O Brasil deu um passo para produzir ímãs permanentes de terras raras com insumo nacional. Em março de 2026, o Centro de Inovação e Tecnologia SENAI em Terras Raras (CIT SENAI ITR), em Lagoa Santa (MG), recebeu um lote de 20 quilos de carbonato de terras raras extraído no país para testes ligados à fabricação de ímãs de NdFeB.
Segundo as informações reunidas na fonte, a iniciativa busca evitar que o país atue apenas como fornecedor de minerais, avançando para etapas de maior valor agregado na cadeia, como separação, metalização, fabricação, aplicação e reciclagem.
Conforme registrado na fonte e em dados da FIEMG, o CIT SENAI ITR abriga a primeira fábrica de ímãs permanentes da América Latina, voltada ao desenvolvimento tecnológico e à demonstração industrial. O movimento integra o MagBras, projeto de cerca de R$ 73 milhões que visa consolidar uma cadeia nacional completa.
Matéria-prima brasileira em teste e a rota de produção nacional
Os ímãs de NdFeB utilizam elementos como neodímio, praseodímio e disprósio e estão associados a aplicações de alto valor tecnológico. O avanço da rota de produção com matéria-prima local procura agregar valor antes que o insumo deixe o país.
MagBras quer integrar da mineração à reciclagem
O MagBras reúne 28 empresas, sete instituições de ciência e tecnologia e três fundações, cobrindo etapas da mineração à aplicação industrial e à reciclagem. A lógica é reduzir a distância entre a existência de reservas e a capacidade de transformá-las em produtos de maior valor, com domínio das etapas intermediárias.
Infraestrutura pioneira, mas cadeia ainda em consolidação
De acordo com a FIEMG, o CIT SENAI ITR sedia a primeira fábrica de ímãs permanentes da América Latina. A estrutura opera como ambiente de desenvolvimento tecnológico e demonstração industrial, o que não significa, por si só, que o Brasil já tenha uma cadeia comercial de grande escala plenamente consolidada.
Valor econômico e desafios adiante
Um estudo recente associado à formulação de uma Estratégia Nacional de Terras Raras indica que as aplicações magnéticas respondem por cerca de 35% do volume mundial de terras raras, mas concentram aproximadamente 83% do valor de mercado. Esses componentes têm usos em energia, eletrônica avançada, mobilidade, petróleo e gás e áreas estratégicas, incluindo sistemas de defesa. Produzir ímãs de alto desempenho internamente pode reduzir vulnerabilidades e ampliar a autonomia industrial. Segundo a fonte, o desafio é converter os avanços de laboratório e demonstração em escala produtiva, competitividade e fornecimento regular. A própria fonte menciona que já houve referência a novembro de 2026 para um primeiro lote de protótipos, porém esse prazo não foi confirmado por fontes oficiais.




