Exportações de defesa do Brasil disparam 110%, chegam a US$ 3,1 bi e ampliam presença em mais de 140 países, impulsionadas pela Base Industrial de Defesa

As exportações de defesa do Brasil registram salto com armamentos leves, munições, blindados e aeronaves, fortalecendo P&D, empregos e governança nas vendas externas

As exportações de defesa do Brasil avançaram “110%” em 2025, somando “US$ 3,1 bilhões”, puxadas por desempenho competitivo e carteira crescente de clientes globais, sinal de maturidade da Base Industrial de Defesa.

O salto veio de armamentos leves, munições, veículos blindados, aeronaves militares e sistemas eletrônicos, com soluções completas que atendem exigências técnicas e operacionais de vários países.

A seguir, entenda motores do crescimento, efeitos em empregos e P&D, alcance geopolítico e riscos. Os dados citados são, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Salto nas exportações e fortalecimento da Base Industrial de Defesa

O crescimento de “110%” marca um divisor para o setor, “alcançando cerca de US$ 3,1 bilhões” em 2025, com contratos que valorizam qualidade, escala e suporte logístico em todo o ciclo de vida dos produtos.

As vendas foram “impulsionadas por armamentos leves, munições, veículos blindados, aeronaves militares e sistemas eletrônicos”, ampliando portfólio, credibilidade e presença em nichos de alto valor agregado.

Com produtos finais e não só componentes, as empresas elevam o padrão tecnológico, atendem normas exigentes e entregam capacidade operacional para missões que vão do patrulhamento ao apoio aéreo aproximado.

Competitividade e alcance geopolítico

As exportações de defesa do Brasil já atendem “mais de 140 países”, com destaque na América Latina, África, Oriente Médio e partes da Europa, reforçando imagem de fornecedor confiável no mercado global de armamentos.

A combinação de “custo competitivo” e “desempenho técnico robusto” guia a aceitação, com pacotes que incluem treinamento, manutenção e transferência de conhecimento, reforçando a reputação da indústria nacional.

No governo, a exportação é estratégica, apoiando “autonomia operacional”, “redução de importações dispendiosas” e “maior poder de negociação internacional”, com foco em soluções integradas e interoperáveis.

Impacto econômico, empregos e P&D

Para a indústria, o avanço traz “empregos qualificados”, mais investimentos em “P&D” e “fortalecimento da base tecnológica nacional”, estimulando cadeias de materiais, software, mecatrônica e eletrônica embarcada.

Com mais clientes externos, ao ampliar as exportações de defesa do Brasil, as empresas “reduzem a dependência exclusiva do orçamento doméstico” e ganham escala para inovar e competir em projetos longos.

A previsibilidade de receita externa sustenta linhas produtivas, anima fornecedores locais e amplia a capacidade de customização, um diferencial em licitações que exigem prazos curtos e suporte pós venda robusto.

Riscos, governança e o debate ético

O ritmo acelerado traz riscos, como uso indevido em conflitos internos ou repressões, caso falhem controles de exportação, elevando a urgência de verificações de usuário final e monitoramento de end use.

Ganha força a demanda por “transparência contratual”, critérios éticos claros e compromissos públicos de não alimentar crises humanitárias, com monitoramento de embargos e cláusulas de rastreabilidade efetivas.

O Brasil já está no tabuleiro da defesa, o desafio é “definir como jogar”, conciliando crescimento econômico, interesses estratégicos e governança sólida, compatível com a ambição internacional do país.

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