Iniciativa prospecta monitoramento, detecção de intrusões e resposta a incidentes, fortalecendo a defesa cibernética de navios e ativos industriais estratégicos
A Marinha do Brasil realizou, com o Grupo Edge, um workshop voltado à defesa cibernética, com foco em sistemas navais e infraestruturas críticas, unindo especialistas para acelerar soluções práticas.
A agenda priorizou Tecnologia Operacional, que envolve o controle de processos industriais, equipamentos embarcados e redes essenciais, mirando monitoramento, prevenção e resposta em ambiente marítimo estratégico.
Diante do avanço das ameaças, ganharam foco detecção de intrusões, análise de vulnerabilidades e resposta a incidentes, segundo a Marinha do Brasil, via Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação, em parceria com o Grupo Edge.
Monitoramento e proteção em Tecnologia Operacional
Nos sistemas de Tecnologia Operacional, cada sensor e atuador influenciam a segurança do navio. O workshop mapeou riscos em redes industriais e definiu prioridades para reduzir superfícies de ataque.
Entre as soluções avaliadas, destacam-se detecção de intrusões, análise de vulnerabilidades, segmentação de rede e playbooks de resposta a incidentes, integradas a centros de operações.
A integração entre OT e TI busca garantir continuidade de missão, protegendo ativos estratégicos e dados sensíveis, sem interromper processos críticos embarcados ou portuários, um desafio clássico da cibersegurança.
Integração entre equipes técnicas e comando
Militares e servidores civis de segurança cibernética, segurança da informação, sistemas industriais e TI compartilharam práticas, elevando a maturidade dos times e a interoperabilidade entre setores.
A presença do Contra-Almirante, Fuzileiro Naval, Stewart da Paixão Gomes, e do Contra-Almirante Marcelo do Nascimento Marcelino, evidenciou a importância institucional e o alinhamento com a alta administração.
Também participou o Diretor do Centro de Projetos de Sistemas Navais, o Contra-Almirante, Engenheiro Naval, Yuri Barwick Lannes de Camargo, reforçando o elo entre tecnologia, estratégia e demandas da Esquadra.
Capacitação, inovação e resiliência cibernética
A complexidade da guerra cibernética exige investimento contínuo em capacitação, pesquisa e integração de plataformas, elevando a resiliência cibernética de meios navais e de infraestruturas críticas.
Ao prospectar soluções com o setor tecnológico, a Marinha amplia a capacidade de detecção, resposta e recuperação, reduzindo tempo de exposição e impactos operacionais, fator chave para a prontidão.
O foco em defesa cibernética fortalece o domínio cibernético como componente da defesa nacional, com proteção de informações sensíveis e continuidade de operações em cenários de alta pressão.
Impacto para a proteção de sistemas navais e industriais
O encontro consolida diretrizes para monitoramento contínuo, gestão de riscos e governança, apoiando políticas de ciclo de vida seguro, da concepção de sistemas ao suporte a bordo e em bases.
Com defesa cibernética integrada à Tecnologia Operacional, navios e instalações ganham camadas de proteção, da segmentação de rede à resposta coordenada, elevando a confiança no ambiente marítimo.
Os resultados indicam avanço gradual, com ganhos de eficiência e segurança, mantendo a Marinha do Brasil alinhada a padrões modernos de cibersegurança e colaboração com o Grupo Edge.




