Submarino navegando em mar aberto sob céu nublado.

Submarinos de Propulsão Nuclear, o que são, como funcionam e por que mudam a guerra no mar, de USS Nautilus à classe Borei, países, riscos e futuro

Submarinos de Propulsão Nuclear reúnem autonomia quase ilimitada, furtividade e mísseis de longo alcance, entenda a tecnologia, a história e os impactos ambientais

Nos mares profundos, os Submarinos de Propulsão Nuclear combinam alta tecnologia e poder militar. Com reatores a bordo, operam por meses sem reabastecer, mantendo sigilo e alcance global.

A autonomia quase ilimitada, a furtividade e o arsenal de mísseis e torpedos colocam essas plataformas no centro da dissuasão. Eles executam missões de vigilância, ataque e coleta de inteligência.

Além do uso militar, cumprem papéis em pesquisa e resgate, chegando a biomas inexplorados. O impacto estratégico é amplo, mas desafios ambientais e de segurança exigem atenção constante.

Conforme conteúdo da pauta recebido pelo Defesa em Foco.

História e evolução, do USS Nautilus à corrida tecnológica

A trajetória ganhou força na Guerra Fria, quando EUA e URSS buscaram dissuasão resiliente. O marco veio com o USS Nautilus, que inaugurou a era nuclear nos oceanos.

Como registra a fonte, “O primeiro submarino nuclear, o USS Nautilus, foi lançado pelos Estados Unidos em 1954, marcando o início de uma nova era na guerra naval.”

A façanha de resistência também ficou evidente, “Durante sua viagem inaugural, o Nautilus estabeleceu um recorde ao viajar mais de 2.000 milhas náuticas sem precisar emergir.”

A URSS respondeu com o K-3 Leninsky Komsomol em 1958, acelerando a corrida. Avanços de sonar, cascos e reatores moldaram classes que inspiram projetos atuais.

Como funciona a propulsão nuclear a bordo

Nos Submarinos de Propulsão Nuclear, a fissão de urânio ou plutônio gera calor e vapor para turbinas. O reator é compacto e conta com múltiplas redundâncias, priorizando segurança e continuidade.

Barras de combustível iniciam reação em cadeia, aquecem água e movem turbinas. A energia elétrica resultante sustenta navegação, comunicações e sistemas de armas por longos períodos.

Essa independência energética permite operar sensores complexos e manter furtividade por meses. O navio conserva desempenho em grandes profundidades, com ruído estrutural mitigado.

Vantagens, países operadores e tecnologias embarcadas

A velocidade e a manobrabilidade são diferenciais. A fonte destaca, “Submarinos nucleares podem alcançar velocidades superiores a 30 nós (cerca de 56 km/h), o que é consideravelmente mais rápido do que a maioria dos submarinos convencionais.”

EUA e Rússia lideram em número e capacidade, com SSNs e SSBNs. A frota americana emprega sonar de última geração, mísseis Tomahawk e Trident, integrados a plataformas discretas.

A Rússia opera a classe Typhoon, a maior já construída, e a classe Borei, com mísseis balísticos intercontinentais. Reino Unido, França, China e Índia também mantêm frotas nucleares.

Materiais compostos e revestimentos anecoicos reduzem assinaturas acústicas. Lançadores verticais disparam mísseis de cruzeiro e balísticos, além de drones subaquáticos para inteligência.

Riscos ambientais, descomissionamento e próximos passos

Acidentes com reatores são riscos críticos. Casos como o Kursk em 2000 e o USS Thresher em 1963 mostram a gravidade potencial, exigindo protocolos robustos e resposta rápida.

O desmantelamento pede remoção segura de reatores e combustível. O processo é caro e complexo, e falhas podem impactar o ambiente marinho por anos, exigindo supervisão rigorosa.

O ruído de sonar e propulsão afeta mamíferos marinhos, além de riscos de poluição térmica e vazamentos. Regras claras e monitoramento são vitais para mitigar impactos.

O futuro inclui reatores de quarta geração, mais eficientes e seguros, automação e IA para operações autônomas. Materiais avançados e propulsão magneto hidrodinâmica e motores de íon estão no radar.

No balanço, Submarinos de Propulsão Nuclear ampliam dissuasão e alcance estratégico. Com inovação responsável e gestão ambiental, tendem a seguir centrais na segurança global.

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