Avião militar brasileiro dentro de hangar, bandeira ao fundo.

Base Industrial de Defesa atinge US$ 1,815 bi no 1º semestre, cresce 29% e consolida Brasil com G2G, Embraer e missões do ministro José Mucio

Impulsionada por G2G e novos financiamentos, a Base Industrial de Defesa soma US$ 1,815 bilhão em autorizações e expande mercados para 130 empresas em 150 nações

A Base Industrial de Defesa registrou US$ 1,815 bilhão em autorizações de exportação no primeiro semestre de 2026, alta de 29% sobre igual período do ano anterior, sinal de avanço consistente na inserção internacional do setor.

“Em comparação com os US$ 1,404 bilhão registrados no primeiro semestre de 2025, o avanço demonstra a eficácia das políticas públicas voltadas à internacionalização do setor.” O movimento reforça a competitividade e o peso tecnológico brasileiro.

O país já exporta produtos de defesa para 150 nações, por meio de 130 empresas brasileiras. O ritmo maior de vendas agrega empregos qualificados e inovação à economia, conforme informação divulgada pelo Ministério da Defesa.

Autorização recorde e salto de 29%

O desempenho de US$ 1,815 bilhão marca um dos melhores resultados recentes da Base Industrial de Defesa. As exportações da BID atingem novo patamar tecnológico, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais do setor.

O avanço indica maior confiança nos produtos nacionais, crescente demanda por soluções de alto valor agregado e a eficiência de ações focadas na internacionalização, com foco em mercados estratégicos e contratos de longo prazo.

Medidas estruturantes, G2G e financiamento

Segundo Heraldo Luiz Rodrigues, “o avanço reflete medidas estruturantes adotadas pelo governo, incluindo a regulamentação das exportações na modalidade governo a governo, a ampliação dos mecanismos de financiamento e a intensificação da participação da indústria nacional em feiras e missões comerciais internacionais.”

A publicação da portaria de exportações G2G, o catálogo nacional de produtos de defesa e a ampliação de instrumentos de financiamento e garantias reforçam a Base Industrial de Defesa e abrem portas em novas praças.

Produtos, empresas e cadeias produtivas

Entre os destaques estão aeronaves e componentes aeronáuticos, explosivos, bombas, armamentos leves, munições, veículos militares e serviços de engenharia de alto valor. Embraer e Iveco Defence Vehicles figuram entre protagonistas dessa expansão.

O fortalecimento das exportações da Base Industrial de Defesa movimenta cadeias de engenharia, tecnologia, metalurgia, eletrônica, logística e pesquisa científica, retém talentos e difunde inovações com aplicações civis relevantes.

Diplomacia comercial e próximos passos

Missões internacionais lideradas pelo ministro José Mucio Monteiro à Argentina, Suécia, Finlândia e Chile ampliaram negócios e o diálogo estratégico, alinhando diplomacia, política industrial e tecnologia.

O Ministério da Defesa intensificou cooperação com Itamaraty, MDIC, ApexBrasil, BNDES, Banco do Brasil, Abimde e Simde. Para o segundo semestre, haverá missão empresarial a mercados prioritários, reforçando a Base Industrial de Defesa no exterior.

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