Três homens segurando documento em evento corporativo.

Brasil lança Projeto MUST da IACIT e DECEA para rastrear drones em tempo real, com IA e sensores, investimento de R$ 40 milhões mira UAM e eVTOLs

Plataforma integra radares, sensores eletro ópticos e IA para rastrear drones em tempo real em áreas urbanas, validada em prova de conceito com o DECEA

O Brasil firmou um protocolo de intenções entre a IACIT e o DECEA para o Projeto MUST, solução de vigilância multimodal com IA, criada para rastrear drones em tempo real e apoiar a gestão do espaço aéreo.

O desenvolvimento recebeu R$ 40 milhões, sendo R$ 28 milhões da FINEP e R$ 12 milhões de contrapartida das empresas, com foco em áreas densas, integração UTM, e suporte a UAM e eVTOLs.

A plataforma combina dados de radares, sensores eletro ópticos, sistemas cooperativos e redes, cria consciência situacional imediata e eleva a segurança, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Como funciona o Projeto MUST

O MUST adota fusão de dados para unificar pistas e alertas de múltiplas fontes, o objetivo é rastrear drones em tempo real e outras aeronaves não tripuladas, com precisão e baixa latência, mesmo em cenário urbano complexo.

A arquitetura integra radares, sensores eletro ópticos, telemetria cooperativa e comunicação, cruzando sinais com algoritmos de Inteligência Artificial para classificar, identificar e priorizar alvos com confiabilidade.

O resultado é uma vigilância contínua, com consciência situacional em tempo real, o sistema identifica e acompanha aeronaves em rotas irregulares, mitiga riscos e reduz lacunas de cobertura em áreas críticas.

O projeto também contempla interfaces abertas, que facilitam a integração com plataformas UTM e centros de controle, isso permite expandir o alcance do monitoramento aéreo urbano sem trocar infraestruturas já existentes.

Modelos de IA apoiam detecção, rastreamento e fusão de pistas, eles reduzem alarmes falsos, aprendem padrões, e melhoram o desempenho do rastreio em tempo real diante de ruído urbano e obstáculos estruturais.

O sistema prevê visualização tática unificada, com camadas de mapa, zonas de restrição e rotas preferenciais, operadores podem agir rápido, autorizar voos, e mitigar riscos em segundos, com base em dados auditáveis.

Como a arquitetura é modular, novas fontes, como ADS B, 5G e satélite, podem ser somadas, o MUST preserva investimentos e amplia a malha de vigilância aérea sem interromper operações críticas já em curso.

Validação, interoperabilidade e prova de conceito

A próxima etapa será a prova de conceito com o DECEA, que vai medir desempenho, interoperabilidade e integração, essa fase reduz riscos técnicos e prepara a solução para adoção em centros operacionais do país.

Segundo o projeto, “A prova de conceito, desenvolvida em parceria com o DECEA, permitirá validar requisitos operacionais, desempenho, interoperabilidade e capacidades de integração.” A validação terá cenários reais e métricas objetivas.

Com os achados, os times pretendem definir requisitos operacionais e interfaces, padronizar protocolos e garantir que o MUST, ao rastrear drones em tempo real, cumpra as normas de segurança e privacidade vigentes.

O road map prevê interoperabilidade com sistemas legados do controle do espaço aéreo, essa abordagem reduz custos, acelera a implantação e permite amadurecer a tecnologia até a escala nacional planejada.

Indicadores como cobertura volumétrica, disponibilidade, latência de atualização e taxa de identificação serão verificados, a meta é manter rastreio em tempo real com qualidade estável em cenários variados.

A prova de conceito também testa governança de dados e privacidade, com trilhas de auditoria, criptografia e segregação por perfil, isso reforça confiança de órgãos reguladores e de operadores privados.

Mobilidade aérea avançada e segurança urbana

O avanço da mobilidade aérea urbana impõe novos critérios de vigilância, drones de entrega, aeronaves autônomas e táxis aéreos elétricos multiplicam voos, exigem soluções que consigam rastrear drones em tempo real e prever conflitos.

Em cenários densos, sistemas como o MUST monitoram tráfego, evitam colisões, coíbem interferências indevidas e contêm operações não autorizadas, a plataforma gera alertas precoces e apoia decisões com dados confiáveis.

O ecossistema UAM e UTM demanda rotas seguras, regras claras e execução precisa, a fusão de sensores e IA cria camadas redundantes de vigilância, reforça a segurança pública e melhora o fluxo de aeronaves de baixo risco.

Além da aviação civil, a tecnologia atende defesa, proteção de fronteiras, fiscalização ambiental e infraestruturas críticas, também é útil no gerenciamento de grandes eventos, onde a cobertura aérea rápida é vital.

Com a consolidação de vertiportos e corredores aéreos, cresce a demanda por coordenação automatizada, a integração do MUST com UTM auxilia planos de voo dinâmicos e evita saturação de rotas em horários de pico.

Para entregas urbanas, a combinação de rastrear drones em tempo real e geofencing garante cumprimento de regras locais, reduz incursões em áreas sensíveis e melhora a previsibilidade logística.

Em operações de emergência, a plataforma agiliza janela segura para pousos e decolagens, libera trechos do espaço aéreo e orienta equipes, o ganho de tempo ajuda a salvar vidas e a proteger infraestruturas.

Impacto industrial e cooperação nacional

O acordo foi firmado durante a SpaceBR Show, DroneShow Robotics, e simboliza avanço tecnológico e industrial, fortalece a capacidade nacional em soluções complexas e reforça a autonomia em vigilância e controle do espaço aéreo.

Segundo a divulgação, “O Projeto MUST conta com investimento total de R$ 40 milhões.” Esse aporte ancora pesquisa, testes e integração, e alinha requisitos operacionais com metas de implantação.

“Desse montante, R$ 28 milhões são financiados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), enquanto R$ 12 milhões correspondem à contrapartida da IACIT e das coexecutoras Ocellott, Saipher ATC e Senai Cimatec.”

Com 40 anos de atuação e credencial de Empresa Estratégica de Defesa, a IACIT expandiu portfólio em controle do espaço aéreo, meteorologia, tecnologias anti drones, radares além do horizonte e mobilidade aérea avançada.

Entre os benefícios esperados, a liderança operacional do DECEA aproxima o desenvolvimento das necessidades reais, acelera a maturidade do sistema e dá escala ao objetivo de rastrear drones em tempo real no país.

“Segundo o CEO da empresa, Luiz Teixeira, a participação do DECEA na prova de conceito contribuirá para aproximar o desenvolvimento tecnológico das necessidades operacionais reais, aumentando a maturidade e a efetividade da solução.”

“Para o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Júnior, o projeto representa uma ferramenta estratégica para manter os elevados padrões de segurança da navegação aérea brasileira.”

“Esse modelo de cooperação entre governo, indústria e centros de pesquisa segue padrões adotados por países líderes em inovação tecnológica.”

“O objetivo é acelerar o desenvolvimento de capacidades nacionais em áreas críticas para a soberania tecnológica e para a competitividade internacional.”

“Segundo o oficial-general, a evolução tecnológica exige constante adaptação dos órgãos reguladores e operadores do sistema de controle do espaço aéreo.”

“Nesse contexto, a colaboração entre a Aeronáutica e empresas nacionais especializadas torna-se fundamental para assegurar a continuidade da excelência reconhecida internacionalmente pelo Brasil.”

Ao integrar sensores e IA em uma arquitetura aberta, o MUST pavimenta a adoção do UTM no Brasil, amplia a capacidade de rastrear drones em tempo real, e prepara cidades para operações seguras com drones e eVTOLs.

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