O Ministério da Defesa conheceu o Xmobots Vision, um eVTOL autônomo em desenvolvimento cuja proposta inclui, futuramente, o transporte de soldados em missões de Defesa. De acordo com informações apresentadas pela empresa, trata-se de uma nova frente tecnológica voltada à mobilidade aérea autônoma.
Apresentado como uma evolução além dos sistemas aéreos não tripulados já presentes no portfólio da companhia, o projeto aposta em uma plataforma de decolagem e pouso vertical com operação autônoma. A Xmobots não informou cronograma de entrada em serviço, capacidade de carga, quantidade de aeronaves ou adoção formal pelas Forças Armadas.
A visita ocorreu na sede da Xmobots, em São Carlos, em 24 de setembro, com a presença do Secretário de Produtos de Defesa, Brig. Heraldo, e do Diretor do Departamento de Promoção Comercial da SEPROD, General Brion. Eles foram recebidos pelo fundador e CEO, Giovani Amianti, e pelo Diretor de Defesa, Reinaldo Junior.
O que propõe o Xmobots Vision
Segundo a Xmobots, o Vision abre uma nova frente de desenvolvimento ao avançar sobre uma plataforma eVTOL com operação autônoma. A iniciativa busca ampliar o debate sobre mobilidade autônoma em missões militares, aproximando conceitos de eVTOL e sistemas não tripulados das necessidades futuras da Defesa.
Transporte de soldados: potencial e limites atuais
Entre as capacidades futuras mencionadas pela empresa está o transporte de soldados. No material apresentado, a Xmobots não detalhou prazos de adoção, número de aeronaves, capacidade de carga ou qualquer decisão formal das Forças Armadas, mantendo a aplicação no campo do desenvolvimento tecnológico.
O que a comitiva do Ministério da Defesa viu na Xmobots
A agenda incluiu a linha de produção do Nauru 100D e da família SPAD, além de laboratórios, área de desenvolvimento de protótipos e diferentes núcleos de P&D. A visita permitiu conhecer de perto a estrutura de engenharia, desenvolvimento e produção que sustenta tecnologias da Xmobots no país, reunindo fabricação, prototipagem e pesquisa em uma única instalação industrial.
Autonomia tecnológica e diálogo com a Defesa
Segundo a empresa, o encontro reforçou o diálogo com o Ministério da Defesa sobre demandas estratégicas e sobre o fortalecimento da autonomia tecnológica brasileira no setor. Dominar engenharia, produção, pesquisa e evolução tecnológica é visto como central para transformar conhecimento próprio em soluções voltadas às necessidades militares. A presença conjunta de Nauru 100D, SPAD e Vision na mesma agenda evidencia diferentes estágios desse esforço: da produção de sistemas já desenvolvidos à exploração de novas plataformas autônomas com aplicações futuras em missões militares.




