A SIATT concluiu a entrega de dois lotes do míssil guiado MAX 1.2 AC ao Exército Brasileiro, passando para a fase de fornecimento seriado e ampliando demonstração de capacidade anticarro na Operação Formosa 2026.
Produção e entregas consolidam avanço industrial nacional
A SIATT, empresa brasileira sediada em Caçapava (SP), concluiu recentemente a entrega dos dois primeiros lotes do míssil anticarro guiado MAX 1.2 AC ao Exército Brasileiro. O primeiro lote foi entregue em maio de 2026 e o segundo em setembro do mesmo ano, marcando o início da fase de fornecimento seriado do sistema produzido industrialmente.
Este avanço destaca a transição da fase experimental para a consolidação do produto. O contrato inclui além dos mísseis, unidades de tiro, simuladores e adaptações para emprego a partir de veículos leves, mostrando uma cadeia produtiva integrada que envolve desenvolvimento, fabricação, testes e suporte.
O desenvolvimento contou com participação do Centro Tecnológico do Exército, reforçando a cooperação entre a indústria nacional e instituições militares de pesquisa e desenvolvimento, fator essencial para a soberania tecnológica brasileira.
Entenda o MAX 1.2 AC
O MAX 1.2 AC é um sistema superfície-superfície guiado a laser, projetado para destruir alvos blindados e fortificados. Com alcance estimado entre 200 e 3.200 metros, ele pode ser operado tanto em configuração portátil quanto veicular.
Seu funcionamento depende da unidade de tiro, que mantém o feixe laser codificado sobre o alvo enquanto o míssil é guiado durante o trajeto. Essa arquitetura de guiamento a laser exige acompanhamento contínuo durante o engajamento, enfatizando a necessidade de operador treinado e meios de apoio.
Expansão do alcance operacional para outras forças armadas
Além do Exército, o Corpo de Fuzileiros Navais demonstrou interesse pelo MAX 1.2 AC para o seu Sistema de Mísseis Anticarro Expedicionário (SMACE), que visa dotar a força de alta mobilidade com poder de fogo e suporte de sensores.
Durante a Operação Formosa 2026, a SIATT exibiu uma viatura adaptada para empregar o MAX 1.2 AC no contexto dos Fuzileiros, possibilitando o uso a partir de plataformas de rápida mobilidade e associação com sistemas de reconhecimento remoto, incluindo drones.
Embora o sistema ainda esteja em processo de integração no SMACE e não tenha sido declarado plenamente operacional neste contexto, essas demonstrações apontam para uma potencial padronização tecnológica entre as forças terrestres brasileiras.
O que já está confirmado
O fornecimento ao Exército Brasileiro está confirmado e em andamento, com dois lotes entregues e uso em exercícios reais.
A integração do míssil ao sistema SMACE dos Fuzileiros Navais encontra-se em desenvolvimento, com demonstrações públicas, mas sem aceitação formal ainda.
Impactos estratégicos e próximos passos
A produção nacional e adoção do MAX 1.2 AC proporcionam ganhos significativos para a indústria de defesa brasileira, preservando competências tecnológicas de ponta em sistemas guiados anticarro e fortalecendo a cadeia produtiva local.
A padronização do sistema entre o Exército e os Fuzileiros Navais pode gerar economia de escala, facilitar manutenção, treinamento e suporte, além de aprimorar a interoperabilidade entre as forças terrestres e anfíbias.
O acompanhamento das próximas entregas e a evolução da integração no SMACE são fundamentais para avaliar a consolidação do MAX 1.2 AC como arma padrão. Novas demonstrações, contratos e etapas formais de aceitação deverão definir o papel futuro do sistema no Brasil.
Impacto para o Brasil
Manter a capacidade de desenvolvimento e produção desta tecnologia reduz dependências externas e contribui para a autonomia estratégica do País.
A continuidade do programa poderá fortalecer o cenário industrial nacional e ampliar a presença da SIATT e parceiros no mercado de defesa.
Fonte: Defesa em Foco.




