Comando de Policiamento COPOM-SP com agentes monitando telas.

São Paulo testa a VIU com vídeo ao vivo e geolocalização no combate a trotes nas centrais de emergência, após provas no COPOM e no Corpo de Bombeiros

Piloto da PM de SP usa vídeo ao vivo, áudio e geolocalização para qualificar ocorrências, reforçar o combate a trotes nas centrais de emergência e acelerar decisões no COPOM

São Paulo vive alto volume de trotes nas linhas 190 e 193, o que pressiona o sistema. Estimativas indicam cerca de 100 mil falsos avisos por mês apenas na capital, um gargalo que afeta disponibilidade e resposta.

O impacto pesa no caixa público e na operação. Cálculos a partir de dados do COPOM apontam R$ 28 milhões mensais em mobilizações indevidas e, em projeção para o estado, aproximadamente R$ 102 milhões por mês.

Para enfrentar o problema, a PM testa a VIU, que integra vídeo ao vivo, áudio e geolocalização no atendimento. A ideia é validar ocorrências antes do envio de equipes, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Triagem com vídeo, áudio e localização em tempo real

Com a VIU, o operador envia um link ao solicitante e passa a receber imagens, som e a posição geográfica do contato. A validação em tempo real dá visão do cenário ainda durante a chamada.

Essa percepção visual permite diferenciar um caso que exige envio imediato de outro que demanda encaminhamento distinto. A ferramenta amplia a triagem e qualifica a informação que chega à central.

O objetivo é reduzir a dependência de relatos incompletos e melhorar decisões. A tecnologia não substitui o operador, ela adiciona uma camada tecnológica para o combate a trotes nas centrais de emergência.

Impacto financeiro e operacional direto na resposta

Quando uma equipe é enviada a um chamado improdutivo, esse recurso fica indisponível para uma urgência real. Ao qualificar a triagem, a central preserva frota, equipes e o tempo de resposta.

Em São Paulo, o volume de cerca de 100 mil falsos avisos por mês pressiona a logística. O uso da VIU mira reduzir perdas de R$ 28 milhões mensais e, em escala estadual, de aproximadamente R$ 102 milhões por mês.

Com melhor leitura do cenário, a distribuição de viaturas tende a ser mais eficiente. O combate a trotes nas centrais de emergência ajuda a manter recursos disponíveis para ocorrências reais.

Provas de conceito no COPOM e no Corpo de Bombeiros

A VIU realizou provas de conceito no Brasil, incluindo validações com o COPOM da Polícia Militar de São Paulo e com o Corpo de Bombeiros do estado.

Novas rodadas de testes devem ocorrer em outras corporações nas próximas semanas. A meta é medir ganhos na triagem e no despacho de recursos em diferentes realidades operacionais.

Essas avaliações simulam o dia a dia das centrais e mostram como a ferramenta se encaixa nos fluxos existentes, sem romper protocolos, treinamento ou a avaliação profissional.

Experiência internacional e perspectiva para o Brasil

A solução já opera em Bogotá, na Colômbia, e na Cidade do México, metrópoles com alto volume de chamados. O histórico sugere aderência a sistemas complexos e de grande escala.

No Brasil, a expansão das provas de conceito indica maior abertura a tecnologias voltadas ao combate a trotes nas centrais de emergência e à redução de gargalos estruturais.

Se os resultados se confirmarem, ferramentas como a VIU podem reduzir deslocamentos improdutivos, otimizar a frota e garantir que equipes estejam livres para ocorrências críticas, quando cada minuto conta.

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