Pessoas uniformizadas posando em frente a edifício com bandeiras.

Exército Brasileiro avalia tecnologias não letais da Condor, drone Condor Drop e granada fumígena 76 mm miram uso em GLO e integração aos SMEM

Visita da Diretoria de Fabricação, liderada pelo General Tales Villela, analisa integração de tecnologias não letais, nacionalização e ganhos à BID

Em movimento para modernizar seus meios, o Exército Brasileiro iniciou a avaliação de tecnologias não letais desenvolvidas pela Condor Tecnologias Não Letais, foco em uso operacional com precisão e controle.

A Diretoria de Fabricação, liderada pelo General de Divisão Tales Villela, realizou visita técnica à empresa, com ênfase na integração aos Sistemas e Materiais de Emprego Militar e no emprego em áreas urbanas e de GLO.

Entre os destaques, o drone Condor Drop, com lançamento preciso de granadas, e a granada fumígena veicular de 76 mm, em processo de nacionalização, ganham espaço para uso tático, segundo o Defesa em Foco.

Avaliação técnica e integração aos SMEM

A visita teve foco na análise de soluções não letais para cenários complexos, com atenção ao desempenho, à precisão e à interoperabilidade com plataformas e viaturas militares, além de requisitos de segurança.

Como registra a publicação, “A visita da Diretoria de Fabricação (DF) do Exército Brasileiro à Condor Tecnologias Não Letais teve como foco a análise de soluções voltadas ao emprego de materiais não letais em ambientes operacionais complexos”.

O Condor Drop foi apresentado com kits para diferentes granadas, permitindo lançamento pontual, apoio a progressões e dispersão controlada de agentes, com integração a sistemas de comando e controle embarcados.

Capacitação e uso em operações de GLO

O emprego de tecnologias não letais exige protocolos e treinamento específicos, garantindo eficácia, legalidade e mitigação de riscos, com foco na proporcionalidade e no respeito a normas de engajamento.

“A diversidade e complexidade dos materiais apresentados evidenciam a necessidade de capacitação especializada para os operadores”, destaca o Defesa em Foco, ao frisar o papel de doutrina, simulação e certificações.

Em GLO, os recursos ampliam controle de distúrbios, isolamento de áreas e proteção de tropas e civis, com granadas fumígenas para cortina, luz e som como dissuasores, e plataformas aéreas para resposta graduada.

Nacionalização e autonomia estratégica

A nacionalização da granada fumígena veicular de 76 mm reduz dependências externas, reforça cadeias locais e acelera suporte logístico, com produção sob requisitos militares e validação de qualidade.

“Outro avanço relevante é o processo de nacionalização da granada fumígena veicular de 76 mm, que representa um passo importante para reduzir a dependência de fornecedores externos”, pontua o Defesa em Foco.

A adoção de munições de fabricação nacional fortalece a BID, melhora custos ao longo do ciclo de vida e viabiliza atualizações contínuas, com propriedade intelectual e manutenção no país.

Fortalecimento da Base Industrial de Defesa

O movimento da Diretoria de Fabricação consolida parcerias com a Condor e impulsiona inovação, ao alinhar demandas operacionais a soluções de mercado, com foco em soberania e prontidão.

“A iniciativa reafirma o compromisso da Diretoria de Fabricação em fortalecer a Base Industrial de Defesa (BID), incentivando o desenvolvimento de soluções nacionais”, informa o Defesa em Foco, ao tratar dos próximos passos.

Com tecnologias não letais integradas aos SMEM, a Força ganha adaptabilidade para operações urbanas, fronteira e eventos sensíveis, elevando a capacidade de resposta com menor efeito colateral.

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