27.000 policiais franceses protestam contra más condições de trabalho, aumento de suicídios e baixa moral

Perto de 27.000 policiais franceses realizaram a “marcha da raiva” nas ruas de Paris nesta semana para protestar contra uma série de questões, incluindo más condições de trabalho, baixa moral, altos índices de suicídio e falta de recursos.

Os organizadores do evento, chamado “March of the Angry”, se referiram a ele como algo que nunca foi visto antes, pois acredita-se que cerca de 150.000 pessoas tenham participado da marcha em todo o país.

Uma das imagens do protesto de policiais franceses em Paris efetuado no dia 2 de outubro. Imagem via AFP.

A marcha marcou a primeira greve da polícia em massa na França por quase duas décadas.

Os sindicatos da polícia esperam que o evento envie uma forte mensagem ao presidente francês Emmanuel Macron de que o moral está mais baixo do que nunca, com suicídios entre os que disparam na profissão e a péssima imagem das forças de ordem que perdura desde o inicio da repressão ao movimento dos coletes amarelos em outubro de 2018 e o uso polìtico das forças de ordem contra movimentos de oposição ao governo Macron.

Este ano, 52 policiais tiraram suas próprias vidas, em comparação com uma média anual já alta de 42. Um plano de crise foi lançado pelo governo para controlar a situação.

“Estamos aqui para lutar por nossas condições de trabalho e, acima de tudo, para homenagear nossos colegas que tiraram suas próprias vidas”, disse Damien, um policial de 24 anos da polícia de transportes de Paris.

Segundo Cyril Benoit, um policial com duas décadas de experiência na aplicação da lei, os protestos do colete amarelo causaram um impacto significativo nos policiais.

Benoit atribuiu o aumento do número de suicídios entre a polícia à “fadiga física e psicológica” e à pressão dos oficiais superiores.

Existem também denùncias dos sindicatos de policiais, que alegam a infiltração de elementos contratados de empresas de segurança privadas efetuando a função policial de forma clandestina, inclusive com o uso de fardas e veìculos oficiais para ações consideradas particulares e de interesses polìticos.

“Sempre houve um pouco de pressão sobre a polícia, mas nunca assim”, disse ele a repórteres da AFP.

Alguns coletes amarelos, liderados por Eric Drouet, exibiam fotos de ferimentos sofridos pelos membros do movimento na Bastilha. Os manifestantes foram mantidos longe da polícia, no entanto.

  • Com informações AFP, RTL, LCI via redação Orbis Defense Europe.

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Source: DefesaTV Mundo

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