Operação Minuano integra 308 militares de Brasil e Uruguai em simulação para missões de paz da ONU

A Operação Minuano reuniu 308 militares do Exército Brasileiro e do Exército Nacional Uruguaio (ENU) em um cenário de missão de paz da ONU, entre 17 e 21 de agosto. Do total, 271 eram brasileiros e 37 uruguaios, estes representando a División de Ejército IV. De acordo com informações publicadas pelo Defesa em Foco, o treinamento buscou integrar planejamentos e decisões de ambos os países em um ambiente multinacional.

O exercício foi conduzido pela 8ª Brigada de Infantaria Motorizada, a partir de seu Quartel-General em Pelotas (RS), e incluiu etapas em Santa Maria (RS). A proposta central foi aprimorar a interoperabilidade, com equipes mistas trabalhando nas áreas de Manobra, Logística e Inteligência.

A preparação foi dividida em três modalidades: simulação construtiva, simulação virtual e apoio de fogo. As fases de simulação ocorreram no Centro de Adestramento Sul (CA-Sul), que disponibilizou e administrou os recursos tecnológicos do treinamento.

Planejamento conjunto e interoperabilidade

Na simulação construtiva, estados-maiores brasileiros e uruguaios foram distribuídos em diferentes células operacionais e receberam problemas táticos simulados. As equipes precisaram construir, de forma combinada, soluções para as áreas de Manobra, Logística e Inteligência. O objetivo foi desenvolver a capacidade de planejar e decidir em estrutura integrada, requisito essencial para operações multinacionais.

Simulação de combate e ciclo de avaliação

Os planejamentos elaborados foram inseridos em softwares de combate, que reproduziram virtualmente os embates e retornaram resultados aos estados-maiores. Assim, as equipes puderam avaliar os efeitos das decisões, ajustando rotas de ação. O método estabeleceu um ciclo de preparo: planejar, executar virtualmente, avaliar e corrigir, permitindo testar alternativas sem a necessidade de reproduzir fisicamente todas as situações de combate.

Apoio de fogo e infraestrutura de treinamento

A terceira frente envolveu o apoio de fogo, com planejamento e execução virtual dos fogos que dariam suporte às ações da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada. As etapas de simulação virtual e de apoio de fogo foram conduzidas a partir de Santa Maria (RS), no CA-Sul, responsável por disponibilizar e administrar os recursos tecnológicos empregados.

Próximo passo: simulação viva em 2027

Segundo o Defesa em Foco, a atividade realizada em 2026 prepara uma etapa mais complexa prevista para 2027, com a realização de uma simulação viva. Nesse modelo, militares, armamentos e ambiente serão reais, enquanto os efeitos do combate seguirão simulados. As tropas deverão se deslocar para o terreno e aplicar manobras, técnicas, táticas e procedimentos, levando para a prática parte do que foi planejado nos ambientes de simulação. A Operação Minuano, assim, estabelece uma ponte entre a preparação de 2026 e a fase viva programada para 2027, fortalecendo a capacidade combinada para missões de paz.

Rolar para cima