Veículo militar ao pôr do sol em campo aberto.

Exército amplia combate ao tráfico na fronteira com apoio do SISFRON na Operação Jaguaretê-Oeste

O Exército Brasileiro ampliou as ações de combate ao tráfico de drogas, armas e outros crimes transfronteiriços na fronteira Oeste durante a Operação Jaguaretê-Oeste. De acordo com informações publicadas pelo Defesa em Foco, a mobilização reúne patrulhamentos terrestres e fluviais, postos de bloqueio e fiscalização, além do emprego de tecnologias do SISFRON, equipamentos do Projeto COBRA e viaturas blindadas Guarani.

Conduzida pelo Comando Militar do Oeste (CMO), a operação tem como objetivos reforçar a fiscalização da faixa de fronteira e combater ilícitos que ultrapassam limites estaduais e nacionais. As ações ocorrem em pontos estratégicos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, combinando presença militar no terreno, monitoramento e atuação conjunta com órgãos federais e estaduais.

O destaque está no emprego simultâneo de três capacidades da modernização da Força Terrestre: o SISFRON para monitoramento e apoio à decisão, os blindados Guarani para mobilidade protegida e os equipamentos do Projeto COBRA focados no combatente. A integração entre recursos humanos e tecnológicos busca ampliar a consciência situacional e orientar respostas rápidas diante de possíveis ilícitos.

Como o SISFRON apoia o combate a crimes transfronteiriços

O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) agrega sensores, sistemas de comunicação e ferramentas de apoio à decisão voltadas ao controle da faixa de fronteira terrestre. Na Operação Jaguaretê-Oeste, essas capacidades são usadas para acompanhar áreas de interesse e apoiar respostas institucionais. A tecnologia adiciona uma camada de monitoramento à presença física das tropas, integrando diferentes fontes de informação e ampliando a consciência situacional. Segundo o comandante militar do Oeste, general Alcides Valeriano de Faria Junior, os recursos tecnológicos dão suporte à atuação contra tráfico de drogas e armas, descaminho e contrabando.

Blindados Guarani e patrulhamento na fronteira

As viaturas blindadas de transporte de pessoal Guarani, integrantes do Programa Estratégico Forças Blindadas, estão sendo empregadas no patrulhamento. Projetadas para oferecer mobilidade e proteção, elas apoiam deslocamentos e ações em ambientes onde proteção, mobilidade e permanência no terreno são essenciais. Além disso, as equipes realizam patrulhas por terra e vias fluviais, estabelecem postos de bloqueio e controle e fiscalizam pessoas, veículos e embarcações.

Projeto COBRA e o foco no combatente

Os equipamentos do Projeto Combatente Brasileiro (COBRA) são utilizados para aumentar a proteção e a consciência situacional do militar em missão. Na mesma operação, três níveis de capacidade aparecem articulados: o SISFRON para monitoramento, comunicação e apoio à decisão; o Guarani para mobilidade protegida; e o COBRA para dotar o combatente de recursos táticos. A integração dessas frentes é apontada como aspecto estratégico da Jaguaretê-Oeste.

Ação integrada com órgãos federais e estaduais

Outro eixo central é a atuação interagências. Participam agentes de instituições federais e estaduais dentro de suas competências legais, com atividades de monitoramento e compartilhamento de informações. A abordagem conjunta busca responder à diversidade de ilícitos na faixa de fronteira, como tráfico de drogas e armas, contrabando, descaminho e crimes ambientais. Inserida no cronograma de cooperação da Força Terrestre com órgãos de segurança e fiscalização, a operação visa contribuir para a proteção do território, a segurança das comunidades locais e a redução do espaço de atuação de organizações criminosas. Nesse contexto, a capacidade tecnológica funciona como multiplicador da presença no terreno.

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