Marinha do Brasil e Taurus selam protocolo com apoio do BNDES, foco em armamento leve, armas coletivas e drones armados, com testes dos Fuzileiros Navais
A parceria entre Marinha do Brasil e Taurus foi oficializada na Fortaleza de São José, no Centro do Rio, e mira inovação, fortalecimento da Base Industrial de Defesa e maior autonomia tecnológica do país.
Com foco em armamento leve, armas coletivas e drones armados, o Corpo de Fuzileiros Navais definirá requisitos técnicos e validará os equipamentos em uso real, alinhados à Estratégia Nacional de Defesa.
A Taurus atuará como braço industrial, com testes em laboratório e soluções para calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .50, com apoio institucional do BNDES, conforme informações divulgadas pelo Defesa em Foco.
Desenvolvimento orientado à realidade do combate
O acordo nasce para traduzir a experiência de quem está na linha de frente em especificações claras, garantindo que cada sistema atenda às demandas reais dos Fuzileiros e às missões de pronto emprego da Força.
A Marinha do Brasil e Taurus priorizam testes em ambiente operacional, com avaliações, ajustes e homologações, para assegurar durabilidade, precisão e segurança, sempre em sintonia com a END e a BID.
Taurus como braço industrial e calibres estratégicos
Como parceiro tecnológico, a Taurus mobilizará equipes e laboratórios para prototipagem, ensaios e validações, ampliando sua presença no segmento militar e reforçando conteúdo local em projetos estratégicos.
A trilha abrange plataformas nos calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .50, além de drones armados, combinando integração de sistemas, controle, mira e logística, com foco em produção nacional competitiva.
Apoio do BNDES e sinergia com a Nova Indústria Brasil
“O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a importância da parceria para o resgate e fortalecimento da indústria nacional de defesa, ressaltando o papel estratégico dos Fuzileiros Navais como tropa de pronto emprego.”
“O banco colocou-se à disposição para avaliar, conforme seus ritos de governança, eventual apoio financeiro a projetos decorrentes dos estudos técnicos.”
O desenho converge com a Nova Indústria Brasil, que incentiva inovação, escala produtiva e cadeias locais, reforçando o elo entre Marinha do Brasil e Taurus e instrumentos públicos de financiamento.
Próximos passos e governança do protocolo
“Com vigência de dois anos, o protocolo prevê reuniões periódicas para acompanhamento das análises de viabilidade.”
“Caso os estudos apontem soluções promissoras, novos instrumentos jurídicos poderão ser celebrados para viabilizar a aquisição e produção dos sistemas desenvolvidos.”
As próximas etapas devem detalhar cronogramas, custos e métricas de desempenho, com governança compartilhada, para acelerar a adoção de armas e drones desenvolvidos por Marinha do Brasil e Taurus.




