A SpaceX anunciou em 25 de agosto de 2026 a construção da Starbase Louisiana, um novo complexo de lançamentos no litoral sul do estado, no Vermilion Parish. Segundo TechCrunch e Forbes Brasil, o investimento previsto é de US$ 100 bilhões e a área ocupará aproximadamente 506 km², com infraestrutura voltada às operações da nave Starship.
Em paralelo, a discussão pública sobre o futuro das constelações orbitais ganhou novo capítulo. De acordo com as fontes apresentadas, o pedido à FCC para até 1 milhão de satélites não se refere à Starlink, mas ao Starmind, sistema de computação orbital anunciado por Elon Musk em junho de 2026. Já a Starlink, que segue como a maior rede de internet via satélite, recebeu em janeiro de 2026 autorização para lançar mais 7.500 unidades de segunda geração, elevando o total autorizado da Gen2 a 15 mil, conforme Exame e Tecnoblog.
O avanço desses projetos reacende o debate sobre a demanda por Elementos de Terras-Raras (ETR) e minerais críticos em infraestrutura espacial e satélites. As fontes destacam que a SpaceX não divulga inventários detalhados de materiais, o que exige análises ancoradas em literatura técnica reconhecida, como IEA e USGS, com estimativas transparentes e sem fabricar números não sustentados.
Como será a Starbase Louisiana
De acordo com a imprensa especializada citada nas fontes, a Starbase Louisiana será a segunda instalação da empresa com essa denominação e terá foco exclusivo nas operações da Starship, incluindo lançamento, pouso e reaproveitamento do veículo. O projeto prevê uma área de cerca de 50.585 hectares e investimento de US$ 100 bilhões, com planejamento de longo prazo para suportar milhares de voos por ano, mais de uma dezena de torres de lançamento e capacidade projetada de até 30 voos diários em regime pleno. As obras estão previstas para 2027, com primeiro lançamento estimado para 2029. As fontes também indicam um ambiente regulatório mais flexível a partir do fim de julho de 2026, quando o governo dos Estados Unidos sinalizou intenção de reduzir exigências ambientais aplicáveis à indústria espacial, somando-se a compromissos de compensação ambiental já assumidos pela empresa após controvérsias em Boca Chica, no Texas.
As fontes esclarecem ainda que o Falcon 9 não opera a partir das Starbases. O foguete segue com lançamentos principalmente a partir do LC‑39A e da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, e da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia. As Starbases, no Texas e na Louisiana, são dedicadas à Starship.
Starlink em expansão e o que é o Starmind
A Starlink, em operação comercial desde 2020, supera a marca de 12 mil satélites lançados e cerca de 9,2 mil em operação até maio de 2026, conforme as fontes. Em janeiro de 2026, a FCC autorizou mais 7.500 satélites da segunda geração, levando o total da Gen2 a 15 mil, com cronograma de implantação que prevê 50% até dezembro de 2028 e o restante até dezembro de 2031. As fontes também apontam a redução planejada da altitude operacional de aproximadamente 550 km para perto de 480 km ao longo de 2026, por razões de segurança orbital.
O Starmind, por sua vez, é um projeto distinto. O pedido à FCC para até 1 milhão de satélites foi protocolado em janeiro de 2026 e, segundo a imprensa especializada, Elon Musk batizou publicamente o sistema em junho do mesmo ano. Diferentemente da Starlink, voltada à conectividade, o Starmind foi concebido como camada de computação orbital, com cada satélite atuando como nó de processamento de IA e comunicando resultados à Terra por enlaces ópticos. As fontes descrevem unidades de teste AI1 com painéis solares de 70 a 75 metros de envergadura, radiadores dedicados e potência entre 120 kW e 250 kW, com lançamento de testes previsto para 2027. O projeto tem sido apresentado por Musk com ambição civilizacional, associando-se a um uso em larga escala de energia solar no espaço.
A pauta mineral: onde estão as terras-raras
As fontes consultadas assinalam que, na construção civil da Starbase, predominam aço, concreto, cobre e alumínio. Os Elementos de Terras-Raras e minerais críticos aparecem de forma concentrada em subsistemas, como motores elétricos de grande porte, automação, instrumentação, geração de energia e eletrônica de controle. Não há inventários públicos da SpaceX que quantifiquem massas ou composições por componente, o que impede cifras precisas.
Nos satélites, a presença de ETR é típica em ímãs permanentes de rodas de reação e atuadores, frequentemente em ligas de NdFeB ou samário-cobalto, além de semicondutores e sistemas de refrigeração. A fração de massa é pequena em cada unidade, mas a escala das constelações amplia a relevância agregada. As fontes destacam que qualquer número total para Starlink ou Starmind permanece uma ordem de grandeza e não um dado oficial, com sensibilidade maior em elementos como disprósio, térbio e samário. Referenciais de IEA e USGS, citados nas fontes, ajudam a situar o tema sem fabricar estimativas não documentadas.
Falcon 9: peça central com uso específico de ETR
O Falcon 9 segue como o lançador mais utilizado pela SpaceX, com dois estágios movidos a oxigênio líquido e RP-1, primeiro estágio com nove motores Merlin 1D e massa de lançamento próxima de 549 toneladas, segundo as fontes. A empresa não publica inventário de materiais do veículo. A literatura técnica citada aponta o uso de ETR em atuadores elétricos para vetorização de empuxo, em sensores inerciais, motores elétricos das pernas de pouso e grid fins, além de componentes de aviônica. A massa total desses elementos no foguete é considerada pequena, embora sejam de altíssima criticidade funcional. As fontes enfatizam a ausência de dados oficiais de quilogramas por veículo e desaconselham a criação de números não sustentados.




