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FEMAR e IPqM apoiam sistemas nacionais do Navio-Patrulha Mangaratiba

A construção do Navio-Patrulha Mangaratiba (P73) envolveu, além das atividades no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), o desenvolvimento de sistemas tecnológicos para a embarcação. A Fundação de Estudos do Mar (FEMAR) apoiou iniciativas ligadas à construção naval e projetos conduzidos pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM).

O navio foi incorporado à Marinha do Brasil em 30 de outubro de 2026, durante cerimônia de Mostra de Armamento no AMRJ, na Ilha das Cobras. O presidente da FEMAR, Almirante Marcelo Francisco Campos, participou da solenidade.

Segundo informações divulgadas pela Fundação e registros de seus projetos, o apoio incluiu atividades relacionadas ao Sistema de Controle e Monitoração (SCM) e ao Sistema de Comando e Controle Georreferenciado (SisC2Geo). Os sistemas têm funções diferentes a bordo e refletem a participação de instituições nacionais no desenvolvimento tecnológico do navio.

SCM monitora equipamentos e condições técnicas

O SCM está ligado ao acompanhamento de equipamentos e funções da embarcação. Documentos de contratação da FEMAR descrevem componentes como fontes de alimentação, sensores e dispositivos destinados à monitoração da propulsão, de sistemas auxiliares e do controle de avarias.

Um termo de referência de 2025 prevê a aquisição de detectores ópticos de fumaça e sensores de temperatura para o subsistema de controle de avarias. A Fundação também divulgou um processo seletivo público relacionado ao convênio nº 20301/2024-010/00, firmado com o IPqM para desenvolver, testar e implantar o SCM-Mangaratiba. O procedimento previa a compra de dez monitores com tela sensível ao toque.

Esses registros indicam o escopo do suporte ao projeto, mas não constituem, por si só, comprovação de que todos os itens foram instalados ou de resultados de testes e aceitação do sistema embarcado.

SisC2Geo integra informações para apoiar decisões

O SisC2Geo tem outra finalidade: integrar dados de radares, sensores, navegação e sistemas de armas. Conforme a Agência Marinha de Notícias, o sistema foi desenvolvido pelo IPqM para oferecer à tripulação uma visão integrada do cenário operacional e apoiar decisões.

A FEMAR registra apoio administrativo e financeiro à implementação do SisC2Geo no Mangaratiba. Assim, enquanto o SCM acompanha sistemas e condições técnicas do navio, o SisC2Geo reúne informações voltadas à consciência situacional e ao comando e controle. A participação da Fundação no suporte aos projetos não significa autoria técnica exclusiva dos sistemas.

Navio atuará na área do 4º Distrito Naval

O Mangaratiba é o quarto navio da Classe Macaé e integra o Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (PRONAPA), que prevê 11 embarcações. De acordo com a Marinha, o programa busca ampliar as capacidades de patrulhamento, fiscalização e proteção dos interesses marítimos brasileiros.

Com cerca de 54,2 metros de comprimento e raio de ação divulgado de 2.500 milhas náuticas, o P73 foi destinado à área de responsabilidade do 4º Distrito Naval. A atuação planejada inclui a foz do rio Amazonas e a Margem Equatorial. Entre as missões citadas pela Marinha estão fiscalização marítima, combate a ilícitos, busca e salvamento, proteção de recursos naturais e apoio a populações de localidades isoladas.

A construção do Mangaratiba no Arsenal também integra a retomada de capacidades da indústria naval militar. Segundo a Marinha, as obras do P73 e do Navio-Patrulha Miramar (P74), ainda em construção, mobilizam aproximadamente 250 profissionais, entre militares e trabalhadores de empresas contratadas.

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