Dois homens em escritório com revista.

Base Industrial de Defesa avança após encontro da ABIMDE com Michel Temer, PEC 55/2023 e mudanças na Lei 12.598 entram na mira por orçamento e governança

Diálogo com Michel Temer reposiciona a Base Industrial de Defesa na agenda do Congresso, com foco na PEC 55/2023, no SUSP e na modernização da Lei 12.598

A articulação entre a Base Industrial de Defesa e a política ganhou fôlego após reunião da ABIMDE com Michel Temer, que mobilizou lideranças para alinhar propostas e acelerar deliberações no Congresso.

“A Base Industrial de Defesa voltou ao centro do debate nacional após reunião entre a ABIMDE e o ex-presidente Michel Temer.” O encontro priorizou medidas para garantir financiamento estável e governança do ecossistema.

Segundo dados do setor, “a indústria de defesa brasileira movimenta bilhões por ano e envolve mais de 200 empresas”, volume que reforça emprego qualificado e inovação, conforme divulgado pelo Defesa em Foco.

PEC 55/2023 e previsibilidade para contratos

A PEC 55/2023 ficou no centro das discussões por atrelar recursos mínimos ao orçamento da Defesa, trazendo previsibilidade para a Base Industrial de Defesa e segurança jurídica a projetos de longo ciclo.

“PEC 55/2023, que prevê um orçamento mínimo para o Ministério da Defesa.” A vinculação, se aprovada, pode blindar programas sensíveis de oscilações fiscais, mantendo cronogramas, equipes e capacidade produtiva.

Com previsibilidade, contratos estratégicos tendem a ganhar escala, criando ambiente fértil para P&D, transferência de tecnologia e aumento de conteúdo local, alavancando a competitividade internacional.

PL 1143/26, SUSP e tecnologia de uso dual

O PL 1143/26 mira fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública, SUSP, conectando a Base Industrial de Defesa às necessidades das forças policiais, com ênfase em soluções de uso dual, militar e civil.

A integração pode acelerar a adoção de sensores, comunicações seguras e plataformas não tripuladas, além de padronizar compras e reduzir custos, ampliando o efeito de escala em segurança e defesa.

Ao aproximar demanda e oferta, o SUSP estimula testes em campo e ciclos curtos de inovação, o que retroalimenta a indústria nacional e reduz gargalos tecnológicos em áreas críticas.

Lei 12.598/2012, EED e competitividade global

A atualização da Lei 12.598/2012, que regula as Empresas Estratégicas de Defesa, EED, inclui cibersegurança e sistemas autônomos, pilares para a Base Industrial de Defesa no cenário digital.

A pauta também discute ampliar incentivos na reforma tributária, reduzindo cumulatividade e custos logísticos, o que pode destravar investimentos e abrir portas em mercados de alto valor agregado.

Com regras claras e incentivos, empresas brasileiras ganham fôlego para competir globalmente, cumprir requisitos de offset e ampliar exportações, gerando divisas e empregos de alta qualificação.

Empregos, soberania e coordenação federativa

O fortalecimento da Base Industrial de Defesa tem impacto direto no cidadão, com mais empregos qualificados em engenharia e tecnologia, além de maior autonomia em tecnologias críticas e cadeias sensíveis.

A possível recriação de um Ministério da Segurança Pública entrou no radar, com foco em coordenação entre União, estados e municípios, integrando políticas e ampliando resultados na segurança.

Ao reduzir a dependência externa, o país amplia capacidade de resposta a crises e tensões geopolíticas, fortalece a soberania e sustenta programas estratégicos com visão de longo prazo.

O setor recorda ciclos de expansão e retração, mas vê nova tração institucional. A entrega a Temer da obra “Base Industrial de Defesa e Segurança – Uma trajetória de Desenvolvimento e Soberania” simboliza essa agenda.

A convergência entre indústria, governo e Congresso será decisiva para transformar propostas em políticas efetivas, com foco em previsibilidade, inovação e resultados para a sociedade.

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