Escola Superior de Guerra promove o Seminário do Pensamento Brasileiro sobre a Guerra

A Escola Superior de Guerra (ESG) vai promover o Seminário do Pensamento Brasileiro sobre a Guerra nos dias 26 e 27 de agosto de 2019.

Confira a programação:

Dia 26/08 (segunda-feira)

07:00 – 08:00 – Cadastramento dos participantes

08:00 – 08:30 – Cerimônia de Abertura

08:30 – 08:40 – Intervalo

08:40 – 09:30 – Conferência de Abertura com Alte Esq Alipio Jorge, Comandante da ESG

09:30 – 12:00 – Mesa 01: “Geopolítica e Guerra” com Prof. Ronaldo Carmona (ESG), Prof. Eurico Figueiredo (Diretor do INEST-UFF) e Prof. Luis Fernandes (IRI-PUC-Rio)

12:00 – 13:30 – Intervalo para almoço

13:30 – 16:00 – Mesa 02 : “As Guerras e suas lições históricas: impactos sobre pensamento militar brasileiro” com Prof. Severino Cabral (ESG), Prof. Francisco Alves de Almeida (EGN) e Prof. Vagner Camilo (INEST-UFF)

Dia 27/08 (terça-feira)

08:30 – 09:30 – Cadastramento dos participantes

09:30 – 12:00 – Mesa 03: “O fenômeno da Guerra: estudo sobre seus fundamentos” com Prof. Darc Costa (PEPI-IE-UFRJ), Prof. Danilo Marcondes (PUC-Rio) e Prof. Daniel Barreiros (UFRJ)

12:00 – 13:30 – Intervalo para almoço

13:00 – 15:30 – Mesa 04: “As Guerras do futuro” com CMG William Moreira (EGN), Prof. Ricardo Zortéa (ECEME) e Ten Cel Diogo (ECEMAR)

15:30 – 16:00 – Cerimônia de Encerramento

Solicite a inscrição clicando aqui

Local: Escola Superior de Guerra – Campus Rio de Janeiro (Auditório BRAVO).

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Source: DefesaTV Mundo

Presidente sul-coreano deseja reunificar as Coreias em 2045

Segundo o site Korea.net o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, declarou estar disposto a reunificar as Coreias em 2045. A declaração foi feita hoje (15), durante celebração dos 74 anos do fim do domínio japonês na Coreia.

Em 2045 as Coreias irão comemorar os 100 anos da liberdade. Além disso, foi exatamente em 1945 que a Coreia se dividiu em Norte e Sul. Moon Jae-in, comentou as vantagens de uma Coreia unida e os planos para a reunificação.

“Nós amadurecemos nos últimos 100 anos. Nós temos a confiança de podermos ultrapassar qualquer crise. A capacidade do povo em alcançar a paz e prosperidade na península coreana se fortaleceu. Podemos criar um país que não será abalado por ninguém”, disse o presidente.

Além disso, Moon Jae-in citou as possibilidades econômicas que poderiam resultar da reunificação coreana.

“Se combinarmos as capacidades das duas Coreias, mesmo mantendo os nossos respectivos sistemas políticos, será possível criar um mercado unificado de 80 milhões de pessoas. Uma vez que a península coreana esteja unida, espera-se que a Coreia se torne uma das seis maiores economias do mundo. Por cálculos feitos tanto aqui como no exterior, nosso PIB per capita poderia ser de US$ 70 mil a US$ 80 mil por volta de 2050”, declarou o presidente.

A declaração é feita após Moon Jae-in ter se encontrado por três vezes com seu homólogo norte-coreano Kim Jong-un. Os primeiros dois encontros ocorreram na Zona Desmilitarizada nos dias 27 de abril e 26 de maio de 2018, respectivamente.

Em setembro de 2018, os dois voltaram a se encontrar em Pyongyang. Além disso, Moon Jae-in esteve presente também no encontro simbólico entre o líder norte-coreano e o presidente Trump na Zona Desmilitarizada.

Durante a primeira Conferência Intercoreana em abril de 2018, os líderes coreanos se comprometeram a trabalhar pela desnuclearização da península, pôr fim às ações hostis, retomar as reuniões de famílias separadas pela Guerra da Coreia. No entanto, tais encontros ainda não surtiram os efeitos esperados.

  • Com agências internacionais

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Os Torpedeamentos e a Declaração de Guerra – agosto de 1942

No dia 15 de agosto completaram-se 77 anos do cruel ataque da Alemanha Nazista contra o Brasil, quando o submarino nazista U-507 iniciou seus crimes bárbaros, torpedeando seis navios mercantes nacionais indefesos em apenas cinco dias, ao longo do litoral entre Bahia e Sergipe.

Desapareceram no mar 600 patrícios inocentes, passageiros e tripulantes do Baependy, Itagiba, Araraquara, Annibal Benévolo, Arará e da barcaça Jacira. O pânico irrompeu dentre a população, sobretudo os que precisavam viajar.

Não havia rodovias nem ferrovias que interligassem as regiões do País. A aviação comercial civil era incipiente e quase não havia aeroportos. Assim falou Oswaldo Aranha: “Alemanha, bárbaros e desumanos contra a nossa navegação pacífica e costeira, homens, mulheres, crianças e navios do Brasil. Posso assegurar a todos os brasileiros que compelidos pela brutalidade da agressão, oporemos uma reação aos agressores bárbaros, que violentam a civilização e a vida dos povos pacíficos.”

Diante do clamor popular nas ruas, o Governo reconhece o estado de beligerância, e em 31 agosto de 1942, através do Decreto Lei n° 10.358, o Brasil declara o estado de guerra contra à Alemanha e Itália, seguindo-se a luta do Brasil como uma das 19 Nações Aliadas.

Nossas tropas de terra, mar e ar, de um pais pacifico e ainda rural souberam enfentar o nazi-fascismo. Gloria a Força Expedicionária Brasileira, Senta-a-Pua, Força Naval do Nordeste, Grupamento de Patrulha do Sul e Aviação de Patrulha.

  • Por: Israel Blajberg

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Líder mercenário jihadistas da “Malhama Tactical” morre em ataque aéreo sírio

Abu Salman al-Belarusi, líder e fundador do grupo de mercenários jihadistas Malhama Tactical , teria sido morto em um ataque aéreo sírio.

Várias fontes jihadistas afirmaram em 15 de agosto que o jihadista uzbeque foi morto, quando a aviação de combate síria alvejou sua posição no interior do sul de Idlib. O grupo de mercenários ainda não comentou esses relatórios até agora.

Imagem divulgada pela midia siria do exato momento do ataque contra o local aonde o lider mercenario islâmico estava escondido. Imagem via SANA Syria.

A Malhama Tactical, que é considerada a “Blackwater Islâmica”, esteve envolvida no treinamento de vários grupos terroristas no Grande Idlib desde sua fundação em 2015. Os mercenários do grupo também são conhecidos por participarem em ataques ao Exército Árabe Sírio (SAA). e ocasionalmente contra forças russas.

A confirmação da existência de grupos mercenàrios islâmicos apesar de não ser novidade, “cai como uma bomba” sobre a moral dos terroristas islâmicos que sempre alegam que lutam por motivação religiosa anti-ocidente e não por dinheiro e poder.

Outro fato sobre a Malhama Tactical é que todos seus integrantes de alto escalão que jà foram capturados, estavam cadastrados como integrantes de forças rebeldes anti-Assad e foram treinados por forças militares turcas, sauditas e até mesmo dos USA durante o perìodo final do governo Obama.

No mês passado, um ataque aéreo russo dizimou a sede da Malhama Táctical na Grande Idlib. No entanto, aparentemente não ocorreram baixas devido ao abandono da base terrorista pouco antes do ataque.

A notícia da morte de Abu Salman foi recebida com muito ceticismo por ativistas pró-governo e da oposição, já que os jihadistas, antes conhecidos como Abu Rofiq outro mercenàrio islâmico, haviam falsificado sua morte antes para criar desinformação.

Uma das raras imagens divugadas de Abu Salman al-Belarusi, anteriormente conhecido como Abu Rofiq. Imagem via SANA Syria.

Em fevereiro de 2017, a Malhama Tactical alegou que Abu Rofiq foi morto em um ataque aéreo russo em seu apartamento no centro da cidade de Idlib. No entanto, mais tarde, o jihadista reconheceu que ele fingiu sua morte para escapar da inteligência russa, que o tem caçado desde 2015.

“Eles [o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB)] estão sempre nos caçando. Temos que estar constantemente em guarda ”, Abu Rofiq disse à Europe Eye on Radicalization em uma entrevista publicada em 21 de fevereiro de 2019.

Com informações SANA Syria, AFP via redação Orbis Defense Europe.

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Os 70 anos das Convenções de Genebra e as Operações Militares em Conflitos Armados

Em 12 de agosto de 2019, foram celebrados os 70 anos das Convenções de Genebra, os mais conhecidos instrumentos de normatização do Direito Internacional dos Conflitos Armados (DICA) – As Leis da Guerra – também reconhecidos como “Direito Internacional Humanitário (DIH)”.

A ideia de que a humanidade deva ser protegida contra o flagelo da guerra pode ser encontrada em todos os povos da Antiguidade. Contudo, apenas no Século XIX, foram realizados esforços consideráveis para afastar a barbárie dos cenários dos conflitos armados.

Os eventos decisivos foram a criação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em fevereiro de 1863, e a assinatura, em agosto de 1864, das Convenções de Genebra para a Melhoria das Condições dos Exércitos em Campanha, que indicam o nascimento do DIH.

Antes do nascimento da etapa moderna do DIH, em meados do Século XIX, um cidadão suíço, Henry Dunant, foi testemunha circunstancial de uma contenda particularmente cruel, no ano de 1859, quando se dirigiu ao norte da Itália para um encontro de negócios com Napoleão III e passou por onde as tropas francesas acabavam de triunfar sobre o exército austríaco, no campo de Batalha de Solferino.

A indignação e piedade com a imagem de centenas de soldados feridos e abandonados o fizeram organizar os socorros. Pensando no futuro, teve uma visão que o levou à criação da Cruz Vermelha.

Dunant escreveu o livro intitulado Lembrança de Solferino, no qual descrevia os horrores que presenciou no campo de batalha e expunha suas idéias sobre os meios necessários para melhorar a assistência aos feridos.

O resultado originou a formação, em 1863, de um Comitê Internacional de Socorros aos Feridos, que foi o órgão fundador da Cruz Vermelha e promotor das Convenções de Genebra. Essa organização ficou conhecida, em 1880, como “Comitê Internacional da Cruz Vermelha” (CICV), nome que mantém até hoje.

Assim, voltando às origens da primeira Convenção, um texto com dez artigos foi aprovado por 16 potências, em 1864, visando a “melhorar a sorte que correm os feridos nos exércitos em campanha”.

Estipulou-se o respeito e a proteção ao pessoal e às instalações sanitárias, prevendo o recolhimento dos militares feridos ou doentes, qualquer que fosse a nação a que pertencessem. Nessa ocasião, foi criado o signo distintivo da cruz vermelha sobre fundo branco, que são as cores invertidas da bandeira nacional suíça.

A partir deste memorável marco, o direito humanitário aplicável aos conflitos armados, ulteriormente conhecido como Direito de Genebra, perseverou evoluindo com os episódios sangrentos. O crescente padecimento humano ensejou a atualização das normas para tentar limitar as hostilidades.

Em 1899, em Haia, por iniciativa do Czar da Rússia, Nicolas II, aconteceu a Primeira Conferência Internacional da Paz, reunindo representantes de 26 Estados, da qual resultaram três convenções.

A ocorrência de batalhas navais no fim do Século XIX fez urgir a elaboração da convenção sobre a proteção ao militar náufrago, que se concretizou finalmente em Haia, na Holanda, em 1907. Estavam representados 44 Estados, dentre os quais o Brasil, por intermédio de Rui Barbosaque por sua memorável atuação foi alcunhado de “Águia de Haia”.

Pouco tempo depois, as nefastas provas de atentados à vida humana, na Primeira Guerra Mundial, revelaram a urgência de rever os instrumentos protetivos. Dessa forma, em 1929, foi editada a “Convenção sobre Proteção dos Prisioneiros de Guerra”.

A Segunda Guerra Mundial evidenciou a premência de proteger a população civil, uma vez que as baixas dos não combatentes superaram as dos militares. Em outro espectro, conflitos internos em países da Europa, como a guerra civil espanhola, mostraram que os tratados humanitários tinham que se estender aos conflitos armados não internacionais.

Ante esse cenário, ao findar a Segunda Guerra Mundial, emergiu o consenso generalizado, tendente a revisar o Direito Internacional Humanitário. A Suíça, como depositária das primeiras Convenções, teve a iniciativa de reunir representantes diplomáticos; o CICV, de elaborar os projetos dos acordos.

O trabalho resultou em quatro “Convenções de Genebra de 1949”, hoje em vigor e ratificadas pela quase totalidade da comunidade internacional (em torno de 200 Estados). O Brasil é Parte nessas Convenções desde 1956.

Estes atos convencionais contemplam os conflitos armados internacionais, com a peculiaridade de haver o Artigo 3º, comum às quatro Convenções de Genebra, que versa sobre os conflitos armados não internacionais. Novas modalidades de conflitos deram lugar à paz mundial.

Após o fim da Segunda Grande Guerra, mais de uma centena de disputas violentas em vários países fizeram o Direito Internacional Humanitário se adaptar às peculiaridades exigidas pelas guerras de libertação nacional, guerras de descolonização e guerras revolucionárias, que não estavam contempladas pelo escopo das Convenções de Genebra.

Nem sempre os combates se davam de forma convencional e entre forças armadas identificadas, haja vista a ação de guerrilheiros, por exemplo.

Em 1974, nova conferência internacional resolveu aprovar dois Protocolos Adicionais às Convenções de Genebra de 1949, que vieram a desenvolver a proteção das vítimas destes novos tipos de conflitos: o Protocolo Adicional I (PA I) às Convenções de Genebra de 1949, relativo aos conflitos internacionais e guerras de descolonização; e o Protocolo Adicional II (PA II) às Convenções de Genebra de 1949, aplicável aos conflitos não internacionais, cuja intensidade ultrapassasse as características das situações de simples distúrbios internos. O Brasil depositou seus instrumentos de adesão a esses atos internacionais, em 1992.

O Decreto nº 7.196, de 1º de junho de 2010, promulgou o Protocolo Adicional III às Convenções de Genebra de 1949, relativo à Adoção de Emblema Distintivo Adicional (Protocolo III), aprovado em Genebra, em 8 de dezembro de 2005, e assinado pelo Brasil em 14 de março de 2006. Trata-se do Cristal Vermelho, também conhecido como Diamante Vermelho ou Emblema do Terceiro Protocolo.

Após essa viagem pelos antecedentes do DICA, é fácil examinar que hoje é verdade que a natureza dos conflitos armados está em mutação, e, atualmente, o regramento humanitário enfrenta os desafios de ser inserido no contexto dos conflitos assimétricos e na guerra contra o terrorismo.

Da mesma forma que o Brasil prepara suas defesas, mesmo quando não está ameaçado por um conflito imediato, é em tempo de paz que as medidas devem ser tomadas para garantir que qualquer guerra seja conduzida com o respeito devido ao regramento humanitário.

É dever de autoridades militares e civis, com responsabilidade na condução das atividades de defesa, adotar as medidas necessárias para prevenir tais infrações, buscando a ética nos conflitos armados, iluminada pelo Princípio da Humanidade e pela renúncia aos métodos de combate bárbaros.

Sob certa ótica, pode-se afirmar que a difusão é ação fundamental do DICA, levada a efeito mesmo quando não há conflito armado. Há o compromisso de o Estado implementar e difundir o DICA. Trata-se de uma forma de prevenção, considerando que o conhecimento das regras do jus in bello resulta em uma maior probabilidade de respeito a elas na ocorrência de conflitos armados.

O Art 83 do PA I contempla esta obrigação estatal desde os tempos de paz: “As Altas Partes Contratantes se comprometem a difundir o mais amplamente possível, tanto em tempo de paz como em tempo de conflito armado, as Convenções e o presente Protocolo em seus respectivos países e, especialmente, a incorporar seu estudo nos programas de instrução militar e encorajar seu estudo por parte da população civil, de forma que esses instrumentos possam ser conhecidos pela forças Armadas e pela população civil.”

Como bem ressalta a Diretriz para Integração do Direito Internacional dos Conflitos Armados às Atividades do Exército Brasileiro/2016, “(…) antes que seja interpretado como obrigação decorrente de tratados internacionais, o respeito à dignidade da pessoa humana se constitui no alicerce do ordenamento jurídico que o povo brasileiro escolheu de maneira soberana”.

A legitimidade das operações militares realizadas é um dos centros de gravidade das Forças Armadas. Essa premissa está relacionada à estrita observância dos marcos legais consolidados, às virtudes tipicamente militares e aos preceitos éticos institucionais. Portanto, intimamente ligados à preservação da dignidade humana, como indica a Constituição Federal.

Pessoas que moram em países afetados pela guerra acreditam que as normas são importantes. Quase a metade dos indivíduos que participaram de pesquisas realizadas pelo CICV, em áreas de países afetados por conflitos, acredita que as Convenções de Genebra impedem que as guerras sejam ainda piores.

Nesse sentido, para que as Convenções de Genebra de 1949 e demais instrumentos de DICA cumpram eficazmente sua finalidade, não basta ter o conhecimento. Tem de haver a integração do regramento humanitário ao preparo e emprego das Forças Armadas, coerente com as necessidades da conjuntura estratégica.

A regulação do uso seletivo da força exige operar sempre nos limites da lei, permitindo a conquista de parâmetros de confiança da opinião pública e da comunidade internacional. O apoio da população às ações empreendidas pelo Exército Brasileiro, sob os contornos da ética profissional militar, faz parte do êxito operacional para se alcançar o Estado Final Desejado.

  • Fonte: EBlog
  • Nota da Redação: O autor do presente artigo, Sr Eduardo Bittencourt Cavalcanti, é coronel da arma de Artilharia do Exército Brasileiro; instrutor do corpo docente permanente do International Institute of Humanitarian Law, em Sanremo-Itália. Foi Adjunto da Assessoria de Apoio para Assuntos Jurídicos (A2), do Gabinete do Comandante do Exército. É bacharel em Direito, especialista em Direito Militar, Direito em Administração Pública e Gestão em Administração Pública. Possui artigos científicos publicados no Brasil e no exterior sobre o DICA, entre eles o trabalho premiado no Concurso de Artigos Científicos para apresentação no VI Seminário do Livro Branco de Defesa Nacional, em 2011, e o intitulado “Direito Internacional dos Conflitos Armados: Preparação Ética da Força Terrestre”, no periódico Doutrina Militar Terrestre em Revista, do C Dout Ex, Edição 005, de junho de 2014. 

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Source: DefesaTV Mundo

Defesa aérea da Síria (SyAADF) intercepta míssil lançado do norte do Líbano

No final do dia 15 de agosto, as Forças de Defesa Aérea da Síria Árabe (SyAADF) interceptaram um míssil de um tipo não especificado sobre a cidade de Masyaf, no oeste do campo de Hama.

Citando uma fonte militar não identificada, a Agência de Notícias Árabe Síria (SANA) informou que o misterioso míssil veio do norte do Líbano.

“Às 23:06 de quinta-feira, 15-8-2019, nossa defesa aérea descobriu um alvo hostil vindo do norte do Líbano em direção à cidade de Masyaf, e imediatamente resolveu destruí-lo antes que ele atingisse seu alvo”, afirmaram os militares. disse a fonte.

Uma base russa está localizada na área, sobre a qual o míssil foi interceptado. Um sistema de defesa aérea S-400 é conhecido por ser implantado na base. Além disso, um sistema de defesa aérea Syrian S-300 é implantado em uma base próxima, além de sistmas mais antigos S-200, porém não foi divulgado qual sistema de qual base abateu o mìssil hostil.

Fontes pró-governo disseram que o míssil foi lançado por um avião de guerra israelense. Esse continua sendo o cenário mais lógico. No entanto, ainda está para ser confirmado.

Imagem ilustrativa via IDF Israel.

A Força Aérea Israelense (IAF) é conhecida por seu uso extensivo de chamarizes aéreos. A IMI Systems de Israel desenvolveu vários mísseis decoy ao longo dos anos, como o ADM-141A B TALD e o ADM-141C ITALD, que são equipados com intensificadores de radar ativos e passivos. O TALD tem um alcance de 126 km, enquanto o alcance do ITALD é superior a 300 km.

Israel pode ter lançado um míssil para provocar o SyAADF a fim de coletar informações e se preparar para futuros ataques aéreos contra alvos na região.

Com informações SANA Syria & AFP via redação Orbis Defense Europe.

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U.S. Marines navegam pelo Estreito de Ormuz com um LAV-25 na rampa do USS Boxer

Marines a bordo do navio de assalto anfíbio USS Boxer estão navegando pelo Estreito de Ormuz com um veículo blindado posicionado no convés de vôo, pronto para um eventual contra-ataque aos drones e as canhoneiras ràpidas iranianas.

O LAV-25 do Corpo de Fuzileiros Navais dos USA tem um sistema de alvo de ponta que direciona suas metralhadoras de corrente de 25 mm e metralhadora M240 de 7,62 mm. O Boxer está armado com mísseis antiaéreos, bem como vários sistemas, entre outras armas. Os helicopteros Vipers carregam dois mísseis ar-ar, foguetes, mísseis ar-terra e um canhão Gatling de 20 mm.

(U.S. Marine Corps photo by Gunnery Sgt. E. V. Hagewood/Released)

O Corpo de Fuzileiros Navais começou a fazer experimentos no ano passado com a colocação de LAVs nos decks dos navios de assalto anfíbios – capazes de transportar helicópteros e jatos verticais de decolagem e aterrissagem, bem como no transporte de fuzileiros navais.

 

Em setembro, o 31º MEU embarcou no Wasp, outro navio de assalto anfíbio, para um exercício no Mar da China Meridional com um LAV estacionado no convés de vôo, treinando para combater os tipos de ameaças que os fuzileiros navais poderiam enfrentar em cursos d’água hostis.

(U.S. Marine Corps photo by Gunnery Sgt. E. V. Hagewood/Released)

“Esta foi a primeira vez,” disse ao Capitão George McArthur, 31o porta-voz da MEU, que um pelotão do LAV-25 com a 31ª MEU executou este nível de focalização integrada a partir do convés de vôo de um navio. como o Wasp com braços combinados “.

Com informações do U.S. Marine Corps via redação Orbis Defense Europe.

 

 

 

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Operação Dragão: A invasão esquecida do sul da França 15 de agosto de 1944

Introdução por Yam Wanders.

Dois meses depois do desembarque na Normandia, uma operação militar muito pouco lembrada na història da 2a Guerra foi lançada, no sudeste da França, para alcançar as tropas inimigas e desbloquear o acesso aos portos do Mediterrâneo. A 15 de agosto começou a Operação Dragão (originalmente operation Anvil/Dragoon), com o objetivo de chegar aos portos de águas profundas na Provença. O intuito era ocupar um patamar entre Bormes e São Rafael, para escapar do fogo do inimigo entrincheirado nos arredores de Toulon, outra importante vila portuària do Mediterrâneo. Essa operação anfìbia é praticamente pouco ou quase nunca comentada no contexto da 2a Guerra Mundial, mas por outro lado é considerada como ” a operação perfeita”, dado a excelente relação de foças e meios empregados X resultado obtido, servindo de modelo para muitas outras operações que hoje são exercitadas por muias forças anfìbias pelo mundo afora.

Foram lançados 5.000 páraquedistas para retomar a estrada RN 7(Route Nationale 7), eixo estratégico para o vale do Rhône, com a intenção de isolar as forças alemãs e, em seguida, tomar Marselha e Toulon, portos que forneciam uma importante logística pelo mar. O sucesso da operação permitiria que as tropas aliadas se reunissem com as tropas que desembarcaram na Normandia um mês e meio antes. Ao plano de assalto aéreo, seguiu-se o naval: na manhã de 15 de agosto de 1944, 50 mil homens desembarcaram na costa do Var.
Durante a noite, a norte e a sul, as tropas franco-marroquinas conseguiram cortar as vias de aprovisionamento alemão. Ao mesmo tempo, as tropas americanas destruiram a artilharia nas ilhas ao largo da costa de Hyères.

Esquema do dia da invasão da Operation Dragoon. Imagem via AFP/Redação OD Europe.

Uma importante frota marítima de 220 navios americanos e britânicos, vinda da África do Norte, da Córsega e do sul da Itália fechou o flanco do sul. Os aliados enfrentaram 250 mil homens do exército alemão que controlava a Provença. A resistência das unidades do exército alemão foi bem relativa em comparação à da Normandia, de modo que, depois do desembarque os aliados perderam apenas 183 homens. Apesar de algumas tentativas de contra-ataque em Arles, o avanço aliado foi particularmente rápido: no dia 21 de agosto, foram libertados Aix-en-Provence, Arles e Avignon.


A partir de então, as unidades francesas e americanas conquistaram Toulon e Marselha e no leste, Cannes e Nice. E em 14 dias, o sul da França foi libertado. Resistentes e aliados desfilaram pelas ruas da cidade ao som dos aplausos da populaçã e os marselheses nunca mais esqueceram a libertação do dia 15 de agosto.

Operação Dragoon: Altos oficiais aliados na ponte da USS Catoctin (AGC-5), o carro-chefe da operação, levado em rota para a área de invasão em “D-minus-1”, 14 de agosto de 1944. Presente são (da esquerda para a direita) : Brigadeiro General GP Saville, USAAF, comandante aéreo; Major General AM Patch, EUA, Comandante do Sétimo Exército dos EUA; Vice-almirante HK Hewitt, comandante da Força-Tarefa Naval do Oeste; James Forrestal, secretário da Marinha; Contra-almirante AG Lemonnier, FN, chefe de gabinete da marinha francesa (80-GK-2018).

Operation Dragoon, a visão da U.S. Navy
Artigo do Naval History and Heritage Command

Fundo Estratégico

Apesar da avaliação do contra-almirante Morison, a Operação Dragoon quase não ocorreu. A Conferência EUA-Quadrante Britânico, realizada em Quebec em agosto de 1943, que definiu o prazo para a invasão da Normandia em 1944 ( Operação Overlord – “Dia D”), também discutiu a proposta “Anvil”, uma invasão simultânea do sul da França. Anvil foi visto com ceticismo pelos britânicos, que mantiveram uma atitude cautelosa em relação a qualquer operação de desembarque na França ocupada pelos alemães e também sentiram que qualquer esforço dos Aliados no teatro mediterrâneo deveria ser aplicado a operações na Itália ou nos Bálcãs como defendido por Winston Churchill. O planejamento desses ataques foi levantado novamente durante as conferências do Cairo e Teerã, realizadas de 22 de novembro a 1 de dezembro de 1943, quando a primeira data viável para a operação foi marcada para maio de 1944. A Operação Anvil estava ligada tanto à execução bem sucedida de Overlord quanto ao progresso aliado na Itália – a captura da linha Pisa-Rimini.

Embora o planejamento para a Operação Anvil já tivesse começado, era evidente no final de janeiro de 1944 que as operações terrestres na Itália não estavam progredindo bem. Os alemães eram oponentes habilidosos, tenazes, e o terreno difícil da Itália, o clima adverso e os erros de cálculo de vários comandantes americanos e britânicos haviam diminuído significativamente os movimentos aliados. Além disso, otimismo inicial de que o desembarque de 22 de janeiro em Anzio (Operação Shingle) aliviaria a situação das forças aliadas atoladas no sul de Roma. Finalmente, uma escassez projetada em todo o mundo por transporte marítimo anfíbio devido à manutenção prolongada da cabeça de ponte de Anzio e os recursos requeridos por Overlord serviram para empurrar a data da Operação Anvil de volta a julho, no mínimo.

LSTs loading for Operation Dragoon at Naples-Bagnoli, Italy, 8 August 1944. They include LST-76, LST-286, and LST-174, among others. Note LCS(S)(2) on bow davits of LST-286 and LCVPs carried by other LSTs (SC-192702).

Nesse caso, a utilidade da operação para Overlord, marcada para o início de junho, era questionável. Os britânicos permaneceram inflexíveis quanto à necessidade de reforços terrestres na Itália e indicaram que um movimento ofensivo renovado naquele país não seria retomado antes de meados de abril. Finalmente, no dia 2 de julho – quase um mês depois do desembarque na Normandia – depois de muita consulta entre o Estado-Maior Conjunto dos EUA e o Estado-Maior da Inglaterra, a Operação Anvil foi aprovada e marcada para 15 de agosto. O nome de código da operação foi alterado para “Dragoon” em 27 de julho para garantir a segurança. Os britânicos receberam o acordo americano de que Dragoon seria realizado sem impacto na mão de obra e recursos materiais necessários na Itália.

Áreas de aterrissagem e forças de ataque

Neste ponto, as operações subsequentes do Overlord no norte da França estavam indo tão bem que qualquer dispersão e interrupção das forças alemãs que teriam sido provocadas por um Oparação Anvil / Dragoon anterior não eram mais essenciais. Abrir outra frente contra a Alemanha permaneceu um objetivo de Dragoon, mas com os portos recapturados do norte da França trabalhando na capacidade máxima, a operação também visava garantir portos franceses adicionais de entrada para as forças Aliadas, particularmente para numerosas divisões do Exército dos EUA.

A área de Cavalaire-Agay, que se estende a sudoeste de Antibes até Cap Benat, ao longo da Côte d’Azur francesa, foi escolhida para os desembarques. O trecho da costa fornecia boas aproximações marítimas para operações de desembarque anfìbio, e, não tinha sido extensivamente explorado, não era fortemente defendido (muitas formações alemãs tinham pouco contingente e de qualidade medíocre) e era uma ponte adequada para ataques aos portos estratégicos de Toulon e Marselha mais a sudoeste. . A proximidade da área de desembarque para a Córsega (recapturada dos alemães em setembro de 1943) também foi vantajosa, uma vez que os recursos adicionais de apoio aéreo tático foram baseados lá.

O comboio de invasão segue em direção à área objetiva, agosto de 1944. Visto pelo USS Tulagi (CVE-72), o comboio inclui três outros portadores de escolta e um grande número de navios mercantes. Aeronaves no convés de vôo são caças Grumman F6F Hellcat (80-G-416654).

A Oitava Frota dos EUA, comandada pelo vice-almirante Henry Kent Hewitt, e a frota mediterrânea da Marinha Real forneceram o apoio anfíbio, bombardeio / fogo, guerra de minas, apoio aéreo naval e forças de operações especiais designadas como Força Tarefa Ocidental. (Operação Tocha , a invasão de 1942 do norte da África francesa, com a Operação Dragoon foram as únicas duas operações nos teatros europeus e mediterrâneos que incluíam o emprego de forças de porta-aviões.) A força-tarefa também incluiu vários tropas de combatentes franceses e poloneses.

A invasão de carregamento e veículos da LST em Nisida, Itália, em 9 de agosto de 1944, pouco antes da Operação do Sul da França. Observe a sobrecarga dos balões da barragem. Os navios que carregam na praia incluem (da esquerda para a direita): USS LST-1019; USS LST-504; USS LST-1020; e USS LST-995; entre outros. Passar pela distância do centro é LST-505.

O VI Corpo dos EUA do Sétimo Exército forneceu as três divisões de infantaria dos EUA (3º, 45º e 36º) que realizariam os assaltos iniciais nos setores de pouso (respectivamente do sudoeste ao nordeste) Alpha, Delta e Camel. As equipes de demolição submarina da Marinha deveriam acompanhar a primeira onda de tropas e remover obstáculos submersos e de praia. Duas divisões blindadas francesas e cinco divisões de infantaria francesas, constituídas de tropas francesas no norte da África e equipadas pelos Estados Unidos, eram as forças de continuação do dia D + 1.

A 1ª Força de Serviço Especial EUA-Canadá, uma brigada de infantaria ligeira especializada, foi designada para capturar as ilhas de Port Cros e Levante no setor de Sitka perto de Cap Benat, garantindo assim o flanco esquerdo da Operação Dragoon. Os comandos franceses deveriam capturar as principais baterias costeiras alemãs nos setores Camel e Alpha. Finalmente, a 1ª Força-Tarefa Aerotransportada, do tamanho de uma divisão, deveria ser deixada para trás das linhas alemãs entre os setores Camel e Delta. Essa formação incluiu um batalhão de infantaria de pára-quedas britânico, a única unidade terrestre britânica que participava da Operação Dragoon.

Execução

Como parte de uma ofensiva aérea geral contra o sul da França, as forças aéreas aliadas já haviam começado a bombardear instalações portuárias, fortificações costeiras, pontes e nós de comunicações nas proximidades das áreas de desembarque no final de abril. Essas missões foram realizadas com intensidade cada vez maior a partir de meados de maio, com o cuidado de não dar aos alemães quaisquer indicações de ligação entre alvos específicos e operações iminentes de pouso. Eles continuaram até a hora H (0800) em 15 de agosto, posteriormente em conjunto com o bombardeio da costa naval.

USS Quincy (CA-71) dispara sua artilharia de 8 polegadas / calibre 55 de Toulon, na França, enquanto apoiava a invasão, em 16 de agosto de 1944. Observe a cortina de fumaça deixada pelo navio ao lado para evitar o contra-fogo preciso da costa alemã. artilharia (80-G-367853).

Em antecipação à Operação Anvil / Dragoon, o treinamento anfíbio de unidades potencialmente escaladas como forças de desembarque foi realizado perto de Salerno, na Itália, desde fevereiro. Grande parte da Força-Tarefa Naval Ocidental foi montada e carregada em várias instalações portuárias ao redor da Baía de Nápoles, embora as formações blindadas francesas partissem de Oran, na Argélia. Comboios de embarcações de aterragem (LCIs e LCTs) realizados em Ajaccio, Córsega. As transportadoras partiram de Malta, enquanto forças de bombardeio e apoio de fogo estavam concentradas em Malta, Palermo, Taranto e Nápoles. Os comboios de seguimento imediato (dia D + 1) deveriam partir de Nápoles e Taranto. Surpreendentemente, apesar da expectativa de alguns ataques aéreos pelo enfraquecido Luftwaff alemãoe, as enormes assembléias de navios continuaram sem serem molestadas. O primeiro comboio de invasão a ser iniciado, composto principalmente de LCTs, partiu de Nápoles em 9 de agosto.

Expedição na Baía de Nápoles, Itália, no início de agosto de 1944, antes de partir para a invasão do sul da França. Dois cruzadores leves italianos estão presentes, junto com dezenas de navios anfíbios e combatentes da Marinha dos EUA e da Inglaterra (80-G-59468).

O vice-almirante Hewitt era um firme defensor do apoio ao bombardeio antes da invasão, rejeitando corretamente a opinião de alguns comandantes aliados de que os bombardeios pré-aterrissagem minavam o elemento teórico de surpresa das forças de assalto (desmentido na Operação Avalanche em Salerno). Assim, com base nos alemães avistando a força de invasão em 14 de agosto, um bombardeio pesado, particularmente de vários complexos de fortificação costeira, foi realizado por uma hora antes das primeiras aterrissagens em 0800. Os destróieres continuaram a fornecer apoio próximo em todo o campo. as operações de pouso. Marinha dos EUA e da Marinha Real forneceram cobertura aérea e apoio às tropas nas praias.

Cena em uma praia de invasão de Baie de Cavalaire, na direção do extremo sudoeste da ponta da praia de Dragoon, em 15 de agosto de 1944, com LCVPs do USS Andromeda (AKA-15) e Samuel Chase (APA-26) no centro. Um grupo de prisioneiros de guerra alemães está passando além dos LCVPs e uma cortina de fumaça está se desenvolvendo (80-G-59475).

Os desembarques em si foram muito bem sucedidos e quase opostos. Os alemães já estavam desmoralizados e desorganizados pelo bombardeio aéreo e naval e, com exceção de um ponto forte no setor de Camel, que acabou sendo neutralizado por um ataque aéreo de centenas de B-24 Liberator, acabarampor oferecer pouca resistência. Na noite de 17 de agosto, as forças alemãs sobreviventes estavam em plena retirada do vale do Rhone, continuamente atormentadas por combatentes da Resistência Francesa.

Soldados do Sétimo Exército dos EUA correm em uma das praias de invasão após aterrissar de LCIs em 15 de agosto de 1944. Entre os navios presentes estão o USS LCI-592 e o LCI-668 (SC-192652).

Os ataques aéreos alemães contra as forças de desembarque foram insignificantes, embora uma bomba guiada pelo Henschel Hs-293 (um dos 1os misseis teleguiados da historia) ​​tenha afundado o LST-282 em 15 de agosto. Em 19 de agosto, a Aviação da Marinha dos Estados Unidos utilizando F6F Hellcats e a Royal Navy com Seafires, em uma missão de reconhecimento armado, abateram cinco bombardeiros inimigos perto de Toulouse, a oeste das áreas de pouso da Dragoon.

Da mesma forma, o engajamento das já fracas forças navais alemãs no Mediterrâneo foi menor. Uma flotilha alemã de torpedeiros com sede em Gênova, que poderia ter ordenado contra a Força-Tarefa Ocidental, permaneceu no porto. No entanto, dois navios de patrulha alemães atacaram e foram afundados pelo USS Somers (DD-381) em 15 de agosto na ilha de Port Cros. Em 17 de agosto, a nordeste da área de desembarque de La Ciotat, USS Endicott (DD-495), Barcos PT e canhoneiras da Marinha dos EUA e forças de operações especiais britânicas, os chamados Beach Jumpers, estavam realizando operações de desvio (simulando uma força muito maior através de bombardeios em terra, contramedidas de rádio, tráfego de mensagens falsas e balões refletores). Eles foram atacados por uma corveta alemã e um navio de patrulha, que concentrou seu fogo em Endicott . Apesar de ter sido desarmado, o Endicott , comandado pelo tenente-comandante da Medalha de Honra, John D. Bulkeley , saiu vencedor. O grupo de operações especiais continuou sua missão original.

Um caminhão do Exército dirige-se para a costa a partir do USS LST-996 , o primeiro LST a chegar às praias do setor de pouso Delta, em direção ao centro da cabeça de Dragoon, ocupada pela 45th Divisão de Infantaria, 15 de agosto de 1944 (SC-192903).
USS Samuel Chase (APA-26) nas praias de invasão do sul da França após o desembarque de suas tropas embarcadas, em 15 de agosto de 1944. Observe as redes de embarque e o LCVP ao lado (NH 100077-KN).

Após a consolidação da cabeça de praia, as forças francesas dirigiram-se para sudoeste para capturar Toulon e Marselha. Em Toulon, uma forte resistência alemã foi encontrada, mas vencida em 26 de agosto. Em Marselha, as forças alemãs foram atacadas pela resistência francesa, que minou o comando e o controle do inimigo. Em 29 de agosto, a cidade estava em mãos aliadas. Os navios da Força-Tarefa Ocidental forneceram apoio a tiros, visando as antigas, mas muito sólidas, fortificações portuárias. Nas duas cidades, os alemães conseguiram destruir ou minar partes das instalações portuárias. Em Marselha, os destacamentos dos fuzileiros navais do USS Augusta (CL-31) e do USS Philadelphia (CL-41) aceitaram a rendição das unidades alemãs que defendiam as ilhas Frioul, fora do porto da cidade.

Tropas dos EUA desembarcam em 15 de agosto de 1944. LCIs à distância são os britânicos LCI-133 e LCI-316 . Observe bulldozer trabalhando no centro (SC-192907).

Apesar de seus antecedentes incertos, a Operation Dragoon foi bem concebida, baseado em duras lições aprendidas em operações anfíbias anteriores. As preocupações britânicas sobre o teatro italiano limitaram o número de forças terrestres aliadas, mas o poderio comandado das forças navais e aéreas envolvidas – e o despreparo e desordem alemães – contribuíram para um sucesso surpreendentemente rápido no campo de batalha que alcançou todos os seus objetivos táticos e estratégicos. um período mínimo de tempo.

Referências bibliograficas recomendadas:

Centro de História Militar. Campanhas do Exército dos EUA da Segunda Guerra Mundial: Sul da França (CMH Pub 72-31). Washington, DC: Centro de História Militar, 2014.

Clarke, Jeffrey J. e Robert Ross Smith. Exército dos EUA na Segunda Guerra Mundial: Teatro Europeu de Operações – Riviera ao Reno. Washington, DC: Centro de História Militar, 1993.

Morison, Samuel Eliot. História das Operações Navais dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, vol. XI: A invasão da França e da Alemanha. Boston: Little, Brown and Company, 1957.

Divisão de Táticas e Funcionários da Marinha Real da Marinha, Seção Histórica, Cajado Naval. Invasão do Sul da França: Operação “Dragoon”, 15 de agosto de 1944 (BR 1736 [36] Resumo da Batalha No. 43). Londres: Almirantado, 1950 (cópia desclassificada disponível na Biblioteca da Marinha , Navy Yard, Washington, DC).

Imagens e outros recursos
Galeria de Fotos da Operação Dragoon

Chefe da Seção de Aerologia de Operações Navais, “A Invasão do Sul da França: Aerologia e Guerra Anfíbia (NAVAER 50-30T-8)”. Washington, DC, janeiro de 1945.

USS SAMUEL CHASE (APA-26) ao largo das praias de invasão do sul da França, após o desembarque de suas tropas, por volta de 15 de agosto de 1944
USS Samuel Chase (APA-26) nas praias de invasão do sul da França após o desembarque de suas tropas embarcadas, em 15 de agosto de 1944. Observe as redes de embarque e o LCVP ao lado (NH 100077-KN).

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Forças anti-Assad na Síria sofrem pesadas perdas em equipamentos e pessoal

Em 14 de agosto, a Agência de Notícias Árabe da Síria (SANA) e outras fontes pró-governamentais divulgaram vídeos expondo as pesadas perdas que a milìcia “Hayat Tahrir al-Sham (HTS)” e seus aliados sofreram durante as recentes batalhas a oeste da cidade de Khan Shaykhun em Idlib do sul.

Os vídeos mostram dois carros de combate principais modelos T-62, dois veículos blindados não identificados e três caminhonetes adaptadas como posto de comando, todos destruídos pelo Exército Árabe Sírio (SAA), assim como uma grande quantidade de equipamentos militares e armas que podem ser de origem turca foram capturadas. Os cadáveres de vários militantes também podem ser vistos nas imagens.

De acordo com canais de informação pró-governo, a milìcia HTS e seus aliados perderam mais de 45 militantes durante as batalhas a oeste de Khan Shaykhun e pelo menos mais de uma centena estão presos.
As unidades da SAA conseguiram chegar à entrada oeste da cidade chave depois de assegurar as aldeias de Kafr Ayn, Tall Aas, Khirbat Murshid, Mantar , Umm Zaytunah e Kafr Tab .
O exército está atualmente trabalhando para capturar novas posições a noroeste de Khan Shaykhun, a fim de garantir totalmente sua retaguarda.

O Exército Árabe Sírio (SAA) matou dezenas de militantes radicais e capturou mais de uma centena em recentes confrontos na zona rural de Idlib.

Fotos divulgadas pela Agência de Notícias da Rede Abkhaziana (ANNA) também mostra dois militantes de alto posto de liderança, que foram capturados pela SAA. Segundo o canal Muraselon, o Exército Arabe Sirio capturou ainda mais militantes nas últimas horas.

Dois lideres rebeldes capturados pelo Exército Arabe Sirio na batalha de ontem. Imagem via SANA Syria.

As tropas da SAA avançaram significativamente a oeste de Khan Shaykhun, capturando as aldeias de Kafr Ayn, Tall Aas, Khirbat Murshid e Mantar. O exército também repeliu um grande ataque às suas posições na cidade de Qasabiyeh.

As próximas horas podem ser marcadas por um novo empurrão do Exército Árabe Sírio – SAA (Forças governamentais de Assad) em direção a Khan Shaykhun, ou as posições remanescentes dos militantes a leste dela.

Com informações da SANA Syria, Southfront via redação Orbis Defense Europe.

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Missão europeia no Estreito de Ormuz deve ser discutida no fim deste mês, diz Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta quarta-feira acreditar na ideia de que uma missão naval europeia no Estreito de Ormuz seria novamente discutida em reuniões informais entre os ministros europeus das Relações Exteriores e da Defesa ainda neste mês na Finlândia.

“Eu acho que o tópico sobre uma missão europeia será discutido lá novamente porque essa conversa ainda não aconteceu em lugar algum e então eu acredito que a Presidência finlandesa terá um papel de coordenadora nisso”, disse Merkel em uma coletiva de imprensa após se reunir com o presidente da Lituânia, Gitans Nauseda, que visita a Alemanha.

Os ministros europeus das Relações Exteriores e da Defesa devem se reunir informalmente em Helsinque no fim de agosto. A Finlândia assumiu a Presidência rotativa da União Europeia em 1º de julho.

Na semana passada, o Reino Unido se juntou aos Estados Unidos em uma missão de segurança marítima no Golfo Pérsico para proteger navios mercadores que viajam pelo Estreito de Ormuz, após o Irã apreender um navio com bandeira britânica. Duas semanas antes, o Reino Unido havia pedido uma missão naval liderada pela Europa.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heijo Maas, disse que o país não irá participar de uma campanha liderada pelos EUA no Estreito de Ormuz e que isso favorece uma missão europeia, mas alertou que também era complicado avançar nessa questão.

  • Com informações da agência Reuters

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