O primeiro Gripen E fabricado pela Embraer no Brasil realizou seu voo inaugural em 7 de outubro de 2026, consolidando a capacidade nacional para fabricar, integrar e testar um caça avançado dentro da rede global da Saab, em um marco para a indústria aeroespacial brasileira.
Produção nacional do Gripen E: do conhecimento à capacidade operacional
Em 7 de outubro de 2026, a Embraer realizou o voo inaugural do primeiro Gripen E fabricado em território brasileiro, na unidade de Gavião Peixoto, São Paulo. Esse evento consolidou a transformação do conhecimento tecnológico recebido em capacidade operacional concreta, permitindo que uma unidade nacional produzida pela fábrica brasileira integrasse a campanha de voos de teste e validação antes da entrega à Força Aérea Brasileira (FAB).
A aeronave, primeira de 15 previstas no acordo atual de fabricação nacional, passou nos testes iniciais de desempenho sob o comando de um piloto da Saab, provando a maturidade da produção e capacidade de integração do caça de última geração produzida em cooperação entre Embraer e Saab.
Essa estrutura industrial é resultado de mais de uma década de transferência tecnológica, desenvolvimento de competências locais e cooperação, que incluem engenharia, manufatura, integração e ensaios em voo, qualificando Gavião Peixoto como a única linha de produção do Gripen fora da Suécia.
Entenda o programa Gripen no Brasil
O programa Gripen envolve a compra de 36 aeronaves para a FAB, com 28 unidades Gripen E monoposto e oito Gripen F biposto. A Embraer, em parceria com a sueca Saab, participa da fabricação, integração e testes dessas aeronaves no Brasil, garantindo transferência tecnológica e desenvolvimento da base industrial nacional de defesa.
Impacto institucional e econômico do programa Gripen
O voo inaugural do caça fabricado pela Embraer representa uma vitória estratégica da cooperação internacional em defesa, fortalecendo a base industrial brasileira e impulsionando a engenharia e manufatura local.
Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto estimula a formação de profissionais qualificados e potencializa o polo industrial de Gavião Peixoto para atender demandas futuras, incluindo a possibilidade de produção adicional de até 20 aeronaves Gripen, conforme o “Heads of Agreement” firmado em 2026 para expansão do programa.
Essa perspectiva reforça o protagonismo do Brasil no mercado global de defesa, abrindo portas para a participação em programas internacionais de alta complexidade e contínua evolução tecnológica.
Base Industrial de Defesa (BID)
O fortalecimento da Base Industrial de Defesa brasileira (BID) é um dos objetivos centrais do programa Gripen, pois fomenta a autossuficiência tecnológica e a capacidade produtiva nacional em setores estratégicos do país.
Contexto estratégico e próximos passos na integração do Gripen E
O novo Gripen E produzido no Brasil ainda precisa concluir a campanha de ensaios de voo para receber a certificação de aeronavegabilidade e ser formalmente entregue à Força Aérea Brasileira, onde integrará o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) em Anápolis, Goiás.
O marco do voo inaugural confirma a evolução do programa, demonstrando que as atividades críticas de produção e testes, antes concentradas na Suécia, estão consolidadas na unidade brasileira, qualificando o Brasil como um elo na rede global de produção da Saab.
A continuidade do programa e sua expansão dependerão dos contratos futuros, mas a capacidade instalada já posiciona o Brasil para assumir um papel de destaque na fabricação de caças avançados, alinhado às demandas estratégicas nacionais e internacionais.
Rede global de fabricação do Gripen
A produção do Gripen envolve diversas unidades e fornecedores internacionais. A unidade brasileira em Gavião Peixoto é a única fora da Suécia habilitada para fabricar, integrar e testar o caça Gripen E, demonstrando a maturidade tecnológica e industrial alcançada pelo programa local.
Fonte: Defesa em Foco.




