Entrega do A-29N Super Tucano inaugura a variante padrão NATO na Europa, reforça capacidades da FAP e abre perspectiva de produção do modelo em Portugal
A Força Aérea Portuguesa recebeu cinco A-29N Super Tucano no dia 17 de dezembro, em cerimônia na OGMA, em Alverca. A Embraer formalizou a entrega e iniciou a entrada em serviço da nova versão.
Portugal torna-se o primeiro operador da variante com configuração NATO, com interoperabilidade ampliada. O A-29N Super Tucano eleva missões de CAS, treinamento avançado, operações conjuntas e combate a drones.
Segundo a Embraer, “A entrega das aeronaves ocorre um ano e um dia após a assinatura do contrato“. O lote total é de 12 aeronaves. Há Carta de Interesse para avaliar montagem final em Portugal, informou a empresa.
Nova capacidade, CAS, treinamento e counter-UAS
O A-29N Super Tucano amplia o espectro de missões da FAP, com apoio aéreo aproximado, escolta e vigilância armada. O foco inclui proteção de tropas no terreno, com emprego preciso e custo operacional contido.
Para treinamento avançado, a plataforma oferece aviónicos modernos, simulação de armamento e enlaces de dados. Isso acelera a formação de pilotos e padroniza procedimentos com parceiros da NATO.
No combate a UAS, o A-29N Super Tucano reforça a resposta a drones hostis de baixo custo. A aeronave integra sensores, comunicações seguras e armas adequadas para neutralização em cenários complexos.
Padrão NATO e interoperabilidade elevam a vantagem de Portugal
Com configuração alinhada ao padrão NATO, a frota integra operações combinadas, comunicações criptografadas e datalink. A interoperabilidade reforça a defesa aérea europeia e missões com plataformas aliadas.
A Força Aérea Portuguesa ganha eficiência em coalizão, com procedimentos comuns e logística simplificada. O A-29N Super Tucano soma presença persistente, alcance tático e custos reduzidos de operação.
Autoridades destacam que a incorporação não é apenas troca de treinadores antigos, é a chegada de novas capacidades em apoio ao terreno e resposta a ameaças emergentes, como drones e ataques de saturação.
Linha de montagem em Portugal, impacto industrial e acordos G2G
Durante a cerimônia, Embraer e Estado Português assinaram Carta de Interesse para avaliar uma linha de montagem final do A-29N no país. A ideia mira demandas europeias em acordos governo a governo.
A produção local fortaleceria a base industrial de defesa portuguesa e europeia, com transferência de conhecimento e cadeia de fornecedores. A OGMA ganha relevância como polo de manutenção e integração.
A parceria se soma ao programa KC-390 Millennium, que elevou a cooperação bilateral. Um hub do A-29N Super Tucano em Portugal atenderia vigilância, patrulha armada e missões de counter-UAS.
Alcance global do Super Tucano e robustez operacional
Para a Embraer, “Com mais de 600 mil horas de voo acumuladas e adoção por 22 forças aéreas ao redor do mundo, o A-29 Super Tucano consolida-se como líder global em sua categoria“.
A aeronave atua em diversos ambientes. Segundo a empresa, “Capaz de operar em pistas não pavimentadas, ambientes austeros e com infraestrutura limitada,” o A-29N Super Tucano combina robustez e aviónicos modernos.
Essas características permitem operar em pistas remotas, com manutenção simples e pronta resposta. Para aliados da NATO, o pacote oferece flexibilidade, presença prolongada e integração com outras plataformas.




