Alunos do Colégio Naval visitaram a NUCLEP em Itaguaí (RJ) para conhecer a engenharia e fabricação das seções dos cascos resistentes de submarinos da Classe Riachuelo, parte do PROSUB, programa estratégico da Marinha do Brasil.
Engenharia e produção industrial da NUCLEP para o PROSUB
A Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (NUCLEP), empresa do setor de defesa brasileira, é responsável pela fabricação de seções dos cascos resistentes dos quatro submarinos convencionais da Classe Riachuelo, integrando o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) da Marinha do Brasil. Essa atividade exige alta complexidade tecnológica, infraestrutura industrial robusta e mão de obra especializada, demonstrando a capacidade nacional em engenharia naval e construção de equipamentos estratégicos.
A participação da NUCLEP no PROSUB evidencia a importância do desenvolvimento da cadeia produtiva nacional em defesa, garantindo soberania tecnológica e competência técnica no país. A fabricação das seções dos cascos resistentes, componente fundamental para a integridade estrutural dos submarinos, reforça a maturidade industrial da empresa em projetos de grande envergadura e complexidade.
Entenda o PROSUB e a Classe Riachuelo
O PROSUB é um programa estratégico da Marinha do Brasil que visa o desenvolvimento, fabricação e manutenção de submarinos, fortalecendo a indústria naval e a soberania tecnológica do país. A Classe Riachuelo é o conjunto de quatro submarinos convencionais construídos dentro desse programa, com componentes como a seção do casco resistente sendo produzidos por empresas brasileiras como a NUCLEP.
A visita formativa dos alunos do Colégio Naval às instalações da NUCLEP
No dia 8 de outubro de 2026, alunos do Colégio Naval participaram de uma visita técnica às instalações da NUCLEP em Itaguaí, Rio de Janeiro. Recebidos por lideranças como o diretor Industrial, capitão de mar e guerra engenheiro naval Alexandre Vianna, e o gerente-geral de Obras Estratégicas, Evandro Monteiro, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer diretamente os processos industriais, estruturas e tecnologias empregadas na fabricação dos cascos resistentes dos submarinos.
Essa iniciativa aproximou os futuros oficiais da Marinha do ambiente tecnológico e industrial que sustenta projetos estratégicos como o PROSUB, ampliando sua compreensão sobre as especialidades técnicas e capacidades produtivas fundamentais para a defesa nacional. A visita também teve caráter motivacional, contribuindo para despertar interesse nas áreas de engenharia e tecnologia nuclear entre os alunos.
A tenente Mariana Taranto ressaltou que o contato com a indústria e tecnologia da NUCLEP pode influenciar positivamente a escolha de carreira dos estudantes no campo da engenharia.
Importância do Colégio Naval na formação militar
O Colégio Naval é uma instituição de ensino da Marinha do Brasil que prepara futuros oficiais, com foco em formação técnica, científica e militar. Visitas como essa fortalecem a integração entre a formação acadêmica e as aplicações práticas e tecnológicas da indústria de defesa.
Impactos para a indústria nacional e a soberania tecnológica brasileira
A fabricação de componentes estruturais para os submarinos da Classe Riachuelo pela NUCLEP reforça a capacidade produtiva nacional em um segmento de elevada exigência tecnológica e estratégica. Essa participação industrial fortalece a autossuficiência brasileira na área de defesa, um aspecto fundamental para a soberania do país.
Além disso, a conexão entre a indústria e a formação dos futuros oficiais cria um ciclo virtuoso, ao aproximar a educação militar das inovações e competências técnicas que sustentam os projetos estratégicos da Marinha. Embora a visita não tenha anunciado novas etapas de produção ou investimentos, ela evidencia ações concretas de aproximação institucional e valorização do conhecimento tecnológico produzido internamente.
Soberania tecnológica e defesa nacional
Garantir produção local de equipamentos estratégicos é chave para a soberania tecnológica, reduzindo dependência de fornecedores externos e assegurando autonomia em decisões de defesa. Programas como o PROSUB, com participação ativa da indústria nacional, são exemplos dessa estratégia.
Fonte: Defesa em Foco.




