Exército e Omnisys avançam na nacionalização do computador de tiro do Leopard 1A5

Exército e Omnisys avançam na nacionalização do computador de tiro do Leopard 1A5

Sete pessoas em frente a um tanque militar.

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O Exército Brasileiro deu mais um passo importante em direção à independência tecnológica e ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa. Nos dias 21 e 22 de outubro de 2025, engenheiros da Omnisys, empresa brasileira do grupo Thales, participaram de uma visita técnica a unidades militares em Santa Maria (RS), com foco na nacionalização do computador de tiro do Leopard 1A5 BR, um dos principais blindados de combate da Força Terrestre.

A atividade foi conduzida pela Seção de Fabricação do Destacamento Avançado do Departamento de Ciência e Tecnologia (SF/DA-DCT), elo da Diretoria de Fabricação (DF) na guarnição de Santa Maria. O trabalho se insere no Projeto de Nacionalização de Componentes da VBC CC Leopard 1A5 BR, iniciativa estratégica que busca garantir autonomia, redução de custos e transferência de conhecimento tecnológico para o Brasil.

Nacionalização tecnológica: autonomia e soberania na manutenção do Leopard 1A5 BR

Pessoas sobre tanque militar Leopard 1.

A nacionalização do computador de tiro do Leopard 1A5 BR é um marco na busca por autonomia tecnológica da Força Terrestre. No Parque Regional de Manutenção da 3ª Região Militar (Pq R Mnt/3), os engenheiros da Omnisys tiveram acesso ao Sistema de Navegação, Direção e Controle de Tiro (SNDCT – EMES) do blindado, observando o trabalho de manutenção e diagnóstico realizado pela equipe técnica militar.

Essas análises permitirão o desenvolvimento de soluções nacionais compatíveis com os padrões operacionais do sistema, substituindo gradualmente componentes importados e garantindo sustentabilidade logística de longo prazo. Para o Exército, dominar a tecnologia embarcada em seus blindados representa mais que economia: é garantia de soberania operacional e capacidade de pronta resposta em qualquer cenário.

Cooperação industrial: parceria entre Exército e Omnisys fortalece a Base Industrial de Defesa

Grupo observa equipamentos eletrônicos em laboratório técnico.

A presença dos engenheiros da Omnisys, empresa integrante do grupo Thales, evidencia o papel estratégico da indústria brasileira de defesa. Durante a visita ao Centro de Instrução de Blindados (CI Bld), os especialistas puderam conhecer os Meios Auxiliares de Instrução (MAI) — simuladores de torre e chassi empregados na capacitação de guarnições.

Esse intercâmbio técnico entre militares e engenheiros promove sinergia entre o setor público e o privado, base do fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID). A Omnisys, já reconhecida por seu trabalho em radares e sistemas eletrônicos, atua agora no domínio de tecnologias optrônicas e de controle de tiro, consolidando um novo ciclo de cooperação e transferência de tecnologia com o Exército Brasileiro.

Impacto estratégico: o Leopard nacionalizado e o futuro da modernização de blindados

A Diretoria de Fabricação coordena, em âmbito nacional, o Projeto de Nacionalização de Componentes da VBC CC Leopard 1A5 BR, que visa aumentar o índice de conteúdo nacional e prolongar a vida útil da frota de blindados. Essa iniciativa reduz a dependência de fornecedores estrangeiros e eleva a capacidade de manutenção e modernização autônoma do parque de viaturas do Exército.

Mais do que um avanço pontual, o projeto sinaliza o fortalecimento do Sistema Defesa, Indústria e Academia (SisDIA) — eixo fundamental da inovação em defesa no país. A nacionalização do computador de tiro é um passo crucial para a consolidação de competências que poderão ser aplicadas em futuros programas de blindados nacionais, como o Guarani 2.0 e possíveis substitutos do Leopard a médio prazo.

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Fonte: Defesa em Foco

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