Itajaí prepara a criação do Polo Municipal da Base Industrial de Defesa e Segurança de Itajaí (PBIDS-Itajaí) com o objetivo de ampliar a participação de empresas locais e regionais em áreas como engenharia, metalmecânica, eletrônica, automação, software, cibersegurança e manutenção especializada. Segundo informações divulgadas pelo Município, a iniciativa pretende transformar a experiência acumulada com o programa das Fragatas Classe Tamandaré em novas oportunidades de tecnologia e negócios.
Entre 2 e 4 de setembro, representantes de Itajaí estiveram em Brasília para apresentar o projeto em construção e discutir a proposta com áreas técnicas do Ministério da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI). De acordo com o Município, esta etapa busca contribuições técnicas para aprimorar o texto antes das decisões políticas.
O polo não deve ficar restrito à indústria naval. A proposta abrange aplicações civis e militares, além de aproximar empresas, universidades e centros de inovação da cadeia industrial que ganhou maior dimensão na cidade com a construção das Fragatas Classe Tamandaré.
Fragatas Classe Tamandaré impulsionam a cadeia produtiva
Itajaí já ocupa posição relevante nesse ambiente por receber a construção de quatro Fragatas Classe Tamandaré no TKMS Estaleiro Brasil Sul. Segundo dados divulgados pelo Município, o Programa Fragatas Classe Tamandaré envolve cerca de mil empresas, possui aproximadamente 40% de conteúdo local e tem estimativa de gerar 23 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. Esses números dizem respeito ao programa das fragatas e não representam projeções de emprego ou atividade econômica do futuro PBIDS-Itajaí, que permanece em elaboração.
O que prevê o PBIDS-Itajaí
A proposta abrange setores como engenharia, metalmecânica, eletroeletrônica, automação, software, cibersegurança, pesquisa e manutenção especializada, com tecnologias de uso civil e militar. A estratégia local é aproveitar a base já existente para inserir mais empresas de Itajaí e da região na cadeia, inclusive pequenos e médios negócios, por meio de qualificação, certificações e inovação.
Próximas etapas e tramitação
O PBIDS-Itajaí ainda não está criado. Após a etapa de contribuições técnicas, o projeto deverá ser submetido à avaliação do prefeito Robison Coelho. Caso seja aprovado pelo Executivo municipal, o texto seguirá para análise da Câmara de Vereadores de Itajaí.
Santa Catarina na cadeia de defesa
De acordo com dados apresentados pelo Município, em Santa Catarina 219 empresas forneceram produtos ou serviços para a área de Defesa em 2025, movimentando R$ 211,8 milhões. A proposta do PBIDS-Itajaí busca transformar o conhecimento e as conexões industriais desenvolvidas durante a construção das Fragatas Classe Tamandaré em uma atividade mais permanente, envolvendo empresas, tecnologia, inovação e investimentos ligados à Base Industrial de Defesa e Segurança.




