Voo do drone com turbina nacional Albatroz Vortex na Base Aérea de Santa Cruz, com turbina ATJR15-5, sinaliza avanço da FAB e da indústria de defesa
Em 17 de dezembro de 2025, a FAB realizou o primeiro voo do Albatroz Vortex, um drone com turbina nacional, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro. O ensaio consolida a integração entre Força e empresas brasileiras.
Com foco em ISR e operações embarcadas, o sistema valida uma arquitetura de alta performance, criada e produzida no país. A iniciativa eleva a maturidade tecnológica de propulsão a jato e de plataformas táticas não tripuladas.
O projeto agrega capacidade industrial, forma profissionais e reduz dependências externas em áreas críticas. As informações foram obtidas conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Plataforma de alta performance com propulsão nacional
Segundo a fonte, o drone com turbina nacional mede quatro metros e foi projetado para missões longas. O foco são sensores de inteligência, vigilância e reconhecimento, com transmissão em tempo real para uso tático.
“Com quatro metros de comprimento e autonomia de até 24 horas, o drone pode decolar com até 150 kg embarcados, transportando sensores de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) em tempo real.”
“A aeronave também se destaca pela capacidade de operar a partir de navios aeródromos ou pistas com menos de 150 metros, ampliando sua versatilidade tática.”
O sistema propulsivo é a ATJR15-5, da AERO CONCEPTS, e a plataforma aérea é da Stella Tecnologia. O conjunto é descrito como solução integrada, com tecnologia genuinamente nacional.
Autonomia estratégica e fortalecimento da indústria
“A cooperação entre FAB e indústria civil demonstra um modelo eficaz de desenvolvimento dual, no qual conhecimento operacional militar se integra à capacidade industrial privada.”
“O projeto simboliza avanço concreto na redução da dependência externa em sistemas críticos, especialmente no segmento de turbinas aeronáuticas.”
O drone com turbina nacional cria base para cadeias produtivas de ligas e componentes. Isso sustenta a soberania tecnológica e impulsiona empregos qualificados no setor aeroespacial.
O alinhamento com a Concepção Estratégica Força Aérea 100 orienta a modernização da FAB, projeta o Brasil para desafios do século XXI e amplia a competitividade global.
Ecossistema de inovação e formação aeroespacial
O avanço vai além do Albatroz Vortex. O Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia, PITA-BA, foi implantado na Base Aérea de Salvador e foca drones, satélites, soluções quânticas e IA.
O parque resulta da cooperação entre FAB, SENAI CIMATEC, Ministério da Defesa e Governo da Bahia. A meta é acelerar pesquisa, protótipos e transferência de tecnologia para a indústria nacional.
O ITA amplia sua presença com novo campus na Base Aérea de Fortaleza. Cursos técnicos e especializações fortalecem a engenharia aeronáutica e sistemas complexos no país.
Essa formação qualificada sustenta programas como o drone com turbina nacional, criando massa crítica e reduzindo lacunas em engenharia de materiais e integração de sistemas.
Próximos passos e impacto para o Brasil
“Segundo a direção da AERO CONCEPTS, a meta é evoluir para o desenvolvimento de famílias completas de turbinas nacionais e consolidar um parque fabril próprio, incluindo a produção de superligas estratégicas.”
Esse plano amplia a cadeia de valor, do projeto de turbinas à metalurgia avançada. Com o drone com turbina nacional, a FAB acelera a autonomia e impulsiona a indústria de defesa brasileira.
O teste na Base Aérea de Santa Cruz confirma capacidade de integração. O pacote, com ATJR15-5 e célula da Stella Tecnologia, reforça o Brasil em ISR, operações navais e pistas curtas.
Com autonomia de 24 horas, até 150 kg embarcados e operação em menos de 150 metros, o Albatroz Vortex consolida um marco para a aviação militar e para a inovação nacional.




