95 anos da Revolta de 1924 em São Paulo

Foram Vinte e três dias de batalha, 503 mortos, 4.846 feridos (na maioria civis) e mais de 20 mil desabrigados. Os números representam o saldo de um episódio pouco conhecido pelos paulistanos, mas de importância histórica para a cidade de São Paulo: a Revolta de 1924, que completa neste mês 95 anos. O confronto armado, que durou 23 dias, deixou milhares de feridos e teve bairros bombardeados pelo governo federal.

Ocorrido entre 5 e 28 de julho daquele ano, o conflito terminou com o bombardeio simultâneo feito por aviões do governo federal em bairros como a Mooca, Belenzinho, Ipiranga e o Brás.

Incêndio nos armazens Nazareth Teixeira, no bairro da Mòoca, um dos mais industriaizados de São Paulo na época. Foto via ALESP.

“O bombardeio foi terrificante, espalhando o terror. É muito incomum um exército atacar seu próprio povo daquela maneira. A revolução de 1924 é considerada a maior batalha urbana da América Latina”, disse o jornalista e historiador Moacir Assunção, autor do livro “São Paulo deve ser destruída – a história do bombardeio à capital na revolta de 1924”.

Motivação da revoltaPara compreender a razão da revolta, é preciso lembrar do contexto social que o país vivia naquela década. A economia brasileira passava por uma grave crise econômica, muito motivada pela queda nas exportações, tendo em vista que o mundo acabara de sair do período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Além disso, o país vivia um momento político conturbado, em especial pela insatisfação de vários estados com a chamada “política do café com leite”, que alternava presidentes entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. O protecionismo econômico nacional ao café também gerava descontentamentos.

Dessa maneira, vários opositores ao Partido Republicano (paulista e mineiro) se uniram para formar a Reação Republicana, que contou com a ajuda de outros estados, como Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. A maior bandeira dos integrantes da Reação Republicana era que o país protegesse todos os produtos que eram produzidos aqui, e não só o café.

Após uma série de articulações políticas, o país chegou às eleições de 1922 com dois candidatos à Presidência: Nilo Peçanha, da Reação Republicana, e Artur Bernardes, representante do Partido Republicano. Bernardes saiu vencedor da votação, e isso gerou alguns problemas, como a vontade dos militares de “não autorizar” que ele assumisse o cargo, demonstrando um descontentamento com o resultado do pleito.

Primeiro conflito atinge o Rio

Embora o presidente Artur Bernardes tenha conseguido assumir o cargo no Executivo nacional, sua gestão foi recheada de instabilidades. Logo no começo do mandato, em 5 de julho de 1922, ele teve que lidar com um conflito no Forte de Copacabana. Na ocasião, parte das Forças Armadas resolveu pegar em armas para demonstrar seu descontentamento com o novo presidente.

O movimento durou dois dias e acabou sendo dispersado com uso de força bruta, inclusive com bombardeios ao local. Alguns historiadores destacam que esse episódio foi um dos disseminadores do tenentismo pelo Brasil (movimento liderado por militares de baixa patente que buscava derrubar Bernardes).

Após sufocar a revolta no Forte de Copacabana, o governo continuou em outro conflito com os militares, em especial após editar mudanças na Constituição Federal. Parte das Forças Armadas considerou essa atitude um desequilíbrio dos três poderes, e a tensão continuou. A influência desse pensamento na revolta de São Paulo foi tamanha que os revoltosos paulistanos escolheram a mesma data para dar início ao movimento: 5 de julho de 1924.

A revolta foi comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes e contou com a participação de vários tenentes, como Joaquim Távora, Juarez Távora, Miguel Costa, Eduardo Gomes e João Cabanas. Ela culminou no episódio em que o governo federal bombardeou a cidade de São Paulo.

Entre as reivindicações dos militares estavam uma independência maior dos poderes Legislativo e Judiciário, a limitação do poder Executivo, fim do voto de cabresto e a instauração do ensino público obrigatório.

Liceu Coração de Jesus atingido por uma granada revoltosa — Foto: Acervo Alesp

Segundo documentos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), foram destruídos, pelos bombardeios e ataques a granadas, o Liceu Coração de Jesus, que serviu de refúgio para a população desabrigada, a Igreja Nossa Senhora da Glória, no Lavapés, ocupada pelos rebeldes, além das instalações das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, do Armazém Matarazzo e da tipografia Oficina Duprat.

O historiador Moacir Assunção ressalta que restam poucas marcas da revolução na cidade, o que pode contribuir para o esquecimento da revolta. “Existem poucas marcas da cidade, uma delas é a chaminé da usina de luz ao lado do quartel da Rota, e marcas de bala na igreja Santa Ifigênia, além de algumas marcas de bombas no antigo Cotonifício Crespo, na Mooca”, afirmou.

Justiça obriga governo de SP a restaurar Chaminé da Luz — Foto: Mateus Sousa/Arquivo Pessoal

“As regiões que mais sofreram foram a Mooca, o Brás e o Cambuci. Esses bairros tiveram um severo bombardeio. A Penha também foi atingida, assim como parte do Centro. Vale dizer que os canhões ficavam postados na Penha e na Vila Matilde atirando o tempo todo”, destacou o especialista.

Vale o destaque histórico de que, durante a revolta, o presidente do estado (cargo equivalente ao de governador nos dias de hoje) Carlos de Campos foi obrigado a fugir, e a sede do Executivo estadual chegou a mudar para a Penha, na Zona Leste da cidade.

Outra curiosidade fica por conta de o prefeito da época, Firmiano Morais Pinto, ter pego em armas para lutar ao lado dos rebeldes e ter proferido a seguinte frase: “Serei o último habitante a abandonar São Paulo, aconteça o que acontecer”.

A revolta teve pouco tempo de duração, sendo encerrada em 28 de julho. Naquela data, os rebelados, que fugiram da capital para escapar do Exército legalista, foram interceptados e derrotados por forças federais na cidade de Três Lagoas, no atual Mato Grosso do Sul.

Soldado rebelde manejando uma metralhadora pesada no bairro do Cambuci — Foto: Acervo Alesp
 
Adaptado da matéria original de Abrahão de Oliveira, G1 SP — São Paulo, via redação Orbis Defense.
Link da matéria original:

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Irã: missão naval europeia no Golfo seria ‘provocação’

O governo iraniano classificou como “provocação”, nesse domingo (28), a proposta britânica de criar uma missão naval europeia para escoltar os petroleiros que circulam pelo Golfo, em meio à tensão pela apreensão de vários navios.

“Ouvimos que têm a intenção de mandar uma frota europeia para o Golfo Pérsico, o que, naturalmente, implica uma mensagem hostil. É uma provocação e aumentará as tensões”, disse um porta-voz do governo, Ali Rabiei, citado pela agência de notícias Isna.

  • Com informações da agência AFP

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Navio de desembarque da Marinha Turca aberto para visitação no porto de Barcelona (ES)

O navio de desembarque de blindados (Landing Ship Tanks) TCG Bayraktar da Marinha Turca, atracou no porto da cidade de Barcelona (ES), trazendo consigo uma tripulação de 400 militares, sendo que destes, 220 são cadetes da Academia Naval da Universidade Nacional de Defesa da Turquia.

A visita do navio faz parte do treinamento aos cadetes que realizarão operações navais, tais como: manobras táticas, navegação, combater a incêndios, operações de máquinas dentre outros. Além de Barcelona, o navio já visitou os portos da Albânia e da Itália. O navio estará aberto a visitação pública, hoje dia 29 de julho. Ele suspende no dia 30 dando sequência aos treinamentos.

  • Com agências internacionais

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Jungle Warfare Training Center (JWTC) a escola de Guerra na Selva dos Estados Unidos

Por: JG Araújo

Tempos atrás, durante um episódio exibido pelo “GLOBO REPÓRTER “ fora mostrado militares americanos em atividade no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e foi destacado pela reportagem que havia um soldado, com enorme estatura e aparentemente boa capacidade física que não conseguiu concluir o curso, com isso a reportagem cambiou em uma linha de tentar-se menosprezar que o “gringo” não teriam conseguido e tivera feito o pedido para sair do curso por motivo de exaustão. O programa elogiava os nossos guerreiros de selva em detrimento dos  militares americanos, e aos olhos de leigos a reportagem tinha o intuito de criar um ufanismo orgulhoso sobre a unidade, não que ela não mereça, mas eu enxerguei com outros olhos a matéria, e vou explicar esta minha visão, neste artigo.

Meu pai cursou o extinto COSSAC, o qual fora o embrião do atual CIGS, era os áureos anos 70 e o mundo era bipolarizado, onde os EUA patinavam em uma guerra no sudoeste asiático, exatamente no mesmo tipo de teatro de operações de selva do CIGS. A Guerra do Vietnã, foi perdida pelos EUA exatamente por eles não entenderem o tipo de operação neste ambiente traiçoeiro, e claro que os EUA com seus interesses de dominar mercados em quaisquer locais do mundo não iriam ficar no prejuízo e deixar de entender e dominar a operação de combate na selva. Lógico que aquele fuzileiro do programa não foi o único, que não completou o curso. Anos passaram-se e os pedidos de intercambio de militares americanos ao nosso curso de selva quase que cessaram (ou ao menos reduziram a quase zero).
O que para um leigo ufanista poderia parecer uma desistência deste teatro de operações, para mim era algo que me motivou ainda mais  ao aguçar a minha curiosidade, onde comecei a pesquisar e indagar sobre este “desaparecimento” de militares americanos no CIGS, claro não crendo que um fracasso frente a cameras de uma TV em rede nacional, poderia ser o motivo para isto. Em uma oportunidade, perguntei à um Ministro do STM,  que fizera uma palestra no meu curso de Pós de Direito Penal Militar, sobre este sumiço repentino dos militares americanos e o mesmo adotava exatamente a visão ufanista e me respondeu: “Porque um batalhão deles na Amazônia dura exatamente uma semana”, algo que alem de não levar em conta a especificidade mundial das forças americanas, novamente levava em conta nossa adaptação local a Amazônia, e isto não me servia de resposta.
Procura-se daqui, dali, questiono a veteranos americanos amigos de meu meio irmão que servira no Vietnã e finalmente descubro o motivo. Os EUA para suprirem esta necessidade atual, fizeram sua própria escola de guerra na selva, a Jungle Warfare Training Center, lembro anteriormente que alem do CIGS os americanos também treinavam no Panamá, na chamada Jungle Warfare Training Center das Américas em Fort Marshall, para guerra em ambientes tropicais. Com o fechamento daquela escola, quando da devolução por conta do Canal do Panamá para aquele país. As bases e estruturas montadas lá, com a mudança de situação política daquele pais após a assunção de Noriega ao poder, ficou praticamente inviável o acesso das tropas americanas a aquela escola.
Mas, os americanos que não podem dar-se ao luxo de abandonarem o conhecimento deste tipo de operação, ainda mais que a derrota do Sudoeste Asiático até hoje é um engasgo mal digerido na historia militar dos EUA e partiram para uma nova Jungle Warfare Training Center (JWTC). Visando um certo grau de sigilo e complicações de operações em países estrangeiros, a escola americana deveria ser em território americano, em primeiro momento pensou-se no Mississipi, dado ao bioma da região, bem como o dos everglades da Florida e também no Havaí, mas nenhum destes locais era um ambiente de floresta tropical e isto era um obstáculo. A solução saiu de um local além mar, praticamente uma posse americana desde a segunda guerra, pois embora se localize fora do território americano, o local é uma dominância americana em território estrangeiro.
Okinawa, surgiu como opção mais viável, pois o local que tem a base americana atrelada. possui as características de Floresta Tropical em que os EUA lutaram no fim da segunda guerra, e onde hoje encontra-se a escola de guerra na selva, que as forças americanas estão sendo treinadas. A escola também chamada de Camp Gonçalves (em homenagem à um Marine que ganhou a medalha de honra na batalha de Okinawa), hoje é a maior instalação militar americana na região. Criada em 1958, mas sua utilização começa a de fato ser útil em 1961, após ter sido criado no local uma escola de treinamento para adaptação a guerra de contra insurgências, que os militares em especial os boinas verdes, iriam encontrar no Vietnã.
Com o apoio da 3.ª Divisão da Marinha , a JWTC está em transição para se tornar uma TECOM (Comando de Treinamento e Educação). A partir de 2017, novos cursos e currículos estão sendo desenvolvidos: Curso de Rastreamento na Selva, Curso de Trauma na Selva e um Curso de Medicina da Selva (a coincidência com o do CIGS, não pode ser obra do acaso). Com à ampliação dos cursos, também vem o planejamento de salas de aula fechadas, melhores equipamentos didáticos, além de muitos outros prédios e material didático. Os cursos serão divididos em algumas especificidades, que novamente causam observação a coincidência com o CIGS:
1 – Curso de Habilidades da Selva (análogo ao nosso curso básico de Curso de Sobrevivência da Selva):

O JWTC oferece um Curso de Habilidades de Selva, englobando habilidades básicas de combate em um ambiente de selva. O curso consiste em seis dias no total, cinco deles dias de treinamento. Além das habilidades básicas de combate na selva, o curso foi projetado para melhorar a liderança de unidade pequena da unidade de treinamento, a mentalidade tática e a coesão da unidade. Treinando até 100 pessoas, algumas aulas ministradas no curso Jungle Skills são navegação terrestre, patrulhamento, gerenciamento de cordas e rapel e armadilhas na selva. O curso Jungle Skills culmina com o Jungle Endurance Course.

2 – Formação de militares líderes de guerra na selva:

O curso Jungle Leaders foi desenvolvido para desenvolver líderes de unidades pequenas em todos os aspectos de operações de combate em pequenas unidades e habilidades básicas de sobrevivência na selva. Ele combina o período de instrução do Curso de Sobrevivência da Selva, ministrado anteriormente, com habilidades abrangentes básicas de combate. Para participar do Curso Jungle Leaders, o aluno tem também de ter o Curso de Jungle Skills é um pré-requisito. O objetivo do curso é para líderes de pequenas unidades (líderes de equipe por meio de comandantes de pelotão ou equivalente) de qualquer especialidade ocupacional militar. O curso consiste em seis dias no total, consistindo em cinco dias de treinamento. Treinando até 25 pessoas, algumas aulas ministradas no curso Jungle Leaders são ordens de patrulha, patrulhamento, extração de pessoal, habilidades de sobrevivência, defesa e execução de bases de patrulha.

3 – Curso de Resistência na Selva:

O Jungle Endurance Course é o ponto culminante do Curso de Habilidades de Selva. As aulas ministradas ao longo dos cinco dias de Jungle Skills Course são utilizadas em todo o curso. Em equipes de 12 a 18 homens, os estudantes atravessam 6,1 km de selva densa e terreno acidentado. Usando o trabalho em equipe e perseverança, as equipes competem entre si em 31 obstáculos espalhados ao longo do percurso. As equipes enfrentam rapel apressado, obstáculos de corda, obstáculos de água e uma maca para completar todo o percurso.

4- Operações independentes:

O JWTC oferece áreas para que as unidades operem independentemente de serem unidades especificas de selva, treinem com coordenação prévia da escola de seva afim de aprimorarem suas técnicas. Utilizando as áreas as unidades realizaram Exercícios Realísticos no Terreno Urbano, Operações de Evacuação Não-Combatentes (NEO), Reconhecimento e Vigilância, Navegação Terrestre, Corda Rápida, Aparelhagem de monitoramento e comunicação em ambiente tropical, Exercícios de Comunicação, Evasão e Inserção por Água.

Enfim, para quem pensava que os EUA iam esquecer este tipo de adestramento, revejam suas idéias, a estrutura do curso mostra que tudo foi sugado de nossa unidade e creiam que por detrás da sonsidão de alguns que nos visitam, nossa expertise , não só foi aprendida e está sendo melhorada, como pode um dia ser usada contra nós mesmos,e rezo para que não fiquemos dormindo na ignorância e no ufanismo do auto elogio eterno, pois os que aprenderam conosco podem até nos superar se descuidarmos da segurança da nossa Amazônia.

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Vladimir Putin durante desfile naval em São Petersburgo diz que investirá na Marinha “com capacidades únicas”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste domingo (28) que a Marinha do país é capaz de responder a qualquer agressor, e ressaltou que continuará a promover a montagem de uma frota “com capacidades únicas”.

“A Marinha garante a segurança do país, seus interesses nacionais, e é capaz de responder solidamente a qualquer agressor”, afirmou Putin durante um desfile naval em São Petersburgo, realizado por ocasião do Dia da Marinha.

Putin indicou que essa força armada russa está entre as primeiras a incorporar equipamentos de última geração e que a Rússia continuará investindo na montagem de “uma frota de capacidades únicas, uma frota própria de uma potência soberana e forte”.

Só em 2019, a Marinha russa receberá 15 novos navios, segundo o presidente russo. Antes do desfile, Putin passou revista a uma frota de grandes navios de guerra na base naval de Kronstadt, no golfo da Finlândia.

O desfile naval contou com a participação de 43 embarcações militares e 41 aeronaves, e incluiu tantos os navios recém incorporados à Marinha russa como os que estão há anos em serviço.

  • Com informações da agência EFE

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Israel e EUA efetuam teste bem sucedido do sistema Arrow-3 no Alasca

Este é o mais avançado sistema israelense de defesa contra mísseis balísticos, projetado para derrubar alvos em altitudes extratosféricas.

Israel em parceria com os USA efeturaram com sucesso “três testes secretos” do sistema de mísseis Arrow-3 no Alasca.

A experimentação do sistema de defesa do míssil balístico Arrow perto de Ashdod, Israel, o 10 de dezembro de 2015. Amir Cohen / Reuters

O Ministério da Defesa de Israel e a Agência de Defesa  dos EUA  concluíram com sucesso neste domingo uma série de testes do sistema de mísseis Arrow-3 no estado americano do Alasca. Os testes foram conduzidos pela estatal Israel Aerospace Industries, pelo Ministério da Defesa de Israel e pela Força Aérea Israelense.

O sistema de defesa Arrow 3 é uma ideia que surgiu no Estado de Israel e é desenvolvido em conjunto com o e financiamento do Governo dos Estados Unidos. Este sistema espetacular será a resposta contra ataques de mísseis intercontinentais.

“Nas últimas semanas, realizamos três testes secretos de Arrow-3 . Esses experimentos foram conduzidos no Alasca, EUA, em total cooperação com nosso grande aliado dos Estados Unidos. Arrow-3 […] mísseis balísticos interceptados com sucesso fora da atmosfera em grandes altitudes e velocidades não vistas até agora “, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu via Twitter.

 

Os testes recentes no Alasca foram realizados depois que, na quarta-feira à noite, o Irã fez o teste de lançamento de um míssil balístico de alcance médio Shahab-3. Segundo informações diferentes, o missil cobriu uma distância de 1.000 quilômetros, entre o sul do país persa e uma área do norte perto de Teerã.

Oficiais do exército iraniano afirmaram no sábado que os testes foram de caràcter defensivo e não foram dirigidos contra qualquer país, observando também que o país persa “não precisa da permissão de qualquer nação para exercitar sua auto – defesa” .

Considerado o mais avançado sistema israelense de defesa contra mísseis balísticos, o Arrow-3 – também conhecido como Hetz-3 – foi projetado para atirar em alvos em altitudes extratosféricas de até 100 quilômetros. Os mísseis do sistema têm alcance de até 2.400 quilômetros de distância.

Com informações via Reuters e Haaretz Israel via redação Orbis Defense Europa.

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Navio-hospital USNS Comfort se aproximará da costa venezuelana em meio a temores de invasão

O navio de assistência hospitalar USNS Comfort (T-AH-20) deve passar “muito próximo” da costa venezuelana, disse o almirante de esquadra Craig Faller, comandante do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM).

O comandante do USSOUTHCOM acrescentou que o navio de assistência hospitalar passaria ao largo da costa nordeste da Venezuela quando a embarcação estiver a caminho de Trinidad e Tobago após sua parada planejada no Panamá, noticiou o site Bloomberg dia 26 de julho.

Essa declaração se seguiu ao comentário do vice-presidente do Partido Socialista venezuelano, Diosdado Cabello, que disse que não descartava que os fuzileiros americanos “possivelmente” entrariam na Venezuela, que ele descreveu como um país sul-americano “pequeno e muito humilde”.

“O problema deles será sair da Venezuela”, disse Cabello durante a 25ª edição do Foro de São Paulo, que está acontecendo em Caracas. No sábado (27), o Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (CEOFANB) da Venezuela, informou que aviões espiões americanos entraram novamente no espaço aéreo venezuelano.

Sendo este o último, mais um de uma série de incidentes desse tipo nos últimos sete meses. “Os Estados Unidos continuam a insultar abertamente o nosso país”, acrescentou o CEOFANB.

Série de incidentes

A declaração foi precedida por um relato do Ministério da Defesa venezuelano no dia 21 de julho sobre que um avião espião americano EP-3E entrou ilegalmente no espaço aéreo venezuelano. De acordo com o ministério, a aeronave americana “mudou de rumo e deixou a área” depois que vários aviões de guerra venezuelanos foram colocados no ar para interceptá-la.

O Comando Sul dos EUA, por sua vez, acusou a Força Aérea venezuelana de seguir “agressivamente” um avião espião americano com uma caça Su-30, acusando também de “pôr em risco a tripulação e a aeronave” sobre o que o departamento de segurança americano descreveu como “espaço aéreo internacional”.

Em resposta, o ministro das Comunicações da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse a repórteres que aeronaves de reconhecimento americanas haviam violado o espaço aéreo venezuelano pela segunda vez em um período de três dias, acrescentando que as aeronaves americanas violaram o espaço aéreo da Venezuela 78 vezes desde o início deste ano.

  • Com agências internacionais

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Marinha dos EUA prende 16 fuzileiros navais acusados de tráfico de drogas e de pessoas

A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) prendeu na última quinta-feira (25), 16 fuzileiros navais na base militar de Camp Pendleton, em San Diego, no Sul da Califórnia, fronteira com o México, sobre acusação de estarem praticando “tráfico de drogas e de pessoas”.

De acordo com nota emitida pela Primeira Divisão da Marinha dos EUA, a prisão foi realizada em conjunto com o Serviço Naval de Investigação Criminal (NCIS), pois os fuzileiros navais atravessariam imigrantes ilegais pela fronteira, e receberiam pelo serviço US$ 8 mil por pessoa.

O site militares Task & Purpose, noticiou que as prisões ocorreram a partir de informações obtidas nos celulares dos fuzileiros Byron Darnell Law II e David Javier Salazar-Quintero, presos recentemente por tráfico de imigrantes mexicanos para os EUA perto do cruzamento fronteiriço de Tecate, também na Califórnia.

A major Kendra Motz, porta-voz da Marinha, disse que os fuzileiros navais interrogados e presos praticando “várias atividades ilegais” variam de soldados de primeira classe a cabo e pertencem ao 1º Batalhão da 5ª região da Marinha.

Quando foram detidos pela Patrulha da Fronteira, a uns 30 Km de Tecate, Law conduzia e Salazar-Quintero se encontrava no assento do passageiro ao lado de outros três latino-americanos indocumentados, que seriam introduzidos “de contrabando”.

Os dois fuzileiros já haviam sido condecorados anteriormente com as medalhas do serviço de Defesa Nacional e de Guerra Global por ações contra o Terrorismo. Além dos 16 presos, outros oito marines foram interrogados pela possível participação em atividades envolvendo drogas, mas que não têm relação com a ação desta quinta-feira.

  • Com agências internacionais

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Incidente com aeronave Alpha Jet da “Patrouille de France”

Uma aeronave Alpha Jet (PdF-2, E146, F-UHRR) pertencente a equipe de demonstração aérea francesa “Patrouille de France”, teve um incidente no dia 25 de julho quando a mesma ao aterrissar, perdeu o controle e atravessou toda a extensão da pista do Aeroporto Internacional Perpignan-Rivesaltes, saindo em alta velocidade e quase atingindo a rodovia que margeia o aeroporto.

O piloto conseguiu se ejetar e foi levado ao hospital para realização de exames. A causa e as circunstâncias exatas do incidente ainda não são conhecidas e uma sindicância foi aberta pelo órgão competente Francês, para à apuração do fato. A equipe iria realizar uma exibição aérea à tarde perto da cidade costeira de Saint Cyprien, sendo ela cancelada.

Clique para exibir o slide.

  • Com informações do site Sacramble Magazine, Fotos: Nicolas Cassagne, Valerie Ch., Jérémy Bonnard e Thierry Kaiser;
  • Tradução e Adaptação: DefesaTV

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Exclusão da Turquia do programa F-35, pode gerar perda da utilização de base aérea pela Otan

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse no dia 26 de julho que os sistemas de defesa aérea S-400 encomendados junto à Rússia, estarão operacionais a partir de abril de 2020. E que a decisão dos EUA em excluir a Turquia do programa da aeronave F-35, não abalou a determinação de Ankara.

“Vocês não querem nos dar os F-35s? Ok, desculpe-me, mas neste caso, vamos tomar medidas sobre isso e vamos nos voltar para os outros modelos”, disse Erdogan, salientando que “nenhuma ameaça ou sanção” vai impedir a Turquia “de garantir sua segurança”.

Isso reacende especulações sobre uma possível compra turca de caças russos, tais como o Su-57 Frazor ou o Su-35 (…) Enquanto isso, a aquisição dos sistemas S-400 coloca os EUA em um dilema.

Membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 1952, a Turquia ocupa uma posição estratégica no controle e acesso ao Mar Negro e na proibição ou não do acesso ao Mediterrâneo à marinha russa.

Além disso, a Otan possui instalações em território turco: é o caso da base aérea de Incirlik que, além do fato de abrigar um depósito de armas nucleares táticas B-61, ela desempenhou um papel importante nas operações da coalizão anti-jihadista contra o grupo do Estado Islâmico.

“Perder a Turquia seria um erro geopolítico monumental”, já havia falado o almirante James Stavridis, ex-Supreme Allied Commander Europe (Saceur), em agosto de 2018. Fontes dizem que a Casa Branca se precipitou ao anunciar a exclusão de Ancara do programa F-35.

“Como aliados da Otan, nossos relacionamentos estão em multiníveis e não apenas com o F-35. Nosso relacionamento militar é sólido e continuaremos a cooperar estreitamente com a Turquia, levando em conta as restrições do sistema S-400”, disse o ex-Saceur.

A exclusão da Turquia do programa F-35 foi no mínimo tumultuada (…) agora, a questão é se Washington tomará sanções contra Ancara, conforme previsto pelo chamado CAATSA, que exige ações retaliatórias contra entidades que assinaram contratos com a indústria de armas russa.

Certamente este texto prevê exceções, mas será que eles poderão se aplicar a Turquia? E, no Congresso, muitos parlamentares desejam ver a Casa Branca mostrar firmeza contra as autoridades turcas.

No entanto, o presidente Donald Trump, não pretende por enquanto, tomar tais sanções. Fontes dizem que o presidente se dá por satisfeito com a decisão de excluir a Turquia do programa F-35.

“Se os Estados Unidos demonstrarem uma atitude hostil em relação a nós, daremos um passo à frente”, disse o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlüt Çavuşoğlu, em entrevista à TGRT Haber esta semana.

Ou seja, a Turquia poderia expulsar as forças dos EUA da base de Incirlik e limitar as atividades da estação de radar de Kürecik. A questão da base do Incirlik é um assunto real.

Esta não é a primeira vez que as autoridades turcas colocam o destino da base de Incirlik na balança. Eles geralmente o fazem quando há tensões com os EUA ou outros aliados da Otan.

Em 2017, enquanto suas relações com Berlim eram complicadas, Ancara baniu o acesso a parlamentares alemães que queriam visitar o destacamento da Luftwaffe baseado no país para implementar seis esquadrões de Panavia Tornado como parte da coalizão anti-jihadista.

Para explicar a exclusão da Turquia do programa Joint Strike Fighter (F-35) a Casa Branca argumentou que o F-35 “não poderia coexistir com uma plataforma russa de coleta de informações que será usada para aprender mais sobre suas capacidades avançadas”.

Faremos “uma avaliação da ameaça. E com base nessa avaliação dos serviços de inteligência, tomaremos uma decisão com base em tudo o que acontece no mundo ” respondeu o general Goldfein. “Não quero associar, no momento, uma avaliação operacional geral com uma avaliação de tecnologia”, acrescentou ele.

O embaraço americano com este cenário é explicado principalmente pela presença de bombas nucleares B-61 em Incirlik. “Embora Incirik provavelmente tenha mais armas nucleares do que a maioria das outras bases da Otan, ela não tem aviões adequados para utilizá-las. As bombas são armazenadas em um porão, esperando para serem usadas ou “desviadas”, publicou a revista americana The New Yorker em 2016.

Dito isto, há algum tempo, o Pentágono procura uma alternativa à base de Incirlik. A de Andravida, localizada no oeste da Grécia, poderia se adequar a ele, de acordo com uma análise recente do Bipartisan Policy Center. Com isso, só nos resta sentar e aguardar o desenrolar desta questão.

Clique para exibir o slide.

  • Com informações do site Zone Militare (Fr);
  • Tradução e Adaptação: DefesaTV

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Source: DefesaTV Mundo