grupo desse tipo no início de seu crescimento, mais tarde, depois de ter cavado profundamente nas cidades e posições fortificadas, como o ISIS fez em cidades como Mosul, Iraque e Raqqa, Síria.

A Base Aérea 201 também pode fornecer um efeito dissuasor significativo, mesmo – ou especialmente – se extremistas violentos não souberem exatamente o que pode estar chegando no horizonte. Muitas atividades na base serão classificadas em graus variados.

William Meeker, diretor da África do Centro para Civis em Conflito, disse em uma entrevista em 6 de novembro que a região do Sahel enfrenta uma complexa rede de redes criminosas, grupos de oposição como ramificações do ISIS e conflitos intercomunitários de longa data. Algumas delas se alimentam umas das outras, disse ele, particularmente no Mali, onde o terrorismo islâmico atiça as queixas locais e està produzindo um aumento alarmante de ataques violentos e massacres contra civis, em especial contra as minorias cristãs.

Missão secreta

A Força Aérea continua em grande parte preocupada com o que será transportado da Base Aérea 201. Muitos UAV’s/drones do modelo MQ-9 Reapers jà estão baseado lá, e às vezes operam missões armadas de vôo além de vôos ISR, assim como um certo nùmero de caças F-15 e F-16 em trânsito também. Os C-130 também realizaram missões de reabastecimento na base como parte de operações aéreas limitadas que começaram em 1º de agosto.

Info disponível livremente na internet.

Além disso, o porta-voz do AFRICOM, coronel Chris Karns, se recusou a dizer mais detalhes sobre quais aeronaves específicas estão operando na Base Aérea 201, devido a preocupações de segurança.

O porta-voz da USAFE-AFAFRICA, capitão Christopher Bowyer-Meeder, disse que a única pista da Base Aérea 201, de 3 mil metros de comprimento, pode suportar toda uma gama de aeronaves incluindo C-130s, C-17s e algum transporte aéreo DV [visitante distinto]”. Mas não foi construído para suportar F-16, bombardeiros ou aviões-tanque, disse ele. Bowyer-Meeder também disse que por enquanto não há planos de expandir a pista.

“As forças armadas dos EUA estão na Base Aérea do Níger 201, a pedido do governo do Níger”, disse o general do exército Stephen Townsend, comandante do AFRICOM, no comunicado de imprensa de 1º de novembro. “Estamos trabalhando com nossos parceiros africanos e internacionais para combater ameaças à segurança na África Ocidental”, disse Townsend, que visitou o Níger em setembro para se encontrar com o presidente Mahamadou Issoufou. “A construção desta base demonstra nosso investimento em nossos parceiros africanos e interesses de segurança mútua na região”.

Como dito no título, essa nova base secreta já não é tão secreta assim, a começar pela sua posição na periferia da cidade de Agadez e por ter as imagens facilmente encontradas em qualquer visualizador de imagens de satélites gratuitos disponíveis na internet. Imagem via Zoom Earth.

Porém todos os bons conhecedores de operações da USAF sabem que 3 mil metros não são longos o suficiente para operações sustentadas de caças, bombardeiros, navios-tanque ou grandes drones/uav’s. “É um pedaço de concreto longo o suficiente para desvios ou emergências, e o plano é eventualmente, estender a pista para 5 mil metros.

Spoehr disse que tirar as operações aéreas do aeroporto civil de Niamey é uma grande vantagem. A capital está localizada no canto sudoeste do Níger, e a localização central da Base Aérea 201 fornece um acesso muito melhor a mais locais, disse Spoehr.

Também fornecerá muito mais segurança operacional, disse Spoehr. Qualquer um que estivesse presente no aeroporto de Niamey poderia ver quando um grande drone/uav ou outro avião militar estava decolando e descobrir que alguma operação militar poderia estar acontecendo, disse ele. Mas com as decolagens ocorrendo em um local restrito à operações militares, ele disse, é obviamente muito mais fácil manter essas operações em sigilo.

As instalações da Base Aérea 201 também são construídas especialmente para operações militares, dimensionadas corretamente para operações com drones e com o armazenamento adequado de combustível e armas, disse Spoehr.

Também será mais fácil gerenciar o espaço aéreo sem ter que agendar vôos em torno de aviões civis decolando ou aterrissando no aeroporto internacional, disse ele.

Nuvem negra

Paira sobre a missão militar em curso do Níger e a abertura da Base Aérea 201 está a trágica perda de quatro soldados do Exército dos EUA e seus aliados nigerianos em uma emboscada de outubro de 2017 perto da aldeia de Tongo Tongo, na fronteira sudoeste do Mali.

Um relatório devastador do Pentágono sobre a batalha descobriu que os soldados naquele dia não tinham nenhum apoio aéreo voando no momento da emboscada. Um RPA poderia ter fornecido a eles informações reconheciento para alertá-los sobre as forças inimigas vastamente superiores próximas. O primeiro drone ISR desarmado chegou ao local uma hora e meia após o início da batalha, e dois caças franceses Mirage chegaram logo depois, realizando sobrevoos de demonstração de força que expulsaram os combatentes inimigos.

Ter a Base Aérea 201 na área, fornecendo mais informações sobre ISR, ajudará as tropas em campo – sejam operadores especiais dos EUA ou simplesmente forças nigerianas – a preparar e entender melhor o espaço de batalha em que estão entrando, disse Carlisle.

A base provavelmente será capaz de fornecer algum tipo de capacidade de busca e salvamento em combate e medevac para levar tropas feridas mais rapidamente para fora do campo de batalha e entrar em tratamento, espero que dentro da chamada “Hora Dourada”, quando feridos, tenham a melhor chance de sobrevivência, Carlisle disse. Ele não comentou sobre que tipo de instalações médicas existem na Base Aérea 201, mas disse que qualquer base terá alguma capacidade de responder a emergências médicas.

Respondendo a eventos

A abertura da Base Aérea 201 pode levar os EUA a adotarem uma postura mais ofensiva, prontos para usar drones armados contra maus atores, disse Meeker. Os EUA devem melhorar sua capacidade de rastrear e mitigar os danos causados ​​a civis como resultado de operações com drones, disse ele.

Por outro lado, disse Meeker, o aumento do uso de plataformas ISR também pode reduzir as baixas de civis, ajudando as forças locais a separar grupos de civis de inimigos armados.

É provável que a Base Aérea 201 tenha presença constante de ISR na forma de Reapers e outros drones, e possivelmente aeronaves ISR tripuladas, disse Carlisle. Mas uma de suas maiores vantagens será a flexibilidade que oferece para enviar rapidamente diferentes tipos de aeronaves para responder a quaisquer eventos que possam ocorrer na região.

Por exemplo, disse Carlisle, a Força Aérea poderia lançar uma aeronave a partir de uma base na Europa – ou potencialmente até nos Estados Unidos – e, em vez de ter que se virar e voltar para casa imediatamente após a conclusão da missão, a Base Aérea 201 poderia servir como algo de uma estação de ligação. Essa aeronave poderia pousar lá, reabastecer, rearmar, manter a manutenção e trocar por uma equipe nova e pré-posicionada, disse ele, e depois realizar missões adicionais antes de voltar para casa.

Também poderia servir como um local operacional avançado, se necessário, disse Carlisle – muito mais próximo das regiões da África Ocidental do que a Base Aérea de Aviano, na Itália.

“Essa nova base dá muitas opções aos comandantes”, disse Carlisle. “Aviano para Camp Lemonnier em Djibuti é um vôo longo. Não acho que as pessoas percebam o quão grande é a África. ”

O F-15C Eagles recebe combustível sobre o Marrocos em abril de 2018. Com a Base Aérea do Nigerien 201 entrando em operação, extremistas violentos não saberão o que existe e o que estamos fazendo, disse o general aposentado Hawk Carlisle, ex-chefe do Comando de Combate Aéreo. (Aviador Sênior Malcolm Mayfield / Força Aérea)

Novos requisitos

A Base Aérea Nigeriana 201 pode ser operada com uma pegada de mão-de-obra relativamente leve, disse Spoehr, com a maioria de seus drones capazes de ser transportados por pilotos de volta para casa no continente americano.

Mas mantê-lo funcionando ainda exigirá aviadores – particularmente mantenedores, aviadores de logística, controladores de tráfego aéreo e especialistas em munições, disse Carlisle. A parte complicada é que alguns desses trabalhos-chave, especialmente em manutenção, são aqueles que a Força Aérea tem se esforçado para manter totalmente ocupado nos últimos anos.

“Nosso problema hoje, um é a capacidade, e agora colocamos outro dreno na capacidade”, disse Carlisle.

Para preencher essas lacunas, Carlisle disse que a Força Aérea precisará obter ajuda de seus serviços irmãos, bem como de empresas contratadas e nações aliadas.

Durante sua discussão no café da manhã, Goldfein saudou especificamente a França por sua cooperação no combate ao extremismo no norte da África.

“A violência floresce onde a governança é baixa”, disse ele.

A conclusão da base aérea, com cerca de um ano de atraso, tem sido um grande empreendimento. Além de ser o maior projeto de construção liderado pela Força Aérea na história do serviço, seu preço provavelmente ultrapassou US $ 110 milhões . Além disso, custará cerca de US $ 30 milhões por ano para administrar a base, totalizando US $ 280 milhões quando o contrato de 10 anos para usar o campo antes de expirar em 2024.

A construção do aeródromo – particularmente sua pista de uso conjunto, capaz de acomodar aeronaves dos EUA e da Nigéria – tem sido extremamente complicada. Karns, o porta-voz do AFRICOM, descreveu como “um feito histórico de engenharia civil”.

Fazer um trabalho de construção de qualidade que durará ao longo do tempo é complicado nessa parte do mundo, disse Carlisle. Não há muita infraestrutura, materiais ou mão-de-obra qualificada necessária para construir um campo de pouso com as especificações da Força Aérea, disse ele, o que significa mais transporte para levar esses recursos ao canteiro de obras em Agadez.

Carlisle disse que, embora a base, na maioria das vezes, tenha uma presença bastante pequena, ela precisa ser capaz de expandir-se rapidamente em resposta a situações em desenvolvimento. Isso significa que a base precisa de instalações que, mesmo que não sejam utilizadas na maioria das vezes, possam ser rapidamente colocadas em ação para lidar com aviadores e outros funcionários.

  • Com informações do USAFRICOM, U.S. Air Forces Africa – AFAFRICA via redação Orbis Defense Europe.

O post USAF amplia base aérea secreta na África, que já não é mais tão secreta… apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV Mundo