A Marinha do Brasil acompanhou a Operação REPMUS 2026, realizada entre 14 e 21 de setembro nas regiões de Troia e Sesimbra, em Portugal. O exercício reuniu cerca de 300 sistemas não tripulados, segundo a divulgação institucional da edição.
Militares do Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) observaram tecnologias de controle remoto, integração de sensores e coordenação de plataformas. Os conhecimentos podem contribuir para o aperfeiçoamento do PRISMA, projeto brasileiro voltado a sistemas marítimos autônomos, mas o programa não foi levado nem testado no exercício.
Os números divulgados para o evento incluem mais de 3.700 participantes, representantes de 36 marinhas e 14 navios de apoio. Eles se referem à dimensão internacional da operação, não a equipamentos ou efetivos brasileiros.
O que foi observado em Portugal
A comitiva do CASNAV foi composta pelo diretor do centro, capitão de mar e guerra Hugo Leonardo Fernandes da Costa, pelo encarregado da Divisão de Sistemas Autônomos, Virtuais e Inteligentes, capitão de fragata Rodrigo da Silva Vieira, e pelo capitão-tenente engenheiro Douglas Silva de Lima. Os militares acompanharam atividades da Célula de Inovação e Experimentação Operacional de Sistemas Não Tripulados da Marinha Portuguesa.
Entre os meios observados estava o USV Trator do Mar, empregado em varreduras com sonar multifeixe na área de Sesimbra. A operação era conduzida remotamente a partir de uma estação em Troia. O exemplo ilustra o uso de um veículo sem tripulação embarcada para levantamento do ambiente subaquático, não uma capacidade de combate atribuída ao sistema.
Possíveis subsídios para o PRISMA
A programação também incluiu estações transportáveis de controle, equipamentos modulares, compartilhamento de dados entre sensores e aplicações de inteligência artificial no ambiente marítimo. A coordenação de múltiplos veículos exige que as plataformas transmitam informações aos operadores e recebam orientações compatíveis com seus sistemas.
Segundo o CASNAV, as observações podem oferecer referências para aperfeiçoar o planejamento de missões, a distribuição de tarefas e o monitoramento de sistemas embarcados no PRISMA. O comunicado não detalha melhorias já implementadas, aquisição de equipamentos ou transferência de tecnologia.
Assim, a contribuição documentada da participação brasileira é o intercâmbio técnico e a observação de soluções internacionais. O próximo ponto a acompanhar é se esse conhecimento será incorporado a etapas verificáveis de desenvolvimento e testes do projeto nacional.




