Acordo entre Marinha do Brasil e EDGE Group foca defesa cibernética, fortalece proteção de sistemas críticos e impulsiona inovação na LAAD Security Milipol Brazil 2026
A Marinha do Brasil firmou um Memorando de Entendimento com o EDGE Group para ampliar a defesa cibernética naval. O anúncio ocorreu durante a LAAD Security Milipol Brazil 2026, realizada em São Paulo, com foco em tecnologia e segurança.
A cooperação prevê a criação de um conceito operacional para uma unidade estratégica, além do desenvolvimento de ferramentas de monitoramento e proteção de redes em ambientes marítimos e navais, com ênfase em resiliência.
O objetivo é reforçar a proteção de infraestruturas críticas e assegurar a integridade de dados e operações no mar. As informações foram divulgadas pela Marinha do Brasil e pelo EDGE Group durante a LAAD Security Milipol Brazil 2026, em São Paulo.
Cooperação estratégica em defesa cibernética naval
O acordo estrutura bases para cooperação técnica e operacional, com foco em defesa cibernética aplicada a operações navais. A iniciativa integra práticas de resiliência digital e resposta a incidentes em redes críticas e sensíveis.
A criação de um conceito operacional para uma unidade estratégica orienta processos, papéis e tecnologias, permitindo padronização, avaliação de riscos e maior prontidão diante de ameaças complexas no domínio marítimo.
Também estão previstas discussões técnicas e operacionais voltadas à implementação de soluções inovadoras, alinhadas a tendências globais de segurança de dados e continuidade de missão em frotas e centros de comando.
Proteção de infraestruturas críticas e ambientes marítimos
Com a digitalização de sistemas de comando e controle, cresce a necessidade de blindar infraestruturas críticas. A parceria mira resiliência de sensores, comunicações e plataformas usadas em operações navais e de apoio costeiro.
As ações incluem monitoramento de redes, detecção de anomalias e reforço de políticas de acesso, buscando reduzir superfícies de ataque e manter a disponibilidade de serviços essenciais em cenários adversos e persistentes.
O reforço da defesa cibernética acompanha movimento global, no qual a proteção de dados e a gestão de vulnerabilidades são determinantes para a segurança de portos, navios e centros de comando, públicos e estratégicos.
Capacitação e fortalecimento da Base Industrial de Defesa
O Memorando inclui iniciativas de capacitação e formação de profissionais em segurança cibernética, com troca de conhecimento e desenvolvimento de métodos aplicados ao ambiente marítimo e a operações navais.
Esse esforço contribui para a autonomia tecnológica e para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa, facilitando acesso a tecnologias avançadas e promovendo um ecossistema contínuo de inovação e pesquisa.
Ao promover cooperação com o EDGE Group, a Marinha do Brasil amplia a integração entre pesquisa, indústria e operação, acelerando ciclos de teste, validação e adoção de soluções de alto impacto para o setor.
Próximos passos e impactos esperados
Com o MoU assinado, as instituições alinham roteiros de trabalho para evoluir capacidades de defesa cibernética, do desenho de arquiteturas à validação de ferramentas de proteção e resposta em redes navais críticas.
Os resultados esperados incluem maior integridade de dados, visibilidade de ameaças e continuidade operacional, pontos essenciais para missões em mar aberto e para a proteção de ativos estratégicos em todo o litoral.
A cooperação sinaliza prioridade da Marinha em segurança de sistemas críticos, reforçando a maturidade digital do setor e a aderência a boas práticas internacionais de cibersegurança no domínio marítimo brasileiro.




