Fuzileiros Navais brasileiros treinaram desembarques anfíbios durante a Operação Mare Aperto 2026, conduzida pela Marinha Italiana entre 2 e 25 de outubro. Embarcado no navio anfíbio italiano San Giusto, o grupo de 15 militares participou de atividades no Mediterrâneo, incluindo a região da ilha da Sardenha. A comitiva incluía duas Soldados Fuzileiros Navais.
Os exercícios envolveram o deslocamento de tropas do navio para a terra com veículos anfíbios da família AAV7, além de treinamento de combate urbano e procedimentos de segurança em áreas de desembarque. Segundo a Agência Marinha de Notícias, o intercâmbio permitiu aos participantes conhecer métodos operacionais italianos e compartilhar experiências relevantes para o estudo da doutrina anfíbia brasileira.
O que envolve um desembarque anfíbio
O movimento navio–terra é a passagem coordenada de tropas e equipamentos de meios navais para o litoral e, depois, sua atuação em terra. A atividade exige planejamento, comunicações e sincronização entre os diferentes elementos. A fonte oficial não informa quantos AAV7 foram empregados nem atribui a propriedade dos veículos ao Brasil.
Na programação, os militares também praticaram técnicas de fogo e movimento, retraimento, uso de equipamentos de visão noturna, familiarização com armamentos e defesa pessoal. Foram realizados ainda exercícios relacionados à segurança de zonas de pouso de helicópteros e de áreas de interesse operacional.
Observador brasileiro acompanhou planejamento
Separadamente, o Capitão-Tenente Lucas Crespo de Lima, Adjunto da Seção de Inteligência e Operações do Comando da 1ª Divisão da Esquadra, acompanhou o exercício como observador a bordo do navio italiano San Giorgio. Segundo a Marinha do Brasil, ele teve contato com procedimentos de planejamento e condução de operações anfíbias e com aspectos da doutrina italiana.
A participação como observador foi distinta do treinamento realizado pelos 15 Fuzileiros Navais embarcados no San Giusto. A Marinha não divulgou resultados de avaliações individuais nem informou certificação de capacidades obtida pelo grupo. Também não anunciou contratos, aquisição de veículos ou acordos de operações permanentes relacionados ao exercício.
Intercâmbio e aperfeiçoamento profissional
Em declaração institucional, o Capitão de Corveta (Fuzileiro Naval) Antonio Augusto Corrêa do Nascimento, Oficial de Logística do Comando da Divisão Ribeirinha, avaliou que a participação contribuiu para o intercâmbio profissional e a coleta de ensinamentos sobre planejamento e execução de operações anfíbias.
Os conhecimentos observados podem ser avaliados pela Marinha do Brasil para identificar práticas úteis à instrução e ao preparo do Corpo de Fuzileiros Navais. Seus efeitos sobre a doutrina brasileira dependem de análises posteriores e de decisões da Força.




