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Base Industrial de Defesa

SIATT entrega dois lotes do míssil MAX 1.2 AC ao Exército e recebe visita técnica

Contrato de R$ 54,1 milhões para o fornecimento do sistema de míssil anticarro MAX 1.2 AC reforça a Base Industrial de Defesa, com visita de militares às unidades da SIATT em São Paulo.

Imagem: fonte original — Defesa em Foco

Após entregar dois lotes do míssil anticarro MAX 1.2 AC ao Exército Brasileiro, a SIATT recebeu uma comitiva militar para apresentar suas instalações e capacidades industriais em São Paulo, fortalecendo a cooperação técnico-industrial do setor de defesa nacional.

Produção e fornecimento do sistema de míssil anticarro MAX 1.2 AC

O contrato firmado entre a SIATT e o Exército Brasileiro, no valor de aproximadamente R$ 54,1 milhões, cobre o fornecimento do sistema de armas MSS AC MAX, um míssil guiado desenvolvido para engajamento de alvos blindados. O acordo, válido de janeiro de 2025 a janeiro de 2027, inclui não apenas as munições, mas também unidades de tiro, simuladores, adaptações para viaturas leves e suporte para treinamento operacional, compondo um sistema completo.

Em maio e setembro de 2026, a SIATT entregou dois lotes de mísseis MAX 1.2 AC ao Exército, conforme etapas do contrato. A empresa não divulgou quantidades específicas, entretanto, essas entregas indicam a existência de uma linha de produção industrial dedicada ao programa, com capacidade de integração final em suas instalações.

O desenvolvimento do MAX 1.2 AC contou com a participação do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e da indústria nacional, marcando um avanço em tecnologia defensiva brasileira ao prover armamento guiado para a Força Terrestre. A produção acontece nas unidades industriais da SIATT em São José dos Campos e Caçapava, interior de São Paulo.

Entenda o MAX 1.2 AC

O MAX 1.2 AC é um sistema de míssil guiado anticarro voltado para o combate a veículos blindados. Desenvolvido no âmbito do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) em parceria com a indústria nacional, o sistema inclui os mísseis, lançadores, simuladores e equipamentos para integração a plataformas móveis, capacitando o uso operacional pela Força Terrestre.

Visita técnica de militares às instalações da SIATT

Em 5 de outubro de 2026, uma comitiva do Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes, sediado em Formosa (GO), composta pelo comandante, instrutores e alunos do Curso de Planejamento de Emprego, visitou as unidades da SIATT em São José dos Campos e Caçapava.

O objetivo da visita foi uma missão de cooperação instrucional para aproximar os militares especializados do funcionamento industrial e tecnológico do sistema MAX, com foco em fabricação de motores-foguetes, integração final dos mísseis e apresentações sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor.

A atividade não envolveu anúncio de novos contratos ou entregas adicionais, destacando-se como uma iniciativa de formação técnica e fortalecimento da interação entre a Base Industrial de Defesa e o Exército Brasileiro.

Capacitação militar e cooperação industrial

Essa interação permite que os operadores e planejadores militares compreendam melhor as capacidades técnicas e características do sistema de armas adquirido, contribuindo para o desenvolvimento das doutrinas de emprego e manutenção do equipamento.

A aproximação entre o setor produtivo e a Força Terrestre é estratégica para garantir que o desenvolvimento tecnológico nacional seja plenamente aproveitado em operações futuras.

Portfólio da SIATT: MAX, MANSUP e MANSUP-ER

Durante a visita, a SIATT também apresentou aos militares seus outros projetos de mísseis, incluindo os sistemas antinavio MANSUP e MANSUP-ER, demonstrando a amplitude e diversidade da capacidade industrial brasileira no setor de defesa.

Apesar da exposição dos projetos, o contrato e fornecimento atuais envolvem apenas o sistema MAX 1.2 AC para o Exército; não há informações sobre aquisição dos mísseis antinavio nesta ocasião.

A presença desses projetos no encontro evidencia o contínuo desenvolvimento tecnológico e industrial da empresa no segmento de armamentos guiados, reforçando a importância da Base Industrial de Defesa para a soberania e autonomia do país.

Diferenças entre os sistemas apresentados

O MAX 1.2 AC é voltado ao combate anticarro, enquanto o MANSUP e MANSUP-ER são projetos direcionados para armamentos antinavio, ambos desenvolvidos para ampliar e modernizar o arsenal brasileiro em diferentes âmbitos navais e terrestres.

Fonte: Defesa em Foco.

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