Com o SMACE, engajamento em rede, consciência situacional e apoio aos Fuzileiros Navais elevam a estratégia litorânea e fortalecem a Base Industrial de Defesa
O Brasil deu um passo relevante ao lançar o SMACE, um sistema de mísseis anticarro da Marinha do Brasil, pensado para ampliar o poder expedicionário dos Fuzileiros Navais em combate terrestre e litorâneo.
O SMACE integra sensores, viaturas e armas em uma arquitetura única. Como resume a fonte, “O sistema integra viaturas blindadas leves, mísseis guiados de alta precisão e drones”, elevando letalidade e consciência situacional.
Neste texto, explicamos como funciona a rede, quais plataformas compõem o sistema e por que ele importa para a defesa. As informações foram apuradas, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Como funciona o SMACE e o engajamento em rede
Drones de inteligência, vigilância e reconhecimento, ISR, localizam blindados e embarcações, enviando dados quase em tempo real. As viaturas processam as pistas e compartilham alvos com precisão de coordenadas.
Com engajamento em rede, a viatura pode disparar mísseis com base em coordenadas externas, reduzindo o tempo entre detecção e engajamento, o ciclo fica mais curto e a consciência situacional aumenta.
Arquitetura integrada, viaturas, mísseis e drones
No núcleo do sistema está o míssil MSS 1.2 MAX, desenvolvido pela brasileira SIATT, com produção nacional. A guiagem precisa contra alvos blindados reforça a autonomia em mísseis táticos.
As viaturas 4×4 da GM Defense são leves, cerca de 2,2 toneladas, com tração integral e proteção balística. Foram testadas em ambientes desérticos, priorizam mobilidade e logística simples em terrenos variados.
Os drones do EDGE Group agregam funções de ISR e ataque leve, integrados às redes de comando e controle. Essa fusão de sensores e armas amplia o alcance do SMACE e a sobrevivência das tropas.
Importância estratégica e projeção de poder
O SMACE preenche uma lacuna anticarro expedicionária na Marinha do Brasil, crucial em operações anfíbias e litorâneas. A força projeta poder em terra a partir do mar, com unidades leves e conectadas.
Além do efeito militar, o projeto alavanca a Base Industrial de Defesa, estimula transferência de tecnologia e abre espaço a exportações, fortalecendo a cadeia nacional de sistemas terrestres e costeiros.
Próximos passos e cronograma previsto
O cronograma prevê avaliação operacional inicial do conjunto. Segundo a fonte, “A previsão é que o primeiro conjunto do SMACE seja avaliado operacionalmente em 2026, com expansão gradual da capacidade nos anos seguintes.“
Até lá, a integração de doutrina, treino e indústria será decisiva para extrair o máximo do SMACE, unindo MSS 1.2 MAX, viaturas GM Defense e drones EDGE Group em uma única malha de combate.




