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Internacional

Pesca ilegal no Atlântico Sul amplia pressão sobre a vigilância marítima do Brasil

A pesca ilegal em águas do Atlântico Sul é apontada como uma ameaça crescente aos recursos marinhos e à fiscalização das zonas econômicas exclusivas (ZEEs) da América do Sul. Artigo publicado pelo Defesa em Foco relata avistamentos de pesqueiros chineses nas proximidades da Ilha da Trindade e defende maior presença brasileira na região.

Segundo o texto, embarcações envolvidas nessa atividade podem desligar seus equipamentos de identificação, entrar na ZEE durante a noite e mudar de bandeira quando detectadas. Em alguns casos, um navio de apoio, chamado de “navio-mãe”, fornece capacidade frigorífica para barcos menores.

A fonte cita a pesca de atum e espadarte por embarcações estrangeiras e afirma que a prática também pode ser realizada por pescadores brasileiros. A atividade, além de pressionar estoques pesqueiros, retira recursos que poderiam gerar receitas e empregos nos países costeiros.

Monitoramento da Amazônia Azul

O artigo defende a implementação urgente do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ) e a construção de mais navios-patrulha oceânicos. A extensão das águas jurisdicionais brasileiras, argumenta a publicação, torna insuficiente depender apenas de relatos de pescadores no mar.

O texto também propõe que o Brasil lidere uma coalizão sul-americana contra a pesca ilegal. A cooperação é apresentada como resposta às limitações de fiscalização das marinhas da região e ao alcance internacional das frotas pesqueiras.

Pressão sobre o Atlântico Sul

De acordo com a publicação, a redução de estoques pesqueiros no Sudeste Asiático e na Europa tem sido acompanhada por maior presença de embarcações asiáticas perto das zonas econômicas exclusivas da África Ocidental e da América do Sul. O artigo ainda menciona um projeto suspenso e em análise para instalar no Uruguai um porto pesqueiro ligado à empresa chinesa Shandong BaoMa Fisheries, que funcionaria como base logística para até 500 barcos.

Como precedente histórico, a fonte recorda a chamada Guerra da Lagosta, entre Brasil e França, de 1961 a 1963. Também cita a preocupação argentina com a pesca ilegal e a criação, em fevereiro de 2021, do Comando Conjunto Marítimo do país para combater o problema.

O debate envolve fiscalização, proteção de recursos e capacidade de acompanhar embarcações em uma área marítima extensa. Para o Defesa em Foco, uma estratégia marítima nacional e investimentos em vigilância são necessários para responder à ameaça nas águas brasileiras.

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