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Base Industrial de Defesa

Saab testa veículo submarino autônomo desenvolvido com a Suécia

A Saab, a Administração Sueca de Material de Defesa (FMV) e as Forças Armadas da Suécia concluíram a primeira etapa de desenvolvimento de um veículo subaquático não tripulado de grande porte, conhecido como LUUV. A plataforma foi construída e passou por ensaios marítimos.

O projeto busca criar uma base para testar sensores, sistemas de controle e capacidades autônomas, além de avaliar possíveis operações em conjunto com submarinos e outras plataformas navais. A iniciativa ocorre em meio ao interesse crescente pela vigilância subaquática e pela proteção de infraestruturas no fundo do mar.

Segundo informações divulgadas pela Saab, o demonstrador utiliza o sistema Autonomous Ocean Core. A empresa e seus parceiros não apresentaram especificações completas sobre alcance, profundidade operacional ou duração das missões, nem anunciaram a incorporação do veículo ao serviço da Marinha sueca.

LUUV é uma plataforma de testes, não uma frota operacional

O programa é liderado pela FMV, em cooperação com as Forças Armadas suecas e a Saab. A conclusão da primeira etapa marca a passagem da concepção para uma plataforma funcional submetida a testes no mar. O objetivo é permitir a experimentação e orientar decisões futuras, não anunciar a compra em série de veículos.

Em agosto de 2025, a Saab havia comunicado um contrato inicial de 60 milhões de coroas suecas para desenvolver um grande veículo subaquático autônomo. Esse valor corresponde à contratação inicial de desenvolvimento, e não à aquisição de uma frota.

Mats Wicksell, diretor da área de negócios Naval da Saab, afirmou que a colaboração entre a empresa, a FMV e os militares ajudou a transformar tecnologias em uma capacidade prática de experimentação. A declaração expressa a avaliação da fabricante e não representa uma certificação operacional ou uma avaliação independente do desempenho.

Software e sensores estão entre as próximas etapas

O Autonomous Ocean Core é o sistema de controle autônomo da Saab para plataformas de superfície e subaquáticas. Segundo a empresa, a abordagem centrada em software contribuiu para integrar a plataforma e poderá facilitar a evolução de funções digitais durante o desenvolvimento.

A Saab informou que pretende aperfeiçoar o software, os sensores e os recursos autônomos. O anúncio, porém, não detalha o grau de autonomia já demonstrado nem confirma que o veículo possa executar missões complexas sem supervisão humana.

Também está entre os objetivos estudar operações em conjunto com submarinos tripulados. A possibilidade de complementar plataformas existentes permanece em avaliação: não foram confirmados testes de lançamento ou recolhimento a partir de um submarino operacional, nem a integração do LUUV a uma esquadra.

Mar Báltico reforça o interesse em vigilância submarina

O desenvolvimento ocorre em um contexto de atenção à segurança marítima europeia. O Mar Báltico concentra rotas de navegação, cabos de telecomunicações e infraestrutura energética, fatores que ajudam a explicar o interesse por tecnologias de observação subaquática.

Veículos não tripulados podem, potencialmente, complementar navios e outros recursos na coleta de informações sobre o ambiente submarino. Mas a Saab não informou que o LUUV já esteja equipado ou certificado para inspecionar cabos, detectar sabotagens ou realizar vigilância permanente. O demonstrador também não foi apresentado como uma arma operacional.

A experiência sueca pode servir de referência para debates sobre pesquisa e integração de sistemas autônomos no Brasil, incluindo a proteção de interesses associados à Amazônia Azul. Não há, contudo, indicação de aquisição do LUUV pela Marinha do Brasil ou de participação brasileira no projeto.

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