UNITAS LX fortalece a cooperação internacional entre 15 países

Pela sexta vez, a Marinha do Chile sediou o exercício naval internacional UNITAS LX (60, em romanos), desta vez nas cidades portuárias de Valparaíso e Coquimbo, entre os dias 24 de junho e 3 de julho.

Participaram do treinamento anual mais de 1.800 militares, para fortalecer as operações de cooperação internacional e de segurança e assim poder enfrentar juntos qualquer ameaça contra as nações parceiras.

“Estamos nos preparando de forma conjunta e combinada para podermos operar como uma só força”, disse o Contra-Almirante da Marinha do Chile Yerko Marcic, comandante em chefe da Esquadra Nacional Chilena, líder do exercício.

“O livre uso do mar é uma condição fundamental para a prosperidade e o desenvolvimento. Torna-se cada vez mais necessário proteger as áreas e as linhas de comunicações marítimas”, finalizou.

O UNITAS (unidade, em latim) é o exercício marítimo multinacional mais antigo do mundo. É realizado desde 1959 no âmbito do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, com o patrocínio das Forças Navais do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM).

Desde 2001, o treinamento está projetado para ser feito em duas fases: Pacífico e Atlântico. A última vez em que o Chile sediou esse encontro (Pacífico) foi em 2015.

A 60ª edição do UNITAS teve a participação das marinhas da Alemanha, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Honduras, Itália, México, Nova Zelândia, Peru, Reino Unido e Turquia.

As forças navais utilizaram 10 navios de superfície, quatro helicópteros, quatro aeronaves de exploração e um submarino, entre outros equipamentos, para trabalhar não apenas em nível tático, mas também no processo de planejamento e capacitação para conduzir uma força multinacional.

“Nós também projetamos a avaliação das capacidades dos diversos países e a maneira de complementá-las, para aproveitar o melhor de cada uma delas no material, na doutrina e no treinamento”, acrescentou o C Alte Marcic.

Após as etapas de planejamento e coordenação no porto, veio a fase de cenários marítimos, que simulou um conflito armado entre dois países, que determinaram o destacamento de uma força multinacional para restaurar a ordem no mar.

Nesse cenário bélico fictício, ocorreu um grande terremoto de 8,7 graus na escala Richter, que atingiu o país mais hostil, o que fez com que a força multinacional modificasse seu plano de operações para socorrer a população afetada.

“A iniciativa serviu ainda para solucionar problemas significativos, como assistência humanitária, resposta a desastres e segurança dos países, enquanto utilizávamos os diferentes recursos navais”, disse à imprensa o Contra-Almirante da Marinha dos EUA Donald Gabrielson, comandante das Forças Navais do SOUTHCOM.

Por sua parte, o Capitão de Fragata da Marinha da Colômbia Jaime Montañez, comandante da lancha rápida de ataque ARC Independiente FM-54, declarou que “será sempre conveniente contar com mais helicópteros e submarinos dos países vizinhos que possam apoiar.”

“Nessa edição, queríamos apresentar todas as variáveis [catástrofes, operações de interesse marítimo, segurança e comunicações marítimas] quase ao mesmo tempo, como um desafio para o planejamento dos cursos de ação”, explicou o C Alte Marcic.

“Pudemos comprovar as vantagens para a Marinha do Chile que representa o fato de termos o poder naval e o serviço marítimo sob um comando unificado. Isso se tornou um fator de força, já que pudemos utilizar todos os recursos existentes nas situações apresentadas, o que multiplica a capacidade disponível.”

A competição para atingir um grau adequado de eficiência de comando e controle é um dos principais objetivos do exercício e o mais complexo para ser alcançado, devido à diferença dos sistemas e doutrinas entre os participantes.

No entanto, o exercício permitiu comprovar que as forças navais da região têm os padrões de treinamento e preparo profissional para planejar, conduzir e participar como parte de uma força multinacional.

“O trabalho em equipe e a sincronização perfeita não permitem erros, pois são atividades de risco, e devemos maximizar as medidas de segurança para poder concretizar o propósito desses exercícios de guerra”, disse à imprensa o Capitão de Fragata da Marinha do Equador Jimmy Pozo, comandante da corveta de mísseis BAE Loja. O Equador sediará a próxima edição do UNITAS, em 2020.

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  • Com informações da Revista Diálogo América, por:Julieta Pelcastre 

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Source: DefesaTV Mundo

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