A Visiona Tecnologia Espacial projeta a BRASSAT, constelação nacional de 44 satélites para comunicações, coleta de dados e sensoriamento remoto, visando ampliar a autonomia espacial do Brasil e reduzir a dependência de serviços estrangeiros.
Projeto e arquitetura da constelação BRASSAT
A Visiona Tecnologia Espacial, controlada pela Embraer Defesa & Segurança e Telebras, planeja a constelação BRASSAT composta por 44 satélites, divididos em três grupos destinados a comunicação, Internet das Coisas (IoT), monitoramento ambiental e observação da Terra.
O sistema prevê 24 satélites voltados à comunicação e coleta de dados, 16 satélites para monitoramento sistemático com resolução de 2,5 metros e quatro satélites para observação de áreas específicas com alta resolução.
Essa distribuição permite revisitas frequentes sobre o território nacional, integração de serviços dual uso – civis e militares – e a oferta contínua de dados essenciais para várias aplicações estratégicas.
Entenda a tecnologia da constelação de satélites
Constelações espaciais são formadas por satélites menores que operam em conjunto para garantir monitoramento mais frequente e cobertura global ou regional ampliada.
No caso da BRASSAT, a combinação de comunicações e sensoriamento remoto viabiliza a coleta de dados em tempo quase real e o acesso a imagens para diversas finalidades, desde defesa até monitoramento ambiental e agricultura de precisão.
Importância estratégica e aplicações
O projeto BRASSAT busca ampliar a capacidade brasileira de autonomia espacial, reduzindo a dependência de dados e serviços estrangeiros para a defesa, segurança pública, agricultura, e resposta a desastres naturais.
Além do uso militar, o sistema fortalece a cadeia produtiva nacional de tecnologia espacial, impulsionando pesquisa, capacitação científica e desenvolvimento industrial no país.
Ao garantir acesso contínuo a imagens e dados, a constelação pode contribuir significativamente para o planejamento territorial e a gestão ambiental, alinhada ao interesse estratégico nacional.
Impacto para o Brasil
A criação de uma infraestrutura espacial nacional visa transformar satélites em ativos permanentes do Estado, promovendo demanda contínua para empresas e centros de pesquisa brasileiros.
Entretanto, o impacto pleno depende do financiamento, políticas de longo prazo e reposição tecnológica constantes para manter a operação e evolução da constelação.
Desafios financeiros e próximos passos
A principal barreira para a concretização da BRASSAT é o financiamento do desenvolvimento tecnológico e a implantação da constelação piloto.
A Visiona pretende obter recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para iniciar a fase de demonstração e atrair parceiros adicionais.
O avanço do projeto depende do sucesso na captação desses recursos e da transição do planejamento para a operacionalização, etapa fundamental para transformar a proposta em um sistema espacial permanente e nacional.
O que já está confirmado e o que vem pela frente
A proposta da BRASSAT, sua configuração com 44 satélites e a busca por financiamento inicial pelo FNDCT estão confirmadas segundo fontes institucionais.
Ainda não há orçamento fechado, contrato de implantação ou cronograma definido para o lançamento completo da constelação; o foco imediato é a fase piloto e demonstração tecnológica para viabilizar o projeto.
Fonte: Defesa em Foco.


