Marinha testa armas da Taurus na Operação Furnas 2026 em Minas Gerais, valida T4, T10, RPC e TX9 e impulsiona a Base Industrial de Defesa com os Fuzileiros

No maior exercício militar recente de Minas Gerais, Marinha testa armas da Taurus em ambiente ribeirinho e anfíbio, reúne cerca de 2 mil militares e acelera validação operacional de novos sistemas

A Operação Furnas 2026 levou a Marinha do Brasil ao Lago de Furnas, em São José da Barra, em um cenário realista, com missões ribeirinhas e anfíbias, apoio à Defesa Civil e emprego intenso de meios navais e terrestres.

No centro dos testes, a Marinha testa armas da Taurus em quatro plataformas, T4, T10, RPC e TX9, avaliando precisão, ergonomia, confiabilidade e manutenção em alta umidade, poeira e constante movimentação embarcada.

O exercício ocorreu entre 22 de junho e 3 de julho, mobilizou cerca de 2 mil militares e aproximou operadores e indústria, um passo chave para inovação acelerada, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Operação Furnas 2026 transforma São José da Barra em laboratório operacional

Coordenada pelo Corpo de Fuzileiros Navais, a operação mobilizou uma força expedicionária que percorreu aproximadamente 1.000 quilômetros entre o Rio de Janeiro e o Sul de Minas Gerais.

O objetivo foi testar a pronta resposta da Força de Fuzileiros da Esquadra em ambiente lacustre e ribeirinho, com foco em deslocamentos, desembarques e segurança de perímetro em áreas urbanas e rurais.

Foram empregados carros lagarta anfíbios, blindados JLTV e Piranha, a nova Embarcação de Desembarque Litorâneo, EDLit, caminhões UNIMOG U5000, drones e comunicações por satélite.

Os fuzileiros usaram ainda equipamentos de desativação de explosivos, meios de observação óptica e contaram com a presença de observadores internacionais em fases críticas do exercício.

T4, T10, RPC e TX9 passam por validação operacional

No núcleo técnico dos ensaios, a Marinha testa armas da Taurus com avaliações práticas feitas pelos próprios operadores, o que gera dados imediatos para ajustes e evolução dos projetos.

O T4 é um fuzil de assalto calibre 5,56 x 45 mm, modular, compatível com diferentes acessórios ópticos e táticos, pensado para patrulha, combate próximo e uso embarcado.

O T10 é um fuzil de batalha calibre 7,62 x 51 mm, destinado a missões de combate, apoio de fogo e tiro de maior alcance, oferecendo maior energia no alvo e versatilidade tática.

A RPC é uma carabina compacta calibre 9 mm, voltada para operações especiais, proteção de instalações e emprego por tripulações de veículos militares em espaços restritos.

A TX9 é uma pistola calibre 9 x 19 mm, equipada com sistema de segurança Tetra Lock e arquitetura preparada para acessórios modernos, adequada a patrulhas e ações de segurança.

Durante os testes, foram avaliadas precisão, ergonomia, confiabilidade, modularidade, facilidade de manutenção e o desempenho em umidade elevada, poeira e vibração em plataformas navais.

fornecendo dados importantes para futuras evoluções dos equipamentos”, diz o balanço dos operadores sobre as avaliações práticas em campo.

Segundo a Taurus, esse contato direto entre projetistas e operadores permite incorporar rapidamente sugestões obtidas em campo aos ciclos de pesquisa e desenvolvimento”.

Protocolo de Intenções com os Fuzileiros entra em fase prática

A presença da Taurus no exercício marca a fase prática do Protocolo de Intenções assinado em 10 de fevereiro de 2026 com o Corpo de Fuzileiros Navais, com apoio institucional do BNDES.

O acordo prevê cooperação no desenvolvimento de novos sistemas de armas leves e coletivas nos calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .50, além de estudos de um drone armado para tropas anfíbias.

Pelo modelo, os militares identificam necessidades e validam os equipamentos em uso real, enquanto a Taurus transforma as demandas em soluções industriais com engenharia e laboratórios dedicados.

O ciclo encurta o caminho entre P&D e disponibilidade em campo, reduz riscos de aquisição, melhora desempenho e alinha o portfólio às necessidades reais das unidades operacionais.

BID integrada, centenário da Marinha em Minas e ações cívicas

A Base Industrial de Defesa mostrou integração, com a Protecta e seus coletes balísticos flutuantes, a Condor Tecnologias Não Letais e seus equipamentos de menor potencial ofensivo.

A SIATT, ADTech levou simuladores do míssil MAX, a UFEx demonstrou manufatura aditiva para produção de componentes em campo, e a ALIX Business Solutions exibiu rastreabilidade logística.

O exercício também celebrou os 100 anos da Marinha em Minas Gerais, com atividades históricas e presença da comunidade em áreas próximas às ações no Lago de Furnas.

As tropas realizaram Ações Cívico Sociais, Aciso, com atendimento médico e odontológico às comunidades ribeirinhas, reforçando a vocação de apoio à população.

Ao aproximar usuários, indústria e pesquisa, a Marinha testa armas da Taurus e acelera a inovação, fortalece a Marinha do Brasil e amplia a competitividade do setor de defesa no mercado internacional.

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