Dois homens assinando documentos em mesa.

Marinha do Brasil e SIATT fecham protocolo para míssil ar-superfície nacional, baseado no MANSUP, e elevam o poder da Força Aeronaval e da BID

Assinado em 23 de fevereiro, o acordo entre Marinha do Brasil e SIATT desenvolve míssil ar-superfície nacional, adaptando a tecnologia MANSUP para lançamento aéreo

Com um protocolo de intenções, a Marinha do Brasil e a SIATT iniciam o desenvolvimento conjunto de um míssil ar-superfície nacional, avanço que reforça a Diretoria de Sistemas de Armas e a Força Aeronaval.

Baseado na tecnologia do MANSUP, míssil antinavio de superfície, o projeto prevê adaptação para lançamento por aeronaves, ampliando alcance efetivo, flexibilidade operacional e opções de emprego em cenários navais.

A iniciativa fortalece a autonomia tecnológica, reduz dependências externas e impulsiona a Base Industrial de Defesa, com inovação e empregos qualificados, conforme informações publicadas pelo Defesa em Foco.

O que prevê o protocolo

Assinado em 23 de fevereiro pela Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, o protocolo estabelece cooperação com a SIATT para criar e integrar um míssil ar-superfície de emprego pela aviação naval.

O desenvolvimento parte da base tecnológica do MANSUP, com adaptação para lançamento aéreo, estratégia que reduz riscos e amplia o espectro de uso do sistema de armas nacional.

A Marinha do Brasil busca consolidar uma família de mísseis nacionais, alinhando engenharia, integração eletrônica e sistemas de guiagem, com domínio local de tecnologias críticas e atualização contínua.

Autonomia tecnológica e soberania

Sistemas de armas complexos exigem domínio de projeto, integração e guiagem, conjunto que poucos países dominam integralmente, meta que o míssil ar-superfície nacional ajuda a alcançar.

A evolução diminui dependências externas, amplia liberdade de emprego em crises e garante autonomia tecnológica, com capacidade de modernizar e adaptar o míssil conforme necessidades estratégicas futuras.

Aproveitar o MANSUP reduz incertezas técnicas e preserva conhecimento local, permitindo evoluções e atualizações conforme prioridades estratégicas do país.

Impacto na Força Aeronaval e dissuasão

O lançamento a partir de aeronaves eleva o alcance efetivo e diversifica vetores de ataque, reforçando a Força Aeronaval e a integração entre meios navais e aeronavais da Marinha do Brasil.

A nova capacidade fortalece a doutrina de negação do mar e o poder dissuasório brasileiro em áreas estratégicas, com foco na proteção da Amazônia Azul.

O resultado esperado é maior versatilidade, interoperabilidade interna e resposta rápida a ameaças no ambiente marítimo, ampliando a capacidade de projeção e pronta resposta.

BID e parceria com a SIATT

O acordo com a SIATT, reconhecida como Empresa Estratégica de Defesa, fortalece a Base Industrial de Defesa, ao impulsionar inovação, empregos qualificados e consolidação de conhecimento tecnológico.

A expansão de uma família de mísseis nacionais cria um ciclo virtuoso, no qual demandas operacionais da Marinha estimulam soluções locais e sustentáveis para defesa.

Mais que um novo sistema de armas, o protocolo representa avanço institucional, com competência nacional, visão de longo prazo e continuidade de programas estratégicos.

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