Com voos de mais de 10 horas, alcance acima de 100 km e monitoramento silencioso, drones estratégicos prometem reduzir custos e ampliar o combate ao crime no Brasil
O uso de drones estratégicos na segurança pública avança como resposta à sensação de que o Estado está um passo atrás do crime. A promessa é mais alcance, mais horas no ar, mais inteligência e menos risco para equipes em solo.
Essas aeronaves, chamadas ARP, operam a grande altitude, são discretas e integram sensores de imagem e de sinais. O objetivo é ampliar vigilância, gerar evidências e dar consciência situacional em tempo real, com eficiência e economia.
Os dados sobre drones estratégicos na segurança pública incluem “permanecer mais de 10 (dez) horas no ar”, “alcance superior a 100 (cem) km” e voos além de 200 km, conforme artigo do Coronel Marcos Venício Mendonça no Defesa em Foco.
O que são e por que importam para a segurança
Os drones estratégicos na segurança pública são plataformas de alta performance, com autonomia estendida e payloads de Inteligência. O foco é monitorar áreas extensas, com sigilo, precisão e persistência por longos períodos.
Segundo a fonte, essas ARP podem “permanecer mais de 10 (dez) horas no ar”, cobrir “alcance superior a 100 (cem) km” e operar “além de 200 km” da estação. Esse conjunto expande o patrulhamento rotineiro e reduz o risco operacional.
As câmeras de alta definição trabalham a grande altitude, invisíveis e inaudíveis ao alvo. O sobrevoo silencioso permite coletar evidências sem alertar suspeitos, apoiar prisões em flagrante e mapear esconderijos de armas e drogas.
Aplicações em fronteiras e áreas urbanas
Em fronteiras secas e ribeirinhas, drones estratégicos na segurança pública entregam dados em tempo real às equipes em solo. Isso ajuda no combate ao tráfico de drogas e armas em locais remotos e de difícil acesso terrestre.
Em cidades, as ARP realizam vigilância persistente por horas ou dias, longe do ponto de lançamento. A tecnologia permite explorar áreas de alto risco antes da entrada tática, reduzindo confronto, dano colateral e preservando vidas.
Os sensores de sinais identificam usuários de rádios e celulares em tempo real, com plotagem em mapa. A fonte destaca que isso “determina, com relativa precisão, a posição de meliantes por meio do uso de seus celulares e de seus rádios”.
Custos, dados integrados e privacidade
Os drones estratégicos na segurança pública podem substituir ou complementar helicópteros, que possuem custos de hora voo e manutenção superiores. A operação remota reduz exposição de tripulações em áreas conflagradas.
A transmissão de imagens e telemetria favorece o compartilhamento interagências. Com dados em tempo real, a resposta a incidentes melhora, a coordenação se torna mais efetiva e as operações conjuntas ganham agilidade.
O uso de interceptação de sinais é descrito como monitoramento sem escuta, focado em metadados e localização. O debate sobre privacidade e legalidade deve seguir a legislação vigente, com controle judicial e protocolos claros.
Regulação, SORA e a rota até 2026
Para operar, a certificação na ANAC e ANATEL pode levar cerca de cinco anos, aponta a fonte. O mercado nacional é limitado, com poucas empresas aptas, o que favorece soluções nacionais com dados de ensaio e suporte técnico.
A liberação de espaço aéreo requer análise SORA. Em áreas densas ou próximas a aeródromos, pode ser necessário NOTAM. Para longas distâncias, o DECEA exige segregação do espaço aéreo ou tecnologias “Detect and Avoid”.
Em 2026, a ANAC deve adotar Cenários Padrão, Standard Scenarios, que simplificam autorizações para emergência e patrulhamento. Isso tende a acelerar o uso de drones estratégicos na segurança pública em operações críticas.
Tecnologia nacional e o caso Harpia
Com o Harpia, a ADTECH apoia a SORA ao fornecer dados e ensaios, o que facilita comprovar integridade operacional. A proximidade com fabricante nacional agiliza ajustes e reduz dependência de fornecedores estrangeiros.
Segundo o artigo, há benefício direto no custo benefício, na autonomia tecnológica e na integração com a fiscalização ambiental. As ARP também detectam desmatamento e garimpo ilegal, conectando segurança e proteção ambiental.
A fonte resume a visão de futuro com a frase, “Temos certeza de que os ganhos serão muitos e que nossa população é quem mais irá se beneficiar com isso”. O avanço dos drones estratégicos na segurança pública tende a ser decisivo.




