O Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e a ARES Aeroespacial e Defesa firmaram uma parceria para desenvolver um sistema antidrone baseado na estação de armas REMAX. O acordo foi formalizado no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 2026.
A iniciativa busca reunir recursos para detectar, identificar, acompanhar e neutralizar cineticamente drones de pequeno porte. A proposta prevê que a operação possa ser feita de dentro de viaturas, reduzindo a exposição da guarnição.
Segundo comunicado do CTEx, a previsão é disponibilizar um primeiro protótipo para testes no primeiro semestre de 2027. O anúncio marca o início de um projeto de pesquisa e desenvolvimento, não a confirmação de um sistema pronto ou adotado pelo Exército.
REMAX será a base tecnológica do projeto
O REMAX é um sistema de armas remotamente controlado e estabilizado, desenvolvido anteriormente pelo CTEx e pela ARES. Mais de 300 exemplares já foram entregues ao Exército Brasileiro, segundo o comunicado da instituição.
A nova iniciativa deverá acrescentar e validar capacidades voltadas à defesa contra pequenas aeronaves. Ainda não foram divulgados detalhes sobre a arquitetura final, os sensores, o armamento ou o alcance previsto.
Guarani e Guaicurus são citados para possível integração
O CTEx mencionou a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Guarani 6×6 e a Viatura Blindada Multitarefa Guaicurus 4×4 como plataformas que poderão receber o sistema. A operação a partir do interior dos veículos é um dos objetivos do projeto.
A integração, porém, não está concluída. Sua viabilidade dependerá de ensaios de engenharia e de decisões futuras do Exército. Também não foi informada a quantidade de viaturas que poderia ser equipada.
Protótipo ainda passará por testes
O cronograma divulgado prevê um protótipo no primeiro semestre de 2027, sujeito ao andamento das atividades de pesquisa e integração. A previsão não corresponde a uma data de entrada em serviço.
O acordo não informa o investimento, o custo por unidade, a duração total do projeto ou uma eventual encomenda de produção em série. O desempenho e a confiabilidade do sistema integrado também precisarão ser avaliados em testes.
O projeto concentra-se em drones de pequeno porte e na neutralização cinética. Conforme o CTEx, a proposta busca ampliar a proteção de viaturas, mas os resultados ainda dependerão da integração dos componentes e das avaliações do Exército.




