Programa Timber Sycamore: Como o governo Obama armou o Estado Islâmico

Introdução

Durante os últimos meses observamos a  re-intensificação dos combates na Síria apesar dos cantos de vitória contra o ISIS, com batalhas diárias entre todos os envolvidos; as forças rebeldes anti-Bashar el Assad e as forças do Exército Árabe Sírio, estes bem apoiados pela Rússia, e agora com a intensificação da participação da Turquia com sua infame invasão e o ressurgimento extra-oficial do ISIS por toda a região, agora aparentemente sob a alcunha de “milícias pró-turcas”. A confusão que aparentemente domina as opiniões de leigos e é usada como argumento das grandes mídias, serve apenas para ajudar no esforço de desinformação de toda a situação que beneficia apenas à poucos nesse eterno estado de guerra do Oriente Médio.

Aparentemente, o ISIS/Daesh* foi derrotado pelos esforços conjuntos da aliança Síria-Rússia e a coalizão de países ocidentais liderados pelos USA, operando à partir de bases no Iraque, Turquia e algumas bases avançadas no interior da Síria, em territórios ocupados por milícias rebeldes anti-Assad e com a conivência acordada com a Rússia. 

Inicialmente os fatores que levaram à aparente derrota do ISIS foi a atuação dessas duas forças, a aliança síria-russa e as ações da coalizão ocidental liderada pelos USA, porém o que acabamos observando nos últimos meses foi que o ISIS foi derrotado temporariamente, mas não vencido totalmente… A constatação é unânime entre todos os envolvidos na guerra na Síria.

Na nova fase que envolve a retirada gradual das forças da coalizão liderada pelos EUA, e, com a consequênte invasão da Turquia no norte da Síria, acabamos por ver que a narrativa de derrota do ISIS realmente foi apenas uma situação temporária. Situação que já  era previsível por qualquer bom estudioso de ameaças e guerra assimétrica.

E caso uma das superpotências, EUA ou Rússia,  não ocupe o espaço local para “policiar” a região, será óbvio que o ISIS voltará com força total, pois as desconfianças do apoio externo de alguma potência regional se tornam cada vez mais evidentes.

Porém, o que leva uma força aparentemente pouco organizada a  conseguir ir tão longe combatendo contra forças bem maiores, bem supridas e excelentemente treinadas e ainda conseguirem dar relativo apoio para a formação de uma “segunda frente” da guerra do terror islâmico na Africa**? Esta é a questão que muitos leigos interessados e estudiosos do assunto se perguntam o tempo todo…

O estimado do contingente humano engajados do ISIS varia muito de estudo para estudo, e também dependendo da instituição, por exemplo;  No verão de 2016 o General Americano Sean MacFarland estimava a quantidade de tropas do  ISIS’s entre 15,000 à 20,000 homens, a organização The Syrian Observatory for Human Rights estimou  em aproximadamente 80,000 à 100,000 em 2014, e  a Reuters estimou entre 40,000 à 60,000 em junho de 2015, período esse (2014/2015) que pode ser considerado o auge operacional do ISIS/Daesh na Síria e países vizinhos.

Então todos os que conhecem um pouco da grande   logística para se manter uma tropa operacional e/ou em pronto-emprego se perguntam; “Como pode uma organização como o ISIS se manter tanto tempo atuando, somente com armas e equipamentos, que à princípio, foram “roubados” dos exércitos sírios e iraquianos?

Uma imagem que se tornou rotineira e até virou meme de redes sociais é a de cenas onde aparecem terroristas do ISIS/DAESH fazendo uso de ampla gama de equipmentos de fabricação americana ou européia. Imagem via SANA Syria. Sugerimos aos que tiverem duvidas que façam suas pesquisas na internet usando as referências citadas ao final do artigo. Fonte da imagem: busca simples na internet.

A impressionante quantidade de armas, munições e outros equipamentos que vão desde veículos à equipamentos de comunicação sofisticados que são capturados aos combatentes do ISIS é impressionante, tudo novo em sua maioria, principalmente os equipamentos de origem americana e francesa.

A realidade é que nenhuma organização terrorista do século XXI conseguiu ser suprida de maneira tão completa pelo próprio ocidente como foi o caso do ISIS. Se foi intencional (independente de qualquer intenção) ou não o futuro poderá nos revelar a verdade, mas os indícios todos estão ai na mesa graças a internet mundial e aos jornalistas que investigam tudo o que é possível enquanto podem… 

Nesse artigo todos poderão ver o que considero relatos iniciais, de uma investigação jornalística que é fruto do trabalho de diversos outros jornalistas, políticos e instituições que já atuaram em campo investigando o caso, e que tem por interesse desvendar o que ocorre nesse complexo jogo de xadrez do Oriente Médio, que a cada dia acaba por aumentar a influência nefasta do terrorismo islâmico por todo o mundo…

*Daesh é a pronúncia em árabe para a sigla ISIS ou simplesmente “Estado Islâmico”.

** O Boko Haram na prática nada mais é do que uma “extensão do ISIS” na Africa assim como o Abu Sayyaf no Sudeste Asiático, que estão dando continuidade aos objetivos da considerada extinta Al Quaeda. 

O que foi o Timber Sycamore

O Timber Sycamore foi um programa secreto de fornecimento de armas e treinamento, inicialmente organizado pela CIA ( Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos ) e apoiado por serviços de inteligência de alguns países árabes, como por exemplo, o serviço de segurança da Arábia Saudita . Aparentemente já estava em estudos desde 2001, baseado na experiência da “Operation Cyclone” efetuada quando da 1a guerra do Afeganistão (1979 à 1989) e que foi considerado um grande sucesso. O Timber Syncamore na prática já estava pronto em todos os detalhes operacionais desde meados de 2005 e com a planificação toda re-adaptada para ser lançado em 2012 ou 2013, dependendo apenas da determinação da “região alvo” ao qual fosse necessária a aplicação do programa. 

Imagem icônica dos anos 80 no conflito do Afeganistão (1980 à 1989) onde vemos um guerrilheiro mujahideen usando um lançador FIM-92 Stinger de primeira geração em foto datada de 10/02/1988 provavelmente feita pela CIA. Armas como essas nas mãos dos guerrilheiros afegãos foram essenciais para abater helicópteros e outras aeronaves soviéticas, causando a perca quase total da segurança das operações aéreas e a consequênte expulsão gradual das das tropas da URSS. Anos mais tarde os USA e outros aliados provariam do próprio veneno, ao ver suas aeronaves sendo abatidas por dispositivos estocados dessa época.

Na prática, o programa Timber Sycamore é o maior esquema de tráfico de armas da história. Envolve pelo menos 17 governos, inclusive com denúncias de até mesmo possuir sua própria  companhia de aviões de carga, a  Silk Way Airlines, com sede no Azerbaijão.

O programa “Timber Sycamore” acabou por sem empregado “oficialmente” na Síria, onde  forneceu dinheiro, armas e treinamento para as forças rebeldes que lutavam contra o presidente sírio Bashar el-Assad na Guerra Civil Síria que iniciou-se em 2011 . Segundo autoridades e as grandes mídias dos EUA, o programa “apenas treinou” milhares de rebeldes anti-Assad, e na Europa é tratado como “teoria de conspiração” de influênciados da extrema direita.

O presidente Barack Obama secretamente autorizou a CIA a começar a armar os rebeldes da Síria em 2013, mas os indícios evidentes é que esse processo de equipagem e treinamento dos rebeldes sírios teria começado antes mesmo do início oficial da guerra civil síria em meados de 2010. 

As suspeitas internacionais da existência do programa começaram depois que o site de Oportunidades de Negócios Federais dos EUA solicitou publicamente propostas de contrato para enviar toneladas de material bélico (com altos custos de seguros de transporte envolvidos) da Europa Oriental para Tasucu , Turquia e Aqaba , na Jordânia. 

 Uma consequência aparentemente não intencional do programa foi a  enxurrada de armas dos EUA, com uma variedade jamais vista antes de material bélico que ia de rifles de assalto, morteiros e granadas lançadas por foguete, veículos como caminhonetes japonesas de último tipo e até mesmo Humvees no mercado negro do Oriente Médio.

Somado à tudo isso, suspeita-se  da participação paralela ou até mesmo conjunta do governo francês no projeto, pois, depois dos equipamentos americanos, a maior quantidade de armas, munições e equipamentos militares de fabricação ocidental encontrada na Síria e região é de origem francesa.

Em julho de 2017, após admitir sua existência, autoridades governamentais dos EUA declararam que o Timber Sycamore seria eliminado gradualmente, com fundos possivelmente redirecionados para o combate ao Estado Islâmico do Iraque, ou apenas para oferecer capacidades defensivas às forças rebeldes anti-Assad.

Incrivelmente, a maior fonte de informações sobre o programa Timber Syncamore vem dos próprios EUA, mas é pouco conhecido no resto do mundo,  e ainda é um tema muito explorado por muitas instituições e jornalistas independentes que investigam e denunciam as atividades de lisura duvidosa dos governos Clinton e principalmente do governo Obama, e que influenciaram negativamente os conflitos do Oriente Médio. 

Saiba mais sobre o assunto vendo essa matéria de 2017:

https://www.defesa.tv.br/exercito-dos-usa-tenta-localizar-mais-de-us1-bilhao-em-armas-e-municoes-extraviadas-no-iraque/

As origens

Oficialmente, o  diretor da CIA David Petraeus, propôs pela primeira vez um programa secreto de armar e treinar rebeldes anti-governo Assad em 2012. Inicialmente, o presidente Obama teria rejeitado a proposta, mas depois concordou, parcialmente devido ao lobby de líderes estrangeiros de países árabes, inclusive do rei Abdullah II da Jordânia e do primeiro-ministro israelense. Benjamin Netanyahu . Futuramente, nenhum governo de nações da região confirmaria tais alegações de “pressões” dos pedidos ao Governo Obama para armar e treinar grupos rebeldes na Síria, com todos divulgando informações esparças que as iniciativas de programas como o “Syria Train and Equip Program” (programa oficial de conhecimento público do Pentágono) ou outros similares não eram de responsabilidade de seus governos, mas de iniciativa de total responsabilidade do Governo Obama (até então uma alegação totalmente plausível).

O “Timber Sycamore” começou  a sua implantação operacional no final de 2012 ou 2013, e foi similar a outros programas de equipagem e treinamento de armas do Pentágono ou da CIA que foram estabelecidos em décadas anteriores para apoiar as forças rebeldes estrangeiras.  Os jornalistas Greg Miller e Adam Entous do The Washington Post afirmaram que “A operação serviria como peça central da estratégia dos EUA para pressionar o presidente sírio, Bashar al-Assad, a se afastar”.  Os principais financiadores do programa eram os Estados Unidos e a Arábia Saudita, mas também foram apoiados por outros governos árabes regionais, pelo Reino Unido e principalmente pela França. Enquanto a Arábia Saudita é quem fornece mais dinheiro e armas, os Estados Unidos lideram o treinamento em equipamento militar. O programa teve bases implantadas inicialmente na Jordânia e depois no Iraque, devido à proximidade do país aos campos de batalha na Síria.

A popular imagem de militares americanos treinando os “rebeldes anti-Assad” ou “Curdos de conveniência”. Hoje infelizmente jà não sabem mais quem-é-quem e isso apenas desperdiçou o esforço das tropas da coalizão no combate ao ISIS no Iraque e na Sìria.

Segundo o The New York Times , o programa inicialmente permitiria que as forças militares dos EUA treinassem os rebeldes sírios no uso de equipamentos militares, mas não para fornecer diretamente o equipamento em si. Alguns meses depois de sua criação, ele foi alterado pelo presidente Obama para permitir que a CIA treinasse e principalmente equipasse as forças rebeldes com armas leves, veículos e muitos suprimentos diversos.  A Arábia Saudita forneceu equipamento militar mais pesado e o financiamento encoberto de forças rebeldes também foi fornecido “aparentemente” pelo Catar, Turquia e Jordânia. 

O mais interessante é que a  Arábia Saudita, o Catar, a Turquia e a CIA enviaram milhares de fuzis, centenas de metralhadoras e grandes quantidades de munição para os rebeldes sírios em 2011/2012 mesmo antes do lançamento operacional  do programa. Ironicamente na mesma época, um relatório secreto do Departamento de Estado dos EUA, assinado pela secretária de Estado Hillary Clinton (!?!, ironicamente, uma das maiores defensoras dos rebeldes sírios), informou que as “doações” de material bélico dos sauditas eram um grande apoio às forças militantes sunitas em todo o mundo, mas que muitas autoridades americanas e de outras nações aliadas temiam que os rebeldes tivessem laços com a Al Qaeda e com o ISIS já em livre processo de formação na época.

Quem fez o quê e aonde…

O “Timber Sycamore”  até então foi  dirigido pelo Comando de Operações Militares (MOC,!?!) sediado em Amã/Jordânia, e fornecia rifles de assalto Kalashnikov , morteiros , granadas de foguete , mísseis teleguiados anti-tanque TOW , óculos de visão noturna , picapes e outras armas e equipamentos  para os futuros combatentes rebeldes sírios. 

Inicialmente muitas das armas foram compradas nos Bálcãs ou em outros locais na extrêma Europa Oriental (mercado negro de países de tradição islâmica da ex-URSS que ainda possuíam bons estoques), e então encaminhadas para as forças rebeldes sírias e campos de treinamento pelos serviços de segurança jordanianos com o apoio de agentes da CIA e de “agências de comércio exterior” da França. 

 A compra de armas leves no leste europeu também teria a “boa intenção” de livrar a região de armas que poderiam inundar o mercado negro da Europa Ocidental, evitando assim eventuais suprimentações de grupos mafiosos, e, extremistas de esquerda e/ou direita com tendências paramilitares, problema esse que ainda é um dos grandes temores de segurança da União Européia.

De acordo com Charles Lister no The Daily Beasthavia, pelo menos 50 grandes grupos rebeldes investigados de integrar o ISIS na Síria receberam grande quantidade de armas ou treinamento avançado, através do programa Timber Syncamore após o final de 2012, mas o número exato ainda não é conhecido, podendo ser muito superior aos estimados no começo das investigações.

Agentes paramilitares da CIA e agentes de governos árabes colaboradores treinaram os rebeldes sírios (que também eram integrantes do ISIS) em uso do armamento, obtendo um alto grau de aproveitamento devido à experiência militar de muitos rebeldes que integravam as forças armadas sírias, iraquianas ou simplesmente já conviviam com o treinamento básico fornecido pelo próprio ISIS. 

De acordo com autoridades governamentais americanas, o programa foi altamente eficaz, treinando e equipando milhares de combatentes apoiados pelos EUA e outros governos árabes interessados, e que conseguiram conquistas significativas no campo de batalha contra as forças nacionais regulares sírias. Essas mesmas autoridades americanas afirmaram que o programa começou a perder eficácia somente depois que a Rússia iniciou sua intervenção pró-Assad na Guerra Civil Síria, esta obviamente muito melhor organizada e disciplinada que os rebeldes, mesmo em um contingente bem menor. Apesar de previsível, poucos acreditavam que a Rússia se envolveria de forma tão rápida e eficiênte no conflito.

A própria CIA admitiu que aparentemente fracassou em seu objetivo de remover Assad do poder, mas que o programa “Timber Sycamore” dificilmente poderia ser considerado “inútil”, pois; o programa distribuiu muitas centenas de milhões de dólares para muitas dezenas de grupos de milícias que teoricamente continuariam a combater as forças de Assad na Sìria.  E a CIA estima que combatentes apoiados podem ter matado ou ferido aproximadamente 100.000 soldados sírios e seus aliados nos últimos quatro anos “. Hoje sabemos que infelizmente também morreram muitos americanos e um número astronomicamente maior de civis vítimas do ISIS/Daesh, assim como no Iraque, Yêmem e Africa.

O “Timber Sycamore” não deve ser confundido com o “Syria Train and Equip Program” , outro programa paralelo do governo Obama, esse sim declarado na lista de programas “oficiais” de conhecimento público do Pentágono, criado para treinar forças rebeldes sírias para lutar contra o Estado Islâmico do Iraque (!?!) na foto podemos ver esse print de uma matéria de 2013 do jornal Denver Post citando o fato.

O Pentágono declarou publicamente em diversas coletivas de imprensa e por seus meios de comunicação oficial que, o objetivo na Síria e no Iraque era; “combater o Estado Islâmico e lutar apenas contra o Estado Islâmico,e, pedimos que “nossas forças parceiras” estivessem comprometidas com a mesma missão’ e que eles não lutariam contra as forças armadas de Assad” (!?!). Um detalhe importante sobre o programa  “Syria Train and Equip Program” é que este é muito menor em todos os aspectos em comparação com o “Timber Sycamore” que até então é considerado um programa “classificado”(secreto).

O programa continua classificado,  e muitos detalhes sobre  ainda permanecem desconhecidos, incluindo a quantidade total de apoio, a variedade de armas transferidas, a profundidade do treinamento fornecido, os tipos de treinamentos militares envolvidos e os grupos rebeldes exatos que foram ou ainda são apoiados. No entanto, o jornal Canberra Times informou que duas mil toneladas de armas da era soviética adquiridas clandestinamente pelo programa foram entregues para forças rebeldes sírias e seus apoiadores até meados de abril de 2016 pelo programa Tiber Sycamore, tendo como evidência e até mesmo com provas, a exibição de todo o material capturado dos terroristas do ISIS por forças dos próprios EUA, Síria e Rússia.

E a despeito de denúncias antigas que a industria de armas americanas é uma das partes que lucram muito, nas investigações efetuadas por muitos jornalistas independentes e por ONG’s que atuaram em campo, até mesmo empresas chinesas lucraram tanto ou até mais com tudo o que envolveu o programa Timber Syncamore, pois muitos fuzis “M4A1” (leia-se plataforma M4) eram na realidade fuzis copias fabricados pela Norinco chinesa, famosa por copiar uma ampla gama de equipamentos desenvolvidos pela indústria dos EUA.

Uma Cia Aérea exclusiva para as operações

Em julho de 2017, uma investigação do principal jornal búlgaro, o Diàrio Trud , um dos maiores denunciadores de crimes internacionais sobre o trafico de armas, relatou que a Silk Way Airlines explorou uma brecha nos regulamentos internacionais de aviação e transporte para oferecer vôos a fabricantes de armas e empresas privadas, com grande parte da carga encaminhada para zonas de conflito, incluindo Ásia Central e África. Tudo isso apesar de o transporte de carga bélica por aeronaves civis ser fortemente regulamentado e fizcalizado pela Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO). Portanto, a Silk Way Airlines solicitou a isenção diplomática de aeronaves e cargas (por exemplo, voos charter diplomáticos), por meio de agências locais para transportar armas pesadas, munições e fósforo branco, em apoio às operações militares dos EUA e de outros paìses do Oriente Médio, para várias zonas de guerra.

O trabalho da jornalista bùlgara Dilyana Gaytandzhieva foi essencial para que o caso fosse mais conhecido mundo afora e com provas concretas. Hoje a jornalista Dilyana Gaytandzhieva é considerada como uma das principais referencias mundial em investigações de tráfico de armas ilegais e crimes de guerra no Oriente Médio. Imagem ilustrativa via internet.

Os documentos publicados incluíam correspondência entre o Ministério de Relações Exteriores da Bulgária e a Embaixada do Azerbaijão na Bulgária com documentos anexos para acordos de armas e liberação diplomática para sobrevôo e/ou desembarque na Bulgária e em muitos outros países europeus, Estados Unidos , Arábia Saudita , Emirados Árabes Unidos e Turquia .
Os documentos revelaram que fabricantes americanos de armas enviaram mais de US$ 1 bilhão em material bélico através da Silk Way Airlines, e, os subcontratados corporativos incluíam ″ Purple Shovel LLC ″ com sede em Sterling, Virgínia , o veículo de subcontratação do Departamento de Defesa dos EUA ″ Culmen International LLC ″ com sede em Alexandriae, a empresa de compras de armas e defesa “Chemring Military Products” com sede em Perry, Flórida .

Quando a Silk Way Airlines não dispunha de aviões suficientes, os jatos da Força Aérea do Azerbaijão transportavam as remessas militares. Na investigação, a repórter bulgara acusou autoridades responsáveis ​​de muitos países (por exemplo, Bulgária, República Tcheca, Hungria, Israel, Polônia, Romênia, Sérvia, Eslováquia, Turquia, bem como para os militares da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, as forças militares de Alemanha e Dinamarca no Afeganistão, Suécia no Iraque e Comando de Operações Especiais dos EUA ( USSOCOM ) de “ignorar propositalmente” as irregularidades e permitir que vôos diplomáticos transportassem toneladas de armas, tudo realizado por aeronaves civis [sic] para fins militares clandestinos.

Em 2018, a Silk Way Airlines respondeu formalmente às alegações dos jornalistas do Trud, afirmando que a empresa havia realizado os vôos legalmente em nome do governo dos Estados Unidos e seguiu os protocolos e regulamentos estabelecidos da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), além de operar em conformidade com os requisitos do DoD dos EUA.
A jornalista responsável pelas acusações, Dilyana Gaytandzhieva, foi demitida do jornal Trud, no entanto, ainda não adicionou nenhum esclarecimento ou se retratou sobre o artigo em questão. Hoje a jornalista Dilyana Gaytandzhieva é uma das maiores jornalistas independentes que atua na àrea de denuncias de crimes de guerra.

A Silk Way Airlines é uma companhia aérea de carga privada do Azerbaijão com sede e operações de voo no Aeroporto Internacional Heydar Aliyev em Baku, Azerbaijão. Opera serviços de frete que ligam a Europa e Ásia, Estados Unidos e África, bem como serviços para organizações governamentais e não-governamentais.

A empresa foi fundada em 2001 e iniciou voos comerciais em 6 de outubro de 2001 (isso em plena época de crise mundial da aviação devido aos atentados de 11 de setembro, e, dos aumentos de combustìveis e seguros) No início de 2015, estava sendo negociado um contrato para outros 3 cargueiros Boeing 747-8. Em maio de 2015, a companhia aérea foi anunciada como cliente de lançamento do Antonov An-178 após fazer um pedido de 10 aeronaves. Em 2017, a empresa assinou a compra de mais 10 aeronaves Boeing 737 MAX com custo total de US $ 1 bilhão.

O papel da “neutra” Jordânia, “meá culpas” de todos e o mercado negro de armas

O porto de Aqaba, na Jordânia, foi uma rota importante para o armamento e suprimentação do programa Timber Sycamore para a Síria, tão importante quanto as estradas controladas pela Turquia, que ligam a região (norte da Síria) com os Balcãns.

E nessa novela toda, uma das maiores “meá culpa” vem de declarações  de autoridades americanas e jordanianas, alegando que as armas enviadas à Jordânia pela CIA e pela Arábia Saudita foram “roubadas” por funcionários ainda não identificados da inteligência jordaniana, na Direção Geral de Inteligência (Jordânia) e vendidas no mercado negro.  A magnitude do roubo chegou a centenas de milhões de dólares, e autoridades do FBI afirmam que algumas das armas roubadas foram usadas para matar dois funcionários governamentais contratados americanos, dois jordanianos e um sul-africano em uma delegacia de polícia na Jordânia.  De acordo com esse relatório do governo da Jordânia, as armas recebidas via operação Timber Sycamore inundaram mercados negros do Oriente Médio com armas pesadas que chegaram até mesmo nas mão de grupos de terroristas islâmicos nas Filipinas e Yêmem! 

Autoridades jordanianas afirmam que oficiais da inteligência jordaniana que roubaram as armas do programa usaram os lucros para comprar itens de luxo, com conhecimento de oficiais superiores provavelmente envolvidos no esquema. Os roubos foram interrompidos após meses de reclamações dos governos americano e saudita, principais patrocinadores do programa. De acordo com oficiais jordanianos, vários oficiais da inteligência foram demitidos, mas seus lucros não foram confiscados e pelo que se sabe até hoje ninguém foi preso!!! (Na Jordânia, a Direção Geral de Inteligência é tão influênte como poder paralelo, que perde apenas para a monarquia em poder e prestígio.) O ministro de estado e mídia da Jordânia, Mohammad Al-Momani, afirmou diversas vezes para a mídia ocidental que; as alegações eram inverídicas e fruto de teorias de conspiração.

Essencial visitar e verificar as informações do site https://www.conflictarm.com/ que tmbém efetuou um gigantesto trabalho de investigação sobre a origem das armas que inundaram os conflitos do Oriente Médio e que são usadas para o terror do Estado Islâmico.

Antes da Guerra Civil Síria, o sul da Síria e o norte da Jordânia já eram um canal para outras operações de contrabando. O advento da guerra transformou a região em um verdadeiro centro de contrabando de armas, e o apoio efetivo fornecido pela Timber Sycamore apenas intensificou a escala das operações de contrabando na região. Os principais centros de contrabando incluem verdadeiros “bazares de armas” estabelecidos em Ma’an, no sul da Jordânia, Sahab em Amã e no vale do rio Jordão onde praticamente quase tudo pode ser comprado ou encomendado.

Uma investigação feita pelos jornalistas Phil Sands e Suha Maayeh revelou que rebeldes abastecidos com armas do MOC (Comando de Operações Militares dos USA em Amã) venderam uma parte dessas a comerciantes de armas locais, muitas vezes para levantar dinheiro para pagar combatentes adicionais. Algumas armas fornecidas pelo MOC foram vendidas a comerciantes beduínos chamados localmente de “Os Pássaros” em Lajat , um planalto vulcânico a nordeste de Daraa , na Síria. De acordo com as forças rebeldes, os beduínos trocariam as armas com ISIS, que faria pedidos usando o serviço de mensagens WhatsApp jà então criptografado na àrea!!! 

Dois comandantes rebeldes e uma organização de monitoramento de armas do Reino Unido (Conflict Armament Research) afirmam que, as armas fornecidas pelo MOC chegaram às forças do ISIS sem maiores problemas em caminhões disfarçados de ajuda humanitária e com o logo da Cruz Vermelha Internacional e/ou do Crescente Vermelho (equivalente islâmico da Cruz Vermelha)!!!

Um estudo de 2017 realizado pela instituição privada Conflict Armament Research a pedido da União Europeia e Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit descobriu que o apoio externo aos rebeldes sírios anti-Assad conseguiu apenas o “aumento significativamente” da quantidade e qualidade de armas disponíveis para o ISIS, incluindo, no desvio de caso mais rápido que documentaram, modernas armas antitanque (incluindo mísseis TOW e outras) compradas pelos Estados Unidos que, acabaram em posse do Estado Islâmico apenas dois meses depois de deixar a fábrica!!!

O estudo encontrou a procedência de algumas armas em detalhes através de um simples rastreio junto ao fabricante dos seus part & serials numbers. No entanto, estranhamente o estudo não encontrou nenhuma evidência em que as armas fornecidas pelos EUA para as Forças Democráticas da Síria (SDF), tropas  curdas e lideradas pelos árabes para combater o ISIS acabaram no arsenal do ISIS (!?! Como assim tal incongruência no mesmo relatório?)

As observações e conclusões de políticos e analistas nos EUA e no mundo

Nos EUA as denúncias  envolvendo o tema já são um tema de amplo debate à anos, antes mesmo do DoD-Department of Defense, admitir publicamente em 2016 que existia o “extravio” de mais de US$ 1 Bilhão em armas e equipamentos no Iraque, que estavam sob investigação oficial. 

Mesmo com todo o esforço das grandes mídias em tratar o assunto como “teoria de conspiração”, ainda assim o Timber Syncamore foi considerado um dos grandes escândalos que contribuiu para desgastar ainda mais o governo de Barack Obama, e, ajudar na eleição de Donald Trump (que também denunciou os desmazelos do programa), com consequências graves para a reputação do casal Clinton e diversos políticos do Partido Democrata. 

Na Europa o tema acabou caindo em um certo obscurantismo e também foi alvo de desinformação por parte das grandes mídias, pois obviamente atingia diretamente o governo da França, o segundo maior poder da União Européia, mas que também não escapa de inúmeros escândalos desde a famigerada “ajuda” na intervenção da guerra civil da Líbia contra o General Muamar Kadaffi, que  deixou margens e evidências de muita “má gestão” nas ações de apoio aos grupos rebeldes, que hoje são parte do Boko Haran, o braço africano do ISIS. Tudo o que envolve o programa Timber Syncamore é tratado como “teoria de conspiração” (Complotisme, em francês) pela imprensa “politicamente correta” na Europa.

No sudeste asiático o impacto indireto dos efeitos secundários do programa Timber Syncamore se fizeram sentir da pior maneira, com a guerrilha islâmica separatista que começou efetivamente entre 2014/2015, com graves conflitos ocorrendo entre 2016 e 2017 e até hoje ainda não completamente erradicada.

Grupos islâmicos como o Abu Sayyaf e o Movimento Rajah Sulaiman (existentes desde os anos 90), foram apoiados por grupos de fora das Filipinas, como a Jemaah Islamiyah e a al-Qaeda com armas que vieram diretamente do Oriente Médio, via contrabando por via marítima e aérea à partir do Iraque, Yêmem e outros países árabes.

Até mesmo na América Latina, observado as atividades das narco-guerrilhas que atuam no Rio e São Paulo, a quantidade e qualidade do armamento melhorou depois de fluxos de contrabandos do Oriente Médio, depois que chegaram às mãos do crime organizado, resultantes do aumento de contato com grupos da comunidade árabe, que operam à partir de Foz do Iguaçu e são ligados ao terrorismo islâmico internacional.

Investigadores do Conflict Armamment Research examinam material encontrado em algum lugar do Oriente Médio. Conheça mais sobre o trabalho do CAR no site https://www.conflictarm.com
Conflict Armament Research analysts documenting captured ISIS materiel in west Mosul, Iraq on 21 May 2017 (Campbell MacDiarmid) May 2017 (Campbell MacDiarmid)

O escritório do senador americano Ron Wyden questionou o programa, divulgando uma declaração de que “os EUA estão tentando construir as capacidades de campo de batalha da oposição anti-Assad, mas não forneceram ao público detalhes sobre como isso está sendo feito, quais agências dos EUA estão envolvidas ou com quais parceiros estrangeiros essas agências estão trabalhando.

O ex-analista da CIA e colega da Brookings Institution, Bruce Riedel , afirmou que o apoio saudita ao programa deu à Arábia Saudita maior influência sobre a política americana na Guerra Civil Síria.

Robert Baer , um ex-agente da CIA e colaborador da CNN , criticou fortemente o cancelamento do programa pela administração Trump, chamando-o de “um erro estratégico” e “um presente para Vladimir Putin “. Em contraste, Thomas Joscelyn do The Weekly Standard defendeu a decisão de Trump, argumentando que “não há evidências de que qualquer força verdadeiramente moderada esteja efetivamente combatendo Assad”. 

Em dezembro de 2017, Max Abrams e John Glaser observaram no Los Angeles Times que o ISIS implodiu logo depois que o apoio externo aos rebeldes” moderados “secou”, o que é consistente com estudos que demonstram que “o apoio externo à oposição tende a exacerbar e estender as guerras civis, que geralmente não se extinguem acordos entre iguais, mas quando um lado – tipicamente, o encarregado – alcança o domínio “. 

Em julho de 2017, autoridades anônimas do governo dos USA afirmaram que o presidente Donald Trump , em conversações com o Assessor de Segurança Nacional HR McMaster e o diretor da CIA Mike Pompeo , decidiram suspender o apoio às forças rebeldes sírias anti-Assad atravéz do envio de armas, munições e materiais bélicos diversos, redirecionando os recursos mais básicos para combater exclusivamente o ISIS por parte de forças que atuem em conjunto com forças dos USA, oferecendo aos rebeldes sírios apenas  equipamentos de capacidades defensivas ou apoio logístico para outras operações na região contra o ISIS e não contra forças que combatem o governo do presidente sírio Assad. 

O governo dos USA declarou que a decisão foi tomada antes da participação de Trump na cúpula do G-20, e, em 7 de julho em reunião com o presidente russo Vladimir Putin . Vários funcionários caracterizaram a decisão como uma “grande concessão” para a Rússia, com uma observação: “Putin venceu na Síria”. No entanto, outro alto funcionário afirmou que o fim do programa não era uma grande concessão devido às recentes vitórias de Assad na Guerra Civil Síria, mas sim “um sinal para Putin de que o governo quer melhorar os laços com a Rússia”.  Alguns membros do governo Obama alegadamente desejaram descartar o programa porque alguns rebeldes armados e treinados pelo programa haviam se juntado ao ISIS e a grupos relacionados e isso iria repercutir muito mal assim que a informação se espalhasse mais e com maiores detalhes. 

Segundo Rachel Marsden, do The Baltimore Sun , a CIA e a Arábia Saudita pretendiam que o Timber Sycamore permitisse que forças militares independentes expulsassem Assad, instalassem um líder sírio amigo dentro dos interesses dos EUA, da Arábia Saudita e do Qatar e enfraquecessem a influência russa no Oriente Médio, mas na prática o que aconteceu foi tão somente o aparelhamento do ISIS na região e até mesmo na Africa!

Repórter Paul Malone escreveu diversas matérias relatando que armas entregues pelo programa Timber Sycamore foram adquiridas pela Al-Qaeda na Síria , comparando o programa ao apoio da CIA para os mujahideen afegãos, ou armamento americano sendo facilmente capturado ao Exército Iraquiano pelo ISIS em 2014 em Mosul, no Iraque.

Em abril de 2014, Seymour Hersh publicou um ensaio na London Review of Books, no qual ele explora as alegações de um ex-funcionário do Pentágono de que o posto diplomático dos EUA na Líbia de Benghazi “não tinha um papel político real”, e existia apenas para fornecer cobertura para o tràfico de armas, uma pipeline de apoio aos rebeldes sírios que lutam na Guerra Civil Síria.  De acordo com a fonte de Hersh, a “linha do rato” era um meio de canalizar armas militares dos arsenais de Gaddafi para a Síria e para as mãos dos rebeldes sírios. A operação foi supostamente financiada pela Turquia, Arábia Saudita e Qatar, e foi conduzida pela CIA em colaboração com o MI6 ou de agências do governo francês a partir do mandato do presidente Hollande.

Imagens valem mais que mil palavras. A legenda fica por conta da imaginação de cada um…

Referências :

 – Conflito Armament Research (2017). Armas do Estado Islâmico – Uma investigação de três anos no Iraque e na Síria . Londres: Pesquisa de Armamentos de Conflito. pp. 1–202 . Recuperado em 16 de janeiro de 2019 .

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 Haas 1991 , pp. 17, 28-29.

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Source: DefesaTV Mundo

Embaixador camaronês revela interesse de seu país pelo sistema de defesa Pantsir-S1

O embaixador de Camarões, Mahamat Paba Salé, revelou que seu país está interessado na compra de sistemas de defesa antiaérea Pantsir-S1, salientando que a questão ainda não foi decidida, mas considerou o tema como importante e manifestou esperança na conclusão de um contrato.

“O equipamento é de muita alta qualidade. Não é coincidência que muitos países em todo o mundo comprem este tipo de armamento. A este respeito, a Rosoboronexport (exportadora estatal de armamentos da Rússia) faz muitas coisas”, disse o diplomata.

Salé acrescentou ainda que as Forças Armadas camaronesas necessitam também, de veículos blindados de transporte de pessoal e helicópteros militares para transporte e de combate.

Sistema Pantsir

O sistema de defesa antiaérea Pantsir é destinados à proteção de proximidade de instalações civis e militares contra todos os meios modernos e promissores de ataque aéreo em quaisquer condições de tempo, clima e ambiente eletrônico de dia e de noite.

  • Com informações de agências internacionais

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Governo fará leilão em nova fronteira do petróleo, em área conhecida como Amazônia Azul

O governo aprovou, nesta sexta-feira, ofertar blocos exploratórios de petróleo no mar além do limite de 200 milhas náuticas (cerca de 370 quilômetros da costa) estabelecido pelas Nações Unidas (ONU) como a área de exclusividade econômica do país, conforme antecipado pelo GLOBO . O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu incluir seis blocos nessa faixa na 17ª Rodada de Licitações, na modalidade de concessão, marcada para 2020. Toda essa área, junta, pode ampliar as reservas brasileiras em 50%. Com isso, haverá exploração de petróleo em área do Oceano considerada de grande potencial e conhecida como Amazônia Azul.

O Conselho também criou um grupo de trabalho que vai tratar da exploração e produção de petróleo e gás natural além das 200 milhas náuticas, na chamada Extensão da Plataforma Continental Brasileira. Nessa área, há hoje exclusividade para aproveitamento econômico do subsolo, pelo Brasil.

O governo quer abrir uma nova fronteira de exploração de petróleo à iniciativa privada.
– Atualmente, o principal foco é a faixa próxima ao pré-sal, em que, no caso de se confirmar descobertas, há expectativas de se aumentar o volume de reservas de petróleo e gás do Brasil em cerca de 50%, as quais hoje são estimadas em 15,9 bilhões de barris – informou o Ministério de Minas e Energia.

É a primeira vez que o governo fala em estimativas do potencial de petróleo na área fora da Zona Econômica Exclusiva. O limite de 350 milhas náuticas é o novo marco que o Brasil reivindica para sua plataforma continental jurídica junto à ONU desde 2004, com o objetivo de ampliar sua exploração de riquezas minerais no mar.

São áreas já estudadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), pelo Serviço Geológico Brasileiro e pela Marinha, que encontraram evidências de reservas não apenas de petróleo, mas também de outros minerais, como cobalto e manganês. Por isso, os militares chamam essa faixa litorânea de Amazônia Azul.

Há um entendimento no governo de que, após ter feito o pedido de expansão da plataforma à ONU, uma nação pode ofertar essa área à exploração privada (restrita à extensão do conceito geológico de margem continental).

O grupo de trabalho anunciado nesta sexta vai propor eventuais medidas necessárias para sua regulamentação e implementação, mantendo a atratividade dos blocos que ali sejam ofertados.

Um ponto favorável à atração de petroleiras para explorar essa nova fronteira é o fato de que, por não estarem situados no chamado polígono do pré-sal — onde a legislação obriga o leilão de blocos sob o regime de partilha da produção entre operador e União —, os blocos próximos localizados além das 200 milhas podem ser licitados sob regime de concessão, em rodadas convencionais da ANP, o que irá ocorrer no próximo ano. Essa modalidade é mais atraente para as petroleiras, que assumem sozinhas o risco da exploração.

No total, a 17ª Rodada irá ofertar 128 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Pará-Maranhão, Potiguar, Campos, Santos e Pelotas, totalizando 64,1 mil quilometros quadrados de área.
Fonte: O Globo

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Gás natural do pré-sal mais barato só chega ao consumidor em uma década

O governo conta com o gás natural como matéria-prima para produzir energia elétrica mais barata. Essa é uma das principais bandeiras do Ministério da Economia no governo de Jair Bolsonaro. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) demonstram, no entanto, que 37 milhões de m³ por dia do que vai ser extraído na próxima década, principalmente no pré-sal, vão ser injetados de volta nos campos, sem chegar ao mercado consumidor. Esse volume supera a demanda atual do conjunto de térmicas instaladas no País (30 milhões de m³/d) e corresponde a mais da metade de todo gás consumido (70 milhões de m³/d).

Hoje, o gás do pré-sal já funciona como ferramenta para estimular a produção de petróleo e, em menor escala, é usado como insumo no setor elétrico e indústria.

Com isso, governos – sobretudo de municípios e Estado do Rio de Janeiro – deixaram de arrecadar em cinco anos, de 2014 a 2018, R$ 2,8 bilhões em royalties e participação especial relativas ao gás. A participação especial incide exclusivamente sobre campos de alta produção. A informação é da ANP e foi repassada à Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que fez à agência uma série de questionamentos sobre possíveis perdas decorrentes da reinjeção. As respostas foram anexadas ao relatório final da CPI da Crise Fiscal do Rio, aprovado nesta semana.

“A agência reguladora não pode aprovar o plano de desenvolvimento das áreas sem conversar com o governo do Estado do Rio. O relatório da CPI vai ser enviado a todos os poderes para evitar prejuízos ainda maiores”, afirmou o presidente da CPI, deputado estadual Luiz Paulo (PSDB).

Representantes de petroleiras que não quiseram se identificar e também a Petrobrás divergem do cálculo da ANP. A estatal, por meio de sua assessoria de imprensa, argumenta que “por se tratar de um cenário hipotético, esta estimativa (de perda de R$ 2,8 bilhões) não pode ser considerada”. Acrescenta ainda que “não é possível afirmar que tais perdas ocorreram, uma vez que parte da reinjeção de gás é obrigatória, devido à presença de CO2, e outra parte desta reinjeção auxilia no aumento da produção de petróleo, que gera pagamentos adicionais de tributos ao Estado”.

Os motivos da reinjeção são consenso. Há divergências, no entanto, entre a ANP e as empresas no que diz respeito às quantidades de gás devolvido aos campos, segundo fonte do setor. O problema maior está no Campo de Mero, um pedaço da área de Libra, uma das grandes apostas do pré-sal. Mero é operado pela Petrobrás, que tem como sócias Shell, Total, CNPC e CNOOC. Em 2022, a produção na área deve ganhar relevância e, por isso, também a reinjeção de gás deve crescer.

“O aumento significativo da injeção, a partir de 2022, especialmente é causado pela entrada em produção dos sistemas definitivos do Campo de Mero, cujo plano de desenvolvimento prevê reinjeção total. Este plano de desenvolvimento encontra-se em análise na ANP, e a questão do aproveitamento do gás é um dos pontos principais de controvérsias e questionamentos”, diz o documento da ANP enviado à Alerj.

Para 2019, a estimativa de reinjeção do gás é de 23,5 milhões de m³/d. Em três anos, deve chegar a 40,3 milhões, até alcançar 60,6 milhões de m³/d em 2030. Isso significa que um volume significativo do gás que vai ser produzido no pré-sal não vai chegar ao mercado consumidor até o fim da próxima década.

“O gás produzido nos campos do Polo Pré-sal da Bacia de Santos está associado à produção de óleo. Desta forma, com o esperado aumento da produção de óleo nestes campos, aumentará também a produção de gás”, respondeu a Petrobrás. A estatal argumenta ainda que na maior parte do pré-sal, o gás possui alto teor de CO2, um contaminante que não pode ser enviado à atmosfera. Outro argumento é que a reinjeção servirá para aumentar a produção futura de petróleo.

Há também consenso entre a ANP e as companhias de que, por enquanto, falta infraestrutura de escoamento do gás e que, em alguns casos, os volumes são insuficientes para justificar o gasto com obras. A construção de gasoduto e de uma unidade de processamento de gás sai por cerca de US$ 2 bilhões. Hoje, a margem de lucro do petróleo supera a do gás natural. Ou seja, para as petroleiras vale mais à pena produzir petróleo do que gás.

“O gás poderá ser aproveitado depois. Por enquanto, está sendo criado um estoque. Mas, daqui a alguns anos, vai ser possível produzir a um custo mais baixo. O boom de oferta deve acontecer daqui a uma década”, avalia José Roberto Faveret, sócio do Faveret Lampert Advogados, especialista no setor de petróleo e gás.

Fonte: Estadão

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Brasileiras desaparecidas são localizadas em campos de prisioneiros do ISIS na Síria

Desaparecida em 2016 e procurada pela Interpol, a paraense Karina Ailyn Raiol Barbosa, de 23 anos, ex-estudante de jornalismo da Universidade Federal do Pará (UFPA), que saiu de Belém em abril de 2016, então com 20 anos, sem avisar a família, está detida como integrante do Estado Islâmico, em um campo de prisioneiros controlado pelas milícias curdas, no norte da Síria.

Equipes da Interpol e da Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal do Brasil investigavam o caso que corria em sigilo, pois a jovem teria sido aliciada para deixar o Brasil após se converter ao islamismo e suspeita-se que Karina tenha ligações com grupos extremistas e atividades de aliciamento e recrutamento no Brasil.

Karina está presa junto com seu filho, que teria entre um e dois anos de idade, em uma área destinada apenas às mulheres estrangeiras que se juntaram ao califado criado pelo líder iraquiano Abu Bakar Al Baghdadi em uma vasta região entre a Síria e o Iraque. De acordo com autoridades curdas que controlam o campo onde Karina e seu filho estão detidos, outras seis mulheres de nacionalidade brasileira também estão presas, com um número não definidos de crianças.

Todas as brasileiras estão detidas no campo de Al-Hol, uma gigantesca prisão no Nordeste da Síria, nas proximidades da fronteira com o Iraque, onde estão presas mais de 70 mil pessoas*. Quase todas elas são mulheres ou viúvas de combatentes do Estado Islâmico com seus filhos. A maior parte estava vivendo nos últimos redutos dos jihadistas na Síria, no Vale do Rio Eufrates, para onde os extremistas recuaram após terem sido expulsos pelas tropas curdas de Raqqa, a capital do Califado, há cerca de dois anos. De acordo com as autoridades curdas Karina, seu filho, e as demais mulheres brasileiras foram presas ao tentar escapar da cidade de Baghuz no início desse ano. Elas, como a maior parte das mulheres e crianças que vivem em Al Hol, fugiam das intensas batalhas que colocaram um fim oficial ao Califado do grupo extremista em março desse ano.

O Itamaraty tem conhecimento de que Karina está detida no Norte da Síria, mas não iniciou nenhuma tratativa com as autoridades de Rojava, a região semi-autônoma controlada pelos curdos no Norte da Síria, para repatriá-la em conjunto com seu filho. De acordo com as autoridades curdas, nenhum representante do governo brasileiro buscou contato a respeito da situação de Karina. Também não houve nenhum movimento de Brasília na tentativa de identificar quem são as outras brasileiras e seus filhos, que estão detidas em Al Hol, de acordo com as mesmas autoridades curdas.

“Nunca nos procuraram, nós gostaríamos muito que os países dessas pessoas as levassem de volta, elas são perigosas e não são um problema apenas nosso”, diz Leilah Rizgar, a diretora da ala internacional de Al Hol, onde Karina e as demais brasileiras e seus filhos estão detidas. De acordo com ela, pelas leis vigentes em Rojava, a identidade das demais brasileiras só pode ser divulgada se as mesmas aceitarem ser identificadas ou se o governo brasileiro o fizer, após buscar informações junto às autoridades curdas. “São sete, todas com filhos” mas esse nùmero pode ser bem maior pois muitas possuem mais de um passaporte e se recusam a dar informações, diz a diretora.

Desde os anos 90 com o crescimento do uso das redes sociais, muitas mulheres brasileiras viajaram para paìses àrabes em busca de trabalhos não especializados e rentosos, assim como perseguindo a ilusão de promessas de casamentos com àrabes ricos que admiravam mulheres latinas, o que apenas ajudou a fomentar o tràfico humano e a exploração sexual de mulheres ocidentais. Porém a situação também inclui o aumento da doutrinação islâmica extremista que cresce no Brasil entre as populações de origem àrabe e seus pròximos e que é usada para cooptar voluntàrios para a Jihad Islâmica terrorista. A permanência em zonas de conflitos é considerada pelos extremistas islâmicos como uma “peregrinação” pela causa, mas na pràtica funciona como um estàgio de doutritnação ideològica, religiosa e com fins terroristas.

Adaptado da matéria original de Yan Boechat, com informações da Agence France Press & Reuters via redação Orbis Defense Europe.

*informação considerada duvidosa pois não existe ainda um recenseamento definitivo dessa população aprisionada.

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Forças Democráticas da Síria abandonaram região de Ras al-Ain

Forças Democráticas da Síria (FDS), dominadas por combatentes curdos, se retiraram neste domingo (20) da cidade Ras al-Ain, localizada ao norte da Síria, e que estava sitiada por forças turcas com apoio Sírio, segundo o Observatório de Direitos Humanos (OSDH).

O líder das FDS, Mazloum Abdi, tinha dito no sábado (19), à agência de notícias France Presse, que os seus combatentes iriam se retirarar da cidade conforme o acordo de tréguas feito com os Estados Unidos.

A promessa foi cumprida e as tropas retiraram-se da região fronteiriça, com 32 km de extensão, depois que os soldados turcos as terem deixado sair de Ras al-Ain. A Turquia também confirmou a saída dos combatentes curdos, após a trégua negociada.

“Um comboio com cerca de 55 veículos entrou em Ras al-Ain e um outro com 86 veículos partiu para Tal Tamr”, diz um comunicado do Ministério da Defesa turco, que também transmitiu imagens da retirada dos soldados.

Após conversações na quinta-feira (17) com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, a Turquia concordou em suspender a sua ofensiva militar no norte da Síria por cinco dias, para permitir que as forças curdas se retirassem da área de fronteira.

O presidente turco, Recetp Tayyip Erdogan, ameaçou retomar as hostilidades se os combatentes curdos não se retirarem da cidade síria.

  • Com informações do site RTP Notícias (PT)

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Acidente durante treinamento em base militar dos EUA na Georgia deixa três mortos

Três militares do Exército dos Estados Unidos (US Army) morreram e outros três ficaram feridos na manhã deste domingo (20), quando realizavam um treinamento na base militar de Fort Stewart, no estado da Geórgia.

De acordo com o comandante da 3° Divisão de Infantaria, general Tony Aguto, os militares estavam em cima de um veículo blindado quando o motorista perdeu o controle e derrubou os seis homens, que ainda não tiveram suas identidades divulgadas pelo Exército.

“Nossos corações e orações se dirigem a todas as famílias afetadas por essa tragédia”, falou o general Tony Aguto à imprensa.

As outras três vítimas que sobreviveram ao acidente precisaram ser levadas para o Hospital Militar da base, onde permanecem com o quadro de saúde considerado grave. O secretário de Defesa, Mark Esper, ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

De acordo com o canal de televisão ‘Fox News’, as causas do acidente já estão sendo investigadas pelo Exército em conjunto com o Pentágono.

  • Com agências internacionais

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Tropas dos EUA que estão sendo retiradas da Síria devem combater o Estado Islâmico no Iraque

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, declarou que as tropas americanas retiradas da Síria serão movimentadas para o Iraque. Os militares vão continuar a atuar em operações contra o Estado Islâmico (EI), a fim de impedir um possível ressurgimento do grupo no país, explicou Esper.

A declaração do secretário é a primeira de uma autoridade americana que confirma o destino das tropas retiradas da Síria, e detalha a continuidade do combate ao EI. Esper ainda informou que manteve conversas com autoridades iranianas sobre a possibilidade de enviar 700 militares à região oeste do Iraque.

Ainda de acordo com Esper, as tropas enviadas ao Iraque terão duas missões, incluindo o combate ao EI. “A primeira é ajudar a defender o Iraque e a segunda é executar uma missão de combate ao EI, enquanto aguardamos novas ordens”, disse Esper.

E completou: “As coisas podem mudar entre o momento atual até completarmos a transferência das tropas, mas o plano momentâneo é esse.” Forças especiais americanas no ano passado no norte da Síria.

Atualmente os EUA tem mais de 5.000 militares no Iraque, por força de um acordo entre os dois países. Tropas saíram do Iraque em 2011, quando as atividades militares da Guerra do Iraque foram retiradas, mas retornaram em 2014, depois que o EI começou a conquistar territórios no país.

  • Com informações da agência AFP

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Porta-aviões japonês afundado durante Batalha de Midway é encontrado no Oceano Pacífico

Após várias semanas de busca nas profundezas do Oceano Pacífico, arqueólogos marinhos finalmente conseguiram achar os restos de um porta-aviões japonês da Segunda Guerra Mundial.

Segundo à agência de notícias AP  os trabalho de pesquisa a bordo de um navio de pesquisa, se concentrou a centenas de quilômetros das ilhas de Midway, onde conseguiram encontrar o referido navio japonês.

Trata-se do porta-aviões Kaga, que participou do ataque a Pearl Harbor e foi afundado pelos EUA durante a batalha de Midway, no dia 4 de junho de 1942. Um pedaço da embarcação já havia sido localizado no ano de 1999, mas foi apenas na semana passada que os arqueólogos encontraram as demais partes.

As primeiras pistas foram recebidos alguns dados de sonar e depois utilizou-se robôs submarinos para pesquisar e fazer vídeos para confirmar a descoberta e comparar com imagens de documentos históricos, onde foi possível afirmar que o navio encontrado é o porta-aviões japonês.

“Lemos sobre as batalhas, sabemos tudo que se passou. Mas quando se vê estes restos no fundo do oceano, se tem uma ideia do custo real da guerra”, expressou Frank Thompson, um dos historiadores que participou da pesquisa a bordo do navio Petrel, que explora as águas profundas em busca de naufrágios.

Até agora os pesquisadores só localizaram um das sete embarcações, cinco japoneses e dois americanos, que foram afundados durante a batalha aérea e naval travada na região.

Agora a tripulação do navio de pesquisa Petrel espera encontrar todos os outros pedaços de navios dessa batalha para poder os examinar e adicionar novos detalhes aos dados sobre a história da Segunda Guerra Mundial.

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O impasse sobre as 50 bombas atômicas que os EUA mantêm guardadas na Turquia

Desde o início do mês, a relação entre os Estados Unidos e a Turquia, oficialmente aliados em questões de defesa, tem dados sinais de instabilidade e desgaste. Uma jogada brusca do presidente americano, Donald Trump, retirou tropas americanas do norte da Síria, presença que até então blindava em alguma medida o avanço da Turquia sobre as forças curdas da região.

Mas Ancara não apenas avançou contra os curdos como sua ofensiva colocou sob fogo militares dos EUA que ainda não haviam sido evacuados da área. Conforme confirmado pelo Pentágono, um disparo da artilharia turca caiu a apenas cem metros de onde estavam os americanos.

Washington respondeu às investidas militares turcas com sanções econômicas ao país comandado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan. Por outro lado, no terreno em que se baseia o relacionamento entre Washington e Ancara há, literalmente, elementos sensíveis e que podem conter maiores hostilidades.

Primeiro, a Turquia tem uma localização geográfica estratégica que faz do país a ponte entre a Europa, o Oriente Médio e a Ásia Central, e abriga ainda o segundo maior exército da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Como se isso não bastasse, a Turquia abriga meia centena de bombas nucleares dos EUA que estão armazenadas na base aérea de Incirlik, localizada a pouco mais de 100 quilômetros da fronteira com a Síria.

Após a ofensiva ordenada por Erdogan, o governo Trump começou a estudar planos para retirar as armas que, segundo uma importante americana citada pelo jornal The New York Times, se tornaram uma espécie de refém de Erdogan.

Nesta quinta-feira, diretamente de Ancara, o vice-presidente americano, Mike Pence, anunciou que os EUA e a Turquia concordaram com um cessar-fogo de cinco dias na ofensiva turca na Síria. Isso deve aliviar as tensões na região. Mas como essas bombas atômicas chegaram à Turquia?

Herança da Guerra Fria

Como parte dos acordos firmados com a então União Soviética para resolver a chamada Crise dos Mísseis de 1962, Moscou comprometeu-se a retirar seus mísseis nucleares de Cuba, enquanto Washington removeria seus mísseis da Turquia.

“Os Estados Unidos retiraram os mísseis, mas sempre mantiveram as bombas nucleares armazenadas na Turquia para serem (eventualmente) usadas por eles e por alguns aliados da Otan”, diz Jeffrey Lewis, professor de controle de armas do Instituto Middlebury de Estudos Internacionais (Califórnia, EUA).

Segundo Lewis, existem outros países que estão na mesma situação, como Alemanha, Itália, Bélgica e Holanda. Os artefatos nucleares americanos na Turquia são cinquenta bombas táticas B61, capazes de transportar cargas nucleares calculadas entre 300 toneladas e 170 quilotons (equivalente a aproximadamente 11 vezes a capacidade destrutiva da bomba de Hiroshima).

Atualmente, essas bombas só podem ser usadas pelas forças americanas, já que, por cerca de duas décadas, Ancara deixou de ter aviões e pilotos certificados para lançá-las. No entanto, em um contexto de tensões crescentes com a Turquia, quais riscos os EUA podem enfrentar mantendo essas bombas em Incirlik? E o que poderia acontecer em uma tentativa de retirada?

Um símbolo e uma ameaça

Segundo um alto funcionário americano ouvido pelo New York Times, a situação dessas bombas envolve um dilema: retirá-las de Incirlik marcaria o fim da aliança entre os Estados Unidos e a Turquia; mas mantê-las ali estaria perpetuando uma vulnerabilidade nuclear que deveria ter sido resolvida anos atrás.

Não é a primeira vez que essa discussão é levantada, embora provavelmente o senso de urgência de agora seja uma novidade.

Desde o fim da Guerra Fria, o destino de bombas nucleares americanas espalhadas por países aliados está em discussão na Otan, mas, aparentemente, vários Estados membros — incluindo a Turquia — se opuseram à sua retirada por serem consideradas um símbolo de compromisso dos EUA com o apoio à defesa dos outros membros.

Alguns analistas também apontaram o perigo de sua retirada servir de desculpa para a Turquia tentar desenvolver suas próprias armas nucleares, uma ideia recentemente sugerida por Erdogan durante um comício de seu partido, em que disse ser “inaceitável” que seu país não tenha seu próprio arsenal atômico.

Especialistas como Ankit Panda, pesquisador da Federação de Cientistas Americanos (FAS), acreditam que não faz sentido politicamente manter essas armas na Turquia. “Essa aliança disfuncional não pode e não será salva pela presença de bombas americanas em solo turco”, escreveu Panda em um texto na revista americana The New Republic.

“Essas bombas certamente podem ser removidas e a Turquia pode continuar sendo a ovelha negra intolerável da Otan.” E é justamente o papel da Turquia dentro da aliança que está no centro do debate.

“O governo turco mudou. O presidente Erdogan se tornou um ditador em termos funcionais e sua política externa é muito mais pró-Rússia. Ele deixou de ser um aliado rumo a uma posição mais neutra ou mesmo contrária a muitos dos interesses da segurança dos EUA “, diz Lewis.

A aproximação de Ancara e Moscou é evidente em alguns fatos concretos, como na decisão de Erdogan de comprar o sistema de mísseis russo S-400, o que levou Washington a excluir a Turquia do programa de fabricação e compra dos novos caças F-35.

“Se a Turquia se candidatasse a se tornar membro da OTAN agora, ela nem chegaria à porta”, escreveu Max Boot, analista do Conselho Americano de Relações Exteriores (CFR).

O especialista explica que hoje a organização exige candidatos com sistemas democráticos estáveis, compromisso com o Estado de direito e os direitos humanos, uma economia de mercado e a busca por soluções para disputas étnicas ou territoriais por meios pacíficos.

“A Turquia tem uma economia de mercado, mas não atende a nenhum dos outros critérios”, aponta.

Bombas seguras?

Também não é a primeira vez que os Estados Unidos se preocupam com a situação de suas bombas atômicas na Turquia. Em 2016, durante uma tentativa de golpe de Estado contra Erdogan, a base de Incirlik foi usada por alguns dos participantes da conspiração, incluindo um general que pediu a proteção dos militares americanos, o que foi negado.

Depois, forças leais ao governo cortaram o fornecimento de energia da base e fizeram uma operação para deter os rebeldes que se abrigaram ali. Este episódio explica em parte o distanciamento entre Ancara e Washington, uma vez que foram expressas suspeitas do governo Erdogan sobre o possível apoio dos EUA ao levante.

Questiona-se também a posição da Casa Branca em não autorizar a extradição de Fetullah Gülen, o clérigo islâmico considerado pelo governo turco como o responsável pela revolta. De qualquer forma, existe um conjunto de medidas de segurança que dificultam o acesso às bombas americanas.

Jeffrey Lewis explica que essas armas estão em um cofre dentro de um prédio vigiado por forças americanas — e em torno do qual existe um perímetro de isolamento. Além disso, as próprias bombas possuem dispositivos de segurança e requerem um código de acesso para usá-las.

“Todas essas medidas são feitas para protegê-las de um grupo terrorista ou de um militar desonesto. Mas as armas não estarão seguras se, por exemplo, o governo turco decidir se apropriar delas”, diz o especialista.

Lewis é a favor da retirada das bombas de Incirlik. “A Turquia não pode fazer muito para evitar. Supondo que eles não sejam notificados antecipadamente sobre a transferência, existem aviões americanos que entram e saem dessa base o tempo todo, então você só precisa enviar o avião, carregá-lo e voar de volta “, diz.

O especialista acrescenta que os Estados Unidos já haviam feito uma operação semelhante em 2001 na Grécia, quando foi avaliado que a situação de segurança havia se deteriorado. Outros especialistas, como Vipin Narang, especialista em tecnologia nuclear do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), alerta que retirar as bombas envolve alguns riscos.

“Tirá-las nessas circunstâncias pode ser incrivelmente arriscado, pois envolveria tirar 50 armas nucleares dos cofres, movê-las dentro do espaço aéreo turco e depois retirá-las deste espaço aéreo”, disse Narang ao jornal britânico The Guardian. “Elas podem estar vulneráveis ​​a acidentes ou ataques”, alertou.

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  • Fonte: BBC Brasil

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Source: DefesaTV Mundo