A Xmobots Defense participou da Operação Formosa 2026 com a exibição integrada de duas configurações do drone Nauru 100D, uma voltada a inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) e outra a emprego armado (UCAV). A apresentação incluiu ainda o sensor eletro-óptico e infravermelho XSIS 222A, desenvolvido no Brasil.
Segundo publicação do Defesa em Foco, o exercício expôs as soluções nacionais a um ambiente de treinamento de alta complexidade, no qual diferentes meios e estruturas de comando operam simultaneamente. A edição foi inserida no contexto da Operação Atlas e reuniu Forças Armadas, autoridades e delegações internacionais.
De acordo com as informações divulgadas, a coordenação entre as versões ISR e UCAV permitiu demonstrar um fluxo em que uma aeronave identifica e acompanha o alvo enquanto outra pode ser acionada na etapa de resposta. As fontes ressaltam que se trata de demonstração técnica em exercício, o que não implica adoção imediata pelas Forças Armadas.
Coordenação ISR-UCAV com o Nauru 100D
Durante a programação, a Xmobots executou missões com o Nauru 100D nas configurações ISR e UCAV. A arquitetura apresentada prevê que a plataforma ISR faça a detecção, identificação e acompanhamento do alvo, enquanto a versão UCAV seja empregada na resposta operacional. Segundo a fabricante, o Nauru 100D foi desenvolvido para missões de inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento, com decolagem e pouso vertical, possibilidade de uso de sensores ópticos e infravermelhos e desenho voltado à redução de assinaturas visual, acústica, térmica e radar.
XSIS 222A amplia a consciência situacional
Além dos drones, a empresa apresentou o XSIS 222A, sistema eletro-óptico e infravermelho nacional orientado a vigilância, reconhecimento e acompanhamento tático. O equipamento reúne capacidades ópticas e térmicas e inclui funções de medição e designação de alvos, ampliando a consciência situacional e a capacidade de detectar, identificar e acompanhar ameaças ou objetivos em diferentes condições de operação.
As informações destacam o valor estratégico de consolidar uma cadeia nacional que envolva não apenas plataformas aéreas, mas também sensores, software, integração e suporte técnico, reduzindo dependências externas e alinhando o desenvolvimento industrial às necessidades identificadas em campo.
Ambiente de exercício favorece integração e retorno operacional
Na Operação Formosa 2026, inserida na Operação Atlas, foram realizadas ações com armas combinadas, fogos, viaturas, aeronaves e sistemas não tripulados. Para a indústria, esse cenário permite testar conceitos e observar requisitos; para as Forças, oferece contato direto com soluções nacionais em condições mais próximas das demandas reais de missão, facilitando a avaliação de desempenho e integração com procedimentos militares.
Demonstração não implica adoção imediata
As fontes salientam que a exibição do Nauru 100D (ISR e UCAV) e do XSIS 222A no exercício não equivale a incorporação formal pelos usuários militares. A Xmobots também desenvolve propostas como o emprego coordenado em enxame, mas esses conceitos permanecem em fase de desenvolvimento e prospecção enquanto não houver confirmação de incorporação operacional. O principal resultado, por ora, é aproximar a Base Industrial de Defesa do usuário militar e tornar mais claros os requisitos, limites técnicos e possibilidades de integração para futuras evoluções.




